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Posts de março 2014

Vídeo com imagens inéditas e ângulos diferentes dos lances polêmicos, gols e da torcida no jogão que classificou o Figueirense

31 de março de 2014 26

As imagens foram capturadas no domingo pelo colega João Soares, em Criciúma. Estão disponíveis no DC Esportes, mas apresento aqui um resumo do que foi capturado.

Nas imagens, ângulos diferentes que podem ajudar o internauta a esclarecer: o goleiro do Tigre merecia expulsão ou amarelo no pênalti? Foi falta no lance que originou o segundo gol do Figueira? Givanni Augusto realmente apanhou muito ou simulou muito?

Tudo com som ambiente, acho que vale a pena uma conferida.

 

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Tem que respeitar a camisa do Figueirense. Ela pesa toneladas e adora ser desrespeitada para responder com grandes feitos

30 de março de 2014 90

Compartilho com vocês minha crônica escrita para o DC do jogo. Mais adiante farei um post com outras impressões deste que foi o melhor jogo do campeonato até agora.

Gostaria de pontuar, contudo, uma impressão que tenho a muito tempo. O Figueirense perdeu um 12º jogador, que era a força de sua grande massa, que por ser povão, ficou sem dinheiro para ir ao estádio. Mas não perdeu a força de sua camisa. Para segurar o Tigre lá, não é para qualquer um. Abaixo minha crônica:

“Ser jogado aos Tigres no Heriberto Hülse é o que tem de mais parecido com ser entregue às feras nos espetáculos do coliseu romano. Poucos homens tinham condições de sobreviver à atmosfera de tanta pressão e ferocidade. Pois 11 gladiadores alvinegros mostraram porque este time tem camisa, tem história e pode atingir a glória sendo gigante em qualquer situação. O Figueirense deixou o Sul do Estado legando à plateia apenas o silêncio, sem pão e circo, triste, e o Tigre ferido de morte. Volta para a Capital vivo, com saúde, gols na bagagem, um herói valente chamado Ricardo Bueno, e pronto para decidir o campeonato com Joinville, a partir do domingo que vem, com a vantagem do mando de campo no segundo jogo.

Numa briga de cachorro grande, valendo vaga na final do Campeonato Catarinense, Criciúma e Figueirense tinham um arsenal grande de números para mostrar por que deveriam enfrentar o JEC rumo ao título. O dono da casa venceu mais vezes o rival, eram 63 vitórias contra 51 do Alvinegro. Mas o visitante já coleciona 15 títulos catarinenses, contra 10 do Tigre.

Eram 90 minutos de futebol para turbinar estes números e o 3 a 2 mais a grande atuação de Ricardo Bueno, autor de dois gols, foi cruel com o tricolor do Sul: classificou o Figueira para tentar chegar aos 16º título e alcançar o rival Avaí (o principal rival coleciona 16 conquistas).

Pressão da torcida e resposta alvinegra

A torcida do Tigre fez sua parte no pré-jogo, transformou o Heriberto Hülse num caldeirão. A reação dos times a esta recepção é que mostrou se os fanáticos carvoeiros deixariam seus comandados com 12 jogadores em campo.

A repercussão em Baier e cia até foi boa: houve a famosa e esperada pressão inicial. Com dois minutos as credenciais amarelas e pretas apareceram numa tabela entre o “vovô” bom de bola Baier e Lucca, num arremate perigoso.

Era a senha para a pressão e o aumento nos cânticos característicos da nação criciumense, que com menos de cinco minutos viu uma sequência de dois lances fortes na área Alvinegra. Aliás, o Figueira espanando bolas e o Tigre estocando foi a tônica dos primeiros 10 minutos.

Acontece que pressão sem gol legitima o famoso ditado “quem não faz leva”. E aos 12 minutos, com precisão cirúrgica, o Figueira contra-atacou. Três toques e chegou na cara do gol com Ricardo Bueno, que foi derrubado pelo goleiro Galatto em atitude desesperada. Pênalti bem marcado e bem batido pelo próprio Bueno, aos 13 minutos.

Basta acrescentar mais cinco minutos de jogo para descobrir porque um atacante pode fazer a diferença. Ricardo Bueno estava no lugar certo, na hora correta, para aproveitar novo contra-ataque, aos 18 minutos, e determinar o 2 a 0 e uma figuração de drama para o Tigre, de administração de jogo para o Alvinegro.

