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Posts na categoria "Outros assuntos"

Parabéns pela coragem e exemplo de Santa Catarina: finalmente as Organizadas estão banidas

14 de outubro de 2014 28

Parabéns, Federação Catarinense de Futebol! Parabéns, Ministério Público de Santa Catarina. Parabéns, Polícia Militar de SC.

Finalmente uma decisão concreta em relação aos bandidos que habitam as torcidas organizadas.

Até a final do Estadual de 2015 as cinco torcidas com o histórico mais violento estão fora. Gaviões, Mancha, União, Fúria e Jovem de Brusque estão banidas.

E outras menos votadas que fiquem espertas. A decisão vale para fora do Estado também.

Uma atitude de coragem. Dura. Necessária.

Um começo para devolver o torcedor de bem aos estádios.

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Dirigente que ainda apoia torcida organizada vai se arrepender amargamente no futuro

06 de outubro de 2014 3

Com tudo o espetáculo lamentável que temos visto ultimamente, ainda vislumbramos aqui e acolá dirigentes de clubes brasileiros em cima do muro ou, o que é pior, até apoiando as torcidas organizadas.

Com todos estes episódios rolando, morte de torcedor inocente, farta lista de envolvimentos policiais (clique aqui e confira matéria do DC relembrando casos) é de admirar que os presidentes de clubes ainda não tenham, por exemplo, o posicionamento firme que o Cruzeiro tem (clique aqui e veja posição do clube). O próprio Grêmio impôs sanções a sua influente Geral (clique aqui e veja as condições).

No episódio de Goiânia, envolvendo briga violentíssima de torcedores de Goiás e Figueirense, todos estavam de cara limpa.

Absolutamente não temem ser filmados. Sabem que nada acontecerá. E nada acontecerá, mesmo.

Impressionante que já está liberado até tentativa de assassinato que fica tranquilamente na conta do nada vai acontecer.

Impunidade total. São perdas de mando de campo aqui, acolá. Até que mais uma morte ocorra. Aí vem punições mais severas. Mas os autores das brigas seguem frequentando os estádios. Seguem soltos.

E os dirigentes são sim responsáveis. Pois não proíbem a entrada no estádio de organizações que abrigam estes marginais.

Sei que 90% ou mais dos integrantes são do bem. Sei das ações sociais. Mas a organização não consegue se livrar dos bandidos.

E estes já estragaram o futebol brasileiro.

Repito: não sei como pais conscientes ainda levam filhos aos estádios. Quando não é dentro, é fora o perigo. Deixou de ser um ambiente familiar, sadio e alegre.

O dirigente que não acordar para a realidade ainda vai pagar esta dívida social por omissão.

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Morte do torcedor do Avaí: a bad vibe que mata também o futebol brasileiro

24 de setembro de 2014 29

Vamos aguardar a investigação da polícia civil sobre este episódio que resultou na morte de um torcedor do Avaí na volta do Paraná.

Ainda não se pode falar em violência entre torcidas, embora a Polícia Rodoviária Federal trabalhe com esta forte hipótese. Afinal, não é um local com histórico de assaltos.

E as imagens mostram muito, inclusive com a comemoração após perceber o sucesso do ataque.

Não há mais o que se falar sobre estes assuntos. O número de casos é extenso de violência, disseminado, atinge torcidas organizadas de todos os clubes.

Enquanto as autoridades forem reativas, não agirem preventivamente, o torcedor de bem fugirá cada vez mais dos estádios.

Estádio de futebol, hoje em dia, é um lugar com uma vibe ruim. Xingamentos, palavrões, uma energia péssima.

Agora o deslocamento para os estádios virou caminho de morte.

Pobre futebol. Você tem coragem de levar seu filho em grandes jogos?

Eu não.

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Lamento que quem ateou fogo à casa de envolvida em racismo não terá o mesmo rigor no julgamento da nossa sociedade

12 de setembro de 2014 15

Assim que aconteceu o caso de racismo no estádio do Grêmio publiquei um post alertando: individualizar a questão muitas vezes é pior que o ato racista em si (clique aqui e leia o post).

