Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de fevereiro 2014

Criciúma é meu favorito ao título. No Hexagonal, Verdão deve passear e Avaí sofrer

27 de fevereiro de 2014 33

Vivi intensamente a rodada de quarta-feira ao comandar o cover ao vivo, online, numa mega operação montada pela editoria de Esportes do DC.

Valeu organizar uma grande estrutura com repórteres-setoristas nos estádios municiando com informações de forma instantânea o internauta com tudo que rolou.

Apelidamos na redação a operação de “rodada nervosa”. Todos conectados por Whatsapp e oferecendo imagens e o andamento de tudo convergindo para uma única ferramenta, otimizado pelo programa chamado Scrible.

A audiência (com picos acima dos milhares de internautas) demonstrou o acerto na ação, sem precedentes em SC. O Estado e seus torcedores estavam precisando saber não só de seu time, mas do que rolava nos outros estádios. Só no site do DC ouve narração simultânea e interatividade com o internauta.

A interatividade foi espetacular, desde a corneta até a troca de informações. E o equilíbrio na luta pela vaga garantiu a emoção.

E agora, no quadrangular semifinal? E no Hexagonal da morte? Mais emoção, claro. Não há porque o cenário mudar.

Mas vale sempre não ficar em cima do muro. Para mim, o favorito ao título é o Criciúma. Favorito mesmo, sem meias palavras. JEC e Figueira correm por fora e o Metrô, apesar da folga na classificação, apesar do experiente e vencedor Abel, apesar do bom time, acredito que ainda corre muito por fora.

No Hexagonal? Chapecoense escapa com um pé nas costas. O Brusque tende a escapar com propriedade. O Avaí escapa com água no pescoço. Os demais vão se matar para ver quem cai.

É apenas uma ideia, uma radiografia que ficou de tudo o que vi até agora.

Bookmark and Share

Rodada histórica na quarta-feira pode até ser decidida nos cartões entre JEC, Figueira e Verdão

24 de fevereiro de 2014 10

Lendo o professor Kmarão, que nesta terça-feira deixará tudo mais que explicadinho nas páginas do Diário Catarinense, temos uma real percepção de quanto será tensa esta rodada de quarta-feira.

O nosso matemático mostra que o campeonato pode até ser decidido nos cartões, já que determinadas combinações de resultados podem deixar os times empatados até no saldo.

No cartões, quem tem o menor número é o Joinville com 0 vermelhos e 17 amarelos, seguido por Chapecoense com 1 V e 21 A e depois o Figueirense com 2V e 22 A.

Então amanhã os caminhos são três: ou o cara coloca o mosaico no pay per view, mas eu não suporto ver jogo assim; ou o cara gruda na CBN/Diário, que o Gonzaga é o plantão mais em cima do lance do país; ou ainda confere um serviço extremamente diferenciado que o DC Esportes colocará na Internet.

Sobre isso, será um belo caminho. Usaremos no site uma ferramenta que vai mostrar instantaneamente os resultados, com participação dos internautas e suas opiniões e mais os comentaristas interagindo.

 

 
 

Bookmark and Share

Liderança do Brusque é tapa na cara das previsões que, aliás, são sempre uma temeridade em SC

20 de fevereiro de 2014 12
Foto: Artur Mozer

Foto: Artur Mozer

Todo o ano eu tenho calafrios quando preciso fazer a famosa previsão de favoritos e decepções do Campeonato Catarinense antes do início da competição.

E o motivo é simples: fácil é dizer no RS, em MG, na BA, em BH, no RJ e em PE quem é o favorito. Chega a ser um exercício de monotonia.

EM SP o número aumenta para uns cinco clubes, com mais chances de surpresas entre os times do interior. Mas nem de perto se assemelha à concorrência e à indefinição no resultado final do campeão em relação ao que ocorre em Santa Catarina.

Aliás esta é uma avaliação que se estende mundo afora, já que os europeus também têm certa dose de monotonia na definição de campeões.