Com a bola rolando estava difícil para o Criciúma. Então, com a bola parada foi o jeito de ameaçar o Figueira. Baier, estilista, perfeito em cobranças, aos 29 minutos, acertou a trave. Então, os deuses do futebol pareciam mesmo determinados a olhar pela meta alvinegra.

Gol de Baier, alívio de Luan e assinatura Lucca

Havia um segundo tempo e jogão de bola nunca é sem emoção. Havia um Baier e com ele sempre há chance de reagir. Luan, imprudente, fez uma carga. Baier, experiente, aproveitou a carga, caiu e o árbitro, bem colocado, deu pênalti. O meia craque do Criciúma bateu e diminuiu.

O ataque logo no início da partida, convertido em gol já foi reflexo de ação no intervalo do técnico Caio Júnior, que não pecou por omissão. Lançou mão de João Vítor e Rodrigo Silva, para dar mais consistência ao meio e melhor parceria para Baier, o que não acontecia com Everton. E, na área, mais presença, já que Gustavo estava perdido entre os zagueiros.

O Tigre passou a usar o setor direito, já que Luan tinha amarelo, e Ricardinho começou a ter mais liberdade no meio, já que o Figueira teve que reforçar a marcação na ala.

Parecia que a tarde seria um inferno para Luan. Aí entra o imponderável do futebol. Ele reage como aqueles atletas que tem estrela. Acuado, improvisado no setor, respirou fundo, partiu, aos 21 minutos, num disparada pela ala direita, mirou o gol da entrada da área e fez um golaço, com raiva e raça.

Jogo encerrado? Nada disso, havia jogo ainda. Numa cobrança de falta, aos 26 minutos, Lucca cobrou falta, Volpi calculou mal seu posicionamento e afastou a bola já de dentro do gol.

 


CRICIÚMA

Galatto – Sofrer três gols numa partida não é cartão de visitas para nenhum goleiro no mundo. Nota 6

Ezequiel – Um jogador limitado pelo setor direito, sentiu o peso da decisão tanto na proteção quanto no apoio. Nota 6

Ronaldo Alves – Confuso no primeiro tempo, conseguiu estabilizar o povoamento da área no segundo tempo. Nota 6,5

Escudero – Procurando os atacantes do Figueirense até agora. E caiu nas provocações de Giovanni Augusto. Nota 5.

Rômulo – Tímido no apoio e nas conclusões. Deixa a desejar justamente na hora que o time decide em casa. Nota 5

Serginho – Imposição física. Mas sem repercussão na logística para imposição tática do time. Nota 6.

Ricardinho – Depois de um primeiro tempo apagado, melhorou na segunda etapa, mas não o suficiente para fazer a diferença. Nota: 6,5

Everton – Perdido num meio-campo dominado na primeira etapa, foi substituído. Nota 5,5

Paulo Baier – Bem na bola parada. Tentou articular o time, cavou/sofreu um pênalti e marcou um gol. Nota 7

Gustavo – Sucumbiu à marcação e à importância da partida. Substituído no intervalo. Nota: 5.

Lucca – Nervoso, tentando iludir a arbitragem no primeiro tempo. Jogou bola no segundo tempo, aí mostrou seu potencial, fez um gol de falta e cabeceou bola na trave. Nota: 7

João Vitor – Articulou o meio-campo do Criciúma ao entrar na segunda etapa, teve atuação útil e consciente. Nota 7,5

Rodrigo Silva – Incomodou mais a zaga do que Gustavo, mas ainda assim foi um jogador tímido. Nota 6

Eduardo – Entrou no lugar de Ezequiel, mas não teve tempo para mostrar serviço. Sem nota

Técnico: Caio Júnior – Levou um banho tático do rival. Neutralizado nas qualidades, e surpreendido por ações efetivas do técnico adversário. Fez o time melhorar na segunda etapa, mas o pecado inicial foi fatal. Nota 6

FIGUEIRENSE

Tiago Volpi – Tinha boa atuação até atacar mal uma falta cobrada por Lucca e sofrer o gol. Nota 6,5

Luan – Sofreu com Lucca caindo por seu setor. Foi ingênuo no lance do pênalti, mas brilhante no apoio e com muita raça no golaço que marcou. Nota 8

Nirley – Um zagueiro sério e competente, não teve culpa nos gols que o time sofreu. Nota 7

Marquinhos – Atuação segura, sem firulas, centrado e focado na marcação. Nota 7

Nem – Sem ritmo, chegava atrasado e fazia faltas pesadas.

