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Pênalti nos acréscimos da vitória ao guerreiro Criciúma diante de um JEC indignado com árbitro

06 de fevereiro de 2016 1

Nove longos jogos sem marcar. Bruno Lopes foi lá e finalmente deu seu recado de atacante. E tomara que este jogador que apontou altíssimo potêncial nas categorias de base encontre seu caminho. Mas não seria suficiente para mais uma vitória do Tigre em clássico, como aconteceu diante do Avaí. O JEC buscou o empate. Seria terrível para os dois. Aliás seria um jogo que em nada lembraria um clássico, não fosse um final bastante polêmico. Veio um gol nos acréscimos, de pênalti polêmico, e o Criciúma garantiu três pontos.

O “come back” de Bruno Lopes seria em momento importante. Num clássico diante do JEC que valia bastante, mesmo em início de campeonato, seu gol destravaria um jogo que ameaçava se alongar lentamente. Até porque o técnico Cavalo foi obrigado a optar por Alex Santana na vaga de Roger Guedes, demonstrando uma fragilidade na reposição do ataque.

O gol marcado aos 32 minutos da primeira etapa veio de escanteio, bola parada, e o oportunismo é importante. Não foi de cabeça, como no clássico diante do Avaí, mas foi na base da presença de área.

Já falei sobre a importância desta partida no contexto do começo de competição no último post. Neste momento, está começando o jogo de Chapecó (mais tarde falaremos sobre ele no blog), mas algumas constatações são óbvias. Primeira: o Tigre confirmou ser bom de clássico em casa, o que resolve muita coisa em pontos corridos; segunda: Cavalo trabalha bem posicionamento, o que para um time que precisa se encorpar ao longo da competição é fundamental, apenas foi punido por uma falha individual como comentaremos adiante no gol do JEC; terceira: o JEC não venceu clássico, um empate com o Figueira, uma derrota para o Tigre, terá que desesperadamente recuperar-se em casa na próxima rodada, diante do Metrô. E o Tigre vai encarar a dureza de Lages, com o Tio Vida e a torcida vermelha prontinha para incomodar o tricolor do Sul.

Na primeira etapa, o JEC foi punido por ter vindo “a não jogar”. Este estilo, esta proposta, é algo ultrapassadíssimo no mundo do futebol. Se PC Gusmão vai nessa vibe no Estadual, acho que não deve durar muito no cargo.

No segundo tempo, o técnico do JEC colocou Trípodi e deu um pouquinho, e bota pouquinho nisso, de velocidade. Achou o gol graças a uma falha de posicionamento da zaga, especialmente do experiente Giaretta.

Só que o Tigre é Peleador. A partida nunca termina antes do apito final quando se trata do Criciúma. Destaco, além de Bruno Lopes, Ezequiel, que jogou muito.

Sobre o pênalti, vai ser um eterno dilema enquanto não for tomada uma decisão sobre bola na mão ou mão na bola. O torcedor do Tigre se vê na razão, o do JEC vai cuspir marimbondo.

Agora é a turma ficar de olho no Verdão do Oeste. Acho que o Guarani, de Palhoça, virou a maior torcida de SC… Todos os demais estarão secando a favoritíssima Chape, não só para o jogo, como para lutar pelo título.

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Futebol + Carnaval não dá samba em Santa Catarina

05 de fevereiro de 2016 7

Sei lá, acho que o raciocínio é até meio simples de se fazer: é necessário jogar o campeonato em meio ao Carnaval? Sim. Então, claro, a barra está sendo forçada. As datas disponíveis estão na estica.

Ora, é absolutamente nítido que os foliões em geral são, em grande parte, torcedores. Praticamente abre-se mão deste público ao se fazer futebol em meio ao Carnaval.

Mas Santa Catarina, premida pelo calendário, teve que manter a rodada no sábado e no domingo de festas pelo Brasil. Fato que foi alertado quando da decisão de se apelar à fórmula de pontos corridos no regional, que eu sempre fui contrário quando o assunto envolve estaduais. No caso do Brasileiro, sou sempre favorável aos pontos corridos.

Não adianta negar, até os atletas ficam indignados de atuar no Carnaval, e Victor, goleiro do Atlético-MG, falou forte sobre esta situação e contra o calendário.

