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Pequeno milagre do Joinville e grande obrigação do Figueirense na Copa do Brasil

21 de maio de 2013 13

Tudo é sempre uma questão de ângulo. A forma como observamos uma situação. Há um padrão nos mata-matas. Por exemplo: minha tese de que a primeira partida é sempre a que decide (na pior das hipóteses clareia a situação) se mostrou consistente nas finais do Catarinense. O Tigre fez o resultado. No que virou obrigação construir um placar, a Chapecoense provou o gosto amargo de correr atrás.

A mesma avaliação faço para os dois jogos da Copa do Brasil desta semana. O Joinville superar o Santos, na Vila Belmiro, para forçar pênalti ou classificar-se de forma direta pode ser enquadrado na categoria que gosto de batizar como "pequeno milagre".

Demora muito para acontecer, mas, se aparece um resultado destes, o sabor é delicioso para quem perpetua a façanha. Ninguém está proibido de tentar, muito menos de sonhar.

Agora, quando você direciona a análise para Figueirense x Arapongas, o quadro se inverte. Deixar o Scarpelli sem a vaga teria proporções de desastre diante das grandezas opostas dos dois envolvidos.

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A ausência de Marquinhos para receber o prêmio é atitude desrespeitosa com os colegas de profissão

20 de maio de 2013 54

Da mesma forma que criticamos veementemente a ausência do Figueirense no ano passado, e exaltamos a coragem do goleiro Wilson e confrontar quem teve aquela atitude desrespeitosa, agora combatemos mais um senão. Marquinhos Santos foi escolhido o "craque" do campeonato, mas não compareceu à entrega dos prêmios.

Bom, na minha opinião, este campeonato não teve um craque, como se entende a palavra.

Mas, se tivesse alguém para receber esta denominação, até poderia ser Marquinhos, que carregou o Avaí nas costas, mostrou qualidade e constância dentro de campo. Mas, fora dele, deixou a desejar. E, como craque tem que dar exemplo dentro e fora de campo, ele pisou na bola.

No mais, muitos prêmios para o Tigre, justíssimo (clique aqui e veja a matéria).

Vadão, como técnico, Paixão, como preparador, e Heber, como árbitro, tudo muito justo. Parabéns aos votantes e ao Instituto Mapa.

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Primeiro mundo é assim, a força no futebol não fica totalmente concentrada na Capital

20 de maio de 2013 25

A distribuição de forças equânime em diversas regiões é coisa de primeiro mundo. Tanto a Capital ostentar títulos, quanto outras regiões incomodarem, e muito, é algo que só acontece onde há desenvolvimento econômico e intelectual.

Exemplos europeus são fartos entre os campeões: Juventus, Manchester, Porto e Barcelona só para ficar nestas grandes potencias que não são da capital. Tivemos Ajax, CSKA, PSG que são da Capital. Então este vai e vem é absolutamente saudável para a evolução do futebol.

Por este motivo, é muito interessante que em SC tenhamos cinco forças, com potencial para sete. Sem contar que regiões como o Planalto Serrano e o Alto Vale do Itajaí ainda têm campo para crescer.

Abaixo, dois vídeos para o delírio da galera tricolor do Sul:


 

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Criciúma no ambiente que lhe é devido: na elite e, agora, pela 10ª vez campeão catarinense

19 de maio de 2013 84

O que falar do título do Criciúma?

Um resgate para uma torcida que volta a habitar o patamar de campeão catarinense? Sim

Um tributo a uma região com força financeira e um jeito para o futebol vencedor e diferente de todo o Estado? Sim

Uma ratificação de força do time que é nosso Estado na elite? Sim

Um grito forte do time com os títulos mais importantes em SC? Sim

Segurar a Chapecoense, no Condá, é para os fortes. É missão para guerreiros e este time espelha o espírito desta torcida maravilhosa, aguerrida, apaixonada e que encanta e orgulha nosso Estado.

Parabéns à nação Verde. Fez sua parte e lutou junto com o time até o final. Valorizou a conquista.

O mundinho dos campeonatos estaduais muitas vezes não respeita cartão de visita. O Criciúma chegou com a força de quem é elite, construiu uma senhora vantagem no jogo de ida, mas para levar o título catarinense teria que ter algo mais: então peleou no Índio Condá diante de um adversário à moda do Oeste, e deixou o gramado com a taça.