Marquinhos Pedroso – Regular, bem posicionado, só saiu na boa, mas não permitiu composição de jogadas em seu setor. Nota 7

Marcos Assunção – Visão de jogo diferenciada, experiência e inteligência. Deixou o jogo logo aos 10 do segundo tempo. Nota 8

Dudu – Participativo, interessado e útil taticamente, foi substituído perto do final, mas deu sua contribuição. Nota 7

Giovanni Augusto – Provocou adversários, o que é um ardil psicológico à disposição. Deu certo. Também jogou bom futebol até sair aos 40 do segundo tempo. Nota 8,5

Everton Santos – Boa movimentação, chamou bastante a marcação, fazendo um trabalho que aparece pouco, mas é importante. Nota 7

Ricardo Bueno – Sofreu o pênalti, bateu com perfeição. Depois fez seu segundo gol. Precisa mais? Nota 9

Jefferson – Entrou com saúde, melhorou a marcação e colocou correria no setor. Nota 7

Vítor Júnior – Entrou no quarto final do jogo, teve grande chance de marcar e se consagrar, mas errou o alvo. Mas apareceu nos contra-ataques. Nota 7

Dener – Não teve tempo de mostrar o futebol. Sem nota

Técnico – Vinícius Eutrópio: Precisão cirúrgica na montagem tática do time. Fechou espaços, articulou contra-ataques e correu riscos mínimos ao longo do primeiro tempo. No segundo tempo agiu com correção diante da pressão. Nota 9

 

Gols: Ricardo Bueno (F), aos 13 e aos 18 minutos do primeiro tempo. Paulo Baier (C), aos 3, Luan (F), aos 21, e Lucca, aos 26 do segundo tempo.

Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Nadine Câmara Bastos e Rosnei Hoffman

Amarelos: Galatto e Everton (C). Nirley, Luan e Tiago Volpi (F)

Público: 13.990 torcedores

R$ 221.893,oo

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O favorito é o Criciúma

28 de março de 2014 29

Muitos internautas me cobrando por e-mail e nas mensagens o fato de eu não ter me manifestado sobre a existência de favoritismo ou não no duelo do domingo entre Criciúma e Figueirense.

Estaria sendo incoerente se não colocasse o Criciúma como favorito. Até mesmo se o jogo decisivo fosse no Scarpelli. Já que coloquei o Tigre como favorito ao título antes de o campeonato começar e reforcei esta tese quando o quadrangular iniciou-se.

Se o Tigre está jogando o suficiente para justificar esta situação, é outro papo. Concordo que o futebol apresentado não é digno deste favoritismo.

Acontece que, além de tudo, o Criciúma ainda jogará em casa. Todos sabemos o que significa jogar no caldeirão do Heriberto Hülse, literalmente uma panela de pressão.

Então quer dizer que o Figueirense não tem chances? Antes que coloquem palavras em minha boca ou em meus textos, já afirmo que, apesar do favoritismo, não será surpresa o Figueira obter sucesso, afinal também é um time com camisa.

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FCF está de "brincation". Que palhaçada é esta? Os jogos têm que ser no mesmo horário e dia

27 de março de 2014 14

Tenho ouvido as mais diversas manifestações sobre a antecipação do jogo do JEC, respeito todas as opiniões.

Mas agora que a Federação passou a partida novamente para domingo, só que às 18h30min (parece que recuou e colocará às 16h, simultaneamente ao confronto de Criciúma, mas o site da FCF ainda está com a notícia velha até às 17h desta quinta-feira) tive mais certeza de que o que estava acontecendo era um absurdo.

Se há interesse das duas partes, não há como não fazer as partidas em mesmo horário. De todas as situações, a pior é o jogo do JEC às 18h30min de domingo. Imagine um time jogar sabendo o que precisa.

Mesmo com o jogo do JEC no sábado, que foi a desastrada proposta original, que é a situação menos prejudicial do ponto de vista técnico, há um fator psicológico em jogo. Não somos ingênuos, saber se pode empatar ou não influência em postura tática de um time.

Convenhamos, FCF! Mudar três vezes uma rodada decisiva? Como diria o Joel Santana, vocês estão de “brincation with de futebol”. Tenham a santa paciência.

O departamento técnico precisa um choque de simancol. PelamordeDeus!

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Pingo resolveu a encrenca, agora é manter o trabalho e estruturar o Avaí para a Série B

26 de março de 2014 8

Não foi um jogo de futebol de qualidade na Ressacada. Mas o resultado premiou o time que apresentou mais volume e qualidade. E esta é exatamente a diferença do Avaí do Hexagonal “by Pingo” para o Avaí do quadrangular. Porque, principalmente, o Leão adquiriu aquela preciosa palavrinha às suas qualidades: confiança.

