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Posts de abril 2012

A violência com o Miguel e Floripa, o Estado e o país entregues para a bandidagem

30 de abril de 2012 69

Perdi a conta do número de vezes que saí da minha morada para ir ao programa do Miguel Livramento nos domingos à noite.

E quando aconteceu esta violência com ele ontem, me veio à mente: poderia ter sido eu.

E eu, não é de agora, estou assustado com nossa Florianópolis. Meu filho está começando a ir ao colégio sozinho, já tem idade para isso. Mas está quase impossível deixa-lo caminhar pelo Centro. São hordas de vagabundos, crackeiros e gentede má índole, tomando conta do pedaço.

Roubam migalhas para cobrir seus vícios. Sabem que não há lugar para eles nas cadeias. Só que não têm noção de nada, para roubar um tênis, ou R$ 10 que seja, estão dispostos a tudo.

E o poder público? Não há policiais nas ruas. Não há programas sociais para recolher esta gente e oferecer-lhes alternativa ou tratamento.

Estamos entregues à própria sorte. Basta transitar pela cidade e olhar. Está claro o abandono do poder público da questão segurança. Na semana passada, amigas da minha esposa foram assaltadas no Campeche. Elas são do Sul do Estado e visitavam a praia.

São todos os governos, federal, estadual e municipal, vergonhosamente falhos em ações políticas que nos protejam.

Vem eleições aí.

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Florianópolis em êxtase. Duas semanas em que só vai se falar de Avaí e Figueirense

29 de abril de 2012 193

Senhores e senhoras, temos um clássico. Desde 1999 não se experimenta esta emoção. Antes, foi na década de 1970. Requintes de emoção e tensão nos dois jogos. O Avaí de virada um 2 a 1 quente, o Figueira quase se complicando no segundo tempo, mas fechando em 3 a 1 (veja como foram os jogos clicando aqui).

Se fosse só um clássico, já seria motivo de alegria para quem gosta de futebol em Florianópolis. Mas trata-se de um encontro em final de campeonato.

E, em decisão, este encontro, que já é grandioso, ganha contornos épicos. Serão duas semanas intensas. E, se havia alguma vantagem pelo Figueirense ter sido campeão de turno e returno, um clássico é a única situação onde o mando perder força.

Temos, torcedores e torcedoras, um campeonato dentro do campeonato. Esqueçam tudo que aconteceu até esta definição. O que veremos não tem nenhuma relação com o campeonato até aqui.

Estruturas balançam quando você deixa de ser campeão, por Figueirense ou Avaí, numa final entre ambos. As poucas vezes que aconteceram, já provaram.

Favoritismo? Ora, só se estiver de brincadeira alguém arrisca determinar um favorito neste exato momento.

Mesmo com todas as dificuldades vividas pelo Avaí para chegar e com a relativa tranquilidade percorrida pelo Alvinegro.

Bom, vamos respirar esta noite. Dormir bem. E, amanhã, pelas ruas de Florianópolis, é dia de vestir as camisas e começar a “inticar”.

Sempre no espírito ilhéu, sarcástico, inteligente, debochado, bem humorado, mas pacífico. Vamos construir, minuto a minuto, uma final inesquecível, com tensão, sim, com emoção, sim, mas com paz acima de tudo.

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Há favoritos, e são Figueirense e Chapecoense

27 de abril de 2012 73

Desde a semana passada alertei que, na minha opinião, construir uma vantagem seria fundamental para os mandantes, para eliminar o pequeno favoritismo que havia de Figueirense, de um lado, de Chapecoense de outro.
 
Nenhum dos dois, nem Joinville, tampouco Avaí, alcançaram este objetivo. Então, me parece lógico, até incontestável, que o tal "pequeno" favoritismo ganhou leve força.
 
Há favoritos, portanto, e são eles Figueirense e Chapecoense.
 
Lidar com esta condição não é para qualquer um, mas, todos sabem, só é atribuido favoritismo quando uma série de circunstâncias estão aliadas.

No caso Alvinegro, um time de elite, que tem bom grupo e alta folha salarial justificam. Tudo vai se intensificar se o atacante Aloisio jogar, já que, ninguém nega, é um definidor.

