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Posts de junho 2014

Se continuarmos avançando será assim: na sorte e no detalhe. No futebol, tá difícil!

28 de junho de 2014 14

Antes de falar do jogo e da classificação do Brasil, uma observação se impõe: a canção do hino foi linda, como nunca, mas o comportamento do público, vaiando o hino chileno, foi de uma má educação própria das torcidas brasileiras em estádios. Sem generalizar, mas nosso povo em praças públicas gosta de nos envergonhar.

Agora, sobre o jogo, uma coisa o Felipão fez bem no primeiro tempo: colocou o time em 220 volts desde o primeiro segundo da primeira etapa. Ele sabe lidar com o psicológico pré-jogo, com o clima de competição dos atletas. Durante quase todo o primeiro tempo (até sair o gol de empate chileno) o Brasil teve mais garra, foi mais concentrado, apresentou maior dedicação, desejo, força nos lances, determinação.

E isso fazia o Brasil merecer e muito a vantagem. Claro, é preciso ter técnica, também. E temos com Neymar, embora Oscar não decole e Fernandinho também não tenha enchido os olhos no primeiro tempo. Estava tudo dominado até a patacoada do Hulk. Indesculpável, inaceitável, lamentável que uma babada deste nível acontece num jogo de Copa e comprometa a Seleção.

No segundo tempo, tudo que foi avaliado sobre a primeira etapa caiu por terra. O calor, talvez, a responsabilidade nos ombros dos atletas, enfim, surgiu um jogo morno. E que escancarou mais ainda os jogadores do Brasil que não conseguem fazer a diferença, como Fred, Daniel Alves, Marcelo, Oscar e até o Luiz Gustavo entrou na roda. Fernandinho não aconteceu.

E Neymar, infelizmente, caiu de rendimento.

Hulk, que errou no lance de empate, pelo menos se redimiu sendo o único que apresentou bom futebol no restante do jogo.

Para nossa sorte o tão criticado Julio Cesar fez defesa monumental ali pelos 20 minutos e impediu de forma brilhante o que seria um gol quase certo chileno.

Na prorrogação, só tenho um coisa a dizer: coisa horrorosa.

Caiu o preparo físico, quem já não produzia fez menos ainda. Foi um imenso esperar pelos pênaltis.

Nos pênaltis, foi o que se viu: entregar a Deus, rezar e sofrer.

Será assim se seguirmos na Copa, não vejo como avançarmos com bom futebol (tomar que eu esteja errado!)

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Parabéns, Fifa! Parabéns, Figueirense!

27 de junho de 2014 7

Luizito Suárez mordeu. E levou punição exemplar da Fifa. Correto? Sim.

Aí vão dizer: a pena foi pesada. Discordo.

O cara mordeu pela terceira vez! E, pior, antes, foi punido por racismo!

Querem mais o quê?

E o França? Capotou o carro. Ok. Precisa de ajuda psicológica? Provavelmente. Mas o cara é para lá de reincidente. Ou seja, não quer se ajudar. Então, fez certo o Figueirense.

Mandou um recado, ou tem postura profissional, ou não ficará no clube.

Então, para encerrar este assunto que, convenhamos, é muito chato (gosto de falar de futebol no campo), firmo minha opinião.

Os clubes não devem apostar em jogadores que tiveram problemas extra-campo?

Na minha opinião, podem.

Tem que, contudo, na hora de arriscar, cercar-se de cuidados.

Fazer ver ao atleta que esta se dando uma chance a ele. E cobrá-lo mais que os demais.

Se for esperar por milagre, ele não virá.

Investir em alguém só pelo talento é muito arriscado. O pacote que vem junto pode estragar uma Série A de Brasileiro e, no outro caso citado, até uma Copa do Mundo!

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Mais um desgaste para imagem do Figueirense com acidente na madrugada de outro jogador-problema

26 de junho de 2014 27

Chega a irritar quando um clube não aprende com os próprios erros. Quando o Figueirense trouxe Lenny e sofreu horrores com o marrento, que nunca jogou e só encheu a paciência por aqui, o que fez o clube?

