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Espólio: saem os craques ficam as rebas

Foto Ricardo Duarte

Esperei bastante, ouvi banstante e agora escrevo sobre os lamentáveis acontecimentos que antecipam a transição da administração do futebol, da Figueirense Participações para o clube.

O que aconteceu ontem foi um espólio, quem está saindo, a Figueirense Participações, pegou o que de mais valioso tinha no grupo - Firmino, Lucas e cia -, transferiu para o empresário (Eduardo Uram) que os colocou em um clube laranja (Tombense).

Vai emprestar os garotos ao Figueirense, até que estes sejam vendidos, sem lucro nenhum para o clube. A Figueirense Participações tenta equilibrar o passivo, negociando os ativos.

E deixa no clube alguns nomes que não tem futuro - ou que não despontaram. Estes ficam para o clube arcar com o ônus dos salários. Muito conveniente.

Se foi feito sem o consentimento do Conselho - negociação que não pode ocorrer sem este - trata-se de um golpe. Parece ser o que aconteceu, pelo menos na versão oficial do presidente do Conselho, Nestor Lodetti.

Se foi feito como parte de acordo para não ir parar o imbróglio na Justiça, foi um custo altíssimo que o clube pagou pelo acordo “amigável”.

Esperamos a reunião da tarde, para ver se o Conselho “engole goela abaixo” a ação, e segue rumo ao acerto na quinta-feira. Ou se contra-ataca, judicialmente, pedindo a anulação da transação.

Palpite meu: segue o barco como ficou. E o novo grupo que assume o Figueira toca o Estadual com o que tem e reformula o grupo para a Série B com as novas parcerias que surgirão.

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Detalhes importantes das tabelas

Saíram as tabelas das séries A e B do Brasileiro, que começam dia 7 de maio a segunda divisão, e dia 8 a elite (clique aqui e confira a tabela da elite no clicEsportes, ou aqui e confira a tabela da segunda divisão).

Para o Avaí, receber o Grêmio Prudente (ex-Barueri) pode ser uma boa. O time mudou de cidade, mudou o DNA, pode não vir tão forte assim.

Depois, amigos, como costuma acontecer na Série A, é só pedreira: Cruzeiro fora, Vasco na Ressacada e Grêmio, no Olímpico, é mole?

Se passar por esta casca grossa, aí vem Vitória em casa e Ceará fora.

Detalhe ruim: os quatro primeiros jogos na Ressacada serão às 18h30min, dois domingos e dois sábados. Argh!

O primeiro turno o Avaí encerra em casa contra o Atlético-PR e, claro, a última rodada será contra o Furacão paranaense em Curitiba.

Para o Figueira, o raciocínio da largada é inverso ao do Avaí. Casca grossa contra o São Caetano, fora, na primeira rodada. Pedreira na segunda rodada, no Scarpelli, na sequência, diante da Portuguesa.

Depois vem um América fora e um Náutico em casa.

Ou seja, ou começa com moral, ou se complica já na largada.

Se estiver disputando classificação, o Figueira encerra a Série B em casa, contra o Paraná.

Garotos do Figueira

O blog ainda não se manifestou sobre a rescisão de contrato dos quatro garodos alvinegros, incluindo Firmino e Lucas, porque há um fator não esclarecido que requer cuidado.

Se, realmente, há intenção de renovar, porque esta renovação já não saiu, concomitantemente, no BID?

Mesmo que haja pré-contrato, tecnicamente estes atletas estão livres para negociar com qualquer clube.

Então, espero o desenrolar dos fatos para opinar, já que existe uma chance de estes valores serem inscritos em clubes de empresários e, então, firmarem contratos de empréstimo com o Figueira.

Se assim for, começaremos a entender melhor certos pontos obscuros da transição. Se nada disso for verdade, tanto melhor.
Aguardo elucidações para, então, fazer um post.

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Ramirez e as falsas juras de amor

Tava tarde, Ramirez precisava ir embora?

ATUALIZAÇÃO DO POST (15h45min)

Ovelha no JEC. Gelson deixa o Atlético

Bom, o Joinville aposta em Mauro Ovelha. É a chance deste técnico acabar com a síndrome de vice-campeão. Assume o tricolor já com posto na final.

Mas acredito que o objetivo jequeano, ao investir num motivador bem parecido com o Ramirez, seja ainda tentar uma estocada no returno, para evitar a final na casa do adversário.

O conhecimento da Série D, de onde Ovelha ajudou a tirar a Chapecoense, deve ter constribuído.

Já a saída de Gelson do Atlético somente corrobora o que eu escrevi abaixo. Tudo é resultado, o planejamento que vá às favas.