No caso do Verdão, a luta pelo bicampeonato, por si só, mostra a qualificação dos grupos montados no Oeste, mais o rendimento da reta final demonstram que o Índio não veio brincar.
 
Qualificação para desconstruir esta situação, JEC e Avaí têm. Jogadores de ótima qualidade, como um Cleber Santana, ou um Ricardinho, por exemplo, estão por lá. É uma bobeada, um biquinho, e tudo muda.
 
Este é o quadro para o final de semana.

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Eu e o bate-papo com os blogueiros no histórico show do Paul McCartney na Ressacada

26 de abril de 2012 47

Conto para vocês uma história curiosa que rolou com blogueiros, ontem, no show do Paul. Tô entrando no banheiro das cadeiras e um sujeito, meia idade, bem humorado, sorrindo brinca comigo:

- Tá em casa, hein Castiel!

Ato contínuo, outro cara que saia do banheiro olha para nós e diz:

- Em casa? Castiel é alvinegro secador.

Ficamos nos olhando, aí falei:

- Afinal, vocês têm de decidir logo qual o meu time, antes que apareça alguém de Criciúma ou de Joinville por aqui!

Ficamos rindo e batendo um papo sobre futebol, sempre legal a interatividade com os blogueiros.

Aliás, sentado bem à minha frente, estava o blogueiro "Analista", participante há tempo deste espaço. Batemos longo papo também, foi um prazer conhecê-lo pessoalmente.

Outra dezenas de pessoas me acenaram, deram um sorriso, um sinal de positivo ou bateram um papinho rápido. Fiquei bem contente.

No mais, fica na memória o show inesquecível! Cantarolar, ao vivo, com um Beatle, nem nos sonhos mais maravilhosos.

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Reviravolta nos casos Lima e Luiz Fernando

25 de abril de 2012 84

Bom, o Lima abriu a boca antes da hora e precipitou uma situação. Acontece que repercutiu mal junto à torcida do Figueira a possibilidade de saída do Luiz Fernando. Então, agora, o clube desmentiu veementemente sua possível negociação. Que bom, é um atleta importante e com imenso futuro e capacidade para uma Série A.

Já em relação ao Lima, o clube convocou coletiva para as 17h. O teor? Não se sabe. Simplesmente "desmentir" o que o próprio atleta falou. Ou, até, dispensá-lo! Será?

Porque, em Joinville, a torcida ficou uma fera com a situação.

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Lima por Luiz Fernando. Dentro de campo duelo, fora dele negociações entre Joinville e Figueirense

24 de abril de 2012 122

Não é comum. Até pouco tempo, Criciúma e Figueirense sequer se falavam. Hoje em dia, têm jogadores em comum transitando.

Angeloni já deu várias declarações de aproximação e o Figueira, idem.

Com a Chapecoense, já houve a vinda de Aloísio para o Alvinegro e outros jogadores em momentos anteriores.

Agora, as portas se abrem com o JEC (veja matéria no DC Esportes clicando aqui). E a possibilidade, revelada pelo próprio Lima, é deste incrementar o potencial ofensivo alvinegro na Série A. Os clubes, como era de se esperar, foram cautelosos, já que há uma disputa de semifinal em andamento.

Julgo que seria um ótimo reforço. O campeonato é longo e Aloísio e Julio Cesar têm um histórico de lesões. Basta ver a reta final do Estadual.

Quanto a Luiz Fernando, seu não uso por Branco mostra que ele perdeu espaço na decisão, pelo menos no conceito de time para o primeiro jogo. Pode voltar, claro, mas a única hipótese para ter ficado de fora foi a opção técnica.

Diga-se de passagem, um excelente jogador. Seria muito útil ao JEC. Mas, penso, uma perda que o Figueira não deveria abrir mão.

Como vemos, o mercado está agitadíssimo, pois o tempo é curto entre o término do Estadual e o início dos brasileiros.

Os próximos passos ainda serão dados pelo Criciúma, que está de técnico novo, Paulo Comelli, que vai pedir reforços (confira matéria do DC Esportes).

