Canutto, Aloísio, Fred, Zé Gol e Luca. No clássico maluco e sensacional, deu Figueira 5 x 4 Tigre
08 de fevereiro de 2012 60Olha, há muito tempo, e aí é muuuito tempo mesmo, que não vejo uma jogada tão amadora, infeliz, até ridícula, quanto a que o zagueiro Fred, do Figueirense, propiciou no gol de empate do Tigre,de André Gava, o 1 a 1 da primeira etapa.
Começo a crônica por este detalhe (e explico antes que os Alvinegros vejam má vontade após os 5 a 4 sobre o Tigre), porque foi um lance tão dantesco, tão sem propósito, tão inadmissível num clássico, diria até no futebol profissional, que eclipsou o sensacional gol que o Figueira havia construído.
Vejam, senhores, que a “babada” do Fred, e o golaço alvinegro, num passe magistral de Roni, “deixadinha” científica de Niell e conclusão precisa de Aloísio, ocorreram num espaço de 15 minutos.
Um quarto de hora, e um golaço e o destino de dois times dentro de um turno que ganhou em emoção com a derrota do Verdão foram abalroados por uma falha monumental de um zagueiro. Não é cruel? (só o futebol pune e absolve num mesmo jogo, como veremos).
Fico imaginando os técnicos. Um deles, o Branco, começando a carreira e vendo um lance bizarro destes ameaçando invalidar o início de seu trabalho; e Goiano, ameaçado no cargo, contando com o inusitado para salvá-lo.
Bom, mas tinha bola rolando pela frente. E a falha de Fred foi tão forte, que deu até pena. Esta sensação é que motivou a reação de Aloísio, que ao marcar o 2 a 1, seu segundo gol, ao invés de “ir para a a galera” como no primeiro tento, desta vez cobrou apoio ao companheiro. Sim, colocou a mão no ouvido e pediu aplausos.
Bom, mas tinha bola rolando pela frente. Repito a frase de propósito. Se tinha Aloísio de um lado, tinha Zé Carlos, o Zé Gol de outro. Ou seja, duas zagas que deixavam a desejar no campeonato, tomavam gols a rodo de atacantes bons de bola. 2 a 2.
Bom, mas tinha bola rolando (parte 3). Falha na zaga do Tigre também tinha. E um terceiro gol surgiu para o Figueira, gol de estreante, gol com sotaque argentino. E com o perdão do “trocadalho”, Canutto deu um canudo. 3 a 2. Cinco gols no primeiro tempo.
Uma primeira etapa que valeu por um espetáculo à parte, pagou o ingresso, de tão bom. Foi tão legal, que já tinha 10 minutos de um segundo tempo que muitos achariam razoável, mas na comparação com o que acontecera estava chato. Até que Canutto fez seu segundo gol, desta vez de cabeça, o 4 a 2 do Alvinegro, e desviou o foco dos erros da zaga lá atrás.
Como disse nosso companheiro de CBN/Diário, Fabiano Linhares, provavelmente brincando com a expressão do nosso Cacau Menezes, Canutto foi lá e determinou: “Hola, qué tal!”
Bom, na soma de virtudes, Zé Gol e Luca (sim, você vai entender) deram seus recados no Tigre. No Figueira, Aloísio, o Touro, e Canutto, o grinco “Hola, qué tal!”, fizeram a diferença.
É, mas para igualar o ritmo da primeira etapa precisava mais. E teve. Para tentar dar a volta por cima completa da zaga, só se Fred, autor da lambança inicial, fizesse o seu. Fez. Aos 20 minutos. Teve estrela. Limpou a sua lambança particular da única forma que a torcida aceita, com gol.
Pacote completo?
Não, tinha Luca. Dois gols, aos 39 e 40 para descontar. Para lembrar que a zaga Alvinegra é tão pouco confiável quanto a do Tigre.
E quase rolou o empate, hein!?
Noves fora, o o cenário é o seguinte: se o Avaí vencer o Marcílio, vira líder. Se o Leão vencer o clássico depois, sente o gostinho do turno. Se o Figueira vencer o clássico, embola tudo.
Se...
Deixa para lá. Melhor esperar o jogo de Itajaí para os devidos prognósticos.
Nota sobre o árbitro
O Aloísio tomou cartão amarelo por comemorar o gol com a torcida do Figueira, no alambrado. Já havia feito antes e nada tinha acontecido. Afinal, os árbitros não se entendem? É falta de critério, de unificação. Isso tira credibilidade. Pô, o cara não ofendeu ninguém, não retardou o jogo, não provocou adversário. Ora, ninguém merece...




