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A palavra tem poder! Não duvidem do Avaí. E viva a reação catarinense

21 de junho de 2015 2

Não duvidem do Leão! Bradou Salles Júnior na CBN/Diário, quando do gol de empate de André Lima, heroico, contra o poderoso São Paulo, que lutava para ser líder do Brasileiro. E esta máxima é intocável, é pétrea! O Avaí que quase foi rebaixado no Campeonato Catarinense, que ninguém esperava muito, que todos diriam ser o catarinense mais ameaçado, pois este Leão se revela quando dele duvidam.

Ah, mas não foi uma boa partida do Avaí, dirão muitos. E eu concordarei. Mas retrucarei: e quem fez grandes jogos até agora? Inter? Corinthians? Tá, dirão que o Atlético começou a engrenar, que os grandes vão embalar. Até concordo, mas nossa valente Chapecoense foi lá e deu um recadinho made in SC para a Raposa.

Aliás, a primeira vitória do JEC veio em boa hora. Já não é mais lanterna. E o Figueira, lá na longíqua quinta-feira também não perdeu para o Inter.

Enfim, uma rodada favorável a nossos times.

E vamos ser otimistas. A palavra tem poder. Assim como a narração de Salles é verdadeira, também Roberto Alves, várias vezes na transmissão profetizou: “o resultado não é definitivo”, profetizou várias vezes o comendador. E não foi. Falou e disse, Bob Alves.

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A paz, as pazes, a teoria, a prática, os Marquinhos e o que se espera seja um golaço de Avaí e Figueirense

11 de junho de 2015 11
Clássico da Paz

Os Marquinhos dando exemplo. Foto: Guto Kuerten

Fiz questão de estar pessoalmente hoje pela manhã no hall que ambienta as entradas dos cinemas no Beira-Mar Shopping. Porque acho fantástica a iniciativa da dupla da Capital em passar uma mensagem de paz, de dentro para fora, com ações concretas.

Por exemplo, os dois capitães virem a público declarar (e, assim, se comprometer) com responsabilidade antes e depois do jogo.

Falo antes e depois, porque qualquer um sabe que futebol é um esporte pegado, viril, e ninguém espera que os atletas “peguem leve” ao longo da partida, e nem este é a proposição dos clubes. (veja todos os detalhes na matéria)

A mensagem é para que se tome cuidado com as declarações antes da partida, e que após o jogo o vencedor comemore com sua torcida, com muita festa e com respeito ao vencido.

Então temos, aí, a paz selada.

Outra questão, são as pazes. Estas foram expressas pelo capitães. Que se comprometeram a dar esta demonstração antes da partida e depois da mesma. Muito importante, porque os Marquinhos da dupla Avaí e Figueirense têm influência com os companheiros e com a torcida.

Resta a prática. Não tenho dúvida que, dentro do campo, estão todos vacinados. Seria surreal ver um jogador dar alguma declaração ou comemorar um gol de forma desrespeitosa.

Mas tenho dúvidas fora de campo. Sei que o mundo das organizadas é um mundo à parte. Tem suas regras próprias, suas condutas e não se submete à racionalidade. Então, não há como prever se haverá civilidade de ambos os lados.

A iniciativa tende, se tudo evoluir para o lado do bem a culminar com a torcida mista no segundo clássico. Aguardemos, pois.

Recomendo no DC Esportes:

Já experimentou o Quiz com seus conhecimentos no clássico?

 

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Torcida pela torcida mista no segundo clássico entre Figueirense e Avaí

10 de junho de 2015 11

O assunto é bem mais controverso aqui em Santa Catarina do que eu imaginava.

Na minha humilde percepção (e aí o grande defeito de se ter pré-conceitos, que é o irmão mais novo do preconceito), achava que a iniciativa da torcida mista no clássico catarinense seria “favas contadas”, todos saudariam como algo bacana, construtivo, bom exemplo, etc.

Veja a tabela da Série A do Brasileiro
Enquete: quem vai vencer o clássico 409?
Ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira: confira os preços

Mas não. A enquete promovida pelo Jornal Hora (clique aqui e confira) mostra que pouco mais de 50% é favorável. Os comentários no Facebook do DC Esportes (clique aqui e veja) boa parte são contrários também.

Não sei se é um fenômeno do mundo virtual, onde o anonimato estimula um lado mais obscuro do ser humano, mas fato é que nas conversas diárias também vejo muita gente boa que conheço contrária.

