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Não precisa mais nada, Figueirense. Tendo raça basta para vencer Botafogo e cia do "campeonato paralelo"

20 de agosto de 2014 13

Flamengo, Botafogo são cariocas que certamente precisam estar com o Vasco na Série B. Aliás, pode incluir o Palmeiras nesta lista de grandes que já deixaram de sê-lo faz tempo.

Vamos fazer o seguinte: sobe JEC e Avaí, cai esta turma aí e ficamos com cinco na Série A?

Claro, uma brincadeira. Mas o ponto que quero destacar é justamente que não é preciso mais do que raça, determinação, aplicação tática e alguns jogadores com estrela (Cleyton parece ser um destes) para conseguir se reconstruir no campeonato.

Foi assim que o Figueirense venceu o Botafogo (clique aqui e veja como foi) e consegue manter-se numa briga difícil na tabela (clique aqui e confira). Uma luta que é bem diferente daquele aparente rebaixamento que parecia inexorável.

O Figueira de Argel é vencedor. Ganha mais do que empata e do que perde. O técnico tem os méritos de potencializar o que há de bom no grupo.

Não foi brilhante, sequer foi bastante superior ao adversário. Apenas venceu, o Figueirense. E isso basta!

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Sábado, 16h10min, todos os caminhos levam à Ressacada para reencontrar o mar azul do Avaí

20 de agosto de 2014 8

Só alegria. Quem me conhece, sabe que adoro esta expressão. No Facebook, quando desejo feliz aniversário aos meus amigos, sempre escrevo “só alegria”. Porque nem sempre estu alegre, ninguém está 24 h alegre, né? Mas, quando estamos, é tão gostoso, tão legal!  Então, hoje avaianos e joinvilenses acordaram alegre. Sou repetitivo: só alegria na Série B.

Para o JEC, a confirmação de que, mesmo em momentos irregulares, jogar em casa lhe faz bem: e manter-se próximo (e bota próximo nisso) do G-4 é o que importa para aquela famosa arrancada na hora que importa. Seria um crime interromper a trajetória de Hemerson Maria por resultados isolados e a vitória da rodada (clique aqui e confira) sobre o Boa dá a tranquilidade necessária ao tricolor do Norte.

Para o Avaí, é a consolidação não da presença no G-4 (confira a classificação), mas a mira apontada para a liderança. Querem algo mais “Avaí” do que isso. No meio da dificuldade, de problemas de toda a ordem, o time encontra um caminho, sob o comando competente, compreensivo e obstinado de Geninho (veja como foi o jogo). Com direito a golaços e vitória fora.

Agora, sábado, quem mora em Floripa e gosta do lado azul da força sabe: todos os caminhos levam à Resacada. O mar azul vai volotar. E quando ele volta, sai de baixo!

 

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Começou tudo de novo... tentar achar uma Seleção sem atacar os problemas reais que causam nossa decadência

19 de agosto de 2014 1

A primeira convocação de Dunga é bem-intencionada. Mas… o Brasil não precisa de boa intenção em relação ao seu futebol, precisa, sim, de atitudes mais amplas que envolvam toda a estrutura do nosso futebol. E, isso, não ocorreu pós-Copa.

Pior, aconteceu muito pior. Não é que recentemente os clubes foram estender o pires ao governo federal para arrumar mais perdão às dívidas?

Então, eu poderia analisar pontualmente a convocação. Que, como já disse, vi cheia de boas intenções. Mas ao ver 10 nomes (o que não é um número pequeno) de jogadores que fracassaram, eu já me preocupo.

Tudo bem, vamos dar de barato que, dentro de um novo contexto, estes que vieram da péssima Copa que fez o time brasileiro reconstruam um caráter vencedor que não vimos. Mesmo que ver Hulk e cia seja angustiante.

Vamos dar de barato isso e acreditar em bons valores que foram chamados, incluindo o injustiçado catarinense Filipe Luís… Mesmo assim, lembro do que vem colado à Seleção.

Sem ser profundo e rapidamente, elenco alguns fatores:

- Falta de uma safra futura de alto nível. O que não é culpa do Gallo, atual técnico da base, e sim da forma como a CBF (des) construiu nosso celeiro.