Desafio para os fortes, algo que o Criciúma tem em seu DNA, desde que desbravou a Copa Libertadores até quase a semifinal. Um time que sabe conquistar sob adversidade: perder por 1 a 0 significava vitória (o jogo de ida fora 2 a 0).

Então, foi o trabalho perfeito para chegar à Série A do Brasileiro cheio de moral. Faixa no peito e sorriso de campeão. O time mais vencedor de Santa Catarina (uma Copa do Brasil, uma Série B e uma Série C são os destaques) está no seu ambiente natural, dos campeões.

A nação verde se limitou a aplaudir seus guerreiros e a parte amarela, preta e branca das arquibancadas soltou o grito de campeão. Pela 10ª vez na história, o Tigre estabeleceu a hegemonia em Santa Catarina.

Mais ainda, no duelo particular com o adversário, o Criciúma estabelece a vantagem em decisões: em cinco, três ficam com o representante do Sul, dois com a turma do Oeste.

Parabéns Criciúma, que esta noite não vai dormir.

Convido vocês a lerem minha crônica no DC Esportes, mais completa e com detalhes do jogo. (clique aqui)

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Não adianta cuidar da cereja e esquecer o bolo. Este o recado para a dupla da Capital

19 de maio de 2013 5

É aquela coisa: confiar num trabalho, na consolidação de algo que supostamente foi construído e será incrementado? Ou apostar no fit de dois nomes de alto nível, que podem fazer a diferença na hora decisiva?

Esta a construção de Avaí e Figueirense pré-Série B, com a diferença que o Alvinegro ainda pensa em Copa do Brasil, o Leão não.

É óbvio que no jogo de ontem, recheado de testes por parte do técnico Adilson Batista, o que menos importa é o resultado.

De consistente para uma critica, ficou apenas um trabalho psicológico que o técnico Adilson Batista terá de realizar com o grupo para evitar o que, insistentemente, tenho chamado aqui de “mandrakes”.

 Acometem indistintamente atletas do Figueira e praticamente concedem gols aos adversários. Foi assim contra o Criciúma e duas vezes contra a Chapecoense na reta final, foi assim no primeiro gol do Vasco.

Quanto ao Avaí, não adianta caprichar na cereja e esquecer do bolo. São problemas diferentes da dupla na formação do time, mas o resultado final é o mesmo por falta de grupo equilibrado.

Um cuida do coletivo, mas precisa de investimento para uma ala e para o ataque, isso rezando para ter menos lesões e o meio-campo funcionar.

O outro tem altíssima qualidade no meio, mas precisa também de um ou dois zagueiros (Série B é grupo, é longa), e um ala, no mínimo.

Bom, agora é foco na decisão, até ali pelas 18h30min, falando do campeão catarinense.

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Vergonheira gelada

16 de maio de 2013 88

Olha, em partidas como esta da eliminação do Avaí por 3 a 0 diante do América-MG, querer entender o porque de uma goleada é algo muito complexo, ainda mais da forma como ocorreu, dentro de casa, quando o time inclusive tinha a vantagem do empate.

Não é proibido perder do América. Nem seria uma catástrofe, se ocorresse ao natural, com escores coerentes.

Mas foi anormal. A forma como o Avaí perdeu foi muito tranquila (para o América, claro).

Foi, na realidade, uma vergonheira do ponto de vista competitivo. Porque não é admissível vender uma derrota tão barato como o Leão proporcionou esta noite.

A perda de uma renda fantástica contra o Internacional é o mínimo nesta análise. Há o moral para encarar a Série B que fica muito abalado.

Bom, fato é que o Avaí conseguiu a façanha nesta noite gelada e sombria para a torcida avaiana: é o primeiro catarinense eliminado na Copa do Brasil.

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O momento é do Criciúma

15 de maio de 2013 37

Futebol é muito momento, a famosa “fase”, esta palavra meio vaga, até filosófica, que no futebol ganhou a máxima: “Quando a fase é boa, até o gandula entra e resolve”.

É um pouco do que acontece com o Criciúma desde a Série B. Quando jogava bem, ganhava, quando jogava mal, ganhava também.

Na Copa do Brasil a coisa ameaçou se complicar, mas os gols vieram e a tranquilidade bateu à porta para, agora, só pensar em decisão.

Batata quente para Avaí, Figueirense e JEC, que ainda têm que buscar suas vagas na Copa do Brasil.

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Encontrei a explicação por que estava escrito nas estrelas que Heber seria o árbitro da final

15 de maio de 2013 6

Heber Roberto Lopes apita a final. Estava escrito nas estrelas, desde que o campeonato começou.

