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Sobre coragem, decência, honra e sobre uma decisão linda do Avaí no assédio do Fluminense

29 de julho de 2015 19

Poder elogiar dirigentes desportivos no Brasil não é uma tarefa fácil. Por este motivo fico extremamente feliz em não só elogiar, como também manifestar meu orgulho por duas ações recentes do comando do Avaí.

Primeiro, na ação em relação aos haitianos, um golaço. Uma demonstração de quem e como o clube se entende no mundo. O Avaí dá um banho de marketing. Mostra para o mundo um perfil de clube solidário, globalizado, preocupado com as diferenças.

Aliás, não é à toa que o Avaí faz um trabalho fantástico de aproximação com os municípios catarinenses, com homenagens em camisas e com ações junto à população das cidades que incluem visitas ao clube.

Quem não sabe, o Avaí também faz ações comunitárias fantásticas, traz torcedores mirins, carentes, e escolas para visitação, ou seja, não só em palavras, mas em ações pratica a inclusão social.

Só isso já bastaria para ter minha admiração. Mas não fica por aí: muitas vezes ações contundentes, na prática, falam mais alto ainda.

Recusar R$ 700 mil oferecidos por uma empresa, para jogar em Brasília na estreia de Ronaldinho Gaúcho é uma atitude, uma decisão, corajosa, de quem tem princípios éticos arraigados e confia nos rumos que quer tomar.

99% dos clubes pequeno/médios brasileiros tomaria uma atitude contrária. O Avaí foi corajoso e deu um recado tão bonito, que merece lotação esgotada da Ressacada no duelo. Seria uma retribuição da torcida merecida para uma atitude digna e que quebra paradigmas.

Parabéns, nação avaiana.

Ps: para encerrar, deveria estar no regulamento da competição que jogos em praças alternativas, devem ser negociados e vendidos antes da competição começar, se for o caso. Se for durante o torneio, é indecente e imoral.

 

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Perrengue para o Delfim: pelo ranking, Figueirense, Criciúma e Avaí é que iriam para a Sul-Minas

22 de julho de 2015 40

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A partir desta informação dada pelo colega Elton Carvalho, em seu blog Toque de Letra (clique aqui e leia), hospedado no jornal A Notícia, parei para refletir sobre o assunto.

O Elton informa, a partir de conversa com o presidente da FCF, Delfim Pádua Peixoto Filho, que os representantes da Copa Sul-Minas (+ Fluminense e Flamengo) seriam os três primeiros colocados no Campeonato Estadual, portanto Figueirense, Joinville e Chapecoense.

Como sexta-feira haverá nova reunião para organizar a competição, então achei prudente fazer um alerta. Há uma tese muito forte que defende: não é possível incluir uma classificação de campeonato como critério, se previamente isso não constava do regulamento.

Simplesmente os clubes não sabiam que, naquele campeonato, disputavam vaga para uma outra competição. Não há o princípio da anterioridade. Trata-se de uma aberração. Eu confesso que sou mais simpático a esta tese, acredito que a FCF não gostaria de cometer mais um equívoco, tal qual a entrega da taça.

O único critério que parece justo, para escolha de clubes, e sem parecer que está havendo favorecimento, é o do ranking oficial vigente no Brasil, o da CBF. Se serão três representantes catarinenses (também questionável, falo disso mais abaixo), então pelo ranking entrariam Figueirense (21º), Criciúma (25º) e Avaí (27º). Neste caso, Chapecoense (30º) e Joinville (33º) é que ficariam de fora.

Até porque o Atlético-PR, 9º colocado no Paraná, vai entrar, certo? Então o critério, definitivamente, não será colocação na competição.

Bom, poderia questionar representatividade, o porque de só três catarinenses, já que temos quatro na Série A. Mas como a falta de critérios parece novamente ser a regra, então deixo quieto.

Sem contar que Grêmio e Inter relutam em entrar no torneio. O Grêmio estaria pedindo R$ 400 mil por jogo, inviável.

Já há quem defenda uma pré-classificação, com jogos eliminatórios antes da fase de grupos.

Nem um simples torneio conseguem organizar com entendimento, hein?! Por essas e por outras que logo logo a vaca vai para o brejo!

Confira a matéria do DC sobre o assunto

 

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A taça do Catarinense não tem valor de vulto, então por que sumir com o troféu?

16 de julho de 2015 19

Bom, roubaram a Jules Rimet para derreter e ficar com o ouro. É ridículo, lamentável, mas tem sentido do ponto de vista de quem roubou (veja a cobertura do roubo da taça).