- Falta de protagonismo. Um Neymar só não faz Verão, tá mais que provado nas competições anteriores.

- Falta de armadores qualificados (ou pelo menos com a carreira consolidada) para equilibrar o esquema tático.

- Profissionais que não vivem a realidade do país, estão no exterior e, portanto, não têm fit com o povo.

- Torcida modinha (ou coxinha, termo mais atual). Ou seja, quem vai a jogo da Seleção no país não é o torcedor que frequenta os estádios. Pelo simples fato de que é tudo muito caro.

- Safra de treinadores não se renova, até por desinteresse da CBF e de empresários, que querem ver seus jogadores convocados para valorizá-los e isso não combina com quem quer ousar ou inovar.

- Empresários são os donos do campinho: o dinheiro gira entre eles e dirigentes, e alguns atletas privilegiados, nunca para o clube, para a instituição.

- Está ruim assistir futebol brasileiro. Os jogos são toscos, ruins, deprimentes, e não espetáculos intensos e agradáveis. Quando o jogo não é ruim, a parte podre das torcidas organizadas se encarrega de promover a violência. Não se pode mais ir com segurança a um clássico.

Pelo exposto acima, temos jogadores que não jogam no país, apenas um craque à disposição (quando tínhamos dezenas em outras épocas), técnicos ultrapassados, empresários gananciosos e uma torcida que não é a que vai a jogos normalmente. Então temos o quê? Uma fantasia.

Como já disse anteriormente, levar 7 a 1 numa Copa em nosso país, ao natural, fora um conjunto de atuações pífias, mesmo com vitórias, não foi suficiente para se atacar este montão de problemas estruturais. Nem os fartos problemas que tivemos com as verbas empregadas na gestão da Copa. Então vou eu aqui ficar preocupado com convocação?

Não sei se uma desclassificação em uma Eliminatória – que me cobrem depois, não pois é algo plenamente possível - seria suficiente para atacar este quadro. Acho até que não, diante da passividade de nossa população. Povo que vive de indignações provisórias, totalmente vítima de uma elite dirigente da pior espécie e de sua incapacidade de reação.

Aliás, a reação, pelo menos no futebol, já está aí. Indiferença com a Seleção progressiva. Só cai no conto “Seleção” aquele povão totalmente excluído e ignorante, quem pensa um pouquinho sabe que o que temos não é o Brasil que aprendemos a admirar. E os estádios vazios, porque amamos nossos times, mas não gostamos de vê-los enfraquecidos e usurpados. É uma reação a conta-gotas. Só vai fazer efeito a longo prazo.

O problema é que, até lá, o futebol que aprendemos a amar pode já estar extinto.

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Separar Cleber Santana e Marquinhos era crucial para o Avaí e será ótimo para o Criciúma

15 de agosto de 2014 35

As melancias precisavam se acomodar no caminhão. E nada mais é o que está acontecendo com esta muito provável ida de Cleber Santana para o Criciúma, noticiada pelo colega Renato Semensati no Debate Diário desta sexta-feira.

Acontece que Cleber não tinha mais fit com Marquinhos no Avaí. Os dois juntos não estavam funcionando. Marquinhos é dono de um futebol tão vistoso quanto seu ego. Bastava acompanhar os jogos para ver que não tinha química. Nem as faltas Marquinhos permitia a Cleber bater.

Com a saída, só há vencedores. Cessa o desgaste de um grande ídolo avaiano, Cleber, que não estava conseguindo jogar. O próprio Avaí desonera sua folha e os empresários que ajudam a pagar o salário de Cleber podem ajudar com outros reforços.

Marquinhos ficará na obrigação de entregar o que dele se espera: mais futebol, mais liderança, mais protagonismo.

Cleber poderá resgatar seu futebol, na Série A, e brilhar como é seu destino, já que é craque.

E o Criciúma poderá concretizar o namoro que já dura algum tempo, incluindo um jogador que é necessário em seu grupo.

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Previsão do tempo na Ressacada: instável, mas com chance de voltar à Série A

13 de agosto de 2014 12

Quem mora na Ilha da Magia sabe: aqui faz sol e chuva no mesmo dia. Aqui faz friozão e muito calor num espaço de 24 horas dentro do inverno. No Verão, um dia é lindo, no outro é carrancudo.

