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Primeiro clássico do Supersetembro vai lotar Scarpelli e mostrar quem pode mais entre Figueirense e Criciúma

15 de setembro de 2014 28

Os campeonatos de pontos corridos têm certa peculiaridade: por não ter uma final específica, ele é pincelado por diversos momentos ímpares que valem como finais. Um deles, sem dúvida, é o clássico de quarta-feira entre Figueirense e Criciúma, no Scarpelli.

Como se sabe quando um jogo tem valor de final? Ora, não precisa convocar a torcida, por exemplo: de 10 a 12 mil alvinegros estarão lá, com certeza. E os 2 mil lugares do Tigre estarão ocupados pela torcida adversária. Ponto. Esta é a medida número um.

As outras são as que o torcedor já sabe. Este mês tradicionalmente define os rumos do Brasileiro, são 21 jogos dentro do mês. Para o Figueira, o clássico significa manter a gordura; para o Criciúma sair do Z-4 e embalar ao comando de Gilmar Dal Pozzo (confira a tabela de classificação).

O Alvinegro sofreu derrota dolorida na rodada para o Bahia  (clique aqui e relembre). Muito ruim porque é adversário direto na correlação de forças. Naquele famoso campeonato dentro do campeonato, dos times médios, o Criciúma fez o dever de casa diante do Goiás (veja como foi clicando aqui). Muito bom porque fazia parte do grupo que é preciso vencer a qualquer custo. No caso do Tigre, o tiro certo na hora certa para reagir na tabela e para fortalecer o excelente técnico Gilmar dal Pozzo. Aliás, uma excelente escolha da diretoria.

A Chapecoense seguiu os passos do Tigre e, no sábado, superou o Sport (clique aqui para saber sobre o jogo). Vitória para respirar e reorganizar a situação. E, em nova semelhança com o Criciúma, dar fôlego ao novo técnico, no caso Jorginho.

 

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Guga pediu, a torcida foi e o Avaí atendeu: liderança da Série B do Campeonato Brasileiro

13 de setembro de 2014 3

O avaiano mais ilustre que existe deu entrevista exclusiva a André Podiacki (clique aqui e confira) e pediu: a torcida precisa ir à Ressacada apoiar o Avaí rumo à liderança.

Sabe por que Guga fez isso? Porque ele é um vencedor na vida e no esporte. E sabe detectar quando um grupo está rumando para ser vencedor.

É preciso ralar, é preciso batalhar e também ter o torcedor ao seu lado.

Sábado à noite, dia e horário em que o futebol não conta com fit junto ao torcedor. Mas mais de 7 mil foram à Ressacada.

Lá incentivaram um Avaí que venceu o Vila Nova sem um grande futebol, mas colheu os três pontos e a liderança. A tabela ainda é apertada, mas já há uma relativa distância em relação ao quinto colocado, a Ponte Preta (clique aqui e confira).

Ao Guga, com carinho, trabalho feito, missão cumprida.

Com a vitória da Chapecoense à tarde é torcer para o Tigre. Já que Avaí e JEC, líder e vice-líder flertam forte com a Série A.

Projeto 5 de SC na Série A!

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Lamento que quem ateou fogo à casa de envolvida em racismo não terá o mesmo rigor no julgamento da nossa sociedade

12 de setembro de 2014 15

Assim que aconteceu o caso de racismo no estádio do Grêmio publiquei um post alertando: individualizar a questão muitas vezes é pior que o ato racista em si (clique aqui e leia o post).

Eu previ e aconteceu: demonizaram a menina. E a questão virou uma caça ao “monstro”. Que a menina precisava e deveria ser punida não há discussão. Já o clube eu questiono, mas aceito quem pensa em contrário.

Agora, colocaram fogo na casa da menina (clique aqui e confira). Pode? Isso não é tão pior quanto o ato em si.

Mas nossa sociedade aceita a olho por olho, dente por dente. Basta ver o CTG recentemente queimado em relação ao casamento Gay. O garoto gay assassinado em Goiânia, com direito a bilhete racista. E centenas de casos que não tiveram tanta repercussão porque não foram num estádio de futebol.

