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O Avaí faz coisa

30 de agosto de 2014 0

Não adianta retrucar. O Avaí definitivamente é o clube catarinense mais surpreendente.

Ele pode não ser o mais vencedor em termos nacionais, como e o Tigre. Pode não lotar sempre o estádio como o JEC. Na comparação com o rival Figueira ganha aqui em alguns quesitos, perde acolá em outros. Já perdeu jogos decisivos para a Chapecoense e ganhou outros.

Mas no DNA azul tem algo que convida a grandes momentos como essa vitória sobre o Vasco por 5 a 0 em São Januário.

Quem poderia esperar? Uma vingança da inauguração da Ressecada com tanto vigor e em um competição oficial?

Sim senhor , o Avaí faz coisa!

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Extremamente triste pelo racismo e pela forma distorcida como o fato acontecido na Arena é tratado

29 de agosto de 2014 7

Neste episódio racista ocorrido na Arena (clique aqui e saiba mais) não há dúvida que o ato em si é condenável. Mas acho lamentável a forma reducionista como o assunto está sendo discutido.

Primeiro, que fonte da agressão é um setor do estádio gremista plenamente identificado não só por racismo, mas por violências mis. Aí, vale lembrar que o Internacional tem uma torcida destas ditas “organizadas” também violentíssima. O próprio Santos, há pouco, teve uma torcida sua brigando nas ruas com uma do Corinthians. E assim vai por todos os estádios e torcidas do país.

O racismo é tão condenável quanto a violência. E a grande discussão é que o futebol não é mais um ambiente agradável. Diz-me quem és, dir-te-ei com quem andas. O futebol hoje não é mais alegre. Ele é depressivo, dinheirista, violento e atrai para o estádio gente assim.

Quando o futebol brasileiro resolver mudar, dirigentes buscarem valorizar a família e não organizadas, então episódios como este poderão dar lugar ao convívio dos bons.

Então, o futebol brasileiro, como a sociedade brasileira, tem a cara feia, o descompasso próprio de seu estágio evolutivo inferior.

Há torcedores gremistas de descendência negra, judia, alemã etc, milhares deles, que estão constrangidos com isso. Logo não é a instituição ou a torcida que é assim. É uma parcela lamentável de seus torcedores, ignorantes e detestáveis, que têm também em todos os outros times do Brasil. E como sabemos, no mundo todo.

Fixar-se em uma torcedora, em uma punição ao clube, é ignorar um estado doente do nosso futebol, esgota-se numa particularidade. Aliás, bem típico do Brasil, pouco maduro para discussões mais produtivas e consequentes. Passional e ansioso por vingança, não por soluções.

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A hipótese Renê Simões, solução para o Criciúma que funcionaria como Geninho para o Avaí ou Argel para o Figueirense

28 de agosto de 2014 5

Observo e imagino o desespero e Argel Fucks e de Geninho para as próximas rodadas. Penso e imagino o drama para o restante dos campeonatos em que têm seus times envolvidos.

Estes dois técnicos são um presente que Figueirense e Avaí ganharam nessa temporada. Digo isso por ver o drama do Criciúma atrás de um treinador, justamente por não ter acertado a mão nesse quesito no início da temporada.

E me preocupei no início por ver o Tigre procurando soluções em medalhões pouco interessados no clube. Quando poderia e deveria apostar em tiros certeiros. Para não dizer que este blogueiro se omite, um dos nomes que ninguém falou em público ainda, mas sei que está na pauta por lá é o de Renê Simões. Então, este eu acho que, dos listados até agora, seria uma boa aposta. E se não for ele, um nome desta estirpe, que tenha tradição em bons trabalhos de recuperação, honestidade no discurso e conhecimento tático e técnicos comprovados.

Justamente os casos de Argel e Geninho, que são presentes para os clubes da Capital porque Argel e Geninho trabalham com inteligência, experiência e conhecimento, mesmo que num limite absolutamente constrangedor de recursos humanos.

Apresentam para os jogos soluções honestas e que extraem dos times o máximo em motivação e consistência com o que têm na mão.

Também são treinadores que acreditam em projetos, mesmo que humildes. Ao ver Renato e Roth desprezarem o projeto do Tigre, percebi que a sabedoria está justamente em acreditar no futebol, não no dinheiro que ele pode lhe proporcionar.