Aí penso: tá, você é contrário, ok: então não vai consumir o produto, não vai frequentar o local. Mas respeitaria quem assim se propuser, certo? Infelizmente, e aí está meu espanto e até uma ponta de tristeza, muita gente instruída acha errado fazer a torcida mista. Acha que “não fica legal”, “não combina com futebol”, “vai dar briga” etc.

Teve um amigo, que me disse: “Faz torcida mista com as organizadas. Ou eles viram amigos, ou se matam logo e não incomodam mais”.

Vejam quanta falta de entendimento!

Claro, é preciso um trabalho interno nos clubes, de concientização dos atletas e das comissões técnicas e uma ação conjunta com o poder público e a sociedade privada para fazer a ideia prosperar.

De minha parte, ainda acredito no ser humano e seu lado bom, embora esteja cada vez pessimista.

Torço pela torcida mista, e espero que o exemplo dela no segundo clássico da Série A entre Figueirense e Avaí mude um pouco este quadro de infecção generalizada que vive o futebol com um azedume sem precedentes.

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Finalistas do Estadual Figueirense e JEC no Z-4, Chapecoense e Avaí tranquilos

24 de maio de 2015 57

Qualquer análise colocaria Figueirense e Joinville como os dois catarinenses com a tendência de fazer um Brasileiro da Série A mais equilibrado.

Não é o que vemos.

A Chapecoense, que está às portas do G-4, tudo bem, sabíamos que tinha todas as condições do mundo de ser regular e forte. E está sendo principalmente pelo fator Condá, onde é 100%.

Avaí x Flamengo

Torcida avaiana feliz. Foto Cristiano Estrela

Agora, o Avaí é surpresa. Um time que se reinventou e mesmo sendo eliminado na Copa do Brasil para o Figueirense, se apresenta consistente.

Já Alvinegro e JEC preocupam (veja a classificação). O Figueira por estar numa imensa crise de criação no meio-campo (e sem nomes para solucionar o imbróglio) e agora com seu ataque em um marasmo assustador.

E o Tricolor do Norte porque precisará entender rapidamente que para jogar a Série A precisa ousar (e tem time e condições para isso). Porque se for se defender primeiro e só depois atacar, vai ser rebaixado antes de terminar o primeiro turno.

Então temos os seguinte quadro: o Figueirense com dificuldade de foco por disputar paralelamente a Copa do Brasil, o Joinville assimilando golpes de Série A, bem mais fortes que os de Série B e tentando entrar na briga.

A Chapecoense sendo Chapecoense. Sempre centrada, forte, focada, inteligente e determinada. É um time de alto nível e que vai fazer novamente bonito. E o Avaí sendo Avaí. Imprevisível, ousado, orgulhoso, inesperado e surpreendente.

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12 minutos estranhos em Figueirense x Botafogo que ninguém cala pela Copa do Brasil

21 de maio de 2015 34
Argel, Figueirense, Botafogo

Argel reclama com árbitro. Foto: Cristiano Estrela

Lembrei da musiquinha: “Ninguém cala, esse nosso amor…” que foi popularizada pela torcida do Botafogo. Gente, que amor é este do árbitro paulista Marcelo Aparecido de Souza que “achou” 12 minutos de acréscimo, entre primeiro e segundo tempo, para a partida que deu empate entre Figueirense x Botafogo? (confira aqui a crônica do jogo).

Olha, não se contesta o resultado aqui nessa reflexão. Apenas registro o estranhamento, porque tenho certeza que a crônica carioca faria um chororô (aliás, marca registrada do Rio de Janeiro e especialmente do Botafogo).

Não acho que devamos ignorar motivos técnicos e táticos que resultaram no fato de o Figueira não segurar o resultado. Mas não podemos ser ingênuos ao ignorar que o empate veio nos acréscimos.

Fui à súmula da partida (clique aqui e veja o relado na CBF) para ver o que deu causa. Aliás, lá no documento consta expulsão do preparador físico e do próprio Argel. E lá, como justificativa para dar mais tempo, apenas está dito que foram faltas, atendimento com maca etc, ou seja coisa normal de jogo. Pergunto: é motivo para 12 minutos? E respondo: Claro que não. Conta para o bonequinho.

Concordo com o desabafo de Argel (confira a matéria), ele não é fruto de paranóia. Dá a entender que o Figueira, por algum motivo, não é bem-vindo na próxima fase.