Mas não foi só isso. A confiança passou do técnico para o grupo e também da direção, que deu a cara a tapa em encontro com a imprensa e esclareceu pontos importantes, que deram aos jogadores clareza dos objetivos e do futuro.

No mais, no jogo que valia a liderança, um resultado razoável: 1 a 1, mostrando o valor do time montado em Itajaí.

A briga contra o rebaixamento agora está entre Brusque, Juventus e Atlético. Claro, se nenhum dos três primeiros pisar no freio.

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JEC na final é prêmio ao melhor futebol do campeonato e no Hexagonal só deu a lógica

23 de março de 2014 38

A vitória foi magra, como tem sido neste campeonato muito parelho. O Joinville superou o Criciúma por 1 a 0 e está na decisão do Catarinense. Por ser tudo muito equilibrado, qualquer coisa poderia acontecer entre os três grandes. Já que o Metropolitano, com méritos e muitos elogios, havia atingido um limite muito difícil de transpor.

Pois existia uma possibilidade praticamente igual para Tigre, JEC e Figueira. Mas, por antecipação, só o Tricolor do Norte levou. Que bom que foi assim. Pois houve um prêmio aquele time que coletivamente foi mais consistente destes três. Não foi superior de forma inconteste, mas teve detalhes mais acertados. Um mérito, mais uma vez, ao Hemerson Maria.

Fico imaginando a eletricidade que vigora na Manchester. Desde 2001 sem um título e agora tão perto. O orgulho deste povo que ama o futebol e adora seu JEC está explodindo o que é bom para nosso Estado.

Agora Criciúma e Figueirense vão tentar comer o fígado um do outro no Sul. Vai sair faísca, daqueles jogos que para tudo para ver, porque é briga de cachorro grande.

Já que falamos de justiça, no Hexagonal as peças do quebra-cabeças encaixam mais naturalmente. O Avaí sapecou o Atlético, a Chapecoense venceu e o time experiente do Marcílio Dias confirmou a liderança. Tudo no seu lugar, sem maiores surpresas.

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Era jogo para fazer saldo e encaminhar a final, mas o Figueirense teve medo de ser feliz contra o Metrô

22 de março de 2014 22

 

Figueriense

Giovanni Augusto bate pênalti para o Figueirense no 2 a 1 sobre o Metropolitano. Foto: Cristiano Estrela

A reação da galera no estádio é sempre para mim um termômetro dos mais fieis. Hoje no Scarpelli, ao final do jogo, conversando com torcedores, mas também percebendo as reações coletivas pós-jogo, ficou claro um sentimento que tive com relação a esta vitória: o de que não foi como deveria/poderia ser.

Explico: o resultado foi justo, sim. O tamanho do 2 a 1 é totalmente proporcional ao que os times fizeram. Acontece que não foi diferente (não houve um placar mais dilatado para o Figueira) porque este não soube usar sua última chance em casa para encaminhar a vaga.

Acontece que o saldo de gols fatalmente vai influir (claro que o post ainda depende de Criciúma x Joinville para ser mais exato neste quesito) e o Figueira poderia/deveria ter garantido um 2 a 0, um 3 a 0 ou mais. Sem demérito ao Metrô. O time do Vale é ajustado, tem valores individuais com diferenciais, mas a camisa pesou contra o Criciúma e até contra o Figueirense. A diferença é que o Tigre, na rodada anterior, “carcou quatro” lá no Sesi e, no Scarpelli, o Figueira fez 2 a 0 e de forma condenável assumiu uma postura defensiva até levar um gol e ainda uma senhora pressão nos minutos finais.

O Figueirense no segundo tempo, ao invés de procurar gols, com vento Sul a favor e o contra-ataque aberto por um time que teria de sair, fechou-se, acovardou-se, não confiou no seu potencial.

E a torcida sentiu isso, por este motivo saiu até feliz com a vitória, mas com uma pulga atrás da orelha em relação ao futuro.

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Ciro, Marquinhos Santos, Zé Carlos e a complicada gestão de atletas no Brasil e em Santa Catarina

20 de março de 2014 1

Não é à toa que gestores de futebol (em SC e no Brasil) são estressados e/ou folclóricos, com raras excessões. É um cargo que beira a paranoia porque lida com três equações principais quase incompatíveis: a eficiência na montagem de times, a adequação aos orçamentos e a lida com a emoção e paixão de torcidas e dirigentes no mais das vezes passionais e com investimentos irracionais.