Uma pena que neste momento do campeonato começam as lesões, começam as negociações. Argel perdeu Luan e Rivaldo (clique aqui e confira), Geninho perdeu Cléber Santana. Argel terá que achar solução para um meio de onde poucos vêem como resolver. Geninho, por sua vez, já lida com carência de reposição desde a largada (clique aqui e veja como o Avaí se prepara).

Espero que os torcedores sigam compreensivos com estes treinadores. Em meio à vergonha que vemos no mercado brasileiro, com técnicos obsoletos e supervalorizados, estes dois treinadores dão exemplo. Basta ver a ótima situação do Avaí na Série B (clique aqui e confira) e a grande recuperação do Figueirense na Série A (clique aqui e veja a tabela).

Geninho e Argel são claros nas entrevistas, respeitam imprensa e torcedores, pois dizem a verdade. A partir daí, são respeitados por todos também.

Estão à frente num tempo em que todos têm acesso à informação. Evoluíram no quesito diálogo com o público. São transparentes, verdadeiros. E, junto a isso, entendem de futebol.

Parabéns a estes dois treinadores.

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Renato Gaúcho e Roth rejeitam o Criciúma. Ainda bem, melhor para o Tigre, que nem deveria tê-los procurado

27 de agosto de 2014 12

Renato Gaúcho, através de seu empresário (clique aqui e leia) disse um sonoro não ao Criciúma.

O mesmo aconteceu com Celso Roth, que não aceitou sequer ouvir a proposta do Tigre (veja a informação clicando aqui).

Vejam como está este mercado de técnicos brasileiros. Inflacionado, uns caras se achando a última bolacha do pacote, ganhando fortunas e até recusando trabalho na elite do futebol brasileiro.

A culpa é dos próprios clubes, que se submetem a este clubinho para lá de ultrapassado e em parte determinante pela pouca evolução tática e técnica do futebol brasileiro.

Um clubinho para lá de ultrapassado.

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O assédio a Geninho pelo Criciúma é imoral ou algo normal no futebol? As teses e minha opinião

25 de agosto de 2014 35

Como informou o colunista Roberto Alves, o Criciúma não perdeu tempo e ontem a noite mesmo já sondava o técnico do AVaí, Geninho para assumir o cargo que agora está vago. Aliás, informação exclusiva de outro colunista do DC, Rodrigo Faraco, que já adianta que o clube procurou Dorival Júnior. Este declinou por problemas de saúde na família. Então Celso Roth passa a ser a nova mira.

Como vemos, o DC está bem nessa área, se você nos lê, sabe sempre antes.

Pois bem, depois de levar Cleber Santana, tentar levar Geninho seria ético? Desmontar o que o Avaí construiu a duras penas?

Sim, porque a saída de Geninho seria equivalente a um terremoto em alta escala na Ressacada. Ruiria uma frágil construção de time, que em breve deve ganhar André Lima para fazer o que lhe falta no momento, abastecer o ataque.

Há duas linhas de raciocínio. A primeira é de que o bom relaciomento entre Avaí e Criciúma, histórico e notório, deveria ser respeitado neste momento. Mesmo que alguém na diretoria do clube tricolor não queira saber de Gilmar Dal Pozzo, que a torcida abraçaria sem problemas.

Pelo que consta, em informação de Rodrigo Faraco, o presidente Antenor Angeloni, em respeito ao Avaí, vetou a investida em Geninho hoje para manter o bom relacionamento em respeito a tese de cima.

Outra linha de raciocínio é a de que um time de Série A tem o direito de fazer proposta a um técnico de Série B, mesmo que seja Geninho, reconhecidamente de alto nível e que “está” na Série B, mas não “é de Série B”.

Deste episódio todo, vale a excelente postura de Geninho, que não aceita ouvir propostas de times que tinham técnico (o anúncio oficial foi só hoje).

Falei de duas teses, mas não posso encerrar o post sem a minha opinião. Acho que o Tigre tem o direito de fazer a proposta, sim, é do mundo dos negócios, quem pode mais chora menos.

Contudo, se fosse o Geninho, não aceitaria: o Criciúma já provou, por A + B, ser um cemitério de técnicos, é o cargo mais instável do país, talvez do Planeta!

Agora, se o nome for Dorival Júnior, parabéns! Excelente aposta

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Figueirense, nosso especialista em Série A, salva a rodada para SC. Agora é 15 mil contra o São Paulo

24 de agosto de 2014 13

Junte tudo e todos nossos representantes nas séries B e A. Só um catarinense falou alto. E foi aquele que está mais acostumado a disputar a Série A, o Figueirense.