 

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Por que Marquinhos, ídolo do Avaí, faz o sangue escorrer pelos olhos de Argel, comandante Alvinegro

12 de maio de 2015 33
Argel e Marquinhos

Os personagens do clássico. Quem vai rir por último?

Bate-papo de rua. Passeava pela rua com minha cachorrinha Mel e encostou em mim dois vizinhos, um Figueira e outro Avaí. Claro que o papo girou em torno do clássico. Meu vizinho avaiano só falava do Marquinhos; meu vizinho alvinegro, só falava de quem? Ora, do Marquinhos também. Aí eu provoquei meu amigo alvinegro: quem para o Galego?

A resposta me surpreendeu: “O Argel”!

Parei, pensei e refleti: faz sentido. Argel não entra em campo, mas é o nome que pode dar um nó em Marquinhos, ou ser nocauteado de vez pelo ídolo avaiano.

O silêncio do Figueirense eu conheço bem. Porque aprendi mediante observação e muitos anos de futebol a compreender os bastidores. E o Figueira leva consigo o jeito Argel de lidar com seu grupo. O Alvinegro na muda é um acúmulo absurdo de energia que será liberado na noite desta quarta-feira, no Estádio Orlando Scarpelli.

Um perigoso acúmulo de energia. A explosão poderá vir em forma de futebol avassalador, com altas doses de motivação e desejo de dar o troco; mas pode vir sob a forma de perda do controle emocional.

Jamais Argel deixará barato três momentos constrangedores terem um desfecho pior. Não sair campeão catarinense (um título que o técnico está sedento por adquirir), perder um clássico em Copa do Brasil para o principal rival e, mesmo com time reserva, largar no Brasileiro com goleada não combina com o perfil de Argel.

Tem outro detalhe que imagino esteja como espinha atravessada na garganta do passional Argel: Marquinhos.

Marquinhos venceu, provocou e bateu. O meia avaiano ao final do clássico, ironicamente, falou no vice-campeão; e, no jogo, deixou uma joelhadinha básica como cartão de visitas.

Sabemos que, mudo, Argel não é: fala e, como diria Tite, as vezes “fala muito”, aliás como Marquinhos, que também “fala muito” em determinadas situações. Mas cego e surdo Argel também não é. Ouviu a provocação de Marquinhos, viu o lance da joelhada. Deve estar usando isso à exaustão nas palestras.

E agora? Marquinhos que já dançou créu no Scarpelli terá alguma outra coreografia guardada e uma coletiva cheia de recados depois do jogo? Ou quem “falará muito” por último e, quem sabe, sorrirá ao final será Argel?

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Chapecoense e Tigre, nossas alegrias; fator Marquinhos; Figueirense acuado; JEC defensivo

10 de maio de 2015 31

O saldo da primeira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro me deixou algumas constatações saltando aos olhos. Vamos a algumas delas:

- Alegria na Série A só com o Verdão do Oeste, único vencedor dentre os quatro catarinenses (clique aqui e veja a crônica do jogo).

- Marquinhos é o centro das atenções do Avaí. Fez um golaço de falta (veja como foi o jogo) e evitou a derrota para o Santos. E agora será o centro das atenções no clássico de quarta-feira!

- O Figueirense está sendo testado ao nível máximo de sua concentração e poder de reação (confira como foi a derrota para o Sport). Não fez gols na final do Estadual (e por isso não evitou o Tapetão); perdeu o jogo de ida para o principal rival na Copa do Brasil; e, mesmo que com time misto, levou uma sapecada do Sport na estreia pela Série A! É pouco?

- O JEC, mesmo com um a menos durante boa parte do jogo (confira a crônica), segue o time defensivo no padrão Hemerson Maria de ser. Gosto muito do técnico do JEC, mas ele terá que evoluir na ousadia na Série A, do contrário o tricolor do Norte vai sofrer muito.

- O Criciúma buscou o resultado positivo na largada da Série B (veja como foi). Importante para oxigenar o início de trabalho. A jornada será longa, desgastante, desafiadora. Mas a volta à elite não é um sonho e sim uma possibilidade que precisa ser agarrada com dentes e garras de Tigre.

