Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Outros assuntos"

Diferencial é a Internet. Governos não sabem lidar com ela como não sabem tratar com o povo

18 de junho de 2013 9

Esta a manifestação que fiz no DC de hoje, junto ao farto material da cobertura fantástica que o offline e online estão fazendo deste momento histórico. Compartilho com vocês:

"Quando estudante universitário, fui às ruas junto ao movimento Diretas Já. O Brasil, à época, estava uma bagunça econômica, social e política. Participava de grandes passeatas, via o povo nas ruas, e me sentia frustrado ao abrir jornais e assitir TV sem ver aquele esforço popular refletido nos noticiários.

Não havia internet popularizada, muito menos redes sociais naquela década de 1980. Depois os cara-pintadas, num cenário de caos econômico, foram os heróis dos anos 1990. Observei orgulhoso um presidente cair, mostrando que a união do povo é legítima e incontrolável.

Agora temos multidões novamente nas ruas. Não é pelo aumento de R$ 0,20 nos ônibus, mas por uma insatisfação absolutamente desesperada ante à desigualdade. E os governos, como sempre, tentaram conter à força os movimentos no nascedouro. Só que agora, com as redes sociais, não há mais como conter a organização do povo.

Eu cansei nos anos 1980 da injustiça e usei minha juventude, Como jornalista esportivo, agora, cubro uma nova reação popular. E percebo que o futebol fez bem ao Brasil por nos dar alegrias dentro de campo e, fora dele, abrir nossos olhos para uma realidade, um contraste precipitado com os gastos para a Copa do Mundo.

Aqui em BH, caminham pelas ruas estudantes, policiais civis, comerciantes e até donas de casa em meio à multidão. Aposto que as multidões em outras cidades seguem o mesmo caminho. O dia que amanhece hoje não será um dia qualquer."

 

Bookmark and Share

Convulsão social ou oportunismo político. O difícil cenário em meio à Copa das Confederações

14 de junho de 2013 24

Que as coisas estão sem controle no país não é de hoje, nem de ontem. Faz uma década que, passado os anos de ouro do "milagre" da transformação de uma classe pobre em classe "apta" ao consumo, que uma outra realidade estava latente: o despreparo de um país em suas bases de infra-estrutura e sociais haveria de cobrar um preço.

Começou a cobrança.

Qual base a mais atingida? A educação, principalmente, é um caos, milhões de excluídos, outros milhões de incluídos mas com um nível altamente precário e uma parcela altamente elitizada com acesso ao alto nível de ensino e, o que pior, fazendo mau uso dele.

Mas há outras bases destroçadas, muitas delas fruto justamente da falta de educação ou altamente potencializadas pela negligência nessa área.

A que mais salta aos olhos é a segurança pública. Dos milhões de excluídos, alguns milhares optam pela bandidagem. E dos muitos com acesso ao dinheiro, alguns milhares também optam pela bandidagem (políticos, empresários, funcionários públicos, jornalistas, advogados,economistas, médicos, engenheiros etc). Este conjunto eclipsa a maioria (até então silenciosa, não sei começa a deixar de ser) de pessoas de bem. E faz gato e sapato do nosso Brasil.

E ficamos reféns da violência, da saúde elitizada, da mobilidade urbana caótica, de uma economia perversa.

Em meio a este cenário, eclodem, a partir do Movimento Passe Livre, manifestações em todo o país que se parecem muito com as que vemos na Turquia e em diferentes partes do mundo (Grécia, México, países árabes e alguns africanos).

E o momento da Copa das Confederações, em que o mundo voltará seus olhos para o Brasil, está propiciando uma intensificação das hostilidades nas ruas.

E aí, pelo menos eu, ainda não consigo uma leitura do cenário que me permita determinar (suspeitar podemos) se temos como determinante um oportunismo político-partidário em cena, ou se temos, realmente, o povo descobrindo sua força, alguns destes do "povo" talvez já conscientes de que tem muito pouco a perder e que vale a pena arriscar sua integridade física em protestos. Até porque ela já está ameaçada ao natural no ambiente onde vive, então ele se sente à vontade ameaçado!

Que a violência policial nestas manifestações é exagerada não precisa ser nenhum gênio, que ela reflete a prioridade dos nossos políticos também não precisa ter estudado em Harvard para entender. Que há um pouco de oportunismo de interessados está muito fácil de perceber.

 

Bookmark and Share

A ausência de Marquinhos para receber o prêmio é atitude desrespeitosa com os colegas de profissão

20 de maio de 2013 54

Da mesma forma que criticamos veementemente a ausência do Figueirense no ano passado, e exaltamos a coragem do goleiro Wilson e confrontar quem teve aquela atitude desrespeitosa, agora combatemos mais um senão. Marquinhos Santos foi escolhido o "craque" do campeonato, mas não compareceu à entrega dos prêmios.

Bom, na minha opinião, este campeonato não teve um craque, como se entende a palavra.

