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Posts de novembro 2013

DNA de elite, Figueirense tem impresso no mapa genético o que poucos times têm. Parabéns Alvinegro, tua glória é lutar

30 de novembro de 2013 91

 figueira1esta

Quando cheguei há 20 anos em Florianópolis comecei na mídia esportiva como setorista do Figueirense. O clube estava, em 1993, há 20 anos em jejum. Não sei se fui pé-quente, mas vi o clube, em 1994, voltar a ser campeão catarinense. E, na sequência, chegar à elite e passar a ter a hegemonia no Estado. Pois bem, mais uma vez tenho o prazer de fazer a crônica de mais um momento de glória Alvinegro. Abaixo, minha crônica para o site do Diário Catarinense. 

A meta e luta de todos os times brasileiros é chegar à Série A, esta é a regra. Quando a Série A deseja ter um time, vem a exceção. E o Figueirense é ímpar: tem impresso em seu DNA a presença na elite e por ela é adulado e desejado. Poucos têm este privilégio que só é concedido pelos deuses do futebol os que nasceram com o dom especial de brilhar.

Então, o resultado não poderia ser outro: no momento em que só uma vaga ficou em disputa entrou pela brecha aquele time mais acostumado, mais abençoado, com mais futuro na elite, que lá ficará mais à vontade. O resultado do duelo com o Bragantino? Pouco importa o 1 a 1 que deu a classificação. Toda a história de glória tem momentos de tensão e heroísmo. No caso Alvinegro, está no hino: “Tua glória é lutar”. Lutou, empatou, contou com tropeços de Ceará e Icasa e fez a festa de quem tem o diferencial, a carteirinha divina na primeira divisão brasileira.

E grandes feitos começam com gostinho especial. Uma quase eliminação virou este quase milagre a partir de uma goleada histórica de 4 a 0 sobre o Avaí. Então mais três vitórias e dois empates deixaram o que estava longe das mãos ao alcance dos guerreiros de alvinegro. Esta arrancada partiu de um grupo de atletas que oscilou muito no rendimento, é verdade, mas a camisa alvinegra tem destas coisas: se preciso, entra em campo sozinha.

Se querer é poder, os atletas do Figueirense não só acreditaram que poderiam retornar, como perceberam que não só eles tinham esta certeza. Vestiram a camisa com honra e raça e esta lhes deu a sabedoria e destreza que pareciam inexistentes.

 

Havia um gigante a despertar, uma nação a assumir seu papel de protagonista

 

Então, os jogadores viram que não estavam sós: em sua torcida, seu maior patrimônio, houve uma imediata, consistente, retumbante e emocionante resposta de amor incondicional e de dedicação sem igual.

Milhares de alvinegros se deslocaram a Bragança de carro, de ônibus, de avião e, se preciso fosse, o fariam a pé para incentivar durante os 90 minutos. Estes estavam representando milhões que sofreram em suas casas e nas ruas da grande Florianópolis, espalhados por Santa Catarina e no mundo todo via internet.

Mas havia 90 minutos e um gol por fazer. Para jubilar a trajetória mágica era preciso jogar futebol. Tensão em alvinegro literalmente graças às cores do Braga. E com um minuto Mailson quase marcou, milímetros afastaram a eletricidade dos cabelos do meia da bola.

 

Quando é para ser… Carnaval antecipado Alvinegro começa com disparo de Éverton Santos e casquinha milagrosa de Maylson

 

E o Bragantino que entrou com um time misto, dentro de suas possibilidades até ameaçou. Mesmo com o domínio e o ímpeto alvinegro, o time da casa apareceu à frente com perigo, exigindo boas participações de Tiago Volpi.

Mas as estocadas do Figueirense eram verticais. Rafa Costa, aos 21, fez drible desconcertante e chutou para exigir ótima defesa de Rafael. Era um sinal. O lado esquerdo funcionava, e por ele Saci começou a construir o acesso. Fez grande jogada individual e, de sua iniciativa, de seu ímpeto, a bola passaria por Maylson para , no rebote, nascer a  pintura de Éverton Santos.

Eram 29 minutos da primeira etapa quando  Éverton Santos disparou, da entrada da área, o tiro certeiro rumo às redes. A bola ainda raspou a cabeça de Maylson, mas quando é para ser… o pequeno desvio só melhorou o roteiro. O atacante Éverton explodiu em alegria junto com os companheiros, junto com os quase quatro mil alvinegros no estádio, junto com a nação espalhada por todos os cantos do Brasil e do Planeta.