POST ORIGINAL

A queda de Ramirez agora há pouco, no JEC é só mais um capítulo daquela verdade imutável no futebol: ninguém ama de verdade ninguém ou as instituições que representam.

Todos sabiam que Ramirez teria sido demitido após a decisão com o Avaí, foi salvo nos últimos 10 segundos de jogo.

O futebol passa por um momento em que, amor, só pelos resultados e, claro, os lucros que advém deste.

Vimos o Ovelha ser rifado na Chapecoense depois de conduzi-la ao vice-estadual e à Série C. Bailou.

Vemos o Silas, campeão do turno, vencendo, e praticamente demitido do Grêmio.

Jogadores que hoje beijam escudos, amanhã assinam com outro clube e lá vão beijar o outro escudo, na cara de pau.

Vocês acham que Adriano está no Fla porque ama o clube? Ora, está porque sofre com alcoolismo e só ali mascaram a situação. Isso nunca aconteceria na Inter.

Bom Castiel, afinal, após estes devaneios excessivamente filosóficos, foi bom ou ruim o JEC se livrar do Ramirez?

Pode parecer incoerente de minha parte, mas, neste caso específico, foi necessário.

Critico é dirigente vir dizer que está com o técnico, “morre” com ele, quando se sabe que, por trás, arma sua caveira, se livra dele na primeira oportunidade.

Nesse sentido, foi elogiável a postura do Avaí quando Silas esteve ameaçado no Brasileiro. Mostrou brio e confiança no treinador.

Mas a permanência de Ramirez seria a certeza de que o JEC morreria na praia mais uma vez. Ele tem prazo de validade que vence antes do final dos campeonatos.

Ah, mas o JEC então vai retomar o bom caminho? Não tenho bola de cristal, veremos quem assume para dar um veredicto.

Particularmente, acho que se o tricolor não retomar o direito pelo segundo jogo da final em casa, o que está bem difícil, não leva o caneco.

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Leão tira Figueira da ponta

Avaí 100% amplia liderança geral


O Leão foi a Chapecó e mostrou que não vai deixar o título do returno escapar facilmente ao aplicar 3 a 1 na Chapecoense e manter 100% no returno. 

Segue valorizando e justificando a condição de favorito. O Figueira, pelo desempenho ontem, será o perseguidor e o Metrô depende muito do resultado de amanhã. O Verdão, de forma incrível, luta contra o rebaixamento.

Na classificação geral, o Avaí abre 6 pontos para Joinville, Figueirense e o Metrô, que ainda joga.

Chapecoense e Avaí é sempre aqueles jogos para serem disputados na raça, na vontade e, em terceiro plano, na técnica. É característica histórica de ambos, times de brio, de raça, de pegada.

Some a isso alguns ingredientes importantes do jogo. A liderança em jogo para o Avaí e, mais ainda, tentar tirar o Figueira desta condição no returno. Para o Verdão, renascer na luta por vaga entre os quatro do returno e ter tranquilidadade  para pensar só em Copa do Brasil.

O primeiro tempo teve um Avaí sempre mais perigoso até marcar seu gol. Depois, aceitou a reação do Verdão.

A melhor chance de gol já havia sido do Avaí, Leonardo errou com o gol escancarado. Se redimiu parcialmente (já que poderia ter encerrado a etapa com um 2 a 1) com o gol, aos 19 minutos.

Em ambas as jogadas, a importante presença de Sávio.

A Chapecoense cresceu, teve a chance de empatar, em pênalti bem marcado, até infantil, cometido por Rafael. Badé bateu sem consistência e Zé Carlos, atento, fez a defesa.

Mas a bola parada é a força da Chapecoense. Aos 40 minutos, o zagueiro Filipe subiu para empatar o duelo.

No segundo tempo, quem com ferro fere…eis que Emerson, o capitão foi lá e, de cabeça, garantiu o segundo gol antes mesmo do jogo pegar fogo.

Depois foi aquela configuração normal de um time desesperado como a Chapecoense, que via o Brusque vencer e abrir três pontos de distância.

Teve bola na trave de Cazarine, aos 15 minutos, e algumas jogadas aéreas perigosas, mas o Avaí conseguiu segurar a bronca.

Mais que isso, ainda perdeu boas chances de ampliar diante de uma Chapecoense confusa e pouco objetiva. E mereceu o terceiro gol, marcado por Roberto.

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Goleada saúda novos ares alvinegros

Os menudos do Scarpelli dão show.        Foto: Ricardo Duarte

E o Tricolor desaba no returno

Novos ares já assumem o Scarpelli e não falo do vento Sul geladinho começando a despedida do Verão. Há evolução em termos administrativos e esportivo também. A cúpula que vai assumir o clube, no lugar da Figueirense Participações, estava em peso neste clássico. Isso fora de campo.

