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Posts de agosto 2013

Avaí se instala na briga direta pelo G-4 para comemorar o aniversário, domingo, em alto astral

30 de agosto de 2013 12

No jeitão Avaí de construir a campanha, segue o milagroso “come back” do Leão. Agora, a briga pelo G-4 é absolutamente direta.

Tá, o 2 a 0 foi meio barro, meio tijolo, sem brilho, sem facilidade, mas com empenho, foco e o que podemos chamar de direção defensiva do Avaí. Sem correr maiores riscos.

Vitória apertada sobre o ABC, três pontinhos na conta, Cleber Santana jogando bem, o resto da equipe num desempenho mediano.

Gol de abertura CS88 num frango do goleiro, o segundo gol de pênalti pelo mesmo craque da partida no finalzinho e, repito, tudo isso é a mística avaiana decolando para encerrar o returno na boca do G-4.

E, domingo, comemorar seus 90 anos sem angústia e com boas perspectivas de voltar a mirar a elite.

Agora é contar com uma recuperação do Figueira e novamente os quatro catarinenses serão protagonistas.

Perpectivas de um lindo returno.

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Investida do Criciúma em Dal Pozzo vai deixar feridas no relacionamento com a Chapecoense

29 de agosto de 2013 63

Olha, esta investida do Criciúma para “roubar” Dal Pozzo da Chapecoense é daquelas tentativas que mexe com muita coisa dentro do Estado.

Não se resume a uma mera tentativa de um clube de Série A em tentar levar um treinador de Série B.

É muito mais que isso.

Foi uma cartada do Criciúma absolutamente arriscada. Primeiro porque há o componente ético. Uma coisa é o Atlético-PR, o Inter, o Grêmio, o Flamengo, qualquer outro time até do exterior tentar. Alguns tentaram e não levaram. Outra é um rival regional.

E mais: que têm tradição de duelos decisivos um com o outro.

Neste caso, acredito, o Tigre deve ter feito uma proposta “coxuda” e jamais imaginaria um não, como aconteceu. Do contrário não correria o risco desta exposição.

O “não” de Dal Pozzo foi duro para o Tigre. E um “sim” ao clube que nele apostou. Uma atitude louvável e rara entre técnicos.

Agora, que ficará uma sequela entre os clubes não há dúvida. Os dirigentes do Oeste não vão esquecer da tentativa do rival de desestruturar sua caminhada rumo à Série A.

Se lá se encontrarem no ano que vem, vai sair faísca.

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O grande problema do Figueirense é como lidar com expectativas fora de controle

28 de agosto de 2013 33

O Figueirense não é um péssimo time. Longe disso. O Figueirense, contudo, não é o principal candidato a lutar pelo G-4 no momento. E este é o drama.

Acontece que a expectativa do torcedor alvinegro, e não poderia ser diferente, é e sempre será de lutar com força pelo acesso. Por quê? Ora, habitou por sete anos a Série A, portanto se enxerga como alguém que tem este perfil.

Só que a expectativa e a impressão não batem com a realidade nde 2012. Esta, diante de fortíssima crise de lideranças desde o rompimento da Era Prisco até o momento, esta abalada e enfraquecida. Os rompimentos em projetos, que nunca foram adiante por interrupções justamente ligadas à crise gerencial, deixaram o time num meio termo entre um grupo que poderia até chegar ao G-4, mas num deslize poderia até lutar contra o rebaixamento.

Esta realidade incomoda a torcida, incomoda a diretoria, e cria um problema: os torcedores perdem a confiança e diminuem, a cada dia, seu apoio no Scarpelli; fora dele, os mais radicais ganham corpo e pressionam não de forma a ajudar, mas a complicar mais o foco.

E o futebol, que poderia ser melhor do que está, é atingido em cheio.

Ou o Figueira acha um jeito de romper esta retro-alimentação que atrapalha a produtividade, ou corre o risco de fazer um campeonato morno, que não empolga nem ameaça, o que é uma das coisas que o Alvinegro não aceita.

Um primeiro passo seria apresentar um bom reforço de meio-campo. É difícil, o mercado é complicado, mas quem tem perfil de G-4 precisa de um cara com moral, referência: o Avaí tem dois , o JEC tem, a Chapecoense tem.

O segundo passo é fazer o simples. Se tem alguém comprometedor (e tem peças assim no time, e o goleiro é uma delas) tome-se providência.