E pelo Avaí,  que está nos bastidores edificando uma engenharia para ter Marquinhos de volta. Não me parece algo totalmente concreto, mas se o Grêmio tiver interesse em Renato Santos, é uma possibilidade. Tem que ver os planos de Luxemburgo, se incluem o galego na campanha do Grêmio e o próprio atleta, que gosta muito de estar em Santa Catarina. A grande questão é justamente ele, por estar "em casa", conseguir manter o ritmo competitivo, uma de suas grandes dificuldades ao longo de toda a carreira.

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O que o árbitro Ronan Marques da Rosa disse ao Coutinho no jogo Joinville x Figueirense?

23 de abril de 2012 63

A questão é: o Ronan Marques da Rosa é um bom árbitro. Pode vir a ser muito bom, ou até ótimo. Mas ainda não está com a experiência devida.

Falhou em dois pênaltis no jogo. Ponto. Não pode e não deve ser crucificado. Mas precisa tomar cuidado na postura. Respeitar para ser respeitado. Veja o vídeo do You Tube. Nada demais, do jogo, aquela coisa tipo "sai pra lá", "não me incomoda".

Mesmo assim, o cuidado com as palavras tem que ser máximo ao longo do jogo. Ainda mais num jogo com "trocentas câmeras" para todo o Estado.

O que ele disse ao Coutinho?


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O Cisne Alvinegro

22 de abril de 2012 176

POR ESTAR NA COBERTURA PARA AO DC DO JOGO DO FIGUEIRA, AÍ ESTÁ A CRÔNICA. NÃO PODEREI ASSISTIR A AVAÍ X CHAPECOESE. APENAS ACRESCENTO DEPOIS AQUI NO POST. AÍ VAI MINHA CRONICA:

O palco do primeiro ato da decisão entre JEC e Figueirense estava lotado. A Arena tinha a solenidade de um teatro Bolshoi, pronta para um momento magistral, digna da cidade de Joinville, apaixonada por grandes espetáculos. A terra da única escola, fora da Rússia, do melhor balé do mundo, também é região de futebol de qualidade. Eram 27 títulos catarinenses em campo (12 do time da casa, 15 do visitante). Tanta qualidade não permitiu vantagem a ninguém no campo. Sorriu o torcedor do Figueirense, comemorando vantagem de resultados iguais pelo regulamento.

Se o espetáculo, que terminou em 1 a 1, pudesse ter um nome, parodiando o Lago dos Cisnes, ou o filme atual de sucesso O Cisne Negro, o nome do show seria o Cisne Alvinegro, em homenagem ao heroico empate! Ou seria o Cisne Branco, em louvor ao técnico que deu um nó no próprio cérebro para pensar um time sem o ataque titular à disposição. Branco viu seu "carrossel" de meio, sem posição fixa, naufragar na primeira etapa. Pior, viu Túlio ser expulso. E conseguiu, no segundo tempo, achar uma solução para seu infortúnio.

O Figueirense foi protagonista ao longo de todo o campeonato. Mas o custo de ser campeão do turno e do returno revelou-se alto. Foram 40 pontos e o ataque mais positivo até aqui. Mas, e sempre tem um "mas", o desgaste desta campanha vitimou alguns atores principais desta jornada pelo lado Alvinegro _ Aloisio e Julio Cesar. E o time entrou em campo "sem ataque", ou com a ocupação deste setor feita por meias, Roni e Fernandes.

Ataque era problema de um lado para o técnico Branco, do outro também: Lima, o "Limatador", não estava lá. Mas tinha Ricardinho, o cobrador de faltas e, também Ramon, o articulador, dizia presente, ambos à disposição do treinador Argel Fucks. Só que mostrar serviço diante do Figueira só seria possível se atacante e bola transpusessem não só um bom goleiro, mas uma "quase" lenda alvinegra. Seria preciso vencer Wilson, que completava 300 jogos justamente nesta contenda. Como? Ou com arremate perfeito, ou com algo atípico.

