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Posts na categoria "Outros assuntos"

Extremamente triste pelo racismo e pela forma distorcida como o fato acontecido na Arena é tratado

29 de agosto de 2014 7

Neste episódio racista ocorrido na Arena (clique aqui e saiba mais) não há dúvida que o ato em si é condenável. Mas acho lamentável a forma reducionista como o assunto está sendo discutido.

Primeiro, que fonte da agressão é um setor do estádio gremista plenamente identificado não só por racismo, mas por violências mis. Aí, vale lembrar que o Internacional tem uma torcida destas ditas “organizadas” também violentíssima. O próprio Santos, há pouco, teve uma torcida sua brigando nas ruas com uma do Corinthians. E assim vai por todos os estádios e torcidas do país.

O racismo é tão condenável quanto a violência. E a grande discussão é que o futebol não é mais um ambiente agradável. Diz-me quem és, dir-te-ei com quem andas. O futebol hoje não é mais alegre. Ele é depressivo, dinheirista, violento e atrai para o estádio gente assim.

Quando o futebol brasileiro resolver mudar, dirigentes buscarem valorizar a família e não organizadas, então episódios como este poderão dar lugar ao convívio dos bons.

Então, o futebol brasileiro, como a sociedade brasileira, tem a cara feia, o descompasso próprio de seu estágio evolutivo inferior.

Há torcedores gremistas de descendência negra, judia, alemã etc, milhares deles, que estão constrangidos com isso. Logo não é a instituição ou a torcida que é assim. É uma parcela lamentável de seus torcedores, ignorantes e detestáveis, que têm também em todos os outros times do Brasil. E como sabemos, no mundo todo.

Fixar-se em uma torcedora, em uma punição ao clube, é ignorar um estado doente do nosso futebol, esgota-se numa particularidade. Aliás, bem típico do Brasil, pouco maduro para discussões mais produtivas e consequentes. Passional e ansioso por vingança, não por soluções.

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O assédio a Geninho pelo Criciúma é imoral ou algo normal no futebol? As teses e minha opinião

25 de agosto de 2014 35

Como informou o colunista Roberto Alves, o Criciúma não perdeu tempo e ontem a noite mesmo já sondava o técnico do AVaí, Geninho para assumir o cargo que agora está vago. Aliás, informação exclusiva de outro colunista do DC, Rodrigo Faraco, que já adianta que o clube procurou Dorival Júnior. Este declinou por problemas de saúde na família. Então Celso Roth passa a ser a nova mira.

Como vemos, o DC está bem nessa área, se você nos lê, sabe sempre antes.

Pois bem, depois de levar Cleber Santana, tentar levar Geninho seria ético? Desmontar o que o Avaí construiu a duras penas?

Sim, porque a saída de Geninho seria equivalente a um terremoto em alta escala na Ressacada. Ruiria uma frágil construção de time, que em breve deve ganhar André Lima para fazer o que lhe falta no momento, abastecer o ataque.

Há duas linhas de raciocínio. A primeira é de que o bom relaciomento entre Avaí e Criciúma, histórico e notório, deveria ser respeitado neste momento. Mesmo que alguém na diretoria do clube tricolor não queira saber de Gilmar Dal Pozzo, que a torcida abraçaria sem problemas.

Pelo que consta, em informação de Rodrigo Faraco, o presidente Antenor Angeloni, em respeito ao Avaí, vetou a investida em Geninho hoje para manter o bom relacionamento em respeito a tese de cima.

Outra linha de raciocínio é a de que um time de Série A tem o direito de fazer proposta a um técnico de Série B, mesmo que seja Geninho, reconhecidamente de alto nível e que “está” na Série B, mas não “é de Série B”.

Deste episódio todo, vale a excelente postura de Geninho, que não aceita ouvir propostas de times que tinham técnico (o anúncio oficial foi só hoje).

Falei de duas teses, mas não posso encerrar o post sem a minha opinião. Acho que o Tigre tem o direito de fazer a proposta, sim, é do mundo dos negócios, quem pode mais chora menos.

Contudo, se fosse o Geninho, não aceitaria: o Criciúma já provou, por A + B, ser um cemitério de técnicos, é o cargo mais instável do país, talvez do Planeta!

Agora, se o nome for Dorival Júnior, parabéns! Excelente aposta

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Um duelo pessoal entre pessimismo e realismo na nova Era Dunga frente à Seleção Brasileira

22 de julho de 2014 9

Estou numa cruzada pessoal contra o derrotismo, contra a má vontade, contra o preconceito. Como disse é pessoal. Por quê? Porque recentemente um blogueiro me alertou para o que ele identificava nos meus posts uma visão muito pessimista do futebol como um todo.

E eu dou bola, dou muito valor ao que pensam os que me leem. Principalmente aqueles que se dignam, neste espaço, a interagir e me dão o prazer, o privilégio, a alegria e a responsabilidade de usar o meu espaço para se manifestar.

