Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de outubro 2013

Avaí, o favorito que não vai querer ser favorito no clássico de domingo na Ressacada

31 de outubro de 2013 11

Jogar em casa, com o apoio de sua torcida e com um time que rendeu muito mais no returno e por isso briga de verdade pelo G-4 na reta final tem que significar alguma coisa para o Avaí.

Ter uma tímida esperança de classificação (3% como nos mostra o blog do nosso professor Kmarão) e um time que mais decepcionou do que convenceu no returno deve dizer algo ao Figueirense.

Na real, todos sabem que o Avaí chega mais encorpado, com mais recursos táticos e técnicos para este clássico.

Mas ninguém vai querer assumir. O principal argumento será o tropeço na rodada anterior, e o fato de o Figueirense ser franco-atirador etc.

Não é bom para um time assumir-se como favorito. Psicologicamente não ajuda na preparação. O Avaí vai plantar a humildade.

Mas o argumento de que clássico é um campeonato à parte só serve para o Figueirense. Só ele pode querer esta vitória para manter esperanças de uma arrancada só de vitórias na reta final e também ganhar moral para o próximo ano.

Bookmark and Share

Rodada deixou tudo muito claro para Chapecoense, Avaí e Joinville, Figueirense e Criciúma

27 de outubro de 2013 27

Vamos a um panorama da participação dos catarinenses nas séries A e B. (clique aqui e confira a tabela da Série B e a tabela da Série A).

Chapecoense

Fato: a Chapecoense vai colocar o Oeste na disputa da elite por Santa Catarina

Possibilidade de dar errado: dos seis jogos restantes perder quatro. Piada, não? 

Avaí

Fato: totalmente na briga, dentro do G-4 e com pequena gordura para gastar.

Possibilidade de dar certo: muito grande. Tem clássico em casa, jogo dificílimo, campeonato dentro do campeonato, mas pode vencer; pega o ASA fora, este o lanterna; aí, se fizer sua parte, vem jogo-chave, o Ceará fora. Depois é o América-RN em casa e o ABC, fora, torcendo para este já não lidar mais com rebaixamento.

 JEC

 Fato: vitória absolutamente estratégica no último jogo. Está na briga, mesmo que correndo por fora por ter uma tabela bem difícil.

Possibilidade de dar certo: Vem de vitória fora sobre o Figueirense em partida também decisiva. Mostra um fôlego nas mãos de Ramires. Precisa “copar” contra o Palmeiras, aí pega em casa o Oeste. Depois vêm jogos difíceis contra São Caetano, América-MG e Ceará.  

Figueirense

Precisaria uma campanha irrepreensível, um Sprint histórico. Proibido? Não. Possível? Improvável. Pode pensar em 2014 (no post original errei e escrevi 2015, mas estou dando este aviso por causa dos comentários que me corrigiram, para que não fiquem sem sentido) sem drama de consciência. 

Criciúma

De forma digna, caiu diante do “campeão” Cruzeiro. No calor do jogo, Argel viu uma conspiração estelar contra o Tigre. De toda a grita, um tanto exagerada, concordo com um detalhe, mas que não é novidade: há uma clara disposição na reta final para ajudar os grandes e isso não vai mudar tão cedo num futebol comandado por quem o comanda.

Infelizmente, o Tigre não resistiu ao injusto quadro da Série A, muito dinheiro concentrado nos “grandes”, faz dos demais meros participantes.

Bookmark and Share

Renascimento da oposição no Avaí não teve timing para se lançar como alternativa

24 de outubro de 2013 24

Num momento em que todo o foco do clube deve estar voltado para o futebol, afinal a difícil missão de voltar à elite carece de união total, ressurgiu nas redes sociais a oposição do Avaí, encabeçada por Flávio Félix e Décio Girardi. (leia aqui)

Quero deixar claro que uma oposição atuante é importante. E, no Avaí, pode conduzir, no futuro, a uma evolução na participação associativa nos destinos do clube, como deu um pequeno avanço o Figueirense.

Mas lançar o nascimento da Chapa quase um mês antes de que seja aberta o protocolo de inscrição e num período difícil para o presidente Zunino e de muita necessidade de união dentro de campo me pareceu fora de timing. (veja opinião da atual diretoria aqui) 

Então, para reforçar a opinião do blogueiro: oposição é bem-vinda à democracia. Mas se ela é oposição responsável, quer, primeiro, o bem do clube e, nesse sentido, faltou sensibilidade para escolher o melhor momento de reaparecer.

 

Bookmark and Share

Figueirense desaprendeu a competir com rivais regionais e torcida alvinegra desistiu de torcer

19 de outubro de 2013 62

Não há contestação à vitória do JEC. Fez seu golzinho, se fechou, lutou e saiu com o resultado. Agora, uma coisa é fato: impressionante como o Figueirense não faz mais valer o fator local em clássicos. Não ganhou nenhum e esta é literalmente a diferença para sua colocação na tabela.