 

CLIQUE AQUI E VEJA COMO FICOU A CLASSIFICAÇÃO NA SÉRIE A

CLIQUE AQUI E VEJA COMO FICOU A CLASSIFICAÇÃO NA SÉRIE B

 

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Vídeo que mostra joelhada de Marquinhos promete esquentar bastidores de Avaí e Figueirense

07 de maio de 2015 134

O clássico é um campeonato à parte. É uma verdade absoluta. Deste clássico saiu um Avaí, antes destroçado, agora confiante. Tivemos um grande público. E muitas outras conclusões técnicas e táticas poderiam ser feitas.

Mas nada, absolutamente nada vai render mais do que a imagem que viralizou na internet com Marquinhos dando uma joelhada em Paulo Roberto.

Assim que o STJD ver o vídeo, certamente vai sobrar, novamente, para o galego. E diante da repercussão nas redes sociais, será inevitável a imagem chegar em um auditor, até porque a torcida do Figueirense cuidará disso, não tenham dúvida.

Como vemos, novamente o clássico não vai terminar tão cedo.

Clique aqui e veja o vídeo.

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Extra, extra... bomba, bomba! Informação quentinha: tese do Figueirense ganha corpo no STJD e taça pode deixar as mãos do JEC

04 de maio de 2015 196

Olha, desde ontem, logo após o jogo na Arena eu já tinha algumas conversas enigmáticas com fontes que me deixaram pensativo, mas ainda sem convicção para fazer um post.

Mas hoje, a partir de informações que colhi ao longo da festa dos Melhores do Catarinense (que está acontecendo agora enquanto fujo para redigir este post) já dá para fazer o alerta aos torcedores.

Falei com uma fonte muito próxima ao STJD, outra muito próxima à FCF, mais outra ligada ao Figueirense e conclui: o julgamento no STJD não será a barbada que se pensava pró-JEC,

Há o entendimento que o caso do JEC e os casos de Cruzeiro e América não são análogos. E a explicação para isso vamos desdobrar com mais tempo, já que os meios jurídicos são complexos.

Vejam que sempre preguei aqui que taça no armário não volta, mas a convicção que firmei em torno da possibilidade de reviravolta é tão grande, que sou obrigado a fazer o alerta.

Agora, é esperar as duas instâncias do TJD e se a coisa avançar, ver o que vai acontecer no Rio.

Se tudo for contrário ao JEC, restará a FCF três opções: trocar a taça de mãos, determinar dois novos jogos com mandos corrigidos, ou usar o segundo jogo da final como primeiro da “nova final” e fazer mais um jogo no Scarpelli.

É, se 1968 foi o ano que não terminou, este pode ser o campeonato que não terminou.

MAIS DUAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Primeiro, é consenso que, se torcidas organizadas se dirigirem a Camboriú nesta terça-feira, serão barradas pelo Bope na rua de entrada da FCF. O pedido de proteção é da própria entidade. Esperemos que não evolua para batalha campal.

Há quem veja muitas complicações para o jogador França a partir da citação na súmula de uma agressão ao filho do presidente Delfim Pádua Peixoto Filho. Punição das grandes nos tribunais.

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Um título ao JEC que faz bem ao futebol catarinense

03 de maio de 2015 81

É muito saudável para o futebol catarinense este título conquistado pelo Joinville. O tempo que afastava o JEC das conquistas não era compatível com sua grandeza.

Sair da fila significa encorpar mais ainda o clube e, por tabela, turbinar os catarinenses para encarar a dureza da Série A.

Claro, teremos o tapetão pela frente. Mas é uma questão de tempo para ratificar o que foi obtido em campo, já que o STJD tem entendimento favorável quando o jogador não entra em campo, caso do JEC.

Quanto ao jogo final, sem dúvida houve justiça nos resultados. Arbitragens irretocáveis e times que fizeram seu máximo. Equipes equilibradas, e os dois empates sem gols mostram isso.

Agora também ficou claro que os dois times precisam de ajustes importantes para encarar a elite.

O JEC tem material humano para fazer mais do que fez nas finais, é claro que dando o desconto para o fato de que decisões são geralmente partidas pegadas e que não privilegiam a técnica.

E o Figueirense não pode se dar ao luxo de ficar na dependência de um armador só. Até por que a solução para substituir Rafael Bastos, no momento, inexiste.

Parabéns à nação tricolor, um título que é que coube direitinho onde ficou. Campeão da Série B e campeão catarinense. Mais alguém para criticar o Hemerson

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