O terceiro passo é ter calma, que duas vitórias consecutivas recolocam o time num bom caminho. Sempre tendo em mente que duas derrotas seguidas também complicam: não colocam perto do Z-4 assustadoramente, mas afastam do G-4 de forma bastante contundente.

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Violência nos estádios pré-Copa é aperitivo que começa a surgir nas novas praças

27 de agosto de 2013 8

Está muito próximo de carimbar-se os novos estádios com uma tragédia. É só o que falta para desmoralizar de vez a Copa do mundo.

O fato de um corintiano que estava preso em Oruro, suspeito de participar da confusão que originou a morte de uma criança no estádio em jogo pela Libertadores, estar brigando em Brasília, só reforça um pouco do descaso com o torcedor de bem, desprezo pela ordem, falta de segurança e respeito pelo cidadão que imperam no Brasil em todas as área e de forma exemplar no futebol.

Por aqui, é torcedor de organizada dando sopapo em jogador do Figueirense. É organizada do JEC fazendo emboscada (no Estadual), é vândalo quebrando carro de jogador em Criciúma (na Sul-Americana) e no Avaí a coleção é farta de episódios violentos ao longo dos anos.

Infelizmente o quadro afasta torcedores de bem, e as arquibancadas esvaziam. Não só pela violência, a isso se soma o preço dos ingressos.

É um círculo vicioso do mal. O futebol brasileiro, ao invés de evoluir com a proximidade da Copa, está pior do que antes. Salários estapafúrdios de técnicos, jogadores sem comprometimento com clubes, empresários gananciosos espremendo até a última gota o manancial, dirigentes que jamais conseguirão ser gestores neste quadro. Qualquer cidadão com mínimo raciocínio se afasta dos estádios e parte para outro hobby.

Levando-se em conta que o futebol é um patrimônio nacional, seria o caso de imaginar uma intervenção estatal, caso o Estado fosse capaz de intervir em algo. Como o Estado não resolve sequer a saúde ou a educação básica, é de se imaginar que sua presença no futebol pioraria tudo.

Portanto, segue o barco. E aguardemos quem e quando uma tragédia virá. 

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Esta é para Figueirense e Criciúma: o sabor das massas e das maçãs

25 de agosto de 2013 49

 

 

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

 

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Uma vitória com a cara do Avaí: dificuldade, raça, sorte e técnica. Leão volta à briga pelo G-4

24 de agosto de 2013 12

Vencer de virada, por 3 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0 é a cara do Avaí. Uma conquista assim, que consolida a recuperação incrível do Leão dentro da competição, é daquelas com caráter diferenciado.

É a mais pura representatividade de que, com a garra, o Avaí recuperou seu DNA. Ou seja, o empenho, o não desistir nunca, o acreditar sempre, quando andam de mãos dadas com o Leão da Ilha, trazem de brinde vitórias épicas e iluminam suas estrelas.

Marquinhos tá com estrela é o ponto 1. Hemerson Maria saber o que faz, é o ponto 2,m incluindo o fato de, humildemente, ainda dentro dos jogos, arrumar seus erros. Treina para o time, não para a torcida ou para a mídia. A sorte para quem merece é o ponto 3. E a raça, estampada em Bruno Maia, que fez um dos gols e deu arrancadas determinadas de trás para ajudar na frente, é o ponto 4.

Este conjunto recoloca o Avaí na luta pelo G-4.

O JEC também venceu, também está na briga lá acima.

Agora a encrenca ficou para o Figueirense, colocar-se junto aos adversários regionais, deixando SC novamente com quatro times brigando bonito na parte de cima da tabela.

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Agora é assim, torcida bate em jogador, quebra patrimônio e é premiada com queda de técnico

23 de agosto de 2013 38

Não sei se é coincidência, ou se é causa e efeito. Mas fato é que após manifestações violentas de torcedores do Figueirense e do Criciúma, técnicos caíram.

No Scarpelli, bateram em jogadores. Em Criciúma, quebraram carros de atletas.

Treinador perder cargo por má campanha é o maior mal do futebol brasileiro na atualidade. Aí naõ há novidade, mas há uma reflexão.

O ato é um sintoma da fraqueza das instituições. Fragilidade no planejamento, falta de firmeza nos propósitos e de visão a longo prazo, um circulo vicioso que é reflexo de inabilidade dos dirigentes, falta de maturidade dos torcedores e do conjunto do futebol nacional.