Mas, se tivesse alguém para receber esta denominação, até poderia ser Marquinhos, que carregou o Avaí nas costas, mostrou qualidade e constância dentro de campo. Mas, fora dele, deixou a desejar. E, como craque tem que dar exemplo dentro e fora de campo, ele pisou na bola.

No mais, muitos prêmios para o Tigre, justíssimo (clique aqui e veja a matéria).

Vadão, como técnico, Paixão, como preparador, e Heber, como árbitro, tudo muito justo. Parabéns aos votantes e ao Instituto Mapa.

Bookmark and Share

Os públicos do Condá e do Heriberto Hülse vão revelar verdades sobre o momento regional

02 de maio de 2013 27

Se tivermos acima de 16 mil torcedores no Heriberto Hülse, como está previsto acontecer, e superar os 12 mil torcedores no Condá, como a direção da Chapecoense estima, então Chapecó e Criciúma terão mostrado à Capital que estão num melhor momento em termos de motivação.

Mais ainda. Se estes dois caldeirões estiverem no nível que costumam estar em dia de decisão, ouso dizer que a vantagem vira favoritismo.

E, no caso do Tigre, mesmo com a desvantagem no placar.

Agora, favoritismo não ganha jogo. As vezes, até atrapalha quem entra em campo ostentando esta condição.

Bookmark and Share

Uma reflexão sobre as baixas médias de público das fases iniciais do Catarinense

24 de abril de 2013 47

Enquanto aguardo o jogo do Avaí pela Copa do Brasil para um post, faço pequena reflexão sobre a média de público do campeonato.

Não é possível que joguemos dois turno de campeonato só para chegar às semifinais e, então, ter estádios cheios.

É uma vergonha o Criciúma, na Série A, ter uma média tão baixa. Isso porque encheu o estádio nas rodadas finais. O Tigre tem mais de 10 mil sócios e, se eles não vão aos jogos, é porque o produto não ajuda.

Quatro dos 10 times têm menos de 1 mil pagantes em média.

Conclusão: tem que ter menos times, e uma fórmula diferente.

Agora, quanto aos números em si, está claro que a dupla da Capital tem de rever conceitos. E, principalmente, o Figueirense.

Este divorciou-se de sua grande massa. Não há dúvida em relação a isso. Porque fez campanha boa, tanto que classificou-se.

  1. Criciúma – 6.982 (62.842 em 9 jogos)
  2. Joinville – 6.403 (57.623 em 9 jogos)
  3. Avaí – 4.535 (40.817 em 9 jogos)
  4. Figueirense – 4.235 (38.117 em 9 jogos)
  5. Chapecoense – 2.554 (22.986 em 9 jogos) 
  6. Metropolitano – 1.667 (15.003 em 9 jogos)
  7. Atlético – 978 (8.804 em 9 jogos)
  8. Juventus – 909 (8.180 em 9 jogos)
  9. Guarani – 739 (6.652 em 9 jogos)

10.  Camboriú – 536 (4.821 em 9 jogos)

Bookmark and Share

Figueira baixou os ingressos para recuperar o apoio e a intensidade da torcida alvinegra

22 de abril de 2013 50

A decisão da diretoria de baixar o preço dos ingressos para R$ 20 (inteira) e R10 (meia) tem um objetivo bem claro: lotar o Scarpelli para ajudar o time contra a Chapecoense. Esta é a constatação simples.

Mas há um significado que cerca esta atitude. E ele teve como sintoma a indisposição do técnico Adilson Batista com aquela meia dúzia de chatos que ficam no setor A. Ou seja, há uma frieza de parte da torcida, que praticamente só assiste ao jogo. E os que se manifestam, o fazem para vaiar e não para apoiar. Pelo menos no Setor A.

Porque, nos outros setores, a galera apoia o time, mas como tem ido em baixo número, não há pressão sobre o adversário, nem estímulo ao time. 

Revisão de conceito

Ao baixar o ingresso, a diretoria alvinegra reconhece que só pode lotar o estádio com preços mais atraentes. Então, abre espaço para um pleito que este colunista defende há muito tempo: um setor popular, diferenciado dos sócios. Poderia ser o setor D no Scarpelli, no Avaí uma das curvas, enfim, um local que pulsaria com o povão e devolveria o clima legal nos estádios da Capital.

Porque o que temos visto é lamentável. Praças vazias e sem emoção.

 

Bookmark and Share

Avaí com torcida igual ao Coritiba? Polêmica pesquisa da Pluri para a região Sul traz ainda Figueira e Criciúma e exclui JEC

15 de abril de 2013 93

O blog sempre posta as pesquisas de torcidas publicadas. No caso desta da Pluri (clique aqui e confira os dados), eu esperei a divulgação oficial da empresa, uma vez que o Globo.com antecipou, mas não havia a divulgação oficial.

Por que esperei? Porque me intrigou o fato de o Avaí aparecer com percentual igual ao do Coritiba, algo que me parece muito difícil e dá margem a duvidar da metodologia usada.

Afinal, pelo tamanho de Curitiba, e pela presença do clube em outras pesquisas como Datafolha e Ibope, não dá para entender este resultado.