O Figueirense levou oito milhões de anos para se livrar do cara.

Imaginou-se: aprendeu a lição. Não vai mais tolerar ególatras, almofadinhas e jogadores-problema. E quando eles aparecerem, vai acabar com a relação correndo.

Aí o Figueira, não contente, foi lá e trouxe Cyro.

Os jornalistas pernambucanos que conviveram com o cara, os jornalistas cariocas que cobriam o Fluminense, os técnicos que lidaram com o sujeito e até jogadores colegas de profissão alertaram: é confusão na certa.

Todos por aqui alertaram o clube. Mas o Figueira foi adiante. E contratou.

O tal do Cyro se atrasou em treinos, minou a estabilidade do grupo, não jogou nunca e ainda levou 12 milhões de anos para deixar o Figueirense.

Aí o Figueira, não contente vai atrás do França.

Histórico do cara: atraso a treinos no Palmeiras, e a famosa desculpa por “problemas pessoais”. E os vizinhos do cara indignados com supostas festas dos cara.

Alerta geral, mas por alguma questão de outro mundo, o Figueira traz o cara mesmo assim.

Resultado: o carro em que França estava capotou, em plena madrugada, durante temporada de treino. Por pouco não causa um acidente de maiores proporções, logo trazendo à mente de todos o caso Dudu.

A Fields, ontem, teve uma noite interessante, consta segundo avisaram torcedores que entraram em contato com a redação.

O jogador foi atendido pelos bombeiros, levado para o hospital mas pelo jeito não se machucou, porque pegou um taxi e foi embora. Segundo apurei com fonte junto ao clube, o atleta alega que não estava dirigindo, embora não seja o que as fontes policiais afirmam. Nem a ocorrência dos bombeiros, que é bem clara.

Então é isso: o Figueirense quer esse tipo de atleta?

O Figueira está na lanterna da Série A, precisando trabalhar o dobro dos outros times. E não hospedando jogador que vai para balada em plena fase de preparação.

Então, agora vai levar mais 14 milhões de anos para rescindir contrato? Ou vai acreditar em Lenny, Cyro e Papai Noel?

 

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Neymar, Fernandinho e mais 9

23 de junho de 2014 4

Tínhamos um início de jogo preocupante contra Camarões. Foram 15 minutos desencontrados, com todos os defeitos táticos e de tensão que o Brasil experimentou ao longo dos dois primeiros jogos.

Até sair um gol que seria mandado pelos céus se não houvesse o empate!

Vejam que no gol Luiz Gustavo fez barba, cabelo e bigode. Roubou a bola, e fez as vezes de ala que anda tão em falta: cruzou para ele, Neymar, fazer o gol.

Aliás, Neymar faz sua parte. Apanha, é perseguido, mas é diferente, esperto, liso, moleque, pena que o conjunto não o ajude para brilhar.

Agora a ala de Daniel é patética e foi por ali que saiu o ridiculamente fácil gol camaronês de empate.

Tudo bem, porque como disse, tem Neymar. E o garoto tá iluminado, tá com vontade, tá ligado. Garantiu o 2 a 1.

Felipão pensou em reorganizar o time sacando Paulinho e lançando Fernandinho. Os primeiros lances mostraram melhora. O Brasil começou mais agudo. Neymar genial. O conjunto ajudou Fred a desencantar.

Esperemos que o peso de um país tenha saído das costas do Fred.

Mas, assim como Fred deixa a desejar, há um outro quesito que gostaria de ressaltar: acho que nossa torcida no estádio tinha que estar na mesma vibe do Neymar: criativa e mais empolgante.

Vejo um público muito reativo, pouco ator do espectador e pouco ator do espetáculo.

Como observação final: Fernandinho virou titular.

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Esta Copa do Mundo está ótima para rever rótulos: a Costa Rica balança o conceito de zebra

20 de junho de 2014 4

Que o futebol é um dos poucos esportes em que o mais fraco tem condições de superar, de vez em quando, o mais forte, é senso comum.