E a imagem da torcida deixando o estádio, em grande número, ainda faltando 10 minutos para o duelo acabar é sintomática. Num estádio em que não há problema algum para se deslocar após o jogo, a única justificativa é o desencanto. Sabia que seu time não conseguiria o empate e não estava disposta a tentar algo mais até o final.

Este preocupante fator não se vê nem entre os tricolores do Norte (e olhe que o time deu muitos motivos nesta reta final), nem em Chapecó e nem com o Avaí. Este, chegou a ser aplaudido após a derrota para a Chapecoense.

Repito: impressionante como o torcedor alvinegro está desmotivado, frio e desistindo fácil do time.

 

Bookmark and Share

É uma missão difícil, mas o Figueirense consegue superar o público de Avaí x Chapecoense?

18 de outubro de 2013 16

O público total foi de 17.108 torcedores para Avaí e Chapecoense. Convenhamos, um senhor resultado para uma partida de Série B do Brasileiro. Valia presença no G-4 para o Leão, tanto que o time perdeu sua vaga com a derrota.

Neste sábado, temos Figueirense x Joinville. O peso deste clássico é o mesmo. Vale o sonho para o Alvinegro de mirar o G-4, uma vez que tem um jogo a menos e confronto direto com a Chapecoense. Aliás, é o início de uma sequência de clássicos, que envolve o Avaí ainda, em que o Figueira teria que fazer o que não fez ainda: vencer clássicos regionais na Série B.

A torcida do Figueira consegue responter à rival? É tarefa das mais difíceis.

Bookmark and Share

O mundo da Série B precisa ser analisado pelo percentual na reta final onde o Figueirense renasce

16 de outubro de 2013 32

A imponderabilidade da Série B do Campeonato Brasilerio exige que se avalie separadamente desempenho técnico do desempenho na tabela de classificação.

A variedade é tão grande em relação às apresentações de todas as 20 equipes, rodada a rodada, que não há um padrão para avaliação tática. Cada jogo é um jogo, passível de surpresas que vão do líder absoluto ao lanterna.

Ainda mais nesta reta final, onde o desespero obriga a superação de quem está lá atrás, e a tranquilidade puxa o freio de mão de quem está na frente.

Então, o que resta é analisar a tabela do ponto de vista percentual (clique aqui e confira a tabela no DC Esportes).

E, neste quesito, o Figueirense voltou a briga com três vitórias e um empate em cinco jogos. Com 51%, possui mais vitórias (14) que o quarto colocado, o Paraná e um jogo a menos.

E o Avaí até tem uma vitória a menos (13), mas ostenta percentual de 54%, potencialmente maior que o do Paraná, que está no G-4 com um jogo a mais.

O JEC, com apenas 12 vitórias e abaixo dos 50%, ficou com défit bastante grande. A Chapecoense vai que nem aquele carro de F-1 com grande vantagem, pilotando com segurança até a bandeirada. Que jogo vai ser o encontro adiado entre Chapecoense e Figueirense, hein!

Bookmark and Share

Rodada quase perfeita para o Criciúma, que encontra um caminho para salvação na Série A

13 de outubro de 2013 20

tigre

Dos sete times à frente do Criciúma, nenhum venceu. A isso chamamos de rodada ideal. Não dá para chamar de “rodada perfeita” porque ela só aconteceria se todos tivessem perdido.

Fato é que o confronto direto com a Portuguesa, em casa, na quarta-feira, virou a senha para o Criciúma deixar o Z-4 e empurra a Lusa para seu lugar.

Nem de seis pontos é o jogo, se houvesse seria um jogo de seis pontos com estrelinha.

Aquela vitória do Tigre sobre o Grêmio, na Arena, deu moral para superar o Vasco. O sucesso deste domingo sobre o Vasco, amplia este bom momento.

O HH tem que pulsar no próximo jogo. Não é que Argel encontrou alma e soluções para o Tigre?!

Bookmark and Share

Jogão de bola na Ressacada, cara de Série A, venceu o melhor, Avaí foi valente diante da Chapecoense

12 de outubro de 2013 59

Não há a menor dúvida: venceu o melhor time, a Chapecoense. O 2 a 1 foi justo. A Chapecoense já é Série A (só um desastre tira o Verdão) o Avaí quer ser Série A e pode continuar sonhando, sim. Foram dois times determinados, com garra, boa técnica, um grande jogo de futebol.

Duas questões sobre o gol que abriu o placar antes que os 5 minutos soassem e que dizem respeito a Tiagos: primeiro um golaço, sim, já que há a felicidade do Tiago Luis em arriscar de fora da área, em calibrar o chute, em acertar o alvo, em brigar pela bola; a segunda, inegável, o goleiro Tiago estava a “ver navios” adiantado, em uma posição inadequada, oferecendo ângulo para o chute. É o famoso meio do caminho que o beabá dos goleiros repele. Só se sai naquela região quando o atacante irremediavelmente invade a área, aí se fecha o ângulo. Antes, é pedir para ser vencido por aqueles atletas mais espertos, mais qualificados, caso do Tiago verde,  que só tem a agradecer ao Tiago azul.