 

Magia Alvinegra, com “A” de Série A e defesa que vale um gol e gol adversário para testar cardíaco

 

Paulo Branchi, narrador da CBN/Diário, eternizou o “A” de Série A do Figueira quando do gol de Abimael em 2001. O “A” que está no DNA voltou a ser exaltado com emoção no gol e também numa defesa que valeu por um tento.

Uma vaga não depende somente de atacantes e goleadores. Precisa de um grande goleiro: Volpi, aos 41 minutos ainda da primeira etapa, fez o seu milagre, uma defesa de cinema, espetacular em cabeceio de Leo.

O resultado era magro, apenas abrira o caminho mas não dera tranquilidade. Haveria mais 45 minutos de luta. E antes do primeiro minuto da fase final quase o Bragantino marcou novamente.

Torcedores cardíacos começaram a ser preocupar em assistir ao restante da partida, não só pelo gol quase sofrido, mas pelo gol errado por Rafa Costa logo depois, aos três minutos.

E assim foi. Aproximações na área perigosas do Braga sempre com o atacante Nilson, tentativas constantes do Figueirense na maioria com Rafa Costa. Mas o Braga estava mais perigoso e chegou ao empate com Guilherme.

Quando o apito trilou, na raça, no sofrimento, na tensão, então Santa Catarina ofereceu ao Brasil o time que mais entende de Série A para figurar na vitrine. E o país vai recebê-lo com a naturalidade de quem já se acostumou com sua grandeza.

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Agora é com os jogadores do Figueirense: jogo não será com o Bragantino, será contra o Barcelona

29 de novembro de 2013 22

A movimentação para que o Figueirense suba à Série A do Campeonato Brasileiro segue o roteiro que é esperado. Grande mobilização no clube, ex-ídolos emprestando sua sabedoria e bom astral e a torcida mobilizadíssima e pronta para invadir Bragança Paulista.

Agora é com os jogadores. A direção fez sua parte, o departamento de futebol mostra consciência e trabalha com inteligência.

O técnico Eutrópio traçou um roteiro elogiável esta semana, permitiu a aproximação dos atletas, trabalhou o psicológico.

Agora é com eles, os jogadores. Precisam entrar em campo com o espírito de rapina dos Gaviões e com a paixão do povão, que são símbolos alvinegros.

Têm que representar à morte a nação. Não serão 11 jogadores, serão representantes de fanáticos amantes de um time que pode entrar 2014 na elite.

Então, o adversário não será o Bragantino: será o Barcelona.

Assim será o espírito. E que a Série A chegue. Boa viagem guerreiros.

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Chama a atenção a nova filosofia do Figueirense: parceria e carinho ao torcedor como prioridade

28 de novembro de 2013 8

O grande – e talvez maior acerto – do novo departamento de futebol do Figueirense é ter entendido a necessidade de reaproximação com seu torcedor.

Havia uma notória antipatia, uma aversão ao contato com o torcedor. Prefiro não falar em nomes, mas o conjunto do departamento de futebol do Figueirense não gostava do “cheiro de povo”.

E a torcida Alvinegra é povo, é movida a carinho e a gratidão. Ela dá em dobro com sua paixão o que recebe de seus representantes.

Quando viu um time que se entrega ao máximo, que se doa, mesmo tecnicamente não sendo o melhor, abraçou a causa. Rodrigo Pastana imprimiu seu estilo e Vinicius Eutrópio, com muita inteligência, primeiro mostrou aos seus atletas o que significava ter o torcedor ao seu lado.

Depois, Eutrópio manteve uma linha de contato. Veja nos treinos que o torcedor se aproxima dos atletas, é ouvido e é exaltado nas entrevistas.

A resposta esta aí: Bragança Paulista será invadida por mais de dois mil alvinegros. Fosse em Natal, Belém ou na Indonésia, a torcida lá estaria. Porque percebeu que voltou a ser importante.

Parabéns a quem comandou esta mudança no Figueirense.

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O clássico entre Avaí e Figueirense só se encerra no sábado contra o Bragantino

27 de novembro de 2013 18

Uma coisa é difícil de contestar: o clássico em que o Figueirense abalou as estruturas do Avaí e reconstruiu seus alicerces não terminou.

