Bom, o que dizer de um time que faz 6 a 0, placar de set de tênis, em outro? Pouco a relatar sobre o jogo do JEC, a não ser que espera-se um pouco mais de regularidade dentro da competição, é o passinho que está faltando para entrar no G-4, porque na briga, depois deste arrasa quarteirão sobre o Ipatinga, o tricolor do Norte já está.
No Tigre, poderíamos estar lamentando uma virada para o ABC, mas no caminho tem Zé Carlos, tem Zé Carlos no caminho, seu gol deu o empate em 2 a 2 e valeu a manutenção da liderança. Tomara que o assédio dos chineses sobre Zé Carlos não prospere. Espero que o próprio jogador valorize mais seu momento do que um possível dinheiro a mais. Sem contar que a China é complicada para adaptação.
E o Avaí? O primeiro tempo foi das falhas dos zagueiros. Dois gols, um para cada lado, fruto de patacoadas de Leandro Silva e Manoel.
No mais, dois times taticamente desencontrados, com imensas dificuldades de trama no meio-campo e até parecidos na solidão de jogadores importantes e diferenciados, como Cléber Santana e Paulo Baier.
No segundo tempo, mais uma falha de marcação da zaga determinou a vitória atleticana. Aliás, Pirão abusou, mais uma vez, da paciência do torcedor. Foi na sua “travadeira” que saiu o gol. Agora, um detalhe: a origem do lance foi irregular. O cara pode não ter a intenção de tocar a bola com a mão, mas os braços estavam abertos, então ele deu causa a intervenção que lhe deu vantagem.
No pênalti que o Avaí reclamou, o toque de mão de Manoel foi evidente e também resultou em vantagem.
Mas os erros não podem mascarar a derrota, que foi motivada pela falta de capacidade de encontrar soluções para marcar gols.