Basquete, hóquei, futebol americano, vôlei, atletismo, tênis a tal da zebra já inexiste há muito tempo.

Só que esta Copa que está sepultando a dúvida se a bola entrou com o sistema eletrônico tem outras facetas. É um Mundial que está mostrando como é bom ser ofensivo.

Aliás, o que terá de técnico brasileiro perdendo espaço se não se reciclar! Porque torcedor nenhum brasileiro vai aguentar ver, ao pagar ingresso, seu time defendendo 1 a 0 como se fosse ouro.

E esta Copa também forçará a se rever o conceito de zebra. Poia a Costa Rica não seria sparring das demais? Era o time para fazer saldo?

Então, deu um banho tático em Uruguai e Itália. Está classificada, a Inglaterra fora e Uruguai e Itália decidem uma vaga.

Incrível!

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Seleção Brasileira protagoniza um desastre tático na Copa do Mundo e preocupa muito

17 de junho de 2014 9

Antes, que fique claro, gosto muito do trabalho do Felipão. Acho um técnico que trabalha bem a parte psicológica dos atletas. Na parte tática, não é um gênio do futebol, mas tem consistência e um estilo próprio que, ao contrário do que parece, é versátil.

Mas, há que se reconhecer, a Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo é um gigantesco desastre tático.

Se a culpa desta realidade é do técnico? Talvez.

A culpa é da geração inconsistente de atletas à disposição? Talvez

A culpa é da omissão dos nossos “craques”? Talvez

Particularmente, acho que um pouco de tudo isso. Uma somatória desses problemas.

• Confira um vídeo com a minha opinião

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A favor ou contra a tecnologia eletrônica no futebol? O gol da França turbina a discussão

15 de junho de 2014 10

 

FOTO: Emerson Souza, Agência RBS

FOTO: Emerson Souza, Agência RBS

 

Bem pertinho de Santa Catarina, na inauguração do Beira-Rio, em Porto Alegre, um lance que pode sacudir o mundo do futebol: o segundo gol da França — capturado em detalhes pelo ótimo fotógrafo do Diário Catarinense Emerson Souza — seria daqueles discutido em bares e nas rodas à exaustão. (confira como foi a partida)

Mas o controle eletrônico da Fifa, sem chance de erro, acabou com dúvidas. Foi gol.
Os românticos do futebol não gostam. Acham que a discussão dos lances fazem parte da alegria e do prazer do esporte. A própria Fifa demora para abraçar tecnologias já absolutamente comuns no tênis, basquete e futebol americano, por exemplo.

Já quem é a favor da justiça, doa a quem doer, está feliz. A vitória de 3 a 0 francesa teve dois gols de Benzema e um contra. Justamente o polêmico gol, que seria o terceiro de Benzema (daria para pedir música no Fantástico?!) foi para conta do jogador hondurenho.O sinal eletrônico (veja abaixo infográfico como funciona) que fez o relógio do árbitro apitar foi um começo nesta longa dialética.

O acaso foi caprichoso: escolheu, na Copa brasileira justamente o árbitro que representa o país, Sandro Meira Ricci, para apitar este lance emblemático. Ricci, aliás, teve excelente atuação na partida.

As conversas acaloradas, típicas do esporte que encanta o planeta, não terminam por aí. E para saber se foi pênalti, dá para colocar chips nas chuteiras. E aí descobrir se a falta foi fora ou dentro da área? E encher de câmeras e revisar impedimentos instantaneamente.
Então a discussão se complica: muitos defendem que o esporte ficaria caro e terminaria com sua vasta popularidade.

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O resgate do prazer de ver futebol pelo povo brasileiro e o choque quando voltar o Nacional

15 de junho de 2014 2

É unâmime: com todos que falo, há uma satisfação imensa com o que temos visto nos jogos da Copa do Mundo até aqui.

Por quê? Porque os estádios estão cheios de gente alegre, os jogos estão agradáveis, ofensivos.