E não são poucos. Este blog coleciona 159.457 comentários, quase 160 mil portanto, até a publicação deste post.

São 160 mil pensamentos do leitor postados aqui.

Quando eu recebi a advertência do blogueiro quanto ao meu suposto pessimismo, a motivação fora por criticas à Seleção durante a Copa, mesmo diante das vitórias que aconteciam até a tragédia diante da Alemanha.

Este mesmo leitor (ele publicou mensagem depois) reconheceu que eu tinha razão em estar preocupado com a Seleção. Foi logo depois dos 7 a 1, ele “deu o braço a torcer”.

Mesmo assim, mesmo vendo que eu tinha razão em não me deixar levar pelo otimismo “plantado” eu percebi que dá para ser crítico sem pregar o caos. Dá para criticar de forma pro-ativa, visando a melhorar.

E com este espírito eu vejo a nova “Era Dunga”.

Calcado nos mais de 20 anos de crônica esportiva que eu tenho, todos os sintomas, todas as informações que coletamos e reunimos levam a crer que estamos dando murro em ponta de faca.

E o porque é óbvio: levamos uma surra dos alemães não por um episódio isolado, mas por um contexto.

Mais que uma safra ruim de jogadores, temos uma estrutura dilacerada no nosso futebol.

Basta responder algumas perguntas:

- Combatemos a violência de torcidas? Absolutamente não.

- Temos qualificação técnica em nosso campeonato? Jogos chatos e sem criatividade e sem inovação são a tônica.

- Temos nova safra de técnicos? Sempre os mesmos girando por aí.

- Temos um mercado aquecido? Não, perdemos jogadores por um picolé e uma mariola.

- Temos um sentimento de brasilidade? Zero. A torcida que vai ao estádio nos jogos do Brasil é modinha, coxinha, mal-educada. E nossa casa virou a Inglaterra por motivos contratuais.

- Produzimos novos talentos? Pouquíssimos e os que aparecem não esquentam nosso mercado, vão para o exterior.

- Temos calendário? Não, há uma adaptação à Europa, logicamente para favorecer empresários.

- Temos jogadores inteligentes e unidos por melhores condições de trabalho? Ainda não, embora surja um movimento ainda incipiente. O que ainda impera é o interesse individual.

E, por fim, temos perspectivas de mudança? Acabamos de descobrir que um 7 a 1 numa Copa em casa não foi suficiente. Não sabemos nem se a não-classificação para uma Copa será suficiente, caso venha a acontecer a mudar.

E, diante de tudo isso devo ser pessimista?

Não, apenas realista. Sigo nesta cruzada pessoal contra o pessimismo. Vou observar este trabalho do Dunga.

Com todas estas questões em mente, mas sem pré-julgar. Esperando mais fatos para derrubar os citados acima, ou simplesmente acrescer novos fatos para o que parece ser a derrocada final do futebol brasileiro.

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Situação complicada e constrangedora do Avaí fora de campo. Medo do Brasil pós-Copa

02 de julho de 2014 7

Já havia feito um post lembrando que o efeito colateral destes jogos sensacionais que estamos acompanhando na Copa poderia ser uma depressão pós-Copa.

O dia sem jogos, hoje, já deu um sentimento de vazio na maioria das pessoas com quem falei.

E este episódio de o Avaí atrasar o pagamento de salário (clique aqui e confira) só vem reforçar a percepção de que teremos um pós Copa complicado.

Sabemos da dificuldade do clube, mas é uma relação trabalhista como outra qualquer. E os atletas deixarem de treinar por não estarem “com cabeça” como disse o Chico Lins é triste, na realidade.

Um time de Série B, que já esteve na Série A, que é “grande” em seu Estado não poderia passar por desgastes como este.

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Hoje teve Copa, se serve de termômetro...

03 de junho de 2014 0

Não dá para falar taticamente. Um jogo com o Panamá não é medida para nada, os jogadores não colocam o pé (e nem devem). O que vale é a movimentação.

Tecnicamente não precisa nem dizer nada, a qualidade do Neymar é óbvia, o acerto na convocação também.

O que valeu como observação para mim deste jogo da Seleção é que, pelo menos em Goiânia, os brasileiros mostraram querem participar da Copa.

As manifestações no hotel foram pífias. E o público no estádio participativo e incentivando.

Então, se depender de hoje, vai ter Copa…

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Sem festa para abrir Brasileiros das liminares, estádios inacabados e da Copa vergonhosa

18 de abril de 2014 12

É impossível não notar, não destacar, não chamar atenção. Incrível como nossos maiores produtos, nossos grandes campeonatos darão a largada no dia de hoje absolutamente sem nenhum tipo de jogo inaugural, de solenidade. Tratam a competição como se estivesse acontecendo há meses.

Pior, para agravar, em ano de Copa do Mundo, os campeonatos (séries A e B) começam com liminares, com a CBF desesperada na Justiça para garantir jogos, vítima de sua própria teia confusa de articulações no STJD.