Mas, a realidade está aí. Obviamente este blogueiro vai acompanhar detalhadamente a rodada e, se pudesse aconselhar o torcedor, estaria ao lado de seus times.

E, novamente, o motivo é óbvio: é só a terceira rodada, mas já vai direcionar muita coisa.

Neste sábado, por exemplo, o clássico Criciúma x Joinville precisa ter um vencedor para não deixar a Chapecoense rindo à toa. O Verdão do Oeste não tá nem aí: se confirmar o favoritismo diante do Guarani, vai de 100%. Então? Não era para o HH estar fervendo? E a Arena Condá também? Mas…

E neste domingo? Lá em Camboriú, o Cambura, zeradinho na tabela (confira a classificação), tem que superar o Avaí. Este, precisa embalar. Em Jaraguá, classiquíssimo entre Metrô e Brusque. Então? Não era para ter casas cheias? Mas a galera de Blumenau e Brusque vai em massa à cidade próxima? E a turma avaiana, vai deixar a festa de lado em Floripa? Sei não.

E no Scarpelli, tem Galo, que é um time que vale observar, e, claro, o Figueira, que mostrou bom futebol contra o JEC e precisa recuperação, do contrário pode bailar prematuramente no novo torneio da Liga Sul-Minas-Rio.

Bom, de minha parte, eu que já fui para lá de festeiro no Carnaval, ando numa fase mais tranquila. Pretendo ver a bola que vai rolar, trabalhar e continuar pilotando meu Kindle. Ainda bem que o Vinicius, dono da academia perto do DC, onde mantenho a forma, também pirou e vai manter o espaço aberto. Assim, para mim, o Carnaval vai passar batido. Vou de futebol, leitura, trabalho e malhação!

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Olelê, olalá, o Toshi vem aí e o bicho vai pegar... O Avaí faz côsa. Bela vitória sobre o Metrô

04 de fevereiro de 2016 2

O ano começou preocupante para o Avaí. E até poucos horas atrás, a torcida do Leão se mostrava bastante preocupada com o futuro. Mesmo que o primeiro jogo do time, na derrota para o Criciúma, tivesse sido razoável.

Há poucos minutos, quando soou o apito final, nos 4 a 0 contundentes e cheios de autoridade sobre o Metropolitano (confira a crônica aqui), os cerca de dois mil torcedores presentes no Renato Silveira, em Palhoça, não lembravam em nada aqueles preocupados fãs.

E a galera quase foi à loucura quando, com o jogo já garantido, finalmente Toshi apareceu. Efusivamente, o japonês foi saudado. Claro, com um pouco de ironia de alguns, permitida pelo alívio do bom resultado e do bom futebol.

Quem viu o jogo sabe: o Avaí com certeza precisa encarar este resultado com serenidade, como estímulo apenas, para encaixar e fazer um bom Catarinense; e sabe também que o Metrô terá de arrumar muita coisa para não ser facilmente batido pelos grandes do Estado.

Folclore à parte, vale o elogio ao desempenho avaiano, sim.

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Falha absurda de goleiro em Joinville x Figueirense? Imperdoável. A Chapecoense agradece

03 de fevereiro de 2016 7

Volta o blog após minhas férias que encerraram justamente hoje. E, para minha sorte, retorno à labuta justamente em dia de enfrentamento de Joinville e Figueirense. Um dos clássicos entre os cinco grandes de SC que construiu (ou reforçou) uma rivalidade bastante forte. Que ficou mais robusta diante dos episódios do ano passado, por demais conhecidos dos que leem este espaço e também por uma invencibilidade do Tricolor do Norte substancial diante do Alvinegro em seus domínios.

A tudo que envolve este encontro somou-se a necessidade de pontuar provocada pelo Verdão do Oeste (confira mais abaixo no blog minha visão sobre o papel da Chape). Acontece que empatar saiu do cardápio de ambos, JEC e Figueira, pois são times que postulam o título. E, como tal, não poderiam deixar a Chapecoense desgarrar ou pelo menos esboçar uma arrancada.

