Espólio: saem os craques ficam as rebas
Esperei bastante, ouvi banstante e agora escrevo sobre os lamentáveis acontecimentos que antecipam a transição da administração do futebol, da Figueirense Participações para o clube.
O que aconteceu ontem foi um espólio, quem está saindo, a Figueirense Participações, pegou o que de mais valioso tinha no grupo - Firmino, Lucas e cia -, transferiu para o empresário (Eduardo Uram) que os colocou em um clube laranja (Tombense).
Vai emprestar os garotos ao Figueirense, até que estes sejam vendidos, sem lucro nenhum para o clube. A Figueirense Participações tenta equilibrar o passivo, negociando os ativos.
E deixa no clube alguns nomes que não tem futuro - ou que não despontaram. Estes ficam para o clube arcar com o ônus dos salários. Muito conveniente.
Se foi feito sem o consentimento do Conselho - negociação que não pode ocorrer sem este - trata-se de um golpe. Parece ser o que aconteceu, pelo menos na versão oficial do presidente do Conselho, Nestor Lodetti.
Se foi feito como parte de acordo para não ir parar o imbróglio na Justiça, foi um custo altíssimo que o clube pagou pelo acordo “amigável”.
Esperamos a reunião da tarde, para ver se o Conselho “engole goela abaixo” a ação, e segue rumo ao acerto na quinta-feira. Ou se contra-ataca, judicialmente, pedindo a anulação da transação.
Palpite meu: segue o barco como ficou. E o novo grupo que assume o Figueira toca o Estadual com o que tem e reformula o grupo para a Série B com as novas parcerias que surgirão.










