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Terrorismo no Rio 2016 é a bola da vez de uma Olimpíada que não fala de esporte

21 de julho de 2016 0

Tive a oportunidade de cobrir dois jogos olímpicos pelo Grupo RBS, Pequim e Londres, e em ambos a preocupação com a segurança foi tão extrema quanto a que vemos hoje às vésperas do Rio 2016.

O DC se antecipou à discussão fora do eixo-Rio de Janeiro com matéria na quarta-feira mostrando como a delegação da Alemanha não tem esquema especial de segurança para a equipe de natação em Palhoça (clique aqui e confira).

Nesta quinta-feira eclodiu a prisão de vários suspeitos de planejarem atos de terrorismo visando aos Jogos no Brasil.

Está instalada, de vez, a paranoia. Na minha humilde opinião, de quem já tem experiência olímpica, as cidades que abrigam delegações deveriam estar melhor vigiadas. Sei que seria um contingente expressivo de homens para cobrir o país todo e sei também que a proteção brasileira ocorre por demanda dos próprios países. Mesmo assim, sabendo que a delegação paralímpica de Israel está para chegar em SC, me dou o direito de ficar preocupado. E a Alemanha, convenhamos, é um alvo, tanto que teve atentado recente em seu território.

Além da preocupação que exponho acima, há um sentimento meu de que esta Olimpíada brasileira é a com maior anticlímax já vivida na história. Se a Copa do Mundo já foi meio estranha para os brasileiros, que não engoliram a competição (será que fomos punidos com o 7 a 1 ou alertados?), as Olimpíadas viraram um alienígena em solo pátrio.

Fale com qualquer um nas ruas sobre a Olimpíada. A passagem da tocha teve e tem momentos emocionantes, sim, e eu valorizo o símbolo olímpico. E desprezo as tentativas de apagá-la. Mas reconheço, também, um contraste absurdo com o momento do país, que não permite às pessoas pensarem em qualquer coisa que não seja insegurança, injustiça social e indignação com corrupção.

Neste cenário, temos um momento desolador para a história do esporte. O símbolo do congraçamento entre os povos, que já sofreu boicotes, já sofreu atentados, já sofreu com o doping, chega com todos estes dramas em grau máximo ao Brasil. É a ameaça de terrorismo (que é mundial, diga-se de passagem), mais a certeza de que todo equipamento olímpico do Rio de Janeiro não vai reverter para o social, e de que os gastos serão muito maiores do que os lucros e que as contas como sempre quem vai pagar é o povo, não os gestores.

Torço muito para nas próximas semanas para que eu encontre dentro de mim forças para vibrar com os atletas e competições. Hoje, tá difícil.

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Argel volta ao Figueirense para reagrupar os soldados alvinegros e para reeditar suas famosas entrevistas quentes

11 de julho de 2016 6
Argel, Figueirense

Figueirense entrega de volta a bola a Argel

Este post está muito longe de avaliar se a volta de Argel será boa ou ruim para o Figueirense. E nem este é o propósito. Mas o espaço não vai ficar em cima do muro: acho muito legal que o treinador receba a bola de volta para tentar reerguer o Figueirense.

Os motivos são vários. Elenco alguns deles.

Primeiro: nunca vi uma direção, a menos que a insanidade reine, trazer de volta alguém que não tenha feito algo de muito bom para o clube. O presidente Wilfredo Brillinger e o departamento de futebol do Figueira aproveitaram a saída de Argel do Inter para trazê-lo de volta porque confiam no técnico. E sintonia entre direção e comandante é tudo no futebol de hoje em dia.

Segundo, a passagem de Argel pelo Alvinegro é positiva. Com ele, o Figueira tinha personalidade, revelava garotos, sabia lidar com os mais experientes, tinha bom padrão tático e tinha ótimos resultados de campo.

Terceiro, sequer encaro o que ocorre agora como uma volta e, sim, como uma continuidade. Interrompeu-se um trabalho que é retomado.

Quarto, podem até não gostar da personalidade de Argel e de suas entrevistas. Mas, eu, se fosse dirigente (e não sou, isso é um exercício de opinião) teria me representando alguém que é de iniciativa, que não espera acontecer, que não é morno. Argel pode não ser simpático com jornalistas, mas joga o jogo. Diz presente, bate de frente, compra a briga. No mundo do futebol, isso é fundamental.

Vai dar certo? Volto à frase inicial. Já que Série A é pedreira e imprevisível. Pode não funcionar, mas acredito que com o grupo à disposição, Argel pode colocar o Figueira nos trilhos. E até torço para isso, para o bem de nosso futebol.

Não tenho dúvida que ver os “soldados” em campo será salutar para o Figueira.

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Um final de semana de alegria só para o Avaí dentre os cinco catarinenses já estava se tornando raro

04 de julho de 2016 2
avaí x Vasco

Foto: Charles Guerra

Não foi uma vitória qualquer. Foi um 2 a 1 sobre a sensação da Série B (clique aqui e relembre). Nesta montanha russa que está o cenário do futebol brasileiro, já estava ficando raro, entre os cinco catarinenses das séries A e B, vermos o Avaí como único vencedor da rodada.

