Pontinho minúsculo, do tamanho da ousadia dos técnicos de Marcílio Dias e Joinville
26 de janeiro de 2012 32O primeiro tempo de Marcílio Dias e Joinville foi definidor de verdades, que queriam brotar a partir de impressões que ficamos da primeira rodada das duas equipes.
Uma delas, a de que o técnico do Marcilista, Jamelli, terá imensa dificuldade de impor um conjunto ao seu time. Seja porque o grupo de jogadores não captou a mensagem do seu “amado mestre”, ou porque o “professor” não conseguiu mostrar um caminho de conjunto para seu 11.
Trocando em miúdos, ou Jamelli não adquiriu o traquejo como técnico, ou o grupo de jogadores não está apto a exercer o papel que lhes é pedido. Cedo para chegar a uma conclusão. Mas o “bicho-papão” marcilista que se esperava dificilmente vai aparecer, pelo menos no turno.
Outra verdade é em relação ao Joinville. Foi um time extremamente de freio-de-mão puxado por Luiz Gonzaga Milioli no primeiro jogo. Foi novamente nos 45 minutos iniciais. Por este motivo, mesmo tendo um time mais encorpado técnica e taticamente, não se impõe dentro de campo.
Neste quadro tático sub-aproveitado pelos treinadores, só individualidades salvam. E foi o que fizeram Thiaguinho, pelo Cílio, e Ramón, pelo tricolor. Deles nasceram jogadas de qualidade que determinaram os gols e o 1 a 1, resultado final do confronto.
Aí chega o segundo tempo e você pensa: bom, agora os técnicos chacoalham os caras, ousam taticamente, mostram serviço, revolucionam, os atletas voltam pilhados, etc.
Nananinanão. Fico imaginando o que disseram Jamelli e Milioli a seus comandados. Algo muito monótono, sem criatividade, sem tesão. A mesmice produz mesmice. Voltaram times com os mesmos defeitos, discretos taticamente, sem ousadia.
E o jogo se arrastou, numa passividade indigna de equipes que estrearam perdendo e digna de revolta de torcedores que esperavam atitude de seus bancos, mas viram apenas conformismo com um pontinho minúsculo dentro da tabela.




