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O Figueirense com ingressos a R$ 1 seria uma reaproximação do clube com seu povão? Ou mais um casuísmo

30 de julho de 2014 2

A questão continua polêmica: a política de preços dos clubes brasileiros para frequência aos estádios. Todos sabemos que o valor dos ingressos, apesar de algumas praças remodeladas, ainda é fora da realidade em todo o país.

Até porque a qualidade do espetáculo é ruim, e a qualidade dos serviços de transporte e segurança são péssimos. Sem contar a violência nos estádios e no seu entorno, que não é combatida com inteligência por parte dos dirigentes. Basta ver o episódio envolvendo organizadas do Joinville e do Avaí recentemente.

Comento o assunto porque o Figueira baixou o preço dos ingressos tentando resgatar a força do torcedor (ou pelo menos a frequência ao estádio) nos próximos quatro jogos em casa.

Tem ingresso até a R1 (veja matéria no DC para entender a promoção).

Acho importante resgatar a parceria com o torcedor. E recomendo que o fã Alvinegro pegue junto com Argel e cia neste momento. É uma das poucas formas de salvar o Figueira na Série A.

Mas…

Se a torcida for, apoiar e der certo…

E o ingresso voltar à política “normal” logo depois, então será uma indecência.

Acho que deveria haver uma convicção por parte da direção. Algo tipo a criação de um setor popular no estádio, sempre com preços promocionais, independente de o sujeito ser sócio.

Do contrário, teremos mais um casuísmo, que infelizmente é a regra.

Se o Figueira vai quebrar esta lógica e acenar ao seu torcedor com um sinal de reaproximação, parabéns!

Se vai querer usar seu apoio quando é conveniente e depois dar de ombros, virar as costas, será lamentável.

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Pastana deixará o Figueirense pelo Bahia num desfecho natural de um roteiro que já estava pronto

29 de julho de 2014 11

Rodrigo Pastana está indo para o Bahia. Ponto.

Este fato deve ir a público, de fato, ainda hoje oficialmente pelo Figueirense, que aguarda seu presidente, Wilfredo Brillinger, para a manifestação oficial.

Mas o acerto com o Bahia, que a mídia baiana já trata como certa (clique aqui e confira) tem um roteiro que começou a nascer antes.

Acontece que Pastana teria saído do Figueirense antes da escolha do técnico Argel. Até porque Argel não era a sua opção. Ele gostaria de ter contratado Gilmar Dal Pozzo.

Mas a direção do Alvinegro ficou engessada: a saída recente do diretor Rodrigo Passoni, impediu uma saída honrosa de Pastana. Passoni criticou duramente Pastana, e se o presidente Wilfredo tirasse Pastana, pareceria que o motivo fora a ação de Passoni.

Seria dar avala a um dirigente que também criticara Wilfredo.

Agora com a investita do Bahia, criou-se um ambiente favorável. Os baianos já “namoravam” com Pastana no início do ano, mas o Figueira bancou a permanência do dirigente.

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Respeitem este time, é o Leão que faz coisa e que está definitivamente na briga pelo G-4

26 de julho de 2014 19

Ontem no TVCOM Esportes fui muito feliz. Fico contente em destacar isso porque muitas vezes somos equivocados em nossos comentários. Falo da análise do clássico JEC x Avaí. Eu falei ao companheiro de bancada Renato Semensati e aos telespectadores: o JEC é “levemente” favorito. E expliquei: “Bota levemente nisso”.

Porque o Avaí, todos conhecemos. Vem aos trancos e barrancos subindo. E quando essa onda azul começa, é difícil parar.

Ah, mas teve a Copa do Brasil, diriam alguns. Novamente fui feliz. Repito: muitas vezes dou sequência de bolas fora nas análises. Nessa mandei bem. Disse: “Copa do Brasil não é o campeonato do Avaí”.

A primeira (de uma meia dúzia que virá) foi essa.

Aí aparece Cléber Santana e resolve a partir de todas as deficiências que tem o time.