Estava claro para todos: o Tigre é o melhor da Série B e deve ser nosso candidato a tentar a elite no ano que vem, mesmo que aos trancos e barrancos. Também é nítido que o JEC terá que ralar muito para não descer à Série C.

A novidade, então, na Série B, é o Avaí esboçando uma reação para, pelo menos, não sofrer com o descenso. E em alto estilo. Claro, já tem jogo amanhã, e fora contra o Paraná, equipe que mira o G-4 (confira a tabela).

Na Série A, o quadro segue o mesmo, e preocupante. Para o Figueira, lidando com o Z-4 e precisando decidir se quer ou não continuar com Eutrópio. E, na Chape, um retorno à campanha mediana, depois de vislumbrar algo mais.

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A Chapecoense e sonho de Libertadores de Caio Júnior e a missão do Figueirense

30 de junho de 2016 6
Arena Condá, Chapecoense

Galera do versão dando show. Foto: Susi Padilha

O papo no blog hoje gira em torno dos nossos representantes na elite. Como acontece com a maioria dos disputantes sejam do campeonato “para não cair”, seja dos “emergentes”, seja dos “grandes”, ninguém conseguiu entender ao que veio na competição.

É um (quase) primeiro terço de Série A (completar-se-á após os jogos de hoje o 12º jogo de 38 para cada disputante) com momentos interessantes mesclados com frustrantes para todos os envolvidos (até o América-MG está, em tese a uma vitória e um empate de sair do Z-4).

Então, qual o campeonato da Chapecoense, por exemplo? Segundo o (novo) técnico Caio Júnior, pode vir a ser de Libertadores! Em entrevista ao Bate Bola Bom Dia, da ESPN (clique aqui e leia), ele fez uma analogia entre esta Chapecoense que herdou ao Paraná de 2006, que sob o seu comando foi à maior competição sul-americana.

Ora, se o Internacional liderou e agora despenca; se o Grêmio já subiu na tabela, desceu com derrota em casa até para o Vitória, agora volta com vitória sobre o Santos; se o Palmeiras lidera, mas já perdeu três jogos; se o Corinthians já oscilou e não brilhou ainda; por que o Verdão do Oeste não pode sonhar, já que tem uma equipe equilibrada e confiável? E está ali, rondando o G-4. Isso que só citei os atuais times do G-4 (veja a tabela).

Do G-4 para baixo, incluindo a Chape, ninguém pode ser desconsiderado para crescer na competição ou despencar na tabela. Destaco somente três: o próprio Santos derrotado para o Grêmio, o Atlético-MG que joga nesta quinta-feira, e o São Paulo vencedor de ontem. Todos com times aptos a lutar por G-4, mas ainda em processo de instabilidade total.

Neste contexto de otimismo para a Chape, espero o desempenho (e mais que a apresentação, o resultado) do Figueirense desta quinta à noite para entender qual o momento do Alvinegro: se de copo meio cheio, ou de copo meio vazio. O Alvinegro não é bom fora de casa: não venceu em seus cinco jogos até agora. Pior, perdeu para adversários que se incluem nos chamados “jogos de seis pontos”: Atlético-PR, América-MG e Santa Cruz.

Então, se o Figueira aprontar para o líder, pode estabelecer um novo patamar de avaliação de suas possibilidades. Ainda mais que teria, em caso de vitória, carimbado a fama de “devorador de gigantes”. Mas, vejam que campeonato estranho e interessante, se empatar ou perder, volta a lidar com a ameaça de Z-4 ainda mais porque Bota e Santa também jogam. Vamos acompanhar e discutir aqui depois da partida ou amanhã cedo.

 

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Coletiva de Rogério Micale da Seleção Olímpica mostra que estilo Dunga começou a ser sepultado

29 de junho de 2016 1
Rogério Micale

Rogério Micale (E). Foto: Moha Press

Trata-se de uma Seleção Olímpica que, no papel, pode render um ótimo time de futebol. Conhecendo o excelente trabalho de Rogério Micale, espero que a equipe e o projeto encaixe. (confira matéria mostrando detalhes da convocação). Torço muito por um trabalho de base tocado por quem conhece do riscado.

Aliás, um enorme parabéns a Micale pela serenidade na entrevista coletiva. Não comprou brigas ou deu “tiradas” polêmicas ao ser questionado sobre suposta “inexperiência”, sobre influências de Tite ou sobre Neymar. Aliás, garantiu que não vai julgar Neymar antes de ter o convívio com o jogador  e de forma inteligente garantiu que quer Tite ao seu lado de forma atuante.

Veja o que ele disse em relação a Neymar:

- Eu vou conhecer o Neymar, olhar no olho, conversar com ele, como homens que somos, e conviver com outros atletas. Vou ver características de cada um. Seria leviano fazer comentário sobre pessoa com quem não tive um mínimo de convivência, não só Neymar como qualquer outro – explicou.

