Por compromissos, só consegui assistir ao jogo e a vitória do Criciúma nesta rodada da Série B. Aliás, uma jornada que determinou a confirmação de que o Tigrão 100% vai, no ritmo de Zé Carlos, fazer acontecer.
Também deixou claro que o início do JEC, justamente contra o Atlético-PR, deveria ser tratado com a parcimônia devida. Logo iniciou um processo de recuperação que resulta num crescimento na tabela.
Já o Avaí, pelo que pude ouvir na CBN/Diário, fez sua pior partida desde que está sob o comando de Hemerson Maria. Justamente quando o seu meio-campo sofreu uma modificação importante. Esperemos que uma coisa - jogar sem a consistência obtida na reta final do Estadual - não tenha relação com a outra - um meio que perde sua característica e aguarda pela estreia de Jailson.
Voltando ao Criciúma, foi um primeiro tempo complexo, em que o Tigre contou com a fase exuberante de Zé Gol para abrir o placar.
O volume de jogo do Vitória cresceu e o time baiano terminou a primeira etapa levemente mais encorpado. Gostei muito, então, da ação do técnico Paulo Comelli. Sacou Elias e Gilmar, colocou jovens com movimentação, postou o time em duas linhas de quatro levemente recuadas, aproveitando a velocidade que lançou mão nas substituições.
Então, atraiu o Vitória para a arapuca que criou. Aí, foi questão de tempo. O rubro-negro foi com sede no início da partida, se descuidou e levou estocadas pelas alas, e deu espaço para chutes de fora e cruzamentos.
Repito: ação de técnico que está vendo o jogo, não faz média com o grupo e sabe do potencial que tem à disposição.
Foram chances criadas dos dois lados do campo e de todas as formas, resultando em mais um gol do Zé, em mais movimentação de Lucca, e em uma segurança para a zaga que estava instável.
Ou seja, agredindo o adversário, usou a tática de que o ataque é a melhor defesa.
Um parêntese para Zé Carlos. Contei 10 chances de gol em arremates deste "monstro". Desde o jogo contra o Bragantino, são jornadas memoráveis. Que fase!
Menção honrosa ao goleiro Douglas, um grande nome no jogo.
Nos 10 minutos finais, com um a menos, após expulsão de Marlon, o Tigre tentou ser conservador, mas não evitou mais um susto, como em Bragança. Levou o gol e esteve ameaçado. E, novamente na bola aérea, o problema, algo que precisa ser revisto.
E, por este golzinho, a liderança foi-se. Mas, paciência, ela virá em breve.