Num cenário de “importâncias mis!”, não é possível admitir sair perdendo, antes dos 15 minutos da primeira etapa, por causa de um erro infantil do goleiro Júnior Oliveira. Não se trata de queimar um atleta por um lance. Mas a falha foi gritante, um conjunto de erros que não se aceita de um goleiro que se pretende titular do atual campeão catarinense e de um time de Série A. Em pontos corridos, não dá para ficar dando chance numa posição vital como é o gol. Os pontos vão se esvaindo. Acredito que o atleta perde a posição e a fila anda. Jamais arriscaria mantê-lo.

Outra coisa, clássico é coisa para “gente grande” É nesses jogos que o sujeito tem que segurar a bronca.

Na outra ponta, Clayton. Segurança de que, se a bola chegar, ele resolve. Assim foi no golaço de empate, giro de quem sabe, tranquilidade de quem conhece. E na tentativa espetacular de marcar um gol de longa distância, salva por Agenor, este sim goleiro de alto nível.

E a expulsão de Popp ainda na primeira etapa? A mim não pareceu falta para cartão. Porém, observando as imagens da TV, se vê claramente, na sequência do lance, Popp ostensivamente reclamando com o bandeira e, antes, dando um encontrão desnecessário. Portanto, deu chance ao azar.

A mesma avaliação faço em relação ao Dudu e sua expulsão. Já tem amarelo? E vai solar? Também acho que não foi para amarelo, mas, também deu chance ao azar. Ainda mais sabendo que o árbitro estaria com a mão coçando para dar um cartão que acalmasse o ambiente.

Agora, vejam o prejuízo da falha do goleiro. O Figueirense teve bons momentos de ataque quando tinha um a mais e até quando voltou a igualdade no número de jogadores. Poderia ter vencido por 1 a 0, quebrado tabu, ganhado moral.

Quem agradece, é o JEC ao goleiro adversário e o Verdão do Oeste ao empate ruim para os dois, como explico melhor no raciocínio abaixo (veja a crônica da vitória da Chapecoense).

Olha a Chape nos pontos corridos!

Vi alguns lances da vitória da Chapecoense, fora de casa, sobre o Cambura. O gol foi jogadaça de Maranhão pela ala direita. Porém, houve um lance para lá de polêmico. O time da casa balançou as redes, mas Heber Roberto Lopes anulou. Impedimento não havia. Mas analisando friamente, dá para identificar que Heber acusou uma falta quando a bola foi alçada.

Fato é que, sem dúvida, em vitórias apertadas como essa, fora de casa, com jogador a menos, é que o Verdão ratifica seu favoritismo ao título, principalmente sendo pontos corridos. Veja o Tigre, foi a Brusque (como a Chapecoense, ficou com um a menos) mas deixou dois pontinhos por lá (confira a crônica do jogo). É nessa contabilidade que começa a fazer a diferença o campeonato, mesmo ainda muito no começo e com a Chape ainda sem enfrentar clássicos.

Aliás, o Avaí nesta quinta-feira e Criciúma x JEC, sábado, começam a dar uma coloração ao torneio. Ainda mais se a Chapecoense confirmar favoritismo diante do Guarani e emplacar uma largada 100%. (confira a tabela de classificação). E, imagine, se o Leão for um dos “sem ponto” na largada. Dá para supor a tensão da nação azul.

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Escolha de Gonçalves para o futebol do Avaí não passa no teste do "Sabe quem chegou?"

21 de dezembro de 2015 22

A escolha do Avaí para ter Gonçalves como o cara que vai comandar o futebol do clube (clique aqui e leia)  é, no mínimo, controversa. Eu poderia levar a prosa para o lado de que “o Avaí faz coisa”, “lá é assim mesmo”, “acaba dando certo”, etc.

Mas a minha responsabilidade com a opinião não permite este caminho, muito menos num momento em que o futuro (antes mesmo da escolha), já se mostrava sinistro para o Leão.

A queda para a Série B retira do Avaí poder de investimento, o clube vem com muitas dificuldades financeiras, passou um ano complicadíssimo, com erros na área do futebol históricos (escalação irregular de atleta), um Estadual muito abaixo do aceitável dentro de campo e um ano mais cheio de baixos que altos no desempenho esportivo.