Eu previ e aconteceu: demonizaram a menina. E a questão virou uma caça ao “monstro”. Que a menina precisava e deveria ser punida não há discussão. Já o clube eu questiono, mas aceito quem pensa em contrário.

Agora, colocaram fogo na casa da menina (clique aqui e confira). Pode? Isso não é tão pior quanto o ato em si.

Mas nossa sociedade aceita a olho por olho, dente por dente. Basta ver o CTG recentemente queimado em relação ao casamento Gay. O garoto gay assassinado em Goiânia, com direito a bilhete racista. E centenas de casos que não tiveram tanta repercussão porque não foram num estádio de futebol.

E eu pergunto: quando a torcida chama o auxiliar de “bandeira v…” ou árbitro de “fdp”, não há um assédio nisso?

Somos hipócritas. Involuídos. Devolvemos violência com violência.

Insisto em acreditar que a bondade gera bondade, mas o quadro social brasileiro em especial (mas o mundo não é diferente) nos diz que a raça humana está perdendo o jogo para sua estupidez.

As autoridades terão o mesmo empenho em solucionar este caso de incêndio? Vão a fundo? Tem envolvimento com torcidas organizadas, com grupos justiceiros, com o quê?

As eleições logo ali, e o Brasil se desmantelando. Estaremos de pé até lá?

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Extremamente triste pelo racismo e pela forma distorcida como o fato acontecido na Arena é tratado

29 de agosto de 2014 26

Neste episódio racista ocorrido na Arena (clique aqui e saiba mais) não há dúvida que o ato em si é condenável. Mas acho lamentável a forma reducionista como o assunto está sendo discutido.

Primeiro, que fonte da agressão é um setor do estádio gremista plenamente identificado não só por racismo, mas por violências mis. Aí, vale lembrar que o Internacional tem uma torcida destas ditas “organizadas” também violentíssima. O próprio Santos, há pouco, teve uma torcida sua brigando nas ruas com uma do Corinthians. E assim vai por todos os estádios e torcidas do país.

O racismo é tão condenável quanto a violência. E a grande discussão é que o futebol não é mais um ambiente agradável. Diz-me quem és, dir-te-ei com quem andas. O futebol hoje não é mais alegre. Ele é depressivo, dinheirista, violento e atrai para o estádio gente assim.

Quando o futebol brasileiro resolver mudar, dirigentes buscarem valorizar a família e não organizadas, então episódios como este poderão dar lugar ao convívio dos bons.

Então, o futebol brasileiro, como a sociedade brasileira, tem a cara feia, o descompasso próprio de seu estágio evolutivo inferior.

Há torcedores gremistas de descendência negra, judia, alemã etc, milhares deles, que estão constrangidos com isso. Logo não é a instituição ou a torcida que é assim. É uma parcela lamentável de seus torcedores, ignorantes e detestáveis, que têm também em todos os outros times do Brasil. E como sabemos, no mundo todo.

Fixar-se em uma torcedora, em uma punição ao clube, é ignorar um estado doente do nosso futebol, esgota-se numa particularidade. Aliás, bem típico do Brasil, pouco maduro para discussões mais produtivas e consequentes. Passional e ansioso por vingança, não por soluções.

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O assédio a Geninho pelo Criciúma é imoral ou algo normal no futebol? As teses e minha opinião

25 de agosto de 2014 37

Como informou o colunista Roberto Alves, o Criciúma não perdeu tempo e ontem a noite mesmo já sondava o técnico do AVaí, Geninho para assumir o cargo que agora está vago. Aliás, informação exclusiva de outro colunista do DC, Rodrigo Faraco, que já adianta que o clube procurou Dorival Júnior. Este declinou por problemas de saúde na família. Então Celso Roth passa a ser a nova mira.

Como vemos, o DC está bem nessa área, se você nos lê, sabe sempre antes.