E não é uma exceção em SC, e sim a regra. Aqui, qualquer um dos cinco grandes pode ser campeão na mesma proporção. E qualquer um dos demais médios e pequenos pode surpreender. Só neste campeonato já tivemos oscilações, passando pelo Metropolitano e chegando agora ao Bruscão. E quem dúvida que um Atlético ou Marcílio não pode achar umas vitórias na reta final?

Em vários anos tivemos times fora do eixo dos grande incomodando, o Atlético chegou a ser vice duas vezes, o Marcílio foi vice perdendo para o JEC, o antigo Tubarão foi duas vezes vice para o Criciuma, até o Juventus em 1973 foi vice do Avaí para os mais novos que não viram a construção desta história. Dá para citar o vice do Blumenau para o Avaí e até o vice do Caxias, embora este seja de Joinville (mas num ano que o Guarani de Palhoça foi ao quadrangular final).

Então, voltando ao drama das análises, no ínicio da competição, antes de sair de férias, eu fui obrigado a determinar uma decepção: e lasquei o Brusque. Numa análise de grupo, orçamento, nomes. Sabendo que poderia e até fosse provável quebrar a cara. Dito e feito. Taí o time jogando bem e liderando (veja matéria do DC Esportes falando na inspiração em Pingo). Claro, pode despencar, mas como disse acima a análise em SC tem sempre que ser do momento.

O Brusque é o único que se intrometeu entre os cinco grandes para roubar um título desde a década de 1970, quando o Ferroviário lascou um título para Tubarão. Desde então os títulos ficam por Joinville, Criciúma, Chapecó e Florianópolis. Menos em 1992, quando deu Brusque, terra do Carlos Renaux, time mais antigo de SC e bicampeão do Estado.

E onde o povo adora futebol. Posso falar de cadeira, no ano passado estive na cidade para prestigiar, com o comendador Roberto Alves, a solenidade de 100 anos do Carlos Renaux. O estádio é modesto, mas observamos as arquibancadas e a vibração é muito grande.

A qualidade técnica do nosso futebol pode não ser exuberante (e me diga onde é no atual estágio do futebol brasileiro?), mas a competitividade é inigualável. Que bom.Que venha mais emoção! A tabela prova isso (confira a classificação clicando aqui).

Bookmark and Share

Descobriram tarde que Florianópolis deveria ser sede da Copa. Mas não foi melhor assim?

19 de fevereiro de 2014 56

Retorno de férias e já me integro à cobertura da Copa do Mundo em Florianópolis pelo Grupo RBS. E, de imediato, percebo uma precisão científica na logística de chegada de técnicos, comissões técnicas, jornalistas. E muita correção e agilidade no que ocorre no Costão do Santinho.

Acomodações suficientes nos hotéis e a rotina da cidade sem abalo. (Claro, no Costão e arredores, não há como ser diferente, há congestionamento). No mais, o que normalmente já vive a cidade em seu cotidiano conturbado do trânsito.

Ou seja, alguns verões superlotados se passaram, e o mais absoluto costume na lida com celebridades que aqui chegam não como exceção mas como regra mostram que Florianópolis deveria estar abrigando a Copa.

Tudo foi feito – segurança, acomodações, logística – de tal forma natural, sem atropelos, que flui como algo natural para a cidade. O poder público e a população já são capacitados ao natural para grandes eventos. Felipão, Ronaldo, técnicos estrangeiros consagrados, delegações internacionais, tudo tratado com a especialidade de quem está acostumado.

O que se vê é a mídia mundial e brasileira inteira se perguntando: “Mas Floripa está fora da Copa?

Quando pelo menos cinco outras sedes não chegam nem ao seus pés.

Por outro lado, é difícil afastar aquele sentimento que perdura nas cidades-sede? Com tanto por fazer na área de segurança e saúde, será que não foi melhor assim?

Bookmark and Share