Roubam diariamente, nas praças, estátuas e bustos de bronze, daquelas que antigamente se faziam para homenagens a figuras públicas. É lamentável, mas tem sentido do ponto de vista de quem leva o material

Ouro, bronze, derretidos, têm valor financeiro.

Agora, a taça “levada”, “subtraída” em Joinville tem zero valor de revenda. Portanto, seu furto do ponto de vista de quem rouba não tem valor financeiro nenhum.

Igualmente, coincide com o momento em que ela mudaria de mãos.

Portanto, o valor é apenas simbólico deste furto. Quem sumiu com a taça, não a roubou com motivação financeira. O fez com propósitos de outro gênero.

Então, uma investigação levaria a envolvidos que certamente constrangeriam muita gente em Joinville. Aliás, seria uma investigação ridiculamente fácil de se fazer. A polícia de Joinville resolveria este caso em poucas horas se houver vontade.

Mas, particularmente, acho que não será investigado a fundo, então ficará nisso mesmo.

Faz-se outra taça, entrega-se para o Figueirense e fim de celeuma.

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E o Figueirense é novamente o mais vezes campeão catarinense. Agora é colocar a bandeira alvinegra na entrada de Floripa

15 de julho de 2015 90

É sempre ruim definir um campeão no Tapetão. Mas precisava-se chegar a uma solução e o STJD não deixou dúvidas: o Figueirense é o campeão catarinense (leia a matéria).

Aliás, confirmando informação dada com exclusividade neste blog, lá no dia 4 de maio (clique aqui e relembre).

Ressalte-se que o Figueira só buscou seu direito. Quem errou, nos bastidores, foi o JEC.

Como não sou jurista, não posso contestar os argumentos dos auditores. Eles sabem mais dos meandros jurídicos.

Agora a FCF terá que seguir o indicado pelo Tribunal e proclamar o Alvinegro. Mais constrangedor, pegar a taça já no armário do time do Norte e e entregá-la ao Figueira, como já confirmou que vai fazer em declaração do presidente Delfim (confira matéria).

Muito raro. Normalmente taça no armário não volta nunca. Neste caso, mudou tudo e a taça vai mudar de coleção.

Sem festa no Koxixo’s, mas entra para a história do clube. Afinal são 17 títulos contra 16 do Avaí, 12 do JEC, 10 do Criciúma e 4 da Chapecoense.

E agora, bandeira na entrada da cidade? Sem dúvida, é só esperar que a prefeitura coloque o manto alvinegro tremulando.

Dá para imaginar a sensação de frustração na Manchester catarinense. A cidade fez a festa nas ruas, mas terá que se conformar com o fato de que, no papel, segue sem ser campeão desde 2001.

Em uma tacada só, o Figueira (que já publicou em seu Face a notícia) deu um tapa de luva de pelica no Tricolor do Norte e também noAvaí, que terá de correr atrás do prejuízo para impedir que o rival use o título “mais vezes campeão”.

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Obrigado Grêmio e Botafogo, para Criciúma e Figueirense encarar vocês é sempre bom

15 de julho de 2015 18

Se tem dois times que mereciam uma injeção de ânimo do porte da chegada da New Horizon a Plutão, estas equipes eram Figueirense e Criciúma.

E quando isso é necessário, pergunte para Furacão e Tigre o que lhes agrada mais?

Ora, recuperar-se no padrão Figueira e no padrão Tricolor do Sul.

E qual este padrão?

No caso destas equipes, altíssimo. São clubes que têm DNA para apresentar armas em momentos épicos. O Criciúma “só” é o maior vencedor catarinense em nível nacional, com conquista de Copa do Brasil associada à participação histórica em Libertadores, conquistas nacionais e boas participações em Série A.

Já o Figueira beliscou a Copa do Brasil, e é o catarinense mais acostumado com Série A em sua nova versão, sendo também um dos maiores papa-títulos em SC.

Plus, a cereja no bolo para animar estes dois times, um melhorando na Série B mas ainda abatido por um mau início, o outro com dois revezes perigosos na Série A? No caso do Tigre, vencer fora um Grêmio embalado (confira), num resultado cheio de significados Rio de Janeiro (que por duas vezes foi salão de festas recente no Maracanã e no Engenhão) e diante também de um adversário com significado marcante em termos de Copa do Brasil.

Então é isso, energia extra para estes dois símbolos de SC que tanto nos orgulham.

MAIS UMA TENTATIVA DE SOCO NO ARGEL?