Nesse contexto, onde inventar não é permitido, o anúncio do nome de Gonçalves soa temerário. Sabemos que o dinheiro para investimento será pouco, sabemos que Figueirense e Chapecoense, no Catarinense, largarão com mais orçamento e que no Brasileiro, num ano econômico que se avizinha trágico, a tendência é uma draga para quem está na segunda divisão.

Diante de tudo isso, se esperava que o Avaí anunciasse algo sem “aposta”, ou sem “´pulo do gato”, ou com poucas dúvidas.

Não foi o caminho escolhido. Gonçalves não passa num teste básico que gosto de fazer quando algum clube faz um anúncio. Recorro a torcedores do clube, aqueles que etiverem mais próximos, e dou a notícia. No caso em pauta, 100% dos avaianos que avisei fizeram cara de espanto. E 100% dos alvinegros demonstraram ironia.

Vejam, não se trata de preconceito. Mas Gonçalves não tem histórico na área do futebol. Como jogador? Competente. Depois? Não há histórico como gerente de clubes.

Pode dar certo? Claro. Quero crer que o clube buscou sólidas informações para proceder essa escolha. Quero crer, como quero.

Mas… Gonçalves pode ser um mestre de estratégia de mercado? Pode em pouco tempo entender o DNA do Avaí? É ele um exímio articulador de mercado em ano que há pouco dinheiro? Possui conexões sólidas entre empresários e uma rede de jogadores mapeada?

Tudo perguntas sem respostas.

Bom, vamos ouvir as ideias de Gonçalves, vamos analisar suas palavras, verificar as primeiras ações. E, agora que foi tomada a decisão, dar suporte. E tentar auxiliar para dar certo. Porque o bem do Avaí, um Leão forte, é bom para o Estado, é bom para o nosso futebol.

Repito: torço muito pelo Gonçalves. Mas não entendi a escolha.

Gonçalves

Gonçalves para o futebol

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Não sou simpático à fórmula do Campeonato Catarinense por (semi) pontos corridos

23 de novembro de 2015 4

Todos sabem minha postura, basta pesquisar no blog: sempre a favor de pontos corridos, por julgar que é o método mais justo.

Então o cara errou no título do post, deve se perguntar o blogueiro mais atento; ou está sendo contraditório, diria o leitor mais ácido!

Pode até ser. Aceito a crítica. Apenas tenho visões diferentes do que penso em relação ao Estadual e ao Brasileiro da Série A.

Para mim, a elite não pode ser pensada sem pontos corridos. Até porque há a Copa do Brasil para os clubes terem uma alternativa.

Acho até que a Série B também merece os pontos corridos, embora careça de um amadurecimento maior do nosso futebol.

Todos os outros campeonatos precisam de fórmulas que garantam competitividade e emoção e, para mim, o Estadual não é diferente.

Pensar que, com pontos corridos (veja a fórmula aprovada clicando aqui), todos os times receberão os “grandes” de SC e isso garanta casa cheia é achar que seu time fará grande campanha, ou haverá equilíbrio até o final. Até pode acontecer. Mas é difícil. A história prova isso.

Em 2007, com 12 clubes e fórmula igual, tivemos no turno o Criciúma com 28 pontos e o Próspera com 8, 20 pontos de diferença. No returno, a Chapecoense (campeã) com 29 e o Juventus com 4 (isso que o Juventus foi bem no turno, vejam a disparidade).

Em 2008, tivemos no turno o Figueirense (campeão ao final) com 25 e o Atlético Tubarão com 6 e, no returno, o Criciúma com 25 e o Guarani com 6. É muita diferença e tivermos muitos jogos sem emoção.

O que pode ocorrer é que, no returno, haverá polarização na briga por vaga na final e a luta será por rebaixamento. Sem contar o perigo da falta de datas. Qualquer problema extracampo complica todo o calendário.

Mas não vou pré-julgar. Vamos ver o resultado na prática e, então, avaliar.

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Chapecoense campeã gaúcha. E, na Série A, Avaí fazmais pontos "internos"

20 de novembro de 2015 9

Duas constatações. Fazendo um recorte regional dentro do Brasileiro, há uma disputa particular que, a título de curiosidade, sempre merece atenção do torcedor. Falo dos confrontos regionais. São pontos preciosos que podem ser colecionados a partir de uma rivalidade regional.