A vitória sobre o Vitória por 1 a 0 (clique aqui e confira) teve alguns ingredientes que dão esperança para o futuro.

Foi com a pilha de Argel Fucks, mas também alguma serenidade para dar um passo de cada vez e também um pouco de sorte (Vitória errou pênalti). Asim, o Figueirense – que esteve no fundo do poço, já figura na zona de classificação da Sul-Americana.

Ainda não é zona de conforto para os “guerreiros” de Argel. O alvinegro tem apenas três pontos de distância do Z-4.

Próximo domingo, no Scarpelli, todos os caminhos levam os alvinegros para o primeiro público perto da lotação.

Teremos 15 mil pessoas contra o São Paulo? Acho que chegou a hora!

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Não precisa mais nada, Figueirense. Tendo raça basta para vencer Botafogo e cia do "campeonato paralelo"

20 de agosto de 2014 18

Flamengo, Botafogo são cariocas que certamente precisam estar com o Vasco na Série B. Aliás, pode incluir o Palmeiras nesta lista de grandes que já deixaram de sê-lo faz tempo.

Vamos fazer o seguinte: sobe JEC e Avaí, cai esta turma aí e ficamos com cinco na Série A?

Claro, uma brincadeira. Mas o ponto que quero destacar é justamente que não é preciso mais do que raça, determinação, aplicação tática e alguns jogadores com estrela (Cleyton parece ser um destes) para conseguir se reconstruir no campeonato.

Foi assim que o Figueirense venceu o Botafogo (clique aqui e veja como foi) e consegue manter-se numa briga difícil na tabela (clique aqui e confira). Uma luta que é bem diferente daquele aparente rebaixamento que parecia inexorável.

O Figueira de Argel é vencedor. Ganha mais do que empata e do que perde. O técnico tem os méritos de potencializar o que há de bom no grupo.

Não foi brilhante, sequer foi bastante superior ao adversário. Apenas venceu, o Figueirense. E isso basta!

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Sábado, 16h10min, todos os caminhos levam à Ressacada para reencontrar o mar azul do Avaí

20 de agosto de 2014 9

Só alegria. Quem me conhece, sabe que adoro esta expressão. No Facebook, quando desejo feliz aniversário aos meus amigos, sempre escrevo “só alegria”. Porque nem sempre estu alegre, ninguém está 24 h alegre, né? Mas, quando estamos, é tão gostoso, tão legal!  Então, hoje avaianos e joinvilenses acordaram alegre. Sou repetitivo: só alegria na Série B.

Para o JEC, a confirmação de que, mesmo em momentos irregulares, jogar em casa lhe faz bem: e manter-se próximo (e bota próximo nisso) do G-4 é o que importa para aquela famosa arrancada na hora que importa. Seria um crime interromper a trajetória de Hemerson Maria por resultados isolados e a vitória da rodada (clique aqui e confira) sobre o Boa dá a tranquilidade necessária ao tricolor do Norte.

Para o Avaí, é a consolidação não da presença no G-4 (confira a classificação), mas a mira apontada para a liderança. Querem algo mais “Avaí” do que isso. No meio da dificuldade, de problemas de toda a ordem, o time encontra um caminho, sob o comando competente, compreensivo e obstinado de Geninho (veja como foi o jogo). Com direito a golaços e vitória fora.

Agora, sábado, quem mora em Floripa e gosta do lado azul da força sabe: todos os caminhos levam à Resacada. O mar azul vai volotar. E quando ele volta, sai de baixo!

 

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Começou tudo de novo... tentar achar uma Seleção sem atacar os problemas reais que causam nossa decadência

19 de agosto de 2014 1

A primeira convocação de Dunga é bem-intencionada. Mas… o Brasil não precisa de boa intenção em relação ao seu futebol, precisa, sim, de atitudes mais amplas que envolvam toda a estrutura do nosso futebol. E, isso, não ocorreu pós-Copa.

Pior, aconteceu muito pior. Não é que recentemente os clubes foram estender o pires ao governo federal para arrumar mais perdão às dívidas?

Então, eu poderia analisar pontualmente a convocação. Que, como já disse, vi cheia de boas intenções. Mas ao ver 10 nomes (o que não é um número pequeno) de jogadores que fracassaram, eu já me preocupo.

Tudo bem, vamos dar de barato que, dentro de um novo contexto, estes que vieram da péssima Copa que fez o time brasileiro reconstruam um caráter vencedor que não vimos. Mesmo que ver Hulk e cia seja angustiante.