PS1: o que foi o nova tentativa de agressão por soco a Argel (clique aqui e confira). Ou o técnico do Figueira está dizendo algo que provoca a ira de adversários (remember Eduardo Costa, aqui o vídeo) ; ou seu sucesso incomoda quem não consegue superá-lo. Qual a alternativa correta?

PS2: o blog tem sido atualizado com menos frequência por questão de readequação do site, que terá lançado novo lay out com readequação dos colunistas. Até lá, farei posts eventuais neste espaço, mas hoje à noite, após o julgamento, estaremos comentando neste espaço. Abraços, blogueiros.

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Vai ser difícil ter três de SC bem colocados na tabela. Dobrou o joelhinho na Ressacada e foi pênalti?

05 de julho de 2015 35

Quando a Chapecoense ganhou do Vasco no sábado, o Avaí já deveria saber: não iria vencer o Sport na Ressacada. (confira a crônica do jogo que escrevi para o DC).

Explico: com a Chapecoense ameaçando campanha para lutar na parte de cima da tabela, vai ser difícil que Avaí e Figueirense consigam crescer. Não falo do JEC, porque este não está demonstrando força para tal.

Está claro como o presidente Delfim está criando problemas para a atual cúpula da CBF nos bastidores. Imaginem se os times de SC seguem dentro de campo dando respaldo político em forma de boa participação?

Sabemos que não temos futebol para título, talvez nem para G-4, mas estamos longe de não ter futebol para sonhar relativamente alto.

E o jogo do Avaí contra o Sport, um ótimo time, líder invicto, mostrou isso. O Sport foi até mais encorpado, mas não merecia o empate. O Avaí teve mais garra, foi mais audacioso, e merecia a vitória por produção em campo.

Mas aos 45 André dobrou o joelhinho na área e pimba! Pênalti que não seria dado contra nenhum grande do futebol brasileiro.

É isso, faltas do Sport que não levaram amarelo, atrasada de bola escandalosa não dada, e pênalti dado rapidinho. Estranho, não?

Atenção Chapecoense: contra o Grêmio é bom ficar esperta? E vamos ver o que está reservado para o Figueirense à noite!

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A palavra tem poder! Não duvidem do Avaí. E viva a reação catarinense

21 de junho de 2015 26

Não duvidem do Leão! Bradou Salles Júnior na CBN/Diário, quando do gol de empate de André Lima, heroico, contra o poderoso São Paulo, que lutava para ser líder do Brasileiro. E esta máxima é intocável, é pétrea! O Avaí que quase foi rebaixado no Campeonato Catarinense, que ninguém esperava muito, que todos diriam ser o catarinense mais ameaçado, pois este Leão se revela quando dele duvidam.

Ah, mas não foi uma boa partida do Avaí, dirão muitos. E eu concordarei. Mas retrucarei: e quem fez grandes jogos até agora? Inter? Corinthians? Tá, dirão que o Atlético começou a engrenar, que os grandes vão embalar. Até concordo, mas nossa valente Chapecoense foi lá e deu um recadinho made in SC para a Raposa.

Aliás, a primeira vitória do JEC veio em boa hora. Já não é mais lanterna. E o Figueira, lá na longíqua quinta-feira também não perdeu para o Inter.

Enfim, uma rodada favorável a nossos times.

E vamos ser otimistas. A palavra tem poder. Assim como a narração de Salles é verdadeira, também Roberto Alves, várias vezes na transmissão profetizou: “o resultado não é definitivo”, profetizou várias vezes o comendador. E não foi. Falou e disse, Bob Alves.

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A paz, as pazes, a teoria, a prática, os Marquinhos e o que se espera seja um golaço de Avaí e Figueirense

11 de junho de 2015 11
Clássico da Paz

Os Marquinhos dando exemplo. Foto: Guto Kuerten

Fiz questão de estar pessoalmente hoje pela manhã no hall que ambienta as entradas dos cinemas no Beira-Mar Shopping. Porque acho fantástica a iniciativa da dupla da Capital em passar uma mensagem de paz, de dentro para fora, com ações concretas.

Por exemplo, os dois capitães virem a público declarar (e, assim, se comprometer) com responsabilidade antes e depois do jogo.

Falo antes e depois, porque qualquer um sabe que futebol é um esporte pegado, viril, e ninguém espera que os atletas “peguem leve” ao longo da partida, e nem este é a proposição dos clubes. (veja todos os detalhes na matéria)

A mensagem é para que se tome cuidado com as declarações antes da partida, e que após o jogo o vencedor comemore com sua torcida, com muita festa e com respeito ao vencido.

Então temos, aí, a paz selada.