Pois bem, depois de levar Cleber Santana, tentar levar Geninho seria ético? Desmontar o que o Avaí construiu a duras penas?

Sim, porque a saída de Geninho seria equivalente a um terremoto em alta escala na Ressacada. Ruiria uma frágil construção de time, que em breve deve ganhar André Lima para fazer o que lhe falta no momento, abastecer o ataque.

Há duas linhas de raciocínio. A primeira é de que o bom relaciomento entre Avaí e Criciúma, histórico e notório, deveria ser respeitado neste momento. Mesmo que alguém na diretoria do clube tricolor não queira saber de Gilmar Dal Pozzo, que a torcida abraçaria sem problemas.

Pelo que consta, em informação de Rodrigo Faraco, o presidente Antenor Angeloni, em respeito ao Avaí, vetou a investida em Geninho hoje para manter o bom relacionamento em respeito a tese de cima.

Outra linha de raciocínio é a de que um time de Série A tem o direito de fazer proposta a um técnico de Série B, mesmo que seja Geninho, reconhecidamente de alto nível e que “está” na Série B, mas não “é de Série B”.

Deste episódio todo, vale a excelente postura de Geninho, que não aceita ouvir propostas de times que tinham técnico (o anúncio oficial foi só hoje).

Falei de duas teses, mas não posso encerrar o post sem a minha opinião. Acho que o Tigre tem o direito de fazer a proposta, sim, é do mundo dos negócios, quem pode mais chora menos.

Contudo, se fosse o Geninho, não aceitaria: o Criciúma já provou, por A + B, ser um cemitério de técnicos, é o cargo mais instável do país, talvez do Planeta!

Agora, se o nome for Dorival Júnior, parabéns! Excelente aposta

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Um duelo pessoal entre pessimismo e realismo na nova Era Dunga frente à Seleção Brasileira

22 de julho de 2014 9

Estou numa cruzada pessoal contra o derrotismo, contra a má vontade, contra o preconceito. Como disse é pessoal. Por quê? Porque recentemente um blogueiro me alertou para o que ele identificava nos meus posts uma visão muito pessimista do futebol como um todo.

E eu dou bola, dou muito valor ao que pensam os que me leem. Principalmente aqueles que se dignam, neste espaço, a interagir e me dão o prazer, o privilégio, a alegria e a responsabilidade de usar o meu espaço para se manifestar.

E não são poucos. Este blog coleciona 159.457 comentários, quase 160 mil portanto, até a publicação deste post.

São 160 mil pensamentos do leitor postados aqui.

Quando eu recebi a advertência do blogueiro quanto ao meu suposto pessimismo, a motivação fora por criticas à Seleção durante a Copa, mesmo diante das vitórias que aconteciam até a tragédia diante da Alemanha.

Este mesmo leitor (ele publicou mensagem depois) reconheceu que eu tinha razão em estar preocupado com a Seleção. Foi logo depois dos 7 a 1, ele “deu o braço a torcer”.

Mesmo assim, mesmo vendo que eu tinha razão em não me deixar levar pelo otimismo “plantado” eu percebi que dá para ser crítico sem pregar o caos. Dá para criticar de forma pro-ativa, visando a melhorar.

E com este espírito eu vejo a nova “Era Dunga”.

Calcado nos mais de 20 anos de crônica esportiva que eu tenho, todos os sintomas, todas as informações que coletamos e reunimos levam a crer que estamos dando murro em ponta de faca.

E o porque é óbvio: levamos uma surra dos alemães não por um episódio isolado, mas por um contexto.

Mais que uma safra ruim de jogadores, temos uma estrutura dilacerada no nosso futebol.

Basta responder algumas perguntas:

- Combatemos a violência de torcidas? Absolutamente não.

- Temos qualificação técnica em nosso campeonato? Jogos chatos e sem criatividade e sem inovação são a tônica.

- Temos nova safra de técnicos? Sempre os mesmos girando por aí.

- Temos um mercado aquecido? Não, perdemos jogadores por um picolé e uma mariola.