E a primeira oportunidade poderia ter surgido muito cedo, nos pés do "maestro" Ramón, derrubado na risca da grande área por Doriva. Um pênalti que o árbitro Ronan Marques da Rosa não marcou. Não fez falta naquele momento, já que, aos 9 minutos, Ricardinho, exemplo de esmero em cobranças, cruzou de forma venenosa e contou com algo raro: falha de Wilson, que perdeu o tempo da bola. Esta, morreu no fundo das redes. E não o fez antes por quê? Por falta de um atacante, já que Doriva, aos 6, isolara uma bola cara a cara com Ivan. As peças do roteiro se encaixavam logo cedo, com drama, com emoção e, também, com alguma lógica.

Não seria uma jornada fácil para o Figueira. Os jogadores, nervosos, acusaram o golpe do gol levado cedo. Túlio, destemperado, até irresponsável para o nível de sua experiência, foi justamente expulso por empurrar Bruno Rangel, completamente fora de um lance de jogo. Vermelho incontestável.

O técnico Branco precisaria achar uma solução no intervalo. Tirar um coelho da cartola para retificar seu sistema de jogo, engolido e maltratado pelo determinado e agressivo JEC de Argel Fucks. E esta tarefa vinha com um detalhe importante: fazer isso com um jogador a menos. Branco não trocou peças, mas mexeu no posicionamento delas. Passou Sandro para a ala, fez de Ygor um zagueiro, recuou um pouquinho Roni para armar mais e adiantou mais ainda Guilherme Santos. Bingo!

Aos três minutos Roni mostrou a eficiência da "ideia" de Branco. Lançou Botti, este cruzou e a sobra ficou para Guilherme. Deste, foi parar na rede. Gol, também, de Branco. Foi um empate que trouxe ao Figueirense as condições ideais de temperatura e pressão na partida para proteger-se e contra-atacar, como pede a regra para times com menos jogadores em campo.

Houve muita pressão tricolor no restante da etapa, time que já tinha Aldair para turbinar o ataque, na vaga de Badé. Mas o Figueira se defendeu bem. Para o empate ficar registrado em todas as áreas, o árbitro não deu um pênalti favorável ao visitante, em Coutinho, num empurrão de Pedro Paulo. Fecharam-se as cortinas. A qualidade Boshoi joinvilense contrastou com os méritos de artista de Série A florianopolitana. Ficou tudo igual. Melhor para o Figueira, que manteve a vantagem.

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Palpites do Castija Especial

21 de abril de 2012 42

Oi pessoal, um bate-papo sobre o que rolou nas semifinais nestes Palpites especial, sem apostas, porque são só dois jogos.

Vejo leve favoritismo dos mandantes do segundo jogo, mas bota "leve" nisso, tudo dependendo, e muito, do resultado do primeiro jogo.

Confira no vídeo meu comentário sobre os pontos fortes, técnico, craque e tabela da competição. Valeu a participação e até a Série B e A com o Palpites.

 

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Wilson, o goleiro do Figueirense que é um orgulho para a nação alvinegra e um exemplo de profissional

20 de abril de 2012 84

Há excelentes jogadores desfilando pelos gramados brasileiros. Ponto. Agora, atletas que respeitam o clube, têm identificação, comportamento fora de campo, moderação nas declarações, serenidade, inteligência emocional, capacidade de liderança e uma série de outros atributos, são poucos no mundo.

No Figueirense, completando 300 jogos, há o goleiro Wilson. E, por ter um jogador como este, é que o Figueriense mais uma vez dá exemplo. Cultiva ídolos com características proativas e que consolidam a imagem de um clube “bom de trabalhar”.

Wilson não foge de entrevistas em horas boas ou ruins. Sempre com respostas firmes, mas educadas. Quando criticado em algumas atuações (inclusive neste blog) reage com a inteligência de quem sabe de suas qualidades: aceita críticas (quando justas) e procura melhorar. Assim, com a experiência que tem, corrige as poucas falhas e se torna um jogador quase completo.

Wilson é idolatrado pela torcida e respeitado por adversários e pela mídia porque possui o que falta a boa parte dos atletas brasileiros: postura fora de campo. Sorridente fora dos gramados, sério dentro dele, é o capitão que qualquer clube sonha em ter.

Parabéns a ele e ao Figueira pela relação duradoura. O futebol do clube, os torcedores e o futebol catarinense só tem a ganhar.

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