No título do post citei três nomes, dois que estão nos clubes e um que está eternamente voltando. Ciro virou solução depois de aprontar antes mesmo de mostrar serviço no Figueirense (confira aqui post sobre o assunto); Marquinhos ressurge, brilha, depois reclama, depois negocia e é sempre notícia no Avaí; Zé Carlos é um turbilhão, de gols e de surpresas extracampo no Criciúma, quando está a serviço do clube.

E esta constante é uma tormenta para diretores de futebol e, por consequência, para técnicos. Será que o Marcos Assunção terá problemas físicos? (era um temor, mas até agora é um grande acerto Alvinegro) Cléber Santana vai brilhar? (era quase uma certeza, não virou realidade); Lucca e Baier serão candidatos a craque? (outra aposta básica, que não se verifica). Reinaldo ainda serve como referência? (o Metrô descobriu que sim).

E liberar atletas da base? Anderson Lopes e Tauã deveriam ter ido para o Marcílio? Parece que seriam mais úteis ao Leão onde estavam. Assim como Luciano, que voltou a marcar seus gols não num time sem expressão, mas num Corinthians! Peraí! Serve para o Timão e não para o Leão? 

Enfim, a bola da vez é a possível aposta do Figueirense em Ciro. (clique aqui e veja matéria do DC). É uma jogada do treinador Eutrópio, ele está bancando. Vai colher os méritos e o reconhecimento ou o ônus junto à torcida depois. Porque este jogo contra o Metrô define o futuro no Estadual.

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A reação dos grandes: Avaí e Chapecoense mostram as armas na hora da onça beber água no Hexagonal

19 de março de 2014 15

Existe uma máxima no futebol que diz: na hora da onça beber água, a camisa pesa. Foi o que aconteceu nesta rodada importantíssima do hexagonal.

O Verdão aplicou uma virada no Brusque, por 2 a 1, em pleno Augusto Bauer, e o Avaí superou o Atlético-Ib, na Ressacada.

O Verdão virou vice-líder e o Leão deixou a zona do rebaixamento.

Situações bem mais dignas para estes times que não podem nem sonhar com rebaixamento.

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A responsabilidade imensa de Marquinhos e Cia para com o Avaí neste momento difícil do Leão

18 de março de 2014 19

Que o momento do Avaí fora de campo é complexo, até o mais alheio torcedor já desconfiava com muita facilidade. Esta a má notícia.

A boa notícia é que o Avaí é o clube que é porque tem possiblidades que alguns outros não têm de se recuperar e voltar a ser grande dentro e fora de campo.

A diretoria do Avaí recebeu hoje pela manhã a imprensa para um diálogo franco, no hotel Baía Norte, na Capital, e mostrou as grandes dificuldades para dotar o clube de uma infra-estrutura administrativa neste momento de crise financeira. (veja matéria clicando aqui).

Foi uma atitude de transparência da atual diretoria, que precisa de todas as forças do clube unidas para colocar em prática ideias que tentarão dotar o clube de viabilidade econômica.

Hoje em dia, o Avaí, como 90% dos clubes brasileiros, atua de forma deficitária. A diferença para os demais, é que deixou de contar com um “salvador da pátria” após a saída do presidente Zunino.

Aqui no Estado, Figueirense e Criciúma têm homens-forte que dão suporte ao clube, casos de Wilfredo Brillinger e Angeloni. Ambos são ótimos gerentes, de grandes empresas, mas bancam muita coisa.

No Avaí esta figura deixou de existir. Então, para que o clube não vire refém de empresários, não vire balcão de negócios, nem barriga de aluguel, será preciso uma união histórica e sem precedentes da inteligência avaiana. E ela está em curso.

Só que nada funciona se o time não corresponder. E olhe que mesmo diante deste momento lamentável pelo qual passa o futebol, são mais de 5 mil sócios adimplentes.

A partir de amanhã, contra o Atlético, o Avaí precisa começar a livrar sua cara dentro de campo. E isso passa por uma responsabilidade dos atletas. E o principal nome a dar uma resposta tem que ser Marquinhos.

Não só porque é um dos maiores salários, mas porque tem identificação com o clube. Será preciso vencer o Atlético quase como uma missão sagrada, do contrário é parar na UTI e acrescentar mais uma enorme complicação nesta equação já complexa que a atual diretoria tenta contornar. 

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