Até jogo adiado na Copa do Brasil (do Avaí) por falta de passagem aérea tivemos. Em ano de Copa do Mundo! Repito: jogo que muda de data por falta de passagem aérea? Não é o caos, a perda do controle?

Arenas inacabadas, ou mal acabadas, nenhuma obra no entorno urbano sequer em fase de finalização, criminalidade em alta, insegurança para ir ao estádios maior ainda, ingressos caros, dirigentes patéticos, qualidade duvidosa dos times…

Enfim, começa o Brasileiro. Maltratado produto que não sei até quando a população vai engolir do jeito que lhe é empurrado goela abaixo.

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Agora é o Icasa, e a palhaçada do tapetão não tem fim no futebol brasileiro, ninguém mais aguenta

15 de abril de 2014 102

Para completar a palhaçada, eu só estou esperando um daqueles anúncios estapafúrdios: jogaremos o Brasileiro com 22 clubes! Ou joga-se com 18 times. Ou viradas de mesa para subir um e descer outro. Ou qualquer outra baboseira que seja forjada em tribunais.

Já estou esperando nos comentários aqueles que vem com o papinho que, se está na Lei, tem que cumprir. Aí o cara vai ver a tal lei, tem 40 interpretações da mesma. E o futebol, que tem de ser validado em campo, fica sendo discutido com liminares.

Falo, claro, do Icasa tentando entrar na Série A, ameaçando a permanência do Figueirense, e abrindo nova batalha jurídica na Série A.

O torcedor brasileiro está de saco cheio. O povão, aquele que queria pão e circo, não vai mais aos estádios, está sem dinheiro para tal.

E quem tem dinheiro, também não tem mais paciência de gastar em bagunça. Paixão tem limites. Por mais que se ame um time e o futebol, dinheiro não é capim. E gastar uma grana para ver seu time prejudicado em tapetão, ou sofrer com violência, o cara acaba partindo para outra diversão.

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Confira o Hino da Copa do Mundo, que vazou antes da hora, e que eu achei uma vergonha para o Brasil

08 de abril de 2014 33

Abaixo está o vídeo com o Hino da “nossa” Copa do Mundo, que vazou. Para ler mais veja o blog Contracapa (do Jornal de Santa Catarina). De minha parte, estou tentando fazer um esforço de outro mundo para ver as coisas boas da Copa do Mundo aqui.

Mas escute a música abaixo, brasileiros. Trata-se de uma música com a sonoridade do rapper Pitbull, absolutamente sem conexão com nossa cultura. A Claudia Leite tem participação pífia. E os ritmos inserinos são latinos, mas sem brasilidade.

O tal Fuleco já era de doer. A condução dos estádios de chorar. E a música de se espantar. Meu Deus!

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Árbitro Margarida vira cataúcho em homenagem aos irmãos vizinhos. Confira o vídeo

07 de abril de 2014 3

Recebo este e-mail do Clésio Moreira do Santos, o Margarida. Diz ele no e-mail que trata-se de uma homenagem a este blogueiro.

Enfim, para descontrair depois das finais do último domingo e para aliviar o espírito na overdose de futebol que vem por aí com Copa do Brasil e a grande decisão, então publico o vídeo bem-humorado.

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Decidir no sábado se haverá jogo na Arena entre Figueirense e Joinville? Deste Brasil eu não gosto

05 de abril de 2014 9
Difícil analisar os termos que levam o MP a requerer a interdição da Arena Joinville sem ter acesso ao documento (confira matéria aqui). Mas impossível não relembrar de toda a confusão que houve no episódio recente envolvendo Atlético-PR x Vasco.
 
Gosto muito quando o cidadão é protegido. Por este motivo sou fã incondicional do Ministério Público, seja na esfera que for.
 
Mas detesto quando picuinhas e corporativismos estão acima do bem comum. E viu-se no episódio que cito uma lamentável briga de beleza entre Polícia Militar e Ministério Público.
 
O Estado de direito, que segue as leis, é fundamental para a vida em sociedade. O Estado de direito, que usa as leis conforme conveniência, é o alimento da burocracia e do Estado inchado que mina, pouco a pouco, a democracia.
 
Como disse, não sei se o MP está se vingando do desgaste de sua imagem provocada recentemente, ou se age na defesa do cidadão. Só sei que, decidir num sábado se a Arena pode sediar a final, cheira muito a casuísmo. Afinal, a tabela do Catarinense está pronta há muito.
Apenas ressalto, e entendam como quiserem, o que aconteceu com os envolvidos nas brutalidades praticadas naquele jogo no final de 2013? (clique aqui e relembre). Facilita você cruza com deles aí pela rua.
 
Outra: se não puder jogar a final agora, pôde antes, durante todo o campeonato?
 
Repito: cheiro de casuísmo no ar.
 
Lamentável.
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