Estabeleceu-se, a partir do 1 a 0, a situação em que o Verdão mais gosta de atuar. Recua suas peças, as vezes até dá a impressão de que está numa “retranca”, o que absolutamente não é a verdade. É quase como um predador atraindo a presa para o abate. Recua, cerca com competência, estoca e arruma ataques e contra-ataques sempre fulminantes pelas alas em velocidade e aproveitando exímios cabeceadores.

Assim, quase ampliou para 2 a 0, mais um cabeceio de Tiago Luis, que explodiu na trave. Mas o Avaí não era presa, também é predador. E quando duas feras se encontram, o bicho pega. Mais na raça que na técnica, mais com volume do que com soluções táticas o Leão perdeu um gol incrível graças ao experiente e ouso dizer brilhante Nivaldo.

Agora, se o Verdão tem consistência tática, tem talento com Athos, velocidade com Fabinho Gaúcho, solidez com Augusto,  é verdade que Marquinhos e CS88 não estavam implacavelmente marcados à toa. Dal Pozzo sabia que deles sai solução com talento. E numa jogada do efetivo Héracles, o Avaí empatou nos minutos finais.

O vento Norte empurrava o Verdão no primeiro tempo. O mesmo vento estava ali para facilitar a vida do Avaí na segunda etapa. Um jogão de bola como se previra, com primeiro capítulo espetacular.

E o segundo tempo foi novamente de mexer com a emoção até do mais frio torcedor. Começou com mais um cochilo da zaga, e com o Verdão novamente à frente na arrancada de garra e precisão de Fabinho Gaúcho, um grande ala.

Novamente estabeleceu-se o roteiro da primeira etapa. A necessidade de paciência para o Leão, diante de um time consciente e encorpado. A Chapecoense, muitas vezes o torcedor não nota alguns detalhes, é aquele time absurdamente treinado, ao extremo. Exemplos: nas cobranças de lateral, quando o cobrador sinaliza que vai alçar a bola longe, faz exatamente o contrário. São minúcias, como a vibração em lances simples como vitórias em cabeceios defensivos.

O Avaí novamente passou a contar com mais volume, porém, quando chegava, esbarrava no sensacional Nivaldo e/ou no pouco inspirado Reis e suas conclusões toscas.

O focado Verdão, o consistente time do Oeste, resistiu com sua força defensiva e se impôs com sua moral elevadíssima. Já é Série A.

 

Bookmark and Share

Barbaridade, tchê... o tricolor gaúcho gosta de tremer para o tricolor catarinense

09 de outubro de 2013 37

O mais difícil de entender, após a companhar a vitória do Criciúma sobre o Grêmio é o seguinte: primeiro, como este time treinado pelo fanfarrão Renato Gaúcho está em segundo lugar na Série A; segundo, como o time do Criciúma escondia este futebol que, estimulado pelo Argel, pode retirar o Tigre da situação em que se encontra.

Ver a torcida do Criciúma, com aproximadamente 500 guerreiros, calar a nova Arena do Grêmio não tem preço. Cantou mais alto, cantou melhor, foi mais parceira e demonstrou mais confiança que a turma do tobogâ que gosta mais de brigar que ajudar seu time.

Bom, quem já ganhou Copa do Brasil do “imortal” não teria porque duvidar de que a reação na Série A poderia começar na casa deste adversário.

Força, Tigre, agora é embalar!

 

 

Bookmark and Share

De biquinho e é geeeeee quaaaatro para o Avaí na Bomboneira da Ilha, a magia azul na reta final

09 de outubro de 2013 35

Numa rodada em que a Chapecoense coloca mais um tijolo para consolidar seu caminho rumo à elite, o Verdão ganhou a companhia no G-4 do Leão da Ilha.

O Avaí é aquela coisa que este espaço não cansa de dizer: depois que encarna a alma e a raça, aplica uma dose de talento e une a força de sua torcida, só vai. Então, chegou chegando. Hemerson Maria, hein!? Pegou o time no Z-4 e está entregando no G-4!

Foi um jogo de G-4, gostoso de assistir, de pegada, de raça, de boa postura tática, de entrega, com cheiro de Série A.

Infelizmente o mesmo não se pode falar da goleada que o Figueira sofreu. Este que já foi duelo de Série A também, mostrou uma desigualdade constrangedora que entristece quem vê a fragilidade do Alvinegro na reta final.

E o JEC perdeu gás de tal forma com a derrota de hoje, perdeu confiança, moral e, se recuperar o potencial que tem e que há bem pouco tempo sabia usar, será uma grande surpresa.

Restam 10 rodadas (11 para Figueira e Chapecoense). Portanto todos têm direito e possibilidade de engatar uma série de vitórias. Mas a amostra atual não é favorável a Figueirense e JEC. E embora pareça óbvio, é real a análise de que Chapecoense e Avaí estão em viés de alta justamente na hora que é preciso, a famosa reta final.

Bookmark and Share