Aqui também falta luz (na terra dos apagões, ontem foi a vez do Carianos). Mas a luz da lua e a luz do Sol compensam, são mágicas, têm uma energia por aqui sem igual acolá.

E nessa Ilha mora o Avaí.

No Avaí um dia é de ataque que não funciona. No outro ele reaparece do nada.

Um dia é de futebol sofrível, no outro ele surge como que por encanto.

O que não falta nunca, como a luz do Sol e da Lua é raça.

Porque a Ilha é linda, muitas vezes inóspita, mas é guerreira. Assim é o Avaí. Clube de difícil compreensão para quem não é da Ilha, assim como o próprio lugar onde habita.

Este time, cheio de dificuldades, mas cheio de energia, numa noite onde o tempo migrava dos 28°C da tarde para os 10°C da noite, onde o sol deu lugar à chuva, 2000 avaianos corajosos viram o Avaí beliscar o G-4 ao superar o América-MG.

Previsão do tempo hoje é de volta à Série A. Amanhã pode não ser. Mas o Avaí é assim, surpreendente!

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Figueirense batalhador de Argel usou favoritismo da Chapecoense para sair do Z-4

10 de agosto de 2014 29

O Figueirense é isso aí… É camisa. A camisa pesa, impõe respeito. Pode até estar num momento mais frágil, mas tem que ser respeitado como o atual campeão do Estado.

E com a pegada de Argel, com seu estilo batalhador, foi ao Oeste, arrancou a vitória e deixou o Z-4.

Eu disse neste espaço que a escolha do presidente Wilfredo Brillinger por Argel era acertada. Só ele poderia recuperar o peso da camisa alvinegra.

Com ele o time voltou a vencer em casa, com futebol organizado. Era preciso também fazer algo difente fora.

Todos sabem que não é para qualquer um vencer da Chapecoense no Condá. Lá o bicho pega geral. Inclusive era consenso quase geral de que o Verdão era o favorito para este jogo. No que eu concordava. Claro, com a ressalva de que clássico regional abranda muito essas avaliações.

Uma grande vitória, para impor respeito definitivamente e não temer mais ninguém na Série A.

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Futuro rebaixado Flamengo afunda no Velho Oeste. Na Capital, remédio Argel faz efeito no Figueirense

03 de agosto de 2014 20

Uma ótima rodada para o futebol catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro. No sábado o Tigre, todo desfalcado, foi a São Paulo e arrumou um empate no Morumbi.

Diante do material humano que tinha Wagner Lopes armou um time consistente, com proposta defensiva, jogando por uma bola. Deu certo.

Em Floripa, o Figueira perdeu o medo de jogar em casa. Sabem por quê? Porque tem um técnico que sabe trabalhar esta parte psicológica nos jogadores.

O resultado foi, finalmente, uma vitória em casa. Não foi uma atuação brilhante, mas suficiente para arrancar os três pontos, mostrando superioridade ao adversário, que vem bem no Brasileiro.

Com esta fórmula: auto-confiança e consistência tática é que o Figueira vai encontrar seu caminho para fugir do Z-4.

Falei que o Argel tem qualidade, sabe posicionar o time e não tem preconceito com garotos: acreditou em Leo Lisboa, acreditou em Cleitinho e viu o 2 a 0 sair destes meninos. Depois o 3 a 0 sobre o Sport serviu para ratificar uma possível arrancada na competição.

E, no Condá, desmerecer o Flamengo seria diminuir a vitória da Chape por 1 a 0. Não é esta minha intenção. O Verdão foi consistente, superior, jogou para o gasto, bem ao nível que o adversário exigiu. É o melhor de SC no campeonato. Mesmo com a vitória magrinha. Respeitou demais este Flamengo. Apertando um pouquinho, fazia saldo.

Mas não dá para fugir da constatação do baixíssimo nível que vem colado ao Flamengo, um verdadeiro arremedo de time de futebol. Não sei se o Luxa vai dar jeito nessa equipe sem criatividade, molenga, com cara de Série B.