Uma benção para um povo brasileiro que estava (e ainda está, volta o CampeonatoBrasileiro) de saco cheio de ver jogos ruins em sua terra. E de ver uma torcida que mais pensava em brigar do que se divertir.

Aí desembarca em nosso país um torneio que é o contrário: alegria para dar e vender, dentro e fora de campo.

Como é bom, não? Futebol sem violência nas arquibancadas e bem jogado dentro de campo.

Futebol que, de tanta polícia do lado de fora, você se desloca sem maiores problemas com segurança e/ou deslocamento.

O problema é quando o pano cair, as cortinas se fecharem, o circo “de outro mundo” que aqui está for embora.

O choque de realidade será abismal.

Os craques irão embora, o futebol precário e defensivo vai voltar. Apenas os estádios vão ficar, mas só a carcaça não resolve, será preciso rever o conteúdo.

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Entre o ufanismo e o "torcer contra", um dilema que vai perdurar até o final desta Copa

13 de junho de 2014 6

Acordo hoje pela manhã e, claro, corro para todos os jornais, sites, redes sociais. Quero beber da repercussão desta estreia de Copa no nosso país, quero absorver o que ficou de bom, de ruim, de alegre, de triste, quero ter um termômetro para medir a “vibe” da nação.

Se fosse pelo que li, ouvi, interagi, ficaria doidinho da Silva. Gente, você vai num site aqui, noutro acolá, ouve uma rádio, vê um programa de TV e não entende nada: para uns, o Brasil é uma alegria só, é um clima de Copa total, para outros, é uma frieza, uma alegria localizada, uma falta de engajamento da população. Poucos tentam ser equilibrados nas avaliações.

Eu estava no estádio, estou ainda em São Paulo, tenho minha contribuição a dar sobre a sede da abertura. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

Há que esteja por demais engajado, feliz com a vitória, torcendo nos barzinhos, vibrando, mas indignado com a situação do país. Estes, eu diria, são a maioria. Querem torcer pela Seleção, fazer sua festa, e não voltar as costas à realidade.

E há duas minorias: os que são “do contra” e os totalmente a favor.

Os “do contra” são por vários motivos, os mais notórios: sempre foram contra a Seleção como massa de manobra; ou têm motivos eleitorais, nas próximas eleições serão oposição; ou não gostam de futebol; ou psicologicamente são instáveis, ora vibram com o jogo, mas nas manifestações gritam contra este status quo.

Os totalmente a favor e que acham que devemos esquecer tudo e pensar só em futebol, estes são patéticos. Nem perco tempo analisando.

Então esta é minha visão. Acho que as demais sedes ainda terão vários conflitos da ordem acima analisados. E conforme a Seleção avançar, infelizmente, acho que os “do contra” e os totalmente a favor pode complicar as coisas. Torço para que a maioria vença a Copa: vibrem com o futebol que adoramos e mantenham o discernimento social, econômico e político.

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Geninho e Guto Ferreira são técnicos, não mágicos e não vão fazer milagre com Avaí e Figueirense

09 de junho de 2014 4

Em função da Copa do Mundo o blog perdeu um pouco o foco nas coisas locais, já que estou indo para São Paulo para o jogo de abertura.

Mas desde a parada para a Copa (que para o Avaí se deu mais tarde, no sábado) estou com coceira para falar sobre os movimentos dos catarinenses pra este período.

Entendo que a parada longa é por um lado boa, para recuperar a parte médica dos grupos de jogadores, mas um pouco desmobilizadora. Principalmente para aqueles que começaram o Brasileiro com muita oscilação.

O caso mais notório é do Figueirense. O Avaí deu uma recuperada, mas apresenta também muitas deficiências.

No lado avaiano, a questão física tem que ser atacada fortemente. E no Figueira, a questão do conjunto, a parte tática.

E em ambos times, é preciso reforços.

Nem Geninho, nem Guto Ferreira pode fazer milagre ou magia. Precisam de material humano.

Só para dar um exemplo, o Criciúma, o melhor catarinense na Série A, deve emplacar a volta aos jogos já reforçado por Zé Carlos. Isso é agregar valor de verdade.

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