Mesmo assim, mantendo a tradição, estão aí os dados para discussão.

A metodologia diz que a amostra compreende 21.049 entrevistados, acima de 16 anos e garante que a margem de erro é de 0,68%.

O Avaí está à frente com 2,4%, contra 2,2% do Figueira e 1,4% do Tigre. Os demais não aparecem no Top 15. Confira a lista:

 

NÃO TORCEM PARA QUALQUER CLUBE 18,4%
1 GRÊMIO 18,9%
2 INTERNACIONAL 16,4%
3 CORINTHIANS 10,3%
4 FLAMENGO 4,9%
5 SÃO PAULO 4,6%
6 PALMEIRAS 4,5%
ATLÉTICO PARANAENSE 4,5%
8 SANTOS 2,9%
9 AVAÍ 2,4%
CORITIBA 2,4%
11 FIGUEIRENSE 2,2%
12 VASCO 1,5%
13 CRICIÚMA 1,4%
14 FLUMINENSE 1,0%
OUTROS CLUBES 3,9%

Bookmark and Share

Paraná pensa Sul-Minas pelo ranking. Problema é que Joinville ficaria de fora

06 de abril de 2013 32

O post que fiz aqui e rendeu ótima discussão entre os blogueiros foi oportuno (clique aqui e relembre a postagem). Até porque um forte movimento paranaense deu start às negociações para o surgimento de uma Sul-Minas. Aliás, já com o apoio dos clubes mineiros, veja abaixo no post link para matéria.

O problema para SC é que o modelo foi baseado no ranking da CBF, com quatro clubes de cada Estado, e nesta condição o Joinville ficaria de fora, entrando a Chapecoense, junto a Figueirense, Avaí e Criciúma.

Sabemos que o tricolor do Norte ficar de fora, para nós, no Estado, é uma aberração.

A proposta inclui rebaixamento e substituição via Estadual.

Tirando a questão do JEC, me parece que a conversa estimulada desde o Paraná nasce com critérios interessantes.

Veja matéria da Gazeta do Povo clicando aqui.

Veja matéria no Paraná Online, mostrando que mineiros estão apoiando. (clique aqui)

Lembrando que estou no Facebook com minha Fun Page (clique aqui), tenho o @castija no Twitter (clique aqui) ou via e-mail podemos conversar (marcos.castiel@diario.com.br)

Bookmark and Share

Ou elimina o time e prende os bandidos, ou é perda de tempo discutir violência no futebol

21 de fevereiro de 2013 12

Só tem um jeito
A violência na Inglaterra, provocada pelos hooligans, só parou quando deu cadeia. E prisão pesada. Os baderneiros foram trancafiados sem dó, inclusive com legislação específica. Pronto. A partir disso, outras medidas foram tomadas, mas a principal foi essa: punição severa.

Eliminação do time
E quando se decidiu pela punição severa? Quando os clubes foram retirados das competições. Então, clubes punidos, partiu-se para uma ação mais concreta.

Quando vai funcionar?
No Brasil? Só quando houver punição severa a clubes e torcedores. Como está longe disso acontecer no futebol, porque não acontece em nossa sociedade (basta ver a bandidagem ditando as regras), então apenas assistimos a tudo impotentes.

Eliminar o Corinthians
Uma hora, alguém vai ter que ser o bode expiatório. Poderia ser o Corinthians agora, com a morte deste torcedor. Ou qualquer outro dos grandes brasileiros com vastos casos de negligência à disposição. Mas a proximidade com a Copa vai manter o teatro armado, não há dúvida.

Bookmark and Share

Coluna DC - 20/02

20 de fevereiro de 2013 0

Enquanto aguardamos o jogo do Tigre para um post, disponibilizo parte da minha coluna do DC de hoje aqui no blog. Lembrando que estou no Facebook com minha Fun Page (clique aqui), no Twitter (clique aqui) e meu e-mail é marcos.castiel@diario.com.br. Até mais à noite:

Poderosas

Estou ansioso para ver os jogos do WTA em Florianópolis. Não é sempre que se vê as feras internacionais do tênis feminino. São jogos interessantes, cadenciados e técnicos. Acompanhei de perto alguns deles nas olimpíadas de Pequim e de Londres e garanto ao público catarinense: não se deve perder esta oportunidade criada pela proximidade. Algumas são lindas, outras são fortes, outras encantam pela técnica. Abaixo, a banheira de onde Venus Williams vai mirar a Beira-Mar Norte.

 

Melhorou

O time do Sindicato dos Atletas havia levado 9 a 0 num treino diante dos reservas do Avaí. Ontem, venceu por 4 a 3 os reservas do Figueirense.

 

Goiano

O técnico está na justiça contra: Figueirense, Goiás, Atlético-GO e Criciúma. Ufa!

 

Importância oculta

O jogo adiado da sexta rodada, entre Criciúma e Guarani, pode não valer nada na luta pelo turno, porém, é fundamental no acúmulo de pontos. Os dois times têm máximo interesse. Técnico pode cair.

Bookmark and Share