Respeitem esse time. Respeitem esse azul, Respeitem essa camisa. Respeitem o craque Cléber Santana. Respeitem o Geninho.

Agora é torcer pelo JEC e Hemerson Maria não perderem o pique. Para SC se fortalecer geral.

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Estou com Argel e não abro. É a melhor escolha de técnico para o momento do Figueirense

24 de julho de 2014 29

Sei que qualquer enquete por aí vai dar uma certa rejeição à escolha de Argel para técnico do Figueirense. Basta olhar twitters e faces da vida.

Mas tenho a convicção de que, desta vez, o presidente Wilfredo Brillinger apostou em sua vontade pessoal, preferiu não ouvir outros “conselheiros” e fez o certo.

Argel, por conta de sua personalidade, incomoda muita gente. Incomoda quem não gosta de trabalhar, quem não aceita ser contraposto, quem não tem “aquilo roxo” para discutir uma questão a fundo, quem não gosta de viver intensamente uma situação.

Aqueles que gostam de fortes emoções, estes não têm problema nenhum com Argel. Sabe por quê? porque ele compra brigas, ele luta por uma causa, ele é guerreiro pelas cores que defende, ele não gosta de perder, não está aí para brincadeira.

Tem dirigente que não convive bem com gente assim, e jogador também. Estes o Argel afasta rapidinho. E sofre com eles, que tentam minar seu trabalho.

Parabéns pela escolha. Argel além destas características que citei, e gosto delas, tem outra que aprecio: entende de futebol. Sabe de tática e só usa os jogadores que estão comprometidos e treinando bem. E também valoriza os garotos, com o que deixa plantado no clube, para o futuro, sementes.

Claro que a situação do Figueira é complicada. Talvez nem Argel dê jeito. Mas se queremos o Figueira forte (e quem torce pelo futebol de SC deve querer) temos que dar suporte ao trabalho dele.

 

PS: Parabéns ao colega Rodrigo Faraco pelo furo de reportagem. Como nos velhos tempos do jornalismo, na madrugada, anunciou o nome com exclusividade. Deu um banho.

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É muito fácil descascar o Avaí numa situação atípica. Prefiro entender o momento e abraçar a causa da Série B

23 de julho de 2014 23

Seria muito conveniente e até fácil para mim vir aqui e descascar a atuação do Avaí em termos táticos e até técnicos nessa derrota de 2  a 0 para o Palmeiras pela Copa do Brasil.

Mas não acho o caminho correto.

Uso como comparação dois lutadores de MMA, um ranqueado e consagrado, o outro tentando vaga no UFC.

Mesmo menos treinado (Palmeiras desfalcado), o lutador mais tarimbado em algum momento acaba aplicando melhores golpes e vencendo.

Temos que entender esta condição do Avaí. Este Leão já foi o melhor catarinense na história dos pontos corridos em termos de classificação final. Logo, sabe o que é lutar contra um time de elite.

Acontece que são orçamentos diferentes, realidades distintas.

Mesmo assim vi no Avaí um time que fez absolutamente o que pôde diante do time que conseguiu montar. Com muita dignidade.

E vejo o técnico Geninho gerindo bem a escassez.

Não vou entrar no time da terra arrasada. Acho muita falta de entendimento da realidade avaiana.

Prefiro entrar no time dos que veem uma possibilidade de muita luta, muita ralação, muita entrega (e isso o Leão sabe fazer bem) para tentar voltar à elite, garantir orçamento e aí pensar em retomar um caminho mais pomposo, mais solene.

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Depois de reerguer Zé Carlos, será que o Criciúma conseguiria o milagre de reviver o mito Adriano Imperador?

22 de julho de 2014 11

Se confirmar Adriano Imperador, Criciúma confirmaria sua vocação e talento para recuperar centroavante-problema

A experiência com sucesso teria dado ao Criciúma um Know-how de como lidar com centroavantes-problema? Ao que parece, sim.