Duas coisas não mudam mais até o término da Série A.  Uma delas, a Chapecoense é campeã gaúcha dentro do Brasileiro. Como dizem por lá, “deu de relho” nos gaúchos. E isso é um feito importante. Superou o Inter por 1 a 0 na quinta-feira (clique aqui e confira) e empatou no Beira-Rio, e bateu duas vezes o Grêmio, por 3 a 2 no Olímpico e 1 a 0 na Arena.

Mais um grande feito do Verdão, que fez bonito na Sul-Americana, encarou o River com bravura.

A outra que não muda é que oAvaí foi o melhor nos confrontos entre catarinenses, acumulando 11 pontos cada.

Já o Figueira decepcionou. Faltando o jogo com a Chapecoense, não ganhou nenhuma.

Veja como foi:

Vitórias do JEC: 1 x 0 (Fig); 2×0 (Ava); 2 x 0 (Fig)

Vitórias do Avaí: 2 x 1 (JEC); 1 x 0 (Fig); 2 x 1 (Chap)

Vitórias da Chapecoense: 2 x 0 (JEC)

Figueirense: nenhuma vitória

Empates: Chapecoense 0 x 0 Avaí; JEC 0 x 0 Chapecoese; Chapecoense 2 x 2 Figueirense; Avaí 1 x 1 Figueirense

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O contra-ataque da CBF na guerra com a Liga Sul-Minas-Rio

26 de outubro de 2015 5

Todos já perceberam há muito que a Copa Sul-Minas-Rio representa muito mais que uma nova competição no calendário. Até o mais ingênuo dos ingênuos notaria que, fosse um simples torneio, como a Copa Nordeste, já teria sido aprovada num piscar de olhos.

A nova Liga, salta aos olhos, é o instrumento utilizado por um grupo de clubes para assumir (ou pelo menos ganhar mais)  poder no cenário do futebol brasileiro. E toda a luta pelo poder cria um cenário de guerra de bastidores. No caso em questão, obviamente sem mocinhos e bandidos, apenas com interesses distintos.

Delfim, Del Nero

Momentos distintos: união antes, confronto depois.

A luta politica, também claramente, é uma disputa por grana, dinheiro, mufunfa, verba, marketing etc, aquilo que move tudo e todos no país e nesse mundinho corroído que definha aqui e acolá.

Pois nesta terça-feira, mais um teatro ocorrerá na CBF. Quem lá está, usa todos os poderes que tem para tentar minar o ataque dos também poderosos insurgentes. A tal reunião virou uma confraria só entre federações, quando deveria ser ampla, envolvendo clubes e outros atores. (veja matéria em que Delfim mostra estratégia da Liga). Nela, certamente, descobrirão argumentos jurídicos para tentar barrar o crescimento do movimento adversário.

Para o torcedor, no meio desta disputa de cartolas, resta torcer para alguns ganhos do ponto de vista dos interesses do tão ignorado consumidor. Não vi debate aprofundado entre os que tentam dominar o futebol brasileiro sobre questões técnicas ou de infra-estrutura. Apenas a questão do calendário, de forma fisiológica por parte da CBF.

O uso da tecnologia, por exemplo? Porque não testar na Sul-Minas algumas inovações? Liberação da cerveja? Barateamento dos ingressos? Banimento das organizadas? Repensar a Seleção, utilizando somente jogadores que jogam no país?

Vejam, coloquei apenas alguns aspectos, sequer disse minha opinião sobre eles. Se alguma destas questões entrasse na pauta, certamente o envolvimento do torcedor seria imediato. E não ficaríamos apenas observando esta briga de poder. Acho que, se a CBF vetar a Copa Sul-Minas-Rio, além do caminho jurídico, este seria um caminho para os insurgentes.

Do contrário, por enquanto, parece trocar seis por meia dúzia. Tirar o dindin das mãos de um , colocar nas mãos de outro.

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Empolgação e orgulho com momento épico da nossa guerreira Chapecoense rumo a Buenos Aires

20 de outubro de 2015 18
Chapecoense

Momento histórico da Chapecoense. Foto: Edson Vara

Converso ao telefone com o grande colega Darci Debona. O Darça, como chamamos carinhosamente, se prepara para acompanhar os 200 guerreiros de verde que rumam hoje a Buenos Aires.