Agora, esta fragilidade expressa na reação á violência para com atletas é demais. Simplemente lamentável que instituições estejam impotentes diante de vândalos.

Bandidos infiltrados espalham o terror e têm sucesso no seu pleito. Por medo de dirigentes e incapacidade do poder público em dar um resposta á altura.

Se o futebol brasileiro não atacar esta realidade, e ficar só preocupado com Copa, a conta vira de forma trágica mais tarde.

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Chapecoense, o time que o Brasil tenta entender, mas que é fácil de explicar

21 de agosto de 2013 85

Mais uma vez Santa Catarina é um case nacional.

Todos os colegas que conversamos, a primeira coisa que perguntam é: e essa Chapecoense.

Estive recentemente em Porto Alegre, os colegas de ZH e rádio Gaúcha estão encantados com o fenômeno.

É comum na redação atendermos colegas de Rio, São Paulo, seja da Folha, do Uol, do Lance e todas as mídias. Que Chapecoense é essa?

E, sabe, não fica difícil explicar.

Sabemos por aqui que é um time com DNA lutador. Que é muito bem montada por um departamento de futebol realista, pés no chão, competente.

Sabemos que o poder público, dentro da responsabilidade, é parceiro.

Sabemos que a comunidade, principalmente os mais jovens, abraçaram a causa. São Verdão, e ponto.

E os mais antigos, que ainda amam Grêmio e Inter, percebem que precisam colocar o Verdão à frente, mesmo que seja muito difícil.

Há um técnico extremamente competente. Dal Pozzo é daqueles que vai ganhar o mercado voando baixo, é técnico que vai brilhar nos grandes e depois ganhar o mundo. Não há dúvida.

Um grupo unido, um joga pelo outro. Sem vaidade.

Enfim, é a cara do que faz do Oeste um pedaço promissor e de orgulho para Santa Catarina.

Ter este time na Série A fará um bem tremendo ao Estado.

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Eutrópio, opção do Figueirense ainda precisa dar o salto definitivo na carreira

19 de agosto de 2013 32

Sem coelhos na cartola, sem apostas fantásticas, somente escolhendo um nome para tentar organizar o time que tem em mãos no momento.

Claro, com a chegada de jogadores (tem o Zé Roberto, ex-Botafogo, que o Faraco anunciou) e a saída de outros, que vamos saber ao longo do dia.

Este o caminho que o Figueirense optou.

É um caminho conservador. Torceremos para funcionar.

Eutrópio, como características, é um treinador “organizador”. Conhece o clube por já ter jogado como atleta profissional. Portanto, entende da aldeia e essa é sua vantagem.

A desvantagem é a mesma de qualquer outro técnico sem “nome”. Não possui um trabalho de destaque desde que voltou de Portugal, onde foi uma aposta do Estoril, mas acabou como auxiliar técnico.

Se terá fôlego para aguentar o tranco no Figueirense é difícil de dizer, mas como a escolha está posta, então é torcer pelo Alvinegro.

Não seria a escolha que eu faria, já que Eutropio ainda precisa decolar na carreira e o Figueira não é o terreno mais estável no momento, mas respeito a opção do clube.

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Fernandes para técnico do Figueirense

18 de agosto de 2013 34

Coelhos na cartola há muitos. Soluções caras, medidas criativas, ou nomes de técnicos que podem não cair bem junto à torcida.

Um, por exemplo, o de Argel Fucks, muito estimado pelo presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, recebe reprovação de quase 80% dos torcedores em enquete no site do DC Esportes.

Então, há uma pedra no caminho, no caminho há uma pedra para a diretoria do Figueirense remover.

Seria preciso retirá-la com sabedoria de quem quer ver o Figueirense decolar. Voltar a orgulhar os catarinenses como o fez em sete anos de Série A.

Como fazer isso, como romper este círculo vicioso que atormenta qualquer comandante no clube? Como acalmar um torcedor que está triste, magoado, sem Norte, reclamando de tudo, se afastando se sua amada casa, o Scarpelli?

Ora, com um golpe de mestre, presidente Brillinger!

Aproxime-se de Fernandes, traga o ídolo de volta. Mude o astral e ganhe o coração do Alvinegro.

Fernandes para técnico!

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