Eu acredito no poder do Universo, numa força comum que move a todos nós e influencia nos acontecimentos. É tão forte este poder, que foge à nossa compreensão.

Assim, podemos explicar que o sorteio, de aleatório, não tem nada: desde a contratação de Heber que o acaso ficou em segundo plano.

Não haveria bolinha com mais poder que a da estrela contratada pela FCF. Dizia Einstein que Deus não joga dados com o Universo.

 

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A posição de Figueirense e Avaí nas marcas mais valiosas de times brasileiros

15 de maio de 2013 25

Enquanto aguardamos os jogos de hoje e amanhã da Copa do Brasil, vale mais uma reflexão sobre números e estudos em relação a marcas (clique aqui e confira post com o ranking de arrecadação e dívidas dos clubes). Esta delimita o valor de um clube.

Neste outro ranking interessante publicado esta semana, portanto "fresquinho".

A BDO RSC Auditores Independentes fez um estudo para avaliar as marcas mais valiosas  dos clubes do futebol do Brasil,levando em consideração 18 diferentes variáveis entre dados financeiros,históricos dos clubes,pesquisas e informações publicadas.Confira:

     1-Corínthians   - R$ 1,1 bi
     2-Flamengo      - R$ 855,4 mi
     3-São Paulo      - R$ 848,2 mi
     4-Palmeiras      - R$ 496,4 mi
     5-Internacional- R$ 412,9 mi
     6-Santos           - R$ 377,4 mi
     7- Grêmio         - R$ 359,6 mi
     8-Vasco             - R$ 323,2 mi
     9-Atlético MG  - R$ 214,9 mi
     10-Cruzeiro      - R$ 202,8 mi
     11-Fluminense - R$ 170,2 mi
     12-Botafogo     - R$ 124,4 mi
     13-Coritiba       - R$   92.4 mi
     14-Atético PR   - R$   89,1 mi
     15-Bahia           - R$   66,5 mi
     16-Portuguesa - R$   51,4 mi
     17-Goiás           - R$  47,7 mi
     18-Vitória         - R$  44,9 mi
     19-Sport           - R$  41,5 mi
     20-Náutico       - R$  38,0 mi
     21-Figueirense - R$  35,4 mi
     22-Avaí             - R$  29,6 mi
     23-Ponte Preta- R$  28,0 mi

Não precisa ser economista para prever mudanças no próximo ano que refletirão as performances técnicas dos clubes no ano passado e neste. O Figueirense provavelmente vai sair desta lista no próximo ranking.

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Felipão Futebol Clube

14 de maio de 2013 21

Não é o caso de achar que Felipão está errado. Até porque Kaká e Ronaldinho Gaúcho, até hoje, em termos de Seleção, nunca vingaram. Por que dariam certo agora? Então, o treinador desistiu de apostas e partiu para tentar montar um time. Há a tese de quem tenta entrar no cérebro de Felipão e imaginar que o técnico quer manter Ronaldinho motivado, para depois convocá-lo. Não acredito nisso.

Mas vamos aos convocados. O time estará baseado em Fernando (consistência), Hernanes (versatilidade) e Oscar (movimentação). O resto é Lucas (velocidade) e/ou Neymar (criatividade) e bola para área (Hulk, Fred e/ou Damião). Claro, imaginando que os alas estarão em ótima fase, teremos Marcelo e Daniel Alves como opção de suprimento ofensivo.

Agora, não há dúvida: não temos um camisa 10 clássico, e justamente por este motivo vejo a tentiva de Felipão em montar um time. Porque, seleção, ainda mais brasileira, sem o 10, não pode ser chamada assim.

Nosso Filipe
Claro, um capítulo à parte é, novamente, a presença de Filipe Luís, o garoto
de Jaraguá do Sul. O garoto do Atlético, de Madrid, merece a convocação e é um orgulho para Santa Catarina, que será representada por ele. Nossa torcida e certeza de sua competência.

Pessoalmente, e não é advogar em causa própria, prefiro ele a Marcelo. Aliás, este ala, assim como Jadson e o próprio Bernardo são nomes que eu não incluiria, mas devemos respetar as preferências dos técnicos, elas nunca serão unânimes.

Compartilhe mais sua opinião comigo. Estou no Twitter e no Facebook com a Funpage.  Por e-mail, registro opiniões na coluna do DC (marcos.castiel@diario.com.br)

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