Outra questão, são as pazes. Estas foram expressas pelo capitães. Que se comprometeram a dar esta demonstração antes da partida e depois da mesma. Muito importante, porque os Marquinhos da dupla Avaí e Figueirense têm influência com os companheiros e com a torcida.

Resta a prática. Não tenho dúvida que, dentro do campo, estão todos vacinados. Seria surreal ver um jogador dar alguma declaração ou comemorar um gol de forma desrespeitosa.

Mas tenho dúvidas fora de campo. Sei que o mundo das organizadas é um mundo à parte. Tem suas regras próprias, suas condutas e não se submete à racionalidade. Então, não há como prever se haverá civilidade de ambos os lados.

A iniciativa tende, se tudo evoluir para o lado do bem a culminar com a torcida mista no segundo clássico. Aguardemos, pois.

Recomendo no DC Esportes:

Já experimentou o Quiz com seus conhecimentos no clássico?

 

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Torcida pela torcida mista no segundo clássico entre Figueirense e Avaí

10 de junho de 2015 11

O assunto é bem mais controverso aqui em Santa Catarina do que eu imaginava.

Na minha humilde percepção (e aí o grande defeito de se ter pré-conceitos, que é o irmão mais novo do preconceito), achava que a iniciativa da torcida mista no clássico catarinense seria “favas contadas”, todos saudariam como algo bacana, construtivo, bom exemplo, etc.

Veja a tabela da Série A do Brasileiro
Enquete: quem vai vencer o clássico 409?
Ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira: confira os preços

Mas não. A enquete promovida pelo Jornal Hora (clique aqui e confira) mostra que pouco mais de 50% é favorável. Os comentários no Facebook do DC Esportes (clique aqui e veja) boa parte são contrários também.

Não sei se é um fenômeno do mundo virtual, onde o anonimato estimula um lado mais obscuro do ser humano, mas fato é que nas conversas diárias também vejo muita gente boa que conheço contrária.

Aí penso: tá, você é contrário, ok: então não vai consumir o produto, não vai frequentar o local. Mas respeitaria quem assim se propuser, certo? Infelizmente, e aí está meu espanto e até uma ponta de tristeza, muita gente instruída acha errado fazer a torcida mista. Acha que “não fica legal”, “não combina com futebol”, “vai dar briga” etc.

Teve um amigo, que me disse: “Faz torcida mista com as organizadas. Ou eles viram amigos, ou se matam logo e não incomodam mais”.

Vejam quanta falta de entendimento!

Claro, é preciso um trabalho interno nos clubes, de concientização dos atletas e das comissões técnicas e uma ação conjunta com o poder público e a sociedade privada para fazer a ideia prosperar.

De minha parte, ainda acredito no ser humano e seu lado bom, embora esteja cada vez pessimista.

Torço pela torcida mista, e espero que o exemplo dela no segundo clássico da Série A entre Figueirense e Avaí mude um pouco este quadro de infecção generalizada que vive o futebol com um azedume sem precedentes.

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Finalistas do Estadual Figueirense e JEC no Z-4, Chapecoense e Avaí tranquilos

24 de maio de 2015 57

Qualquer análise colocaria Figueirense e Joinville como os dois catarinenses com a tendência de fazer um Brasileiro da Série A mais equilibrado.

Não é o que vemos.

A Chapecoense, que está às portas do G-4, tudo bem, sabíamos que tinha todas as condições do mundo de ser regular e forte. E está sendo principalmente pelo fator Condá, onde é 100%.

Avaí x Flamengo

Torcida avaiana feliz. Foto Cristiano Estrela

Agora, o Avaí é surpresa. Um time que se reinventou e mesmo sendo eliminado na Copa do Brasil para o Figueirense, se apresenta consistente.

Já Alvinegro e JEC preocupam (veja a classificação). O Figueira por estar numa imensa crise de criação no meio-campo (e sem nomes para solucionar o imbróglio) e agora com seu ataque em um marasmo assustador.

E o Tricolor do Norte porque precisará entender rapidamente que para jogar a Série A precisa ousar (e tem time e condições para isso). Porque se for se defender primeiro e só depois atacar, vai ser rebaixado antes de terminar o primeiro turno.

Então temos os seguinte quadro: o Figueirense com dificuldade de foco por disputar paralelamente a Copa do Brasil, o Joinville assimilando golpes de Série A, bem mais fortes que os de Série B e tentando entrar na briga.

A Chapecoense sendo Chapecoense. Sempre centrada, forte, focada, inteligente e determinada. É um time de alto nível e que vai fazer novamente bonito. E o Avaí sendo Avaí. Imprevisível, ousado, orgulhoso, inesperado e surpreendente.

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