Pessoalmente estive cinco vezes visitando e/ou trabalhando na capital argentina. Em todos, obviamente, fui a jogos. Vários jogos. Invariavelmente a sensação é de outro mundo. Nem melhor, nem pior que grandes jogos no Brasil, mas diferente. Absolutamente diferenciado do que é o futebol no nosso país.

Especialmente o Monumental de Nuñes é incrível. Trata-se de um estádio, como o próprio nome diz, monumental. Intimidante. E é chover no molhado dizer que um palco gigante desses, com uma torcida com gritos guturais, impressiona. E intimida.

Este o desafio deste debut do Verdão.

Encarar com a fibra dos guerreiros do Oeste, dos desbravadores, dos corajosos, dos sonhadores.

Primeiro objetivo: voltar vivo. Perder de 2 a 0? Ruim, mas aceitável. Perder de 1 a 0? Ok, válido. Empatar? Incrível. Vencer? Nossa, arrepia só de pensar.

Mas, repito, é preciso voltar vivo. Para, depois, transformar Chapecó em um caldeirão verde. Parar a cidade um dia antes e, então, fazer mais história.

Essa trajetória da Chape, da D para a A, passando por goleadas em grandes, por viradas, por títulos catarinenses, por participação internacional consistente, por desempenho firme na elite, é a própria história acontecendo para vermos ao vivo. Muito orgulho desse momento épico.

Estaremos em Buenos Aires, o DC com o Darci, o Verdão com sua torcida, a cidade atenta e toda Santa Catarina com aquela vibe para torcer muito pela Chapecoense.

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O que Delfim x Eurico tem a ver com o JEC x Figueirense deste sábado na Arena?

16 de outubro de 2015 15

Analisar o quadro de bastidores do futebol brasileiro hoje é tão intrincado quanto tentar entender o jogo político que polui Brasília. Estes duelos de poder têm semelhanças no que diz respeito aos danos: a disputa nos bastidores da CBF enfraquece, adoenta, mina o futebol brasileiro e, por tabela, sua Seleção;  a feroz batalha entre congressistas e destes contra o Executivo na capital federal detona a economia nacional e por tabela seu povo.

Delfim

Delfim chegou para chacoalhar bastidores da CBF

Pois bem, fica difícil ver/entender quem quer o quê, qual o objetivo de cada movimento nos bastidores. Por que Eurico Miranda ataca Delfim? Certamente não foi pelo jogo Vasco x Chapecoense, Miranda mira o elefante mas quer acertar a mosca. Neste caso, o que aparece na superfície, a ponta do iceberg, certamente é o fato de o catarinense avançar com força liderando uma corrente que quer redirecionar os rumos da CBF enquanto Eurico deseja manter o status quo. Vasco de um lado, Fluminense e Flamengo de outro. Vasco pró-Del Nero, Fla-Flu pró-Delfim.

Essa é daquelas brigas que, quando há choque, o terremoto é proporcional. Foi só uma trombada inicial, deu um início moderado na famosa escala Richter, pode crescer conforme os próximos capítulos e a tal encrenca pode vir a ser gigante. Ou seja, previsão de tsunami por aí.

Em meio a este momento delicado de luta pelo poder, estão os times catarinenses penando para tentar permanecer na elite.

E o final de semana será crucial para todos os representantes de SC. Só que uma das partidas têm todos os ingredientes para marcar o ano: falo, obviamente, de Joinville x Figueirense.

E Delfim deve estar de olho nesse confronto. Nem tanto pelo resultado, que pode encaminhar o sepultamento do JEC e a salvação do Figueira ou uma arrancada do tricolor do Norte e o reinício do drama Alvinegro (veja a classificação). Mais pelo histórico do duelo, que deixa para Delfim um de seus calcanhares de Aquiles nas batalhas com Euricos e Del Neros que virão por aí.

Afinal, o palco que deveria ter sido da final do Campeonato Catarinense e se transferiu para os tribunais, com sumiço de taça e tudo, certamente é lembrança a Delfim de que um erro semelhante em nível nacional seria catastrófico.

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