É daqueles jogos que não se encerram nos 90 minutos. O poder daquela vitória se estendeu de tal forma que transformou uma equipe quase eliminada em um pretendente com as maiores chances de retornar à Série A.

E, do outro lado, fez do maior candidato à vaga um time derrotado de uma hora para a outra e sem chances de subir à elite.

Mas o clássico não terminou nem para alvinegros, nem para avaianos.

Ele só se encerra no sábado. Vencer o Bragantino é o mesmo para o Figueirense que ganhar do Avaí. Significa dizer: “foi em cima de vocês que construímos nossa classificação!”

E para o Avaí não terminou também. Os avaianos estarão secando, quietinhos, de canto de olho na televisão. Já arrasados com a derrota no clássico, já abatidos com as derrotas consecutivos e o afastamento da luta para subir, enfrentarão caos completo com o rival na elite.

Mas se virem o Bragantino impedir o acesso, poderão rir por último, nem que seja com o insucesso alheio.

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A força da nação que mais entende de Série A se fará sentir na invasão a Bragança Paulista

26 de novembro de 2013 54

O torcedor do Figueirense recuperou o calor! Já se fala em mais de mil torcedores em Bragança Paulista, o Estádio Nabi Abi Chedid vai se transformar num mini Scarpelli.

É comum no Estadual vemos a torcida do Figueira sempre ao lado do time em qualquer canto de SC. Lembro uma vez em Itajaí, que o estádio Marcilista foi tomado pela nação alvinegra.

Por duas vezes, na Copa do Brasil, milhares de alvinegros mostraram sua força indo aos milhares ao Maracanã. O mesmo aconteceu no Couto Pereira, no último acesso.

Então, é vestir alvinegro e torcer para a volta do time que mais entende de Série A em SC.

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Figueira segue vivo, vale acreditar até o fim

22 de novembro de 2013 60

A lição que o Figueirense deixa para todos nós nesta Série B do Campeonato Brasileiro: nada é definitivo, acreditar sempre, até o fim, não importa quanto o quadro seja desfavorável.

O próprio Alvinegro, em boa parte do torneio, mesmo com um time que não era confiável, que tinha problemas dentro e fora de campo, habitou o G-4 por muito tempo.

Esta é a realidade da Série B, imponderável e refém de detalhes.

A torcida Alvinegra encerrar o ano de alto astral, com a vaga ou não, é uma notícia excelente para o um clube que precisa resgatar a unidade.

Secar é agora a lei após a vitória por 2 a 0 sobre o ASA.

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O velho novo e o novo velho na eleição histórica que o Avaí terá para o Conselho Deliberativo

19 de novembro de 2013 6

Não sei se o torcedor avaiano se deu conta da importância desta eleição e do voto dos sócios para o futuro do clube. Recomendo a leitura da matéria do Diário Catarinense (clique aqui), do post do Gerson (clique aqui) e que assistam ao vídeo dos candidatos (clique aqui) no site, feito ontem na redação do DC, neste trabalho completo que o DC Esportes disponibiliza.

Falo em importância pelo significado do momento e pela demanda de uma avaliação do sócio e de uma posição. Se omitir é tão danoso quanto só ir a jogos na boa.

A situação, o que chamo de velho novo, significa uma continuidade do que fez o presidente Zunino. E, olhe para trás, torcedor, e verás o Avaí antes de Zunino e pós-Zunino. Na minha opinião, um Avaí muito melhor, com a marca valorizada, com feitos e títulos obtidos, com pessoas de ótima índole, dirigentes que erraram como todos, mas acertaram de forma grande muitas vezes. Nilton Macedo e Alessandro Abreu, por exemplo, são inquestionáveis, dois nomes de alta confiança e competência. Por que “velho novo”? Porque será, agora, sem o Zunino. Mas com sua filosofia empresarial mantida. Já conversei com várias “cabeças” da chapa e a base é extremamente confiável.

A dificuldade na escolha está no fato de que a oposição também é respeitável. No período pré-Zunino, o presidente Flávio Félix teve serviços prestados importantes. Na composição da Chapa outros nomes que valorizam o concurso ao Conselho, algumas cabeças empreendedoras, como Cláudio Vicente, e o ex-presidente Décio Girardi. Apenas como questionamento, foi o momento do lançamento da chapa, tardio e em fase decisiva da Série B. Confesso que não me agradou, já que o clube lutava com chances reais de classificação. Por que não “apresentar armas” com maior antecedência? Até valorizaria o debate. Por que o novo velho? Ora, porque os que agora se apresentam lá já estiveram, portanto também podem ser bem avaliados pelo torcedor.