Dentro do tapete verdinho, um time muito bem armado por Márcio Goiano - este invicto no comando do time - estabeleceu-se na primeira posição (mesmo que esta dependa da rodada de amanhã) com uma importante goleada de 3 a 0 sobre o JEC.

Este é o terceiro clássico que o time de Goiano enfrenta sem perder (encarou Avaí e Criciúma também). Confirma uma evolução e maturidade do grupo alvinegro de um lado; de outro, a famosa desmobilização que normalmente ocorre em times que vencem o turno.

Quanto ao tricolor do Norte, vemos o fim da validade de Ramirez, como costuma acontecer com este técnico. E, amigos, vale o aviso: ou cria um fato novo, ou quem chegar para a decisão, vindo desta etapa, leva o título.

Tínhamos uma configuração tática bastante interessante para este duelo. Os dois técnicos, pelo menos no papel, vieram “abertinhos”. O JEC com Lima, Chris e Leandro Costa; o Figueira, com jogadores de movimentação como Juninho, Lucas, Firmino, Douglas e William.

Como o JEC perdeu antes dos 10 minutos o Carlinhos Santos, entrando o “odiado” pelos alvinegros César Prates, ficou mais “faceiro” ainda.

Mostrando que Márcio Goiano, dentro de suas carências, pensa muito bem o time, vimos um Figueira bastante dinâmico. E um JEC estocando de vez em quando, sempre com algum perigo graças à conhecida deficiência em bolas altas do Figueira.

O garoto Lucas, já conhecemos, é realidade, jogou muito na etapa. Firmino está confiante, articulou muito bem.

No segundo tempo um prêmio aos garotos alvinegros. William inverteu papeis com Roberto Firmino, aos 11 minutos, deu passe milimétrico a Firmino, que espancou a bola, com precisão, fazendo o 1 a 0.

Se Firmino merecia o seu, Lucas também. Em jogada provocante, incisiva, invadiu a área, via ala, e estocou com pontaria perfeita, aos 23 minutos, decretando o 2 a 0.

Firmino não ficou satisfeito, ainda guardou mais um e garantiu a goleada.

Importante constatação que não pode deixar de ser destacada: Jeovânio voltou à ponta dos cascos. E, assim, é um jogador que pode assumir a responsabilidade sobre a meninada.

Que bom que fora de campo o Figueira esteja renovando os ares e dentro das quatro linhas haja o reflexo. Todos lucram, os torcedores alvinegros e o futebol catarinense.

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E os clubes aceitam

Enquanto esperamos a rodada do Estadual, vale uma reflexão sobre uma situação que está prejudicando os clubes mais estruturados e diz respeito à Copa SC.

Esta, a Copa SC, cuja tabela saiu agora à tarde, virou um segundo Estadual. Vale a mesma coisa, uma vaga na Copa do Brasil, outra na Série D.

Dei uma olhada rápida na fórmula, que envolve os mesmos participantes do regional e, para mim, não tem nada de Copa, que presume um mata-mata desde o início.

Na minha concepção é uma repetição do Estadual, com a fórmula ligeiramente diferente, o que é uma aberração.

Para completar a situação estapafúrdia, a competição vale uma vaga na Copa do Brasil e outra na Série D, o que penitencia times que disputam séries A, B e C. Estes terão que usar times mistos e, desta forma, equipes menos capacitadas estarão representando o Estado na competição.

O mais incrível é que os clubes compactuam com isso. Depois, não adianta vir reclamar. Basta ver este ano que o vice da Copa SC, o Metrô, é quem deve disputar como segundo representante a Série D, esvaziando a importância do Estadual.

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Show de horrores (partes II e III)

Era para ser alegria, mas virou sofrimento. Foto: Ricardo Duarte

O futebol só tem graça porque, de vez em quando, pinta a zebra. Ao contrário da NBA, da NFL, do tênis, onde times inferiores não vingam, onde a surpresa é quase um milagre, o discurso na Ressacada era de respeito.

Todos, das formiguinhas que moram nos vãos das arquibancas aos quero-queros que habitam o gramado, sabiam que o Avaí venceria. Só não se sabia se de goleada. O problema é que o tal respeito virou falta de tesão. Deu no que deu. Uma vitória de 3 a 1 para o azurra. Mal e mal deu para o gasto, com gol no finalzinho de Roberto.

A goleada até pintou com dois gols rapidinhos do Avaí. Mas, sem que eu encontre uma explicação mais racional, o Avaí diminuiu o ímpeto e conseguiu a proeza de, mesmo vencendo, ouvir algumas reclamações na saída do vestiário.