E eu pergunto: quando a torcida chama o auxiliar de “bandeira v…” ou árbitro de “fdp”, não há um assédio nisso?

Somos hipócritas. Involuídos. Devolvemos violência com violência.

Insisto em acreditar que a bondade gera bondade, mas o quadro social brasileiro em especial (mas o mundo não é diferente) nos diz que a raça humana está perdendo o jogo para sua estupidez.

As autoridades terão o mesmo empenho em solucionar este caso de incêndio? Vão a fundo? Tem envolvimento com torcidas organizadas, com grupos justiceiros, com o quê?

As eleições logo ali, e o Brasil se desmantelando. Estaremos de pé até lá?

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Escolha de Jorginho é um risco que a Chapecoense resolve assumir para tentar salvar a campanha no Brasileiro

11 de setembro de 2014 3

Tenho alguns critérios para avaliar a escolha de um técnico que dificilmente falham. O primeiro de todos é, claro, a análise do trabalho deste treinador quando ele já atuou em algum clube que acompanhamos mais de perto. Esta é sempre a avaliação mais confiável, porque é próxima, é diária, é intensa.

Outras, se baseiam em currículo, avaliação do que fez em outros clubes, conceitos de futebol entre outras.

Exite outra, a que recorro, quando apelando às demais acima não chego a um veredito em que possa acreditar piamente na aposta feita por uma diretoria quando da troca de um técnico. Esta medida que gosto de tomar é a reação do torcedor.

Falei com alguns conhecidos amigos que torcem para o Verdão. Verifiquei as redes sociais e manifestações e não houve empolgação com a escolha.

Então, adoto em relação à escolha feita pela Chapecoense a posição que sempre tenho quando fico com em dúvida sobre o acerto na escolha. Esperar o trabalho.

E isso não é ficar em cima do muro. Eu sou um radical contra o preconceito. Vimos um Jorginho com bom trabalho na Lusa e algo de bom no Palmeiras. Mas acompanhamos uma série de outras situações que não prosperaram.

Esperemos que com o Verdão do Oeste haja fit e para o bem do futebol catarinense.

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Vem aí o campeonato dos catarinenses: Goiás, Sport, Bahia, Icasa e Vila Nova nas séries A e B

11 de setembro de 2014 5

Estar na Série A tem glamour, sim. Mas permanecer nela ou fazer uma boa campanha passa longe da alegria de estar na elite quando a desigualdade financeira estabelece limites para equipes como, por exemplo, as catarinenses.

Todos sabemos, desde sempre, que a viagem dos nossos “grandes” na Série A é sempre difícil e a sobrevivêcia é à base de muita entrega e luta.

Está aí, talvez, a grande inteligência de Argel, que estabeleceu seus “soldados” e com eles faz bonito. Esta compreensão chegou à torcida, que estava morna e ausente. Na rodada de ontem  já foram mais de 10 mil no Scarpelão. Em jogo 19h30min, e todos sabemos o que isso significa em Floripa. Ruas tomadas e trânsito parado.

As torcidas de Tigre e Chapecoense, por sua vez, estão firmes, dando o recado, os times é que não encontraram uma batida mais consistente.

Por este motivo que a próxima rodada da Série A é tão importante. Porque é entre times que não estão no rol dos gigantes, embora Sport, Goiás e Bahia tenham receitas mais polpudas, orçamentos mais fartos. Mesmo assim, competitivamente estão no nível de SC.  Então tem que sair com três pontos destes duelos. É questão de sobrevivência.

Aproveito a analigia para usar a Série B neste caldo, onde fazemos campanha de acesso com Joinville (líder) e Avaí. Tanto JEC quanto Leão precisam pontos contra Icasa e Vila Nova, é dever de casa para quem quer subir.

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Embolou legal o G-4, importa é que Joinville e Avaí tão no rolo e têm gordura para queimar

09 de setembro de 2014 21

Tem um returno enorme pela frente, mas o embolo que se apresenta no G-4 da Série B é ao mesmo tempo encantador e assustador (clique aqui e confira a tabela).

