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Entre o ufanismo e o "torcer contra", um dilema que vai perdurar até o final desta Copa

13 de junho de 2014 6

Acordo hoje pela manhã e, claro, corro para todos os jornais, sites, redes sociais. Quero beber da repercussão desta estreia de Copa no nosso país, quero absorver o que ficou de bom, de ruim, de alegre, de triste, quero ter um termômetro para medir a “vibe” da nação.

Se fosse pelo que li, ouvi, interagi, ficaria doidinho da Silva. Gente, você vai num site aqui, noutro acolá, ouve uma rádio, vê um programa de TV e não entende nada: para uns, o Brasil é uma alegria só, é um clima de Copa total, para outros, é uma frieza, uma alegria localizada, uma falta de engajamento da população. Poucos tentam ser equilibrados nas avaliações.

Eu estava no estádio, estou ainda em São Paulo, tenho minha contribuição a dar sobre a sede da abertura. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

Há que esteja por demais engajado, feliz com a vitória, torcendo nos barzinhos, vibrando, mas indignado com a situação do país. Estes, eu diria, são a maioria. Querem torcer pela Seleção, fazer sua festa, e não voltar as costas à realidade.

E há duas minorias: os que são “do contra” e os totalmente a favor.

Os “do contra” são por vários motivos, os mais notórios: sempre foram contra a Seleção como massa de manobra; ou têm motivos eleitorais, nas próximas eleições serão oposição; ou não gostam de futebol; ou psicologicamente são instáveis, ora vibram com o jogo, mas nas manifestações gritam contra este status quo.

Os totalmente a favor e que acham que devemos esquecer tudo e pensar só em futebol, estes são patéticos. Nem perco tempo analisando.

Então esta é minha visão. Acho que as demais sedes ainda terão vários conflitos da ordem acima analisados. E conforme a Seleção avançar, infelizmente, acho que os “do contra” e os totalmente a favor pode complicar as coisas. Torço para que a maioria vença a Copa: vibrem com o futebol que adoramos e mantenham o discernimento social, econômico e político.

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Comentários (6)

  • Marcos Assuncao diz: 13 de junho de 2014

    Acho que os petralhas já compraram a Copa.
    A velha política do pão e circo.

    Brasil, um país de tolos!

  • Marcos Guilherme Ristow diz: 13 de junho de 2014

    Eu adoro futebol. Resido em Navegantes e, diversas vezes, vou à Florianópolis para assistir aos jogos do Avaí, do qual sou sócio. Assisto a inúmeros jogos na TV.
    Entretanto, a situação econômica e política do país fez com que, nesta Copa, eu me tornasse um telespectador totalmente neutro, nos jogos do Brasil.
    Definitivamente, apesar de não achar correto, não consigo separar as duas coisas.

  • semprefigueira diz: 13 de junho de 2014

    Querem saber?
    Acho estes protestos uma babaquice e , em muitos casos, com fundo político. Imbecis que escondem os rostos pra fazer quebradeira então, deveriam ser tratados como bandidos.
    Excluindo as polêmicas nas escolhas das sedes e nas denuncia de desvio de verbas, que devem ser apuradas por quem de direito, os investimentos da Copa são bem vindos, geram riqueza, empregos e tal.
    Os gastos com Estádios giram em torno de 13 bilhões, de um total de 28 bilhões. O restante será obras para mobilidade urbana.
    Dos investimentos em estádios, grande parte é empréstimo e será amortizado pelos clubes e construtoras.
    Ou seja, o Brasil paga anualmente 33 bilhões em seguro desemprego e 21 bilhões em bolsa família.
    Mas INVESTIR 28 bilhões para promover a Copa do Mundo será a “quebradeira do Brasil”.
    Há mas é preciso investir em saúde educação, dizem os “politizados” que se acham inteligentes. O que se investiu nos últimos quatro anos nessas áreas equivale a 212 Copas iguais a esta.
    O Brasileiro é muito crédulo, vai atraz de campanhas lançadas na Interne e de disse me disse sem sequer se informar. O que se paga de seguro Desemprego, dava pra fazer uma Copa dessas todos os anos, e o Brasil quebrou?
    E mais, as vaias a presidente Dilma, independente de gostar ou não de seu governo é mais uma prova da falta de educação do nosso povo, que se acha “inteligente”, “politizado” porque vaia a Presidente e depois do jogo fica trocando Figurinha da Copa. Fosse Buda, Ghandi ou Jesus Cristo na posição de presidente do brasil, teria idiota vaiando, com certeza.

    Ainda não nos liberamos do complexo de vira-latas, o que algumas pessoas ou grupos econômico s e políticos sabem e sempre souberam aproveitar.

    Vamos se informar, galera e deixar de ser manobrado.

    SEMPREFIGUEIRA

  • Fernando Avaiano diz: 13 de junho de 2014

    Blz, só que querendo ou não a Copa é aqui no Brasil. Até concordo com o Ronaldo Gorducho, perdemos uma grande oportunidade de melhorar a infraestrutura, de gastar o dinheiro com critério e responsabilidade, mas há dizer que a Copa é um engodo: Ledo engano. A Copa é legal, seja pelos jogos, pelo turismo, pela propaganda, pela possibilidade de deixar um legado. Sempre vai ter os do contra, eu sou particularmente a favor da copa e contra o status quo atual. As coisas são compatíveis, não vejo a Copa como uma coisa negativa, que nos tira hospitais, segurança, estrada e tal. Isto nunca teve já que o país em mais de 1 século, nunca teve um Presidente decente, apenas lampejos. Mas como bom brasileiro, enchergo com otimismo e com bons olhos a Copa do Mundo. Daria tranquilamente pra fazer um Copa sem corrupção, mas estamos no Brasil né, o país do jeitinho, fazer o que.

  • waltencir josé da silva diz: 13 de junho de 2014

    eu estou torcendo contra, não vou torcer para uma cbf que sempre ferrou com o futebol de santa catarina, o dinheiro dado de graça para alguns clubes terem estádios novos, enquanto outros clubes ficaram a ver navios, tudo isso, fora os milhões gastos e não investidos em educação, segurança e transporte de qualidade, que seja campeão qualquer um, menos o time da cbf

  • Simón Bolivar diz: 19 de junho de 2014

    E o colunista não gosta de “estádio cercado de favelas”. Prefere mais “glamour”. Coxinha de ossobuco com camarão. Direitista fanático.

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