Vamos dar de barato isso e acreditar em bons valores que foram chamados, incluindo o injustiçado catarinense Filipe Luís… Mesmo assim, lembro do que vem colado à Seleção.

Sem ser profundo e rapidamente, elenco alguns fatores:

- Falta de uma safra futura de alto nível. O que não é culpa do Gallo, atual técnico da base, e sim da forma como a CBF (des) construiu nosso celeiro.

- Falta de protagonismo. Um Neymar só não faz Verão, tá mais que provado nas competições anteriores.

- Falta de armadores qualificados (ou pelo menos com a carreira consolidada) para equilibrar o esquema tático.

- Profissionais que não vivem a realidade do país, estão no exterior e, portanto, não têm fit com o povo.

- Torcida modinha (ou coxinha, termo mais atual). Ou seja, quem vai a jogo da Seleção no país não é o torcedor que frequenta os estádios. Pelo simples fato de que é tudo muito caro.

- Safra de treinadores não se renova, até por desinteresse da CBF e de empresários, que querem ver seus jogadores convocados para valorizá-los e isso não combina com quem quer ousar ou inovar.

- Empresários são os donos do campinho: o dinheiro gira entre eles e dirigentes, e alguns atletas privilegiados, nunca para o clube, para a instituição.

- Está ruim assistir futebol brasileiro. Os jogos são toscos, ruins, deprimentes, e não espetáculos intensos e agradáveis. Quando o jogo não é ruim, a parte podre das torcidas organizadas se encarrega de promover a violência. Não se pode mais ir com segurança a um clássico.

Pelo exposto acima, temos jogadores que não jogam no país, apenas um craque à disposição (quando tínhamos dezenas em outras épocas), técnicos ultrapassados, empresários gananciosos e uma torcida que não é a que vai a jogos normalmente. Então temos o quê? Uma fantasia.

Como já disse anteriormente, levar 7 a 1 numa Copa em nosso país, ao natural, fora um conjunto de atuações pífias, mesmo com vitórias, não foi suficiente para se atacar este montão de problemas estruturais. Nem os fartos problemas que tivemos com as verbas empregadas na gestão da Copa. Então vou eu aqui ficar preocupado com convocação?

Não sei se uma desclassificação em uma Eliminatória – que me cobrem depois, não pois é algo plenamente possível - seria suficiente para atacar este quadro. Acho até que não, diante da passividade de nossa população. Povo que vive de indignações provisórias, totalmente vítima de uma elite dirigente da pior espécie e de sua incapacidade de reação.

Aliás, a reação, pelo menos no futebol, já está aí. Indiferença com a Seleção progressiva. Só cai no conto “Seleção” aquele povão totalmente excluído e ignorante, quem pensa um pouquinho sabe que o que temos não é o Brasil que aprendemos a admirar. E os estádios vazios, porque amamos nossos times, mas não gostamos de vê-los enfraquecidos e usurpados. É uma reação a conta-gotas. Só vai fazer efeito a longo prazo.

O problema é que, até lá, o futebol que aprendemos a amar pode já estar extinto.

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Separar Cleber Santana e Marquinhos era crucial para o Avaí e será ótimo para o Criciúma

15 de agosto de 2014 35

As melancias precisavam se acomodar no caminhão. E nada mais é o que está acontecendo com esta muito provável ida de Cleber Santana para o Criciúma, noticiada pelo colega Renato Semensati no Debate Diário desta sexta-feira.

Acontece que Cleber não tinha mais fit com Marquinhos no Avaí. Os dois juntos não estavam funcionando. Marquinhos é dono de um futebol tão vistoso quanto seu ego. Bastava acompanhar os jogos para ver que não tinha química. Nem as faltas Marquinhos permitia a Cleber bater.

Com a saída, só há vencedores. Cessa o desgaste de um grande ídolo avaiano, Cleber, que não estava conseguindo jogar. O próprio Avaí desonera sua folha e os empresários que ajudam a pagar o salário de Cleber podem ajudar com outros reforços.

Marquinhos ficará na obrigação de entregar o que dele se espera: mais futebol, mais liderança, mais protagonismo.

Cleber poderá resgatar seu futebol, na Série A, e brilhar como é seu destino, já que é craque.

E o Criciúma poderá concretizar o namoro que já dura algum tempo, incluindo um jogador que é necessário em seu grupo.

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