Até porque o papai Joel deve colocar o Vasco competitivo novamente e a partir daí a luta pelas posições que levam de volta à elite será mais árdua.

Não custa repetir que não importa tropeçar em casa se o Avaí continuar com este desempenho “cavalar” fora de casa, turbinado pela vitória desta noite sobre o Bragantino (clique aqui e confira como foi). Mas que seria a cereja no bolo e talvez o fator de garantia da vaga voltar a brilhar na Ressacada não há dúvida.

Quanto ao JEC, vemos solidez no desempenho. O que é certificado de qualidade para o restante do campeonato.

O futebol não é exuberante, mas a emoção tá garantida. E o que importa, com os catarinenses no bolo!

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Joinville Avaí têm algo em comum na Série B que vai contra a cultura do futebol brasileiro

09 de setembro de 2014 6

A liderança do JEC e do Avaí tem uma lição embutida que vai contra a cultura do futebol brasileiro

O Joinville é líder isolado da Série B do Campeonato Brasileiro e não vai perder a vaga após o complemento da rodada. (confira como foi o 3 a 0 sobre o Paraná).

O Avaí ainda luta para permanecer no G-4 (veja matéria sobre jogo com Bragantino), mas diante das imensas dificuldades pelas quais o clube passa, faz campanha muito acima do esperado

Clique aqui e confira a tabela de classificação do DC

Por que os dois catarinenses da segunda divisão estão tão bem?

Teríamos vários motivos para vê-los em dificuldade. Afinal o Avaí sofre com problemas financeiros, o JEC há anos não consegue lidar bem com seus bons momentos dentro das competições.

Mas este ano há uma diferença. As direções dos clubes estão dando estabilidade às comissões técnicas.

Antes desta sequência maravilhosa do JEC de quatro vitórias e um empate em cinco jogos, houve uma sequência inversa, muito ruim. Mas Hemerson Maria foi mantido. Em outros tempos, teria perdido o cargo.

O Avaí trocou Pingo, é verdade, mas trouxe um Geninho que, todos sabemos, mesmo tendo muitos momentos instáveis, possui um trabalho irretocável. E por este motivo tem a compreensão da torcida.

Parabéns a JEC e Avaí. Contrariam uma cultura doentia do futebol brasileiro.

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Figueirense, DNA de Série A, com virada heroica mostra quem manda na região Sul do Brasil

07 de setembro de 2014 51

Não adianta, é bom Internacional e Grêmio se acostumarem. Além de terem menos representantes que Santa Catarina na Série A, ainda têm que aguentar a superioridade de um de seus representantes em solo gaúcho.

O anormal atualmente é o Figueira visitar Inter e Grêmio e voltar de lá lamentando. Já foram dois 4 a 2 aplicados no Inter no Beira-Rio nos anos 2000 e agora esta virada espetacular em 3 a 2, como foi em 2012, com o mesmo placar deste domingo, só para lembrar de resultados marcantes.

Já que citei o Grêmio, nos anos 2000 já foram dois 3 a 1 em Porto Alegre.

Então, o Figueirense, melhor DNA de Série A dos catarinenses, continua achando normal vivenciar vitórias em solo gaúcho, até porque a comparação é com o RS, porque o Paraná já não está mais com poder para desafiar nosso pequeno estado.

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Extremamente triste pelo racismo e pela forma distorcida como o fato acontecido na Arena é tratado

29 de agosto de 2014 26

Neste episódio racista ocorrido na Arena (clique aqui e saiba mais) não há dúvida que o ato em si é condenável. Mas acho lamentável a forma reducionista como o assunto está sendo discutido.

Primeiro, que fonte da agressão é um setor do estádio gremista plenamente identificado não só por racismo, mas por violências mis. Aí, vale lembrar que o Internacional tem uma torcida destas ditas “organizadas” também violentíssima. O próprio Santos, há pouco, teve uma torcida sua brigando nas ruas com uma do Corinthians. E assim vai por todos os estádios e torcidas do país.