Claro que a notícia de que o clube estaria dentre os que ouviram proposta para abrigar Adriano ainda é incipiente.

Mas a informação que está sendo trabalhada pela agência Lance tem seu potencial de mexer com a cidade.

Afinal, quem além do Criciúma poderia salvar Adriano?

Já que lidar com Zé Carlos não é para qualquer um.

Olha, se for para colher gols em troca, até valeria a pena.

Embora, no caso de Adriano, ninguém mais acredite ser possível.

Até porque se o Tigre consegue milagres com alguns atletas, a noite em Criciúma, com algumas das mulheres mais bonitas do Brasil, pode ser interminável.

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Um duelo pessoal entre pessimismo e realismo na nova Era Dunga frente à Seleção Brasileira

22 de julho de 2014 9

Estou numa cruzada pessoal contra o derrotismo, contra a má vontade, contra o preconceito. Como disse é pessoal. Por quê? Porque recentemente um blogueiro me alertou para o que ele identificava nos meus posts uma visão muito pessimista do futebol como um todo.

E eu dou bola, dou muito valor ao que pensam os que me leem. Principalmente aqueles que se dignam, neste espaço, a interagir e me dão o prazer, o privilégio, a alegria e a responsabilidade de usar o meu espaço para se manifestar.

E não são poucos. Este blog coleciona 159.457 comentários, quase 160 mil portanto, até a publicação deste post.

São 160 mil pensamentos do leitor postados aqui.

Quando eu recebi a advertência do blogueiro quanto ao meu suposto pessimismo, a motivação fora por criticas à Seleção durante a Copa, mesmo diante das vitórias que aconteciam até a tragédia diante da Alemanha.

Este mesmo leitor (ele publicou mensagem depois) reconheceu que eu tinha razão em estar preocupado com a Seleção. Foi logo depois dos 7 a 1, ele “deu o braço a torcer”.

Mesmo assim, mesmo vendo que eu tinha razão em não me deixar levar pelo otimismo “plantado” eu percebi que dá para ser crítico sem pregar o caos. Dá para criticar de forma pro-ativa, visando a melhorar.

E com este espírito eu vejo a nova “Era Dunga”.

Calcado nos mais de 20 anos de crônica esportiva que eu tenho, todos os sintomas, todas as informações que coletamos e reunimos levam a crer que estamos dando murro em ponta de faca.

E o porque é óbvio: levamos uma surra dos alemães não por um episódio isolado, mas por um contexto.

Mais que uma safra ruim de jogadores, temos uma estrutura dilacerada no nosso futebol.

Basta responder algumas perguntas:

- Combatemos a violência de torcidas? Absolutamente não.

- Temos qualificação técnica em nosso campeonato? Jogos chatos e sem criatividade e sem inovação são a tônica.

- Temos nova safra de técnicos? Sempre os mesmos girando por aí.

- Temos um mercado aquecido? Não, perdemos jogadores por um picolé e uma mariola.

- Temos um sentimento de brasilidade? Zero. A torcida que vai ao estádio nos jogos do Brasil é modinha, coxinha, mal-educada. E nossa casa virou a Inglaterra por motivos contratuais.

- Produzimos novos talentos? Pouquíssimos e os que aparecem não esquentam nosso mercado, vão para o exterior.

- Temos calendário? Não, há uma adaptação à Europa, logicamente para favorecer empresários.

- Temos jogadores inteligentes e unidos por melhores condições de trabalho? Ainda não, embora surja um movimento ainda incipiente. O que ainda impera é o interesse individual.

E, por fim, temos perspectivas de mudança? Acabamos de descobrir que um 7 a 1 numa Copa em casa não foi suficiente. Não sabemos nem se a não-classificação para uma Copa será suficiente, caso venha a acontecer a mudar.

E, diante de tudo isso devo ser pessimista?

Não, apenas realista. Sigo nesta cruzada pessoal contra o pessimismo. Vou observar este trabalho do Dunga.

