O que ficou do Brasileiro para as cinco forças: Figueirense, Avaí, Criciúma, Joinville e Chapecoense
05 de dezembro de 2011 143Cai o pano. Dentro de campo, o futebol acabou em 2011. Como foi o Nacional para as cinco forças catarinenses? Aí vai a minha opinião:
Figueirense: A participação na Série A foi fantástica. Não foi bem no Estadual, mas este clima de “decepção” por não chegar à Libertadores é puro contexto, emoção pela rodada decisiva. Logo passa e o que vai ficar é a consolidação do Figueira como clube de Série A, respeitado em todo o Brasil. A qualidade do grupo é inquestionável e, conforme o clube agir para o ano que vem, vem favorito para o Estadual. Claro, vai depender do novo técnico e da reposição de peças importantes que saem, como Nem.
Avaí: O clube tem que cuidar para não cair em mais um “conto” do clássico. Comemorar ter barrado o rival é, como disse acima, contexto. É bom para o torcedor, é bom para o dia seguinte, mas nada vale para o futuro. Este, vejo promissor nas mãos de Ovelha, um técnico que gosto. Tem que ver se o futebol, nas mãos de Carlito, diminui os erros e aumenta os acertos, porque no comando técnico terá um cara que entende de Estadual. Administrativamente, o Avaí tem um clube estruturado fora do futebol. Apenas tem de achar um jeito de trazer a torcida de volta ao seu lado.
Criciúma: Uma Série B apenas “para cumprir tabela”. Com um pouco mais de comando no futebol, teria disputado o acesso. Ficam duas lições: tem condições de sobra para tentar isso em 2012; tem que achar uma estabilidade maior no comando do futebol. O presidente Angeloni precisa achar este ajuste fino. No Estadual vai novamente correr por fora, já que Figueirense, Avaí e agora o JEC já têm uma base mais sólida.
Joinville: O grande desafio é usar sua torcida sempre presente, sua base já montada, e o calendário que permite mais recursos para agregar à tradicional organização da cidade a volta do futebol competente. Um ano importantíssimo para o tricolor. No Estadual, dependendo de como gerenciar a mudança de ano, pode ser colocado como um dos favoritos.
Chapecoense: Lá vai o Oeste, novamente, construir tijolo por tijolo seu time. Mais dá certo do que errado. As vezes o Verdão erra a mão e (quase) cai de divisão. Muitas vezes acerta e busca o título. Por este motivo, qualquer análise é arriscada antes de ver as contratações que serão feitas, sempre priorizando o “estilão” guerreiro da região.
