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Cônicos e icônicos: Campeonato Catarinense não tem gambá de lanche, mas promete muita bizarrice

11 de fevereiro de 2016 4

Há duas coisas legais no futebol (na minha visão, claro): o jogo em si, quesitos táticos, técnicos, o que é sempre algo que me faz ter interesse numa partida; e o que cerca o ambiente competitivo, torcer e ver os torcedores, ir ao estádio com a família, vibrar, cantar, extravasar, rir, chorar, se emocionar.

Há duas coisas que não gosto no futebol (sempre lembrando, na minha opinião): futebol de baixa qualidade (o que no Brasil é um grande complicador nas últimas décadas) e o ambiente que eu costumo chamar de poluído, formado por torcidas organizadas violentas, torcedores de mal com a vida, infra-estrutura precária, preços abusivos etc.

Sergio Ramirez

Sergio Ramirez

No limiar do que curto e o que não valorizo no mundo da bola, estão alguns folclores, ações e episódios recorrentes. No Catarinense tivemos alguns. Dentre os que acho válidos, está certamente o polêmico “cone” do Sergio Ramirez. Sei que não pode, mas não vejo mal algum, interpreto como volúpia em se comunicar, desejo de ser ouvido, necessidade de dar suporte aos comandados. Este Ramirez, é folclórico e é bom técnico, é vencedor. Até coloco no final do post o famoso vídeo dele correndo atrás do Rivellino, para vocês relembrarem.

Também acho muito legal esta discussão de quem é favorito, quem não é. Coisas como: a Chape é mesmo favorita? O Inter de Lages vai decolar? O Avaí faz coisa? O Figueira será tricampeão? O JEC está sendo prejudicado pelas arbitragens? O Criciúma é Tigre em casa e gatinho fora? Quem tem mais torcida? Enfim, coisas que temperam as rodadas, desde que não levadas a sério.

Mas acho muito ruim quando vejo atletas simulando, ludibriando. Casos dos jogos de Palhoça com atleta do Guarani e Camboriú, no lance da expulsão do William. Prefiro ver destaques como o “senhor” goleiro do Guarani, o ótimo Róger Guedes do Tigre, o assustador Isac do Inter, o belo grupo da Chapecoense, o diferenciado Clayton, o valente Avaí que até pode virar líder, a sempre presente torcida do JEC, o Metrô investindo, o Brusque forte, o Maranhão do Bugre, enfim…

Numa temporada de verão em SC com gambá pronto para servir em restaurante, praias lindas mas grande parte poluídas em todos os cantos, espero que no Catarinense fiquemos no limite das amostras que temos. O sumiço da taça do ano passado já vale por uma década de patacoadas.

Bom, tem muito campeonato pela frente, muita gente que não vai usar cone mas pode se transformar em ícone, e muita gente que vai pisar na bola.

Novos capítulos, e esses por demais importantes à noite. Na Arena e no Aníbal, jogos que podem mudar muito a tabela (clique aqui e veja a classificação). Nos vemos aqui logo depois dos jogos.

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Comentários (4)

  • Deba diz: 11 de fevereiro de 2016

    A ruindade é tanta que ninguém entende como não acabou ainda o futebol, principalmente aqui na ilha, quem está salvando é a mídia que tem interesse.
    Viram a alegria da manezada, kkkkkkk conseguiram assistir um jogo bem perto do campo, tipo arena.
    Por isso não vou a jogos em estádio com alambrado hihihihihi.

  • marcos assuncao diz: 11 de fevereiro de 2016

    Corrigindo o texto, onde se lê: “Figueira será bicampeão ?”, leia-se “Figueira será tricampeão! “.

    Há claramente um complô para beneficiar a chapecoense (será que compraram o campeonato ? ). Vamos aos fatos: Chapecoense vence o Camboriú com um gol indiscutivelmente legal do Camboriú estranhamente anulado. No jogo seguinte, contra o Guarani, 2 penaltys mandraques…

    Por outro lado, o Figueirense (que é favorito ao título junto com a chape, por serem os times de série A) tem no jogo contra o jec, um jogador expulso por ter dado uma solada na bola (nem chegou perto do adversário). E ontem, na frente da bandeirinha, um empurrãozinho pra cartão amarelo com uma simulação bizarra, e o soprador de latinha expulsa o Bruno Alves.

    Nota do editor: tens razão, arrumado. Obrigado

  • marcelo chapecó diz: 11 de fevereiro de 2016

    Não sonha , que complô , tem cada um que vem escrever besteira que da pena , a chape nunca prescisou de ajuda para ser campeã , nem de juiz nem de tribunal retirando o titulo legitimo dos outros times .

  • P.A diz: 11 de fevereiro de 2016

    marcos assunçao (sic), um manézinho falar em complô pró Chape é proporcionalmente igual ao Sr Luiz Inácio Lula Da Silva pregar ser o ícone da honestidade, para né …faz de conta que não conhece a história!!! Os 3 pênaltis assinalados no jogo com o Guarani (2 prós e um contra) foram muito bem marcados, e de mais a mais poucas vezes vi uma equipe criar tanto como a Chape e não transformar em gols, os dois pênaltis desperdiçados pelo Rangel foram apenas um detalhe de tamanho desperdício. Contra o Lages necessitamos de meio tempo pra vencer, o adversário não impôs tanta resistência. Contra o “Cambura” até pareceu ser legitimo o gol deles, no entanto naquele empurra empurra o arbitro anulou, e também tivemos um penalti a favor não marcado, além de um jogador expulso quando jogamos com um a menos praticamente todo segundo tempo (coisas do futebol). Em resumo, não acho a Chape favorita (no momento, eu disse no momento vejo o Figueirense melhor), falta muito para ficar no bom nível que esteve no Brasileiro, no entanto ser ajudado é coisa para incompetentes, que aqui ou ali ficam dependendo do proximo pra vencer seus jogos, ou mesmo pra subir ou se manter em determinada divisão, capicci?!! Se queres comentar fica a vontade, mas não distorça os fatos na intenção de denegrir alguém como esse tipo de acusação espúria e leviana, atitude imprópria para homens.

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