Democracia é o mais importante. Dialética, debate de ideias e, depois, convergência dos opostos em benefício do clube é o que se espera. Porque o Avaí é muito grande, tem uma torcida que precisa de representantes à altura.

A continuidade da era Zunino, ou um novo viés para o Avaí é o que está em jogo e não é pouco. Com a palavra, os sócios.

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Tigre e Chapecoense na Série A seria ótimo, se o Figueira conseguir seria histórico

17 de novembro de 2013 27

Primeiro, um esclarecimento. Recebi muitos e-mails de torcedores solicitando post ontem sobre o Verdão e os demais times. Peço desculpas, mas este blogueiro, neste final de semana que era seu único feriado do ano, aproveitou para se concentrar em algo mais particular: disputei a maratona de Curitiba neste domingo, e só agora, me refazendo desta prova duríssima aqui no hotel, estou escrevendo sobre a rodada.

Dito isso, um salve do tamanho do orgulho catarinense à nação Verde. Que feito, que campanha, que momento para Oeste. É imensurável o que vai trazer em mídia e em retorno para Chapecó o que aprontou a Chapecoense. Um povo lutador, competente, guerreiro, que luta muito pelo que quer. Pode, com humildade, um time respeitando o DNA da região, apresentar um senhor diferencial na elite.

Do Oeste para o Sul, o Tigre encorpou. Encontrou um caminho. Escapar do rebaixamento virou uma realidade que não parecia palpável há pouco tempo. Muito bom para nosso Estado.

E, chegando na Capital, as chances do Figueira são ínfimas. Mas estão aí. Tem que lutar até o fim. Já imaginou três na Série A?

Ainda na Capital e acrescendo o Norte, Avaí e Joinville, os que estavam mais próximos… Não preciso dizer mais nada.

 

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Chapecoense na elite e Figueirense atropela na reta final. Avaí e Joinville perdem força

13 de novembro de 2013 29

Minha visão do jogo da Chapecoense está na crônica que escrevi para o DC Esportes (clique aqui e confira). obviamente por acompanhar o Verdão, não pude assistir à vitória do Figueirense sobre o ABC.

Mas o fator clássico para o bem manteve o Alvinegro em alta de um lado, e de outro a maldição alvinegra sobre o rival Avaí. Este levou três lambadas na sequência de adversários com preto e branco e não espantou a bordoada que levou e desestruturou sua campanha.

Já o JEC mostrou que a gasolina de Ramirez, que dura um tanque, não permitia a quilometragem necessária para chegar.

Temos uma reta final fantástica e, literalmente, que ri por último pode rir melhor.

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A incrível recolocação do Figueirense na briga pelo acesso e pelo G-4: o troco da nação alvinegra

10 de novembro de 2013 34

Um possível sprint histórico do Figueirense pode se configurar. A vitória de 2 a 1 de ontem permite um cenário bem claro da situação na reta final.

A Série B não é afeita à lógica, aos determinismos. É fato. Mas também não é uma competição maluca, há algumas certezas.

E uma delas é que a tabela do Figueira lhe é favorável. ABC em casa, Oeste quase de “sangue doce” fora, o lanterna ASA em casa e um tudo ou nada contra um Bragantino que pode estar também de “sangue doce” na última rodada.

Para ingressar no G-4, já na próxima rodada, precisaria torer para um empate do Avaí, equipe que, ao batê-la, propiciou uma combinação de bons fluidos para o momento decisivo. E este empate justamente com o Ceará, que está na boca do caixa para o G-4. E contar com tropeço do Icasa, que joga fora com o América, este ainda necessitanto de pontos para afastar o Z-4.

O futebol tem disso: não há nada muito ruim que não possa melhorar; nada muito ruim que não possa piorar; e nada muito bom que não possa ruir.

Estas três constatações servem para os quatro catarinenses. Portanto, a Chapecoense precisa manter-se esperta, o JEC não desistir, o Avaí buscar forças e o Figueira acreditar no que parecia impossível.

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