E não é que aos 10 minutos do segundo tempo o Juventus descontou? Guardadas as proporções, lembrei muito do jogo do Figueira.

Na Scarpelli, tivemos a primeira parte do show de horrores. Na Ressacada, a segunda parte.

O jogo estava horrível, o clima também. Pela primeira vez Sávio perdeu a paciência e demonstrou toda sua insatisfação ao ser substituído. Deixou o campo indignado, atirou copinho d’água no chão e fez cara feia para Chamusca.

Nem o gol de Roberto mudou o quadro. E dê-lhe vaias ao final, mesmo com a vitória. Estranho, não?

Na Baixada, show de horrores (parte III)

Na Baixada, em menos de 15 minutos já estava 1 a 1. O Tigre saiu na frente, numa falha do goleiro Paulo Sérgio. Rogério empatou. Depois, foi um jogo difícil de ver, de baixíssima qualidade técnica e quase sem chances de gol.

O segundo tempo foi mais sofrível ainda.

Olha gente, somando o jogo do Scarpelli, esta pelada de Ibirama e o jogo chatinho da Ressacada, confesso que vou dormir meio deprimido diante de tanto futebol de má qualidade.

Se for assim, R$ 5 pelo ingresso destes jogos já é um abuso. 

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Tormenta e tormento

foto Flávio Neves

Estive ontem na jornada da CBN e não consegui deixar minhas impressões sobre Figuerense 5 x 3 Brusque, as quais deixo registradas agora.

Jogo? Desculpem-me, mas presenciamos uma pelada. Um tormento para quem gosta de futebol, sob uma tormenta que castigou quase três mil honrados alvinegros.

Há muito eu não via uma equipe de futebol profissional proporcionar tantos “horrores” como o Brusque o fez. Zaga em linha, falta de criatividade, recursos técnicos limitados, jogadores pateticamente violentos. E o marketeiro Viola, uma piada ambulante. Incrível é que o Figueira consegue tomar dois gols dele e três deste time. Inacreditável.

Só não será rebaixado se a Chapecoense não deixar, o que terá sido um dos acontecimentos mais surpreendentes que eu já vi em futebol.

Bom, então por que o Figueirense não goleou ao natural e ainda passou sustos?

Porque o Figueira é absolutamente o mesmo time do primeiro turno. Não é azar o fato de Bilu e William sentirem lesões musculares. Wilson já estava fora por este motivo e outros jogadores importantes frequentemente desfalcam  o clube o que evidencia uma preparação física deficiente.

A equipe ficou fora das semifinais, logo teve tempo para descansar. Como volta com problemas físicos?

Bom, aí é aquilo que já sabemos. Sem Bilu, sem Wilson, sem o “achado” William, já sem Fernandes desde o início, com Jeovânio também “travado”, o que sobra são Coutinho e cia, o que é segurança de fortes emoções, mesmo contra um Brusque já descrito acima.

Ah, então o time é ruim? Sim, é. Individualmente tem alguns recursos, como o Lucas, o Firmino, o João Filipe, até Maicon e Jean Carioca podem ser citados com reservas. Mas o conjunto é um desastre. Um time fraco que está bem montado por Goiano. Este pensa bem a equipe, mas tem dificuldades durante o jogo, seja por falta de material humano, seja por algumas decisões erradas mesmo.

Mas somados os pró e contras, já que o goleiro Moreno é um desastre, Douglas não vinga, o próprio João Filipe ao unir-se com João Carvalho se complica no posicionamento pelo alto, Coutinho já falei, os atletas no banco não ajudam a mudar nada, enfim, o saldo fica bastante negativo.

Tudo isso somado a uma arbitragem ridícula, recheada de incapacidade técnica de José Acácio da Rocha (como este trio é escalado em finais de campeonato?), e a muita chuva, resultou numa partida maluca.

Fico imaginando o que vai ser Brusque x Juventus!

Até dá para o Figueira encarar o Joiville e possivelmente vencer, embora seja tecnicamente bem inferior, ainda mais com os desfalques que terá. Acontece que o JEC também está com o efeito desmobilizador e quase emborcou diante do Imbituba. O pênalti marcado por lá foi daquelas vergonhas do futebol.

Mas acho que a torcida alvinegra tem que torcer, mesmo, é para a nova diretoria encaixar, acertar a montagem do futuro time e, então, pensar em Série B. O Estadual tem tudo para ser este tormento.

