Goleada com direito a “Olé”
Um passeio na Ressacada. Sabemos que, em clássico, sempre se espera dificuldade, jogos tensos, disputados. Mas, na noite abafada deste domingo, o que se viu não foi um clássico e sim um retrato da atual condição dos times: um com futebol de elite, de Série A, outro com postura de Série D. Um 5 a 1 até certo ponto humilhante para o JEC.
O JEC precisa de uma nova consciência para quando joga fora de casa. Se quiser beliscar o tÃtulo, não pode ser arrasador na Arena e presa fácil fora de casa, como ocorreu em Imbituba e hoje em Floripa.
Olha, sei que muitos torcedores do Joinville vão contestar o pênalti que ajudou o Avaà a encaminhar esta goleada. Na minha visão, não foi pênalti, o árbitro estava acertando a marcação, fora da área, e foi induzido ao erro pelo bandeira.
Agora, não foi o pênalti que determinou os impressionantes 3 a 0 já na primeira etapa. Dois fatores estabeleceram um placar tão anormal em clássicos. O primeiro, a bagunça tática que assolou, de forma surpreendente, o Joinville. O segundo, a apresentação precisa, aguda, do AvaÃ, que percebeu a confusão do adversário e explorou os espaços generosamente concedidos.
Por que o Avaà é um dos favoritos ao tÃtulo? Porque quando não jogou bem, como no clássico contra o Figueirense, mesmo assim evitou a derrota. Ou seja, quando a parte tática não ajudar, está na cara que individualmente sobra quem resolva.
E quando taticamente as coisas estiverem ajustadas, então o Avaà sobra.
Assim foi o primeiro tempo, onde aparecer de cara para o gol, guardar três vezes a bola no fundo da rede, foi só um resultado para a equação que misturou doses de bagunça do tricolor do Norte às estocadas impiedosas do Leão.
No segundo tempo, o que se esperava? Bom o técnico Ramirez ajustar as coisas, voltar organizadinho, tentar diminuir o prejuÃzo. Certo? Pois é, voltou igualmente desajustado. IncrÃvel.
O AvaÃ, que não tem nada com isso, continuou jogando seu futebol produtivo, envolvente, chegou ao quarto gol e, só então, o treinador tirou do jogo o improdutivo Cesar Prates. Até uma criança perceberia que o seu desempenho comprometeu o time, mas só com o jogo perdido, o treinador resolveu mexer. Sem contar que já havia perdido Lima, machucado.
Assim o Avaà colocou um pé na semifinal. Dificilmente não vai ser um dos quatro.
Que houve, Atlético? Que houve Chapecoense?
Perder para o Metropolitano, em Blumenau não é anormal. Um time competitivo, o Metrô incomoda em seus domÃnios. O que não dá para entender é que o Atlético, um time ajustado, com um grupo entrosado, coeso, caia de quatro.
E a Chapecoense? Que o Imbituba possui um time bastante “chato”, que está na briga para ir à s semifinais, todos sabemos. O que não sabÃamos é que o Verdão, em teoria uma equipe para lutar até por tÃtulo, esteja tão desarrumada e perigando lidar com o rebaixamento.