- Temos um sentimento de brasilidade? Zero. A torcida que vai ao estádio nos jogos do Brasil é modinha, coxinha, mal-educada. E nossa casa virou a Inglaterra por motivos contratuais.

- Produzimos novos talentos? Pouquíssimos e os que aparecem não esquentam nosso mercado, vão para o exterior.

- Temos calendário? Não, há uma adaptação à Europa, logicamente para favorecer empresários.

- Temos jogadores inteligentes e unidos por melhores condições de trabalho? Ainda não, embora surja um movimento ainda incipiente. O que ainda impera é o interesse individual.

E, por fim, temos perspectivas de mudança? Acabamos de descobrir que um 7 a 1 numa Copa em casa não foi suficiente. Não sabemos nem se a não-classificação para uma Copa será suficiente, caso venha a acontecer a mudar.

E, diante de tudo isso devo ser pessimista?

Não, apenas realista. Sigo nesta cruzada pessoal contra o pessimismo. Vou observar este trabalho do Dunga.

Com todas estas questões em mente, mas sem pré-julgar. Esperando mais fatos para derrubar os citados acima, ou simplesmente acrescer novos fatos para o que parece ser a derrocada final do futebol brasileiro.

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Situação complicada e constrangedora do Avaí fora de campo. Medo do Brasil pós-Copa

02 de julho de 2014 7

Já havia feito um post lembrando que o efeito colateral destes jogos sensacionais que estamos acompanhando na Copa poderia ser uma depressão pós-Copa.

O dia sem jogos, hoje, já deu um sentimento de vazio na maioria das pessoas com quem falei.

E este episódio de o Avaí atrasar o pagamento de salário (clique aqui e confira) só vem reforçar a percepção de que teremos um pós Copa complicado.

Sabemos da dificuldade do clube, mas é uma relação trabalhista como outra qualquer. E os atletas deixarem de treinar por não estarem “com cabeça” como disse o Chico Lins é triste, na realidade.

Um time de Série B, que já esteve na Série A, que é “grande” em seu Estado não poderia passar por desgastes como este.

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Hoje teve Copa, se serve de termômetro...

03 de junho de 2014 0

Não dá para falar taticamente. Um jogo com o Panamá não é medida para nada, os jogadores não colocam o pé (e nem devem). O que vale é a movimentação.

Tecnicamente não precisa nem dizer nada, a qualidade do Neymar é óbvia, o acerto na convocação também.

O que valeu como observação para mim deste jogo da Seleção é que, pelo menos em Goiânia, os brasileiros mostraram querem participar da Copa.

As manifestações no hotel foram pífias. E o público no estádio participativo e incentivando.

Então, se depender de hoje, vai ter Copa…

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Sem festa para abrir Brasileiros das liminares, estádios inacabados e da Copa vergonhosa

18 de abril de 2014 12

É impossível não notar, não destacar, não chamar atenção. Incrível como nossos maiores produtos, nossos grandes campeonatos darão a largada no dia de hoje absolutamente sem nenhum tipo de jogo inaugural, de solenidade. Tratam a competição como se estivesse acontecendo há meses.

Pior, para agravar, em ano de Copa do Mundo, os campeonatos (séries A e B) começam com liminares, com a CBF desesperada na Justiça para garantir jogos, vítima de sua própria teia confusa de articulações no STJD.

Até jogo adiado na Copa do Brasil (do Avaí) por falta de passagem aérea tivemos. Em ano de Copa do Mundo! Repito: jogo que muda de data por falta de passagem aérea? Não é o caos, a perda do controle?

Arenas inacabadas, ou mal acabadas, nenhuma obra no entorno urbano sequer em fase de finalização, criminalidade em alta, insegurança para ir ao estádios maior ainda, ingressos caros, dirigentes patéticos, qualidade duvidosa dos times…

Enfim, começa o Brasileiro. Maltratado produto que não sei até quando a população vai engolir do jeito que lhe é empurrado goela abaixo.

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