Sabemos que o Flamengo, agora lanterna, costuma achar forças em sua torcida, em uma mística, mas desta vez não sei não…

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O Figueirense com ingressos a R$ 1 seria uma reaproximação do clube com seu povão? Ou mais um casuísmo

30 de julho de 2014 8

A questão continua polêmica: a política de preços dos clubes brasileiros para frequência aos estádios. Todos sabemos que o valor dos ingressos, apesar de algumas praças remodeladas, ainda é fora da realidade em todo o país.

Até porque a qualidade do espetáculo é ruim, e a qualidade dos serviços de transporte e segurança são péssimos. Sem contar a violência nos estádios e no seu entorno, que não é combatida com inteligência por parte dos dirigentes. Basta ver o episódio envolvendo organizadas do Joinville e do Avaí recentemente.

Comento o assunto porque o Figueira baixou o preço dos ingressos tentando resgatar a força do torcedor (ou pelo menos a frequência ao estádio) nos próximos quatro jogos em casa.

Tem ingresso até a R1 (veja matéria no DC para entender a promoção).

Acho importante resgatar a parceria com o torcedor. E recomendo que o fã Alvinegro pegue junto com Argel e cia neste momento. É uma das poucas formas de salvar o Figueira na Série A.

Mas…

Se a torcida for, apoiar e der certo…

E o ingresso voltar à política “normal” logo depois, então será uma indecência.

Acho que deveria haver uma convicção por parte da direção. Algo tipo a criação de um setor popular no estádio, sempre com preços promocionais, independente de o sujeito ser sócio.

Do contrário, teremos mais um casuísmo, que infelizmente é a regra.

Se o Figueira vai quebrar esta lógica e acenar ao seu torcedor com um sinal de reaproximação, parabéns!

Se vai querer usar seu apoio quando é conveniente e depois dar de ombros, virar as costas, será lamentável.

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Pastana deixará o Figueirense pelo Bahia num desfecho natural de um roteiro que já estava pronto

29 de julho de 2014 11

Rodrigo Pastana está indo para o Bahia. Ponto.

Este fato deve ir a público, de fato, ainda hoje oficialmente pelo Figueirense, que aguarda seu presidente, Wilfredo Brillinger, para a manifestação oficial.

Mas o acerto com o Bahia, que a mídia baiana já trata como certa (clique aqui e confira) tem um roteiro que começou a nascer antes.

Acontece que Pastana teria saído do Figueirense antes da escolha do técnico Argel. Até porque Argel não era a sua opção. Ele gostaria de ter contratado Gilmar Dal Pozzo.

Mas a direção do Alvinegro ficou engessada: a saída recente do diretor Rodrigo Passoni, impediu uma saída honrosa de Pastana. Passoni criticou duramente Pastana, e se o presidente Wilfredo tirasse Pastana, pareceria que o motivo fora a ação de Passoni.

Seria dar avala a um dirigente que também criticara Wilfredo.

Agora com a investita do Bahia, criou-se um ambiente favorável. Os baianos já “namoravam” com Pastana no início do ano, mas o Figueira bancou a permanência do dirigente.

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Respeitem este time, é o Leão que faz coisa e que está definitivamente na briga pelo G-4

26 de julho de 2014 20

Ontem no TVCOM Esportes fui muito feliz. Fico contente em destacar isso porque muitas vezes somos equivocados em nossos comentários. Falo da análise do clássico JEC x Avaí. Eu falei ao companheiro de bancada Renato Semensati e aos telespectadores: o JEC é “levemente” favorito. E expliquei: “Bota levemente nisso”.

Porque o Avaí, todos conhecemos. Vem aos trancos e barrancos subindo. E quando essa onda azul começa, é difícil parar.

Ah, mas teve a Copa do Brasil, diriam alguns. Novamente fui feliz. Repito: muitas vezes dou sequência de bolas fora nas análises. Nessa mandei bem. Disse: “Copa do Brasil não é o campeonato do Avaí”.

A primeira (de uma meia dúzia que virá) foi essa.

Aí aparece Cléber Santana e resolve a partir de todas as deficiências que tem o time.

Respeitem esse time. Respeitem esse azul, Respeitem essa camisa. Respeitem o craque Cléber Santana. Respeitem o Geninho.

Agora é torcer pelo JEC e Hemerson Maria não perderem o pique. Para SC se fortalecer geral.

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