O racismo é tão condenável quanto a violência. E a grande discussão é que o futebol não é mais um ambiente agradável. Diz-me quem és, dir-te-ei com quem andas. O futebol hoje não é mais alegre. Ele é depressivo, dinheirista, violento e atrai para o estádio gente assim.

Quando o futebol brasileiro resolver mudar, dirigentes buscarem valorizar a família e não organizadas, então episódios como este poderão dar lugar ao convívio dos bons.

Então, o futebol brasileiro, como a sociedade brasileira, tem a cara feia, o descompasso próprio de seu estágio evolutivo inferior.

Há torcedores gremistas de descendência negra, judia, alemã etc, milhares deles, que estão constrangidos com isso. Logo não é a instituição ou a torcida que é assim. É uma parcela lamentável de seus torcedores, ignorantes e detestáveis, que têm também em todos os outros times do Brasil. E como sabemos, no mundo todo.

Fixar-se em uma torcedora, em uma punição ao clube, é ignorar um estado doente do nosso futebol, esgota-se numa particularidade. Aliás, bem típico do Brasil, pouco maduro para discussões mais produtivas e consequentes. Passional e ansioso por vingança, não por soluções.

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A hipótese Renê Simões, solução para o Criciúma que funcionaria como Geninho para o Avaí ou Argel para o Figueirense

28 de agosto de 2014 6

Observo e imagino o desespero e Argel Fucks e de Geninho para as próximas rodadas. Penso e imagino o drama para o restante dos campeonatos em que têm seus times envolvidos.

Estes dois técnicos são um presente que Figueirense e Avaí ganharam nessa temporada. Digo isso por ver o drama do Criciúma atrás de um treinador, justamente por não ter acertado a mão nesse quesito no início da temporada.

E me preocupei no início por ver o Tigre procurando soluções em medalhões pouco interessados no clube. Quando poderia e deveria apostar em tiros certeiros. Para não dizer que este blogueiro se omite, um dos nomes que ninguém falou em público ainda, mas sei que está na pauta por lá é o de Renê Simões. Então, este eu acho que, dos listados até agora, seria uma boa aposta. E se não for ele, um nome desta estirpe, que tenha tradição em bons trabalhos de recuperação, honestidade no discurso e conhecimento tático e técnicos comprovados.

Justamente os casos de Argel e Geninho, que são presentes para os clubes da Capital porque Argel e Geninho trabalham com inteligência, experiência e conhecimento, mesmo que num limite absolutamente constrangedor de recursos humanos.

Apresentam para os jogos soluções honestas e que extraem dos times o máximo em motivação e consistência com o que têm na mão.

Também são treinadores que acreditam em projetos, mesmo que humildes. Ao ver Renato e Roth desprezarem o projeto do Tigre, percebi que a sabedoria está justamente em acreditar no futebol, não no dinheiro que ele pode lhe proporcionar.

Uma pena que neste momento do campeonato começam as lesões, começam as negociações. Argel perdeu Luan e Rivaldo (clique aqui e confira), Geninho perdeu Cléber Santana. Argel terá que achar solução para um meio de onde poucos vêem como resolver. Geninho, por sua vez, já lida com carência de reposição desde a largada (clique aqui e veja como o Avaí se prepara).

Espero que os torcedores sigam compreensivos com estes treinadores. Em meio à vergonha que vemos no mercado brasileiro, com técnicos obsoletos e supervalorizados, estes dois treinadores dão exemplo. Basta ver a ótima situação do Avaí na Série B (clique aqui e confira) e a grande recuperação do Figueirense na Série A (clique aqui e veja a tabela).

Geninho e Argel são claros nas entrevistas, respeitam imprensa e torcedores, pois dizem a verdade. A partir daí, são respeitados por todos também.

Estão à frente num tempo em que todos têm acesso à informação. Evoluíram no quesito diálogo com o público. São transparentes, verdadeiros. E, junto a isso, entendem de futebol.

Parabéns a estes dois treinadores.

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