Comecemos pelas decisões urgentes de Branco para equilibrar o Figueirense. Sim, porque o Alvinegro precisa de equilíbrio tático, compactação, “trocação” de bola” no meio campo, o que vai devolver a posse de volta ao time, tirar a pelota dos pés adversários e evitar a passagem tão fácil dos alas rivais, o que pode melhorar o rendimento dos alas alvinegros.
Sendo mais objetivo: por incrível que pareça, a solução para esta configuração está lá na frente, e não necessariamente mexendo no meio, na ala, ou na zaga. É minha tese.
Aloísio está fazendo a sua, bola na rede e movimentação ofensiva adequada. Mas Júlio César, ao invés de turbinar o ataque, está deixando o time num 4-4-1-1. Até que o imperador alvinegro recupere sua forma física, acho que já era hora de lançar mão de Niell ao lado de Aloísio. Melhora o ataque, preocupa os alas adversários, estes sobem menos, tira a sobrecarga na sua zaga. É o remédio para a febre. Mas, aí tem de ter coragem de mexer em Julio Cesar.
Fora isso, tem de ficar atento: a dupla de zaga está se entendendo? E os alas, são suficientes para aguentar o tranco? Bom, aí quem pode responder é o técnico Branco.
No Avaí, algumas soluções para a qualidade na finalização (Capixaba ainda não emplacou) estão na Ressacada. Trata-se de Nunes, que todos lembram do Santo André. Atacante raçudo, ao gosto da galera avaiana. O trabalho será psicológico para segurar o lado temperamental do atleta, no mais é desfrutar de sua luta constante dentro de campo e qualidade técnica. Gilmar completará as ações do departamento de futebol para resolver o setor.
Resolvido o ataque, a questão é como o Avaí vai ter um futebol mais regular e que se imponha sobre o adversário. Aí é uma questão que eu insisto há tempo: Ovelha é prático na sua proposta de futebol. Obtém resultados a partir da leitura de situações jogo a jogo. Se conseguir padrão tático, ótimo. Se não conseguir, dá um jeito de buscar os pontos. Virtude para uns, falta de recurso para outros. Ou seja, o Avaí não vai priorizar o “jogar bonito”, esqueçam. Mas vai chegar na briga, podem ter certeza.
Dos grandes, outro técnico que entra na rodada cheio de questões a definir é Luiz Gonzaga Milioli. Acho cruel, mas até seu emprego está em jogo. O motivo? Seu time, um dos favoritos ao título, é o único que não venceu e vê o turno se esvair se não vencer. Goiano, do Tigre, e Gilberto, da Chapecoense, com seus times em alta, passaram um início de semana mais light.