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O jogo? Não, o post é sobre transição

Os colegas blogueiros Ney Pacheco e Tainha chamam atenção em seus blogs para o que seria uma “desinformação” da mídia em relação à transição política do Figueirense. (Clique aqui e lei post do Meu Figueira e aqui do Tainha).

Nas análises que tecem particularmente sobre colegas – sejam elogios ou críticas -, não entro na seara, já que, acho, não somos donos da verdade para julgar outros.

Em relação à necessidade de aprofundarmos os detalhes da transição, na discussão jornalística, acho que esta é válida. Concordo que o último pedaço deste imbróglio ficou a dever nos impressos – note que falo da imprensa escrita, já que no rádio os colegas tratam fartamente este assunto (se o enfoque não agrada, aí é normal da democracia).

Cito a última parte desta movimentação política porque, pelo menos no DC, e aí eu mesmo conduzi a série de matérias, tratou-se o “fim da Era Prisco” fartamente e até com exclusividade, e todos suas implicações com muita área editorial destinada (modéstia à parte, com alguma qualidade, bom conhecimento do clube e, garanto, excelentes fontes).

Os motivos que levaram a última cartada de Prisco a não ganhar o devido destaque (repito, na imprensa escrita e não no rádio) e que este aconteceu concomitante à fase decisiva do Estadual e aí é uma questão de espaço editorial. Ou se ocupa uma página  com a discussão inerente somente ao Figueirense, ou se destaca  a competição.

A opção foi por não descontentar outras nove torcidas envolvidas, dado ser um jornal estadual.

Mesmo assim, ao contrário do que acredita o Ney (cujo blog inclusive recomendo aos alvinegros por ter informações quentes), a questão não passa em branco, será bem trabalhada e esclarecida, pelo menos no DC, que também tratou bastante nos últimos dias da ascensão de Angeloni no Tigre e, agora, voltará sua atenção ao Figueira.

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Selenike bonitinha, mas ordinária

A selenike, esta que se encaminha à Copa, que só aparece no Brasil quando é obrigada a jogar Eliminatórias, esteve em campo na sua nova casa para um teste pré-Mundial. Maracanã? Algum estádio no Brasil? Não, no Emirates, do Arsenal, onde já proporciona seu quarto amistoso na Era Dunga.

Pois é, este time aí que não mexe mais com o imaginário do Brasileiro, que povoa só a área de marketing para venda de produtos, ancorado na popularidade do futebol, fez um 2 a 0 sobre a “poderosa” Irlanda.

Tirando um Adriano, que pirou na batatinha e voltou, e o Robinho, que cansou da reserva do Manchester City, teremos uma Seleção praticamente de “europeus” em campo na Copa, ou seja jogadores que temos contato pela ESPN e Sport tv e olhe lá.

Ao pensar que temos uns filipis mellos, uns josués para ficar no nível destes dois, sabendo que sobram melhores que eles aos magotes em times até de segunda divisão brasileiro, reforço minha sensação de que é perda de tempo comentar ou torcer por esta Seleção cuja carteira de identidade é estrangeira.

Me sinto mais próximo, mais íntimo da Seleção no Play Station do meu filho do que  às 17h (de Brasília) pela tela da televisão. Imagino que a grande massa brasileira nem tenha mais a noção do que seja torcer de verdade pela Seleção.

Porque até quando é no Brasil, o preço é tão seletivo, que só vai quem quer ver o espetáculo, fazer turismo, não torcer. Vemos pela tv um público frio, que nem sabe como incentivar, e meia dúzia de histéricas gritando por Kaká como gritam por astros de rock.

Nas arquibancadas do Emirates, sempre que houve um close, procurei um negro. Não vi nenhum. A “torcida” brasileira quase não tem negros lá. Certamente não tem pobres. Parte é de filhinhos de papai que lá fazem intercâmbio, parte de estudantes, parte de trabalhadores ilegais, parte de prostitutas e parte de turistas entre outros menos citados.

Este é o quadro em que está inserido este 2 a 0 desta tarde. Um time limitadamente real do Dunga, uma realidade virtual para 90% dos brasileiros. Uma vitória que merecia só gol contra a partir de uma jogada em impedimento. Pobres irlandeses, o que eles fizeram para a Fifa, hein?

Mas que teve uma jogada genial para nos lembrar daquele Brasil que aprendemos a gostar e que de vez em quando dá as caras, como no lindo segundo gol de Robinho.

Mesmo assim, mesmo com este lampejo, ainda é o futebol brasileiro de exportação, não mais aquele produto original. É um fast food, um produto embalado, cujo o gosto é tão insosso quando tudo que é feito para ser vendido em larga escala. Até simpatizamos, achamos legalzinho, mas não adoramos, não temos paixão.

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