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Posts de julho 2016

Terrorismo no Rio 2016 é a bola da vez de uma Olimpíada que não fala de esporte

21 de julho de 2016 2

Tive a oportunidade de cobrir dois jogos olímpicos pelo Grupo RBS, Pequim e Londres, e em ambos a preocupação com a segurança foi tão extrema quanto a que vemos hoje às vésperas do Rio 2016.

O DC se antecipou à discussão fora do eixo-Rio de Janeiro com matéria na quarta-feira mostrando como a delegação da Alemanha não tem esquema especial de segurança para a equipe de natação em Palhoça (clique aqui e confira).

Nesta quinta-feira eclodiu a prisão de vários suspeitos de planejarem atos de terrorismo visando aos Jogos no Brasil.

Está instalada, de vez, a paranoia. Na minha humilde opinião, de quem já tem experiência olímpica, as cidades que abrigam delegações deveriam estar melhor vigiadas. Sei que seria um contingente expressivo de homens para cobrir o país todo e sei também que a proteção brasileira ocorre por demanda dos próprios países. Mesmo assim, sabendo que a delegação paralímpica de Israel está para chegar em SC, me dou o direito de ficar preocupado. E a Alemanha, convenhamos, é um alvo, tanto que teve atentado recente em seu território.

Além da preocupação que exponho acima, há um sentimento meu de que esta Olimpíada brasileira é a com maior anticlímax já vivida na história. Se a Copa do Mundo já foi meio estranha para os brasileiros, que não engoliram a competição (será que fomos punidos com o 7 a 1 ou alertados?), as Olimpíadas viraram um alienígena em solo pátrio.

Fale com qualquer um nas ruas sobre a Olimpíada. A passagem da tocha teve e tem momentos emocionantes, sim, e eu valorizo o símbolo olímpico. E desprezo as tentativas de apagá-la. Mas reconheço, também, um contraste absurdo com o momento do país, que não permite às pessoas pensarem em qualquer coisa que não seja insegurança, injustiça social e indignação com corrupção.

Neste cenário, temos um momento desolador para a história do esporte. O símbolo do congraçamento entre os povos, que já sofreu boicotes, já sofreu atentados, já sofreu com o doping, chega com todos estes dramas em grau máximo ao Brasil. É a ameaça de terrorismo (que é mundial, diga-se de passagem), mais a certeza de que todo equipamento olímpico do Rio de Janeiro não vai reverter para o social, e de que os gastos serão muito maiores do que os lucros e que as contas como sempre quem vai pagar é o povo, não os gestores.

Torço muito para nas próximas semanas para que eu encontre dentro de mim forças para vibrar com os atletas e competições. Hoje, tá difícil.

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Argel volta ao Figueirense para reagrupar os soldados alvinegros e para reeditar suas famosas entrevistas quentes

11 de julho de 2016 6
Argel, Figueirense

Figueirense entrega de volta a bola a Argel

Este post está muito longe de avaliar se a volta de Argel será boa ou ruim para o Figueirense. E nem este é o propósito. Mas o espaço não vai ficar em cima do muro: acho muito legal que o treinador receba a bola de volta para tentar reerguer o Figueirense.

Os motivos são vários. Elenco alguns deles.

Primeiro: nunca vi uma direção, a menos que a insanidade reine, trazer de volta alguém que não tenha feito algo de muito bom para o clube. O presidente Wilfredo Brillinger e o departamento de futebol do Figueira aproveitaram a saída de Argel do Inter para trazê-lo de volta porque confiam no técnico. E sintonia entre direção e comandante é tudo no futebol de hoje em dia.

Segundo, a passagem de Argel pelo Alvinegro é positiva. Com ele, o Figueira tinha personalidade, revelava garotos, sabia lidar com os mais experientes, tinha bom padrão tático e tinha ótimos resultados de campo.

Terceiro, sequer encaro o que ocorre agora como uma volta e, sim, como uma continuidade. Interrompeu-se um trabalho que é retomado.

Quarto, podem até não gostar da personalidade de Argel e de suas entrevistas. Mas, eu, se fosse dirigente (e não sou, isso é um exercício de opinião) teria me representando alguém que é de iniciativa, que não espera acontecer, que não é morno. Argel pode não ser simpático com jornalistas, mas joga o jogo. Diz presente, bate de frente, compra a briga. No mundo do futebol, isso é fundamental.

Vai dar certo? Volto à frase inicial. Já que Série A é pedreira e imprevisível. Pode não funcionar, mas acredito que com o grupo à disposição, Argel pode colocar o Figueira nos trilhos. E até torço para isso, para o bem de nosso futebol.

Não tenho dúvida que ver os “soldados” em campo será salutar para o Figueira.

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Um final de semana de alegria só para o Avaí dentre os cinco catarinenses já estava se tornando raro

04 de julho de 2016 2
avaí x Vasco

Foto: Charles Guerra

Não foi uma vitória qualquer. Foi um 2 a 1 sobre a sensação da Série B (clique aqui e relembre). Nesta montanha russa que está o cenário do futebol brasileiro, já estava ficando raro, entre os cinco catarinenses das séries A e B, vermos o Avaí como único vencedor da rodada.

Estava claro para todos: o Tigre é o melhor da Série B e deve ser nosso candidato a tentar a elite no ano que vem, mesmo que aos trancos e barrancos. Também é nítido que o JEC terá que ralar muito para não descer à Série C.

A novidade, então, na Série B, é o Avaí esboçando uma reação para, pelo menos, não sofrer com o descenso. E em alto estilo. Claro, já tem jogo amanhã, e fora contra o Paraná, equipe que mira o G-4 (confira a tabela).

Na Série A, o quadro segue o mesmo, e preocupante. Para o Figueira, lidando com o Z-4 e precisando decidir se quer ou não continuar com Eutrópio. E, na Chape, um retorno à campanha mediana, depois de vislumbrar algo mais.

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