Com todas estas questões em mente, mas sem pré-julgar. Esperando mais fatos para derrubar os citados acima, ou simplesmente acrescer novos fatos para o que parece ser a derrocada final do futebol brasileiro.

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Diretoria do Avaí dá 110% de sua capacidade, grupo bem orientado responde em campo com 1000%

19 de julho de 2014 11

Depois do preocupante início de campeonato, e sem esconder suas extremas dificuldades fora de campo, o Avaí dentro dele acha um caminho.

Acho o Leão merecedor desta condição. Nunca negou as dificuldades extra-campo. Mas enfrenta este momento com dignidade, abertamente.

E, desta forma, o grupo de jogadores compreende a luta da direção e abraça a causa.

E com este caldo de garra, o Leão sabe lidar.

Esta Série B será assim, com altos e baixos.

Mas se o grupo estiver com um só objetivo, o Avaí pode sonhar com um voo mais alto.

A direção de futebol do Avaí, mais a presidência, têm agido com pés no chão, sabem que é difícil, mas mostram ao grupo que estão agindo a 110% do que podem.

Arrumaram um técnico que está focado e têm o respeito do grupo.

E acho que o time entendendo este espírito está dando a resposta em campo. Da 1000% do que pode.

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Nos preparemos para o contra-ataque dos bastidores para conter a boa largada catarinense

17 de julho de 2014 7

Olá internautas, após um pequeno recesso pós-Copa, o blog volta com tudo inspirado pelo início arrasador dos catarinenses nas séries A e B.

Os resultados todos sabem: vitória, vitória, vitória e vitória. Figueirense e Criciúma na Série A (Chapecoense ainda vai retornar) e Avaí e JEC na Série B.

Acho que devemos comemorar, sim, a volta da intertemporada com bons resultados.

Ao mesmo tempo, lembro a todos que o Criciúma, por exemplo, está com três pontos a menos por manobras de bastidores. Que todos bem conhecem.

O comando da CBF nunca esteve sob tanta pressão, ainda mais com o desastre da Seleção. Romário já pede derrubada do staff da CBF no Congresso, então a direção vai precisar do suporte político dos grandes clubes.

Fiquemos atentos: clubes grandes não podem naufragar nem na elite, nem na segunda divisão. Isso ampliaria a sensação de declínio do futebol brasileiro.

Vai sobrar para quem? Fiquemos atentos, muito atentos.

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Uma final emocionante, uma Copa eletrizante, um Brasil que sabe o porque do caos dentro e fora de campo

13 de julho de 2014 9

Um resuminho rápido de impressões que me vieram à mente assim que o apito final soou decretando a Alemanha campeã:

1º) Sabemos tudo que está errado dentro de campo e na gestão do futebol brasileiro, mas temos material humano para reverter rapidamente o quadro de declínio do futebol brasileiro se houvesse vontade política.

2º) Temos a forte sensação, quase uma certeza, que apesar de saber o que está errado dentro de campo e na gestão do futebol brasileiro não vamos aprender esta lição. E até que o fundo do poço realmente chegue (algo como não classificar-se para a próxima Copa) aí talvez aconteça algo mais “revolucionário”.

3º) Sabemos tudo que está errado do ponto de vista social-politico-econômico em nosso país, e que aflorou nas manifestações de julho do ano passado. E sabemos que temos pessoas dignas e capazes de transformar o Brasil numa potência à Alemanha, caso houvesse vontade política.

4º) Temos a forte sensação, quase uma certeza, que apesar de saber o que está errado do ponto de vista social-político-econômico em nosso país, de que nada vai mudar nessas eleições, seja qual for o resultado, manutenção do status quo ou um novo governo vindo da oposição.

5º) Fechando o ciclo de ilações que invadiu meu cérebro com o apito final: podemos fazer a Copa das Copas, mas com muitos erros administrativos que nos envergonham apesar do orgulho de que tudo tenha saído muito bem na última hora; podemos ter o país do futebo, o melhor de todos, podemos nos orgulhar disso, mas o momento é de vergonha pelo que nos transformamos.

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