É ou não um dos primeiros sintomas de uma mudança radical no estilo Dunga? Aquela chatice de ver tudo e todos contra! Truculência, respostas grossas, isso já era. Ainda bem. Demorou. Tanto Micale quanto Tite na principal farão um bem ao Brasil e à imagem da Seleção, tão desgastada pelo antigo comandante e ainda sofrendo com a atual cúpula da CBF.

Micale foi humilde e amparou-se no domínio que tem da categoria que vai treinar.

Será, aliás, a grande chance de o país permitir que novas cabeças pensem nosso futebol. E também um importante momento para Neymar mostrar ao que veio em nível de Seleção.

O garoto que rende muito no clube (por causa da estrutura do Barça, que lhe facilita a vida como coadjuvante e não como protagonista) terá que mostrar ter maturidade para ser “o cara” da Seleção.

Diga-se de passagem, mesmo com algumas excelentes atuações pela canarinho, Neymar sucumbe na Seleção tanto na produtividade, quanto nas atitudes fora de campo.

E isso só acontece porque a CBF continua sendo CBF, atrasada em termos de gestão, e comprometida em termos de convocações. A entidade está sendo obrigada a engolir dois profissionais que não vão se submeter a certas situações, casos de Micale e Tite.

Aliás, ver Del Nero usando a convocação para se promover, mas não aceitando falar sobre o futebol brasileiro, é o mais do mesmo. Aconteceu hoje e segue  preocupando. Pode a médio prazo comprometer o trabalho de Micale e de Tite na Seleção Principal.

Como leitura complementar, gostei muito do que exreveu PVC em seu blog, tratando sobre a herança maldita deixada por Dunga, mas o otimismo em relação a Micale. Clique aqui e leia.

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Saída de Guto Ferreira da Chapecoense é tristemente normal. Veja lista de sugestões para o Verdão

24 de junho de 2016 1
Guto Ferreira

Sem Guto, Hemerson, que balança no JEC, é um alvo da Chape

Sob qualquer ângulo avaliado, não há como criticar Guto Ferreira pela decisão de deixar a Chapecoense pelo Bahia por uma melhor oferta financeira.

Todo o processo que vivenciamos neste caso cai na conta do triste estágio em que o futebol brasileiro se encontra.

Nem técnico, nem clubes, conseguem lidar dentro de uma lógica diante de um cenário tão complexo, ninguém mais escapa do circulo vicioso e decadente que contamina a tudo e todos dentro do mundo da bola.

Claro que o ideal para qualquer treinador seria, diante de um trabalho sólido e próspero, optar pela continuidade em um clube de Série A, em detrimento a começar um trabalho capenga em um time de Série B.

Mas o Bahia tem orçamento de clube de Série A. E, no Brasil, a lei que rege é do “quem tem mais grana”. Dane-se o projeto. Ou o “pojeto” com diria o “profexô” Luxa.

O raciocínio de Guto é simples de imaginar: de R$ 140 mil para R$ 350 mil, é muita diferença. Apesar de a Chape não ser de demitir por qualquer situação, ficar no Verdão não é estável a ponto de recusar tal proposta. Do outro lado, o time do Oeste não entrou em leilão, tem seu padrão, seu orçamento, seu teto e não abre mão.

Sem negociação, bingo! Lá se foi Guto, que não tem nada a perder. E aí está o problema. Se não vingar no Bahia e for demitido, fica recebendo uma grana preta seja em parcelas, seja na Justiça. Se vingar, consolida mais ainda a carreira. E deixa Chapecó com um trabalho de sucesso carimbado no currículo. Um dia ainda volta idolatrado para Chapecó.

Bom, agora é olhar para frente. Quem virá?

Rapidamente, meu colega de redação Matheus Peixer, apresentou alguns nomes interessantes. A lista:

 

Sem clube

Enderson Moreira
Paulo Roberto Falcão
René Simões
Ney Franco
Paulo César Carpegiani
Doriva

Série B

Mazola Júnior (CRB)
Rogério Zimmermann (Brasil de Pelotas)
Fernando Diniz (Audax / Oeste)
Roberto Cavalo

Série C

Antônio Carlos (Juventude)

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Pais e Estado têm que cuidar do estudo das crianças. Lei que obriga clubes de futebol profissional em SC a esta tarefa merece uma reflexão

17 de junho de 2016 0

Ouvindo o sempre brilhante colega Mario Motta, que comentou o assunto no Notícia da Manhã da CBN/Diário, não resisti a escrever sobre esta nova lei sancionada pelo governador Raimundo Colombo e de autoria do deputado Leonel Pavan (Lei Estaudal 16.946\16). Infelizmente, para tratar deste assunto, tem que ser textão. Então, blogueiros, tenham paciência.

Trata-se da obrigatoriedade aos clubes de futebol oficiais sediados em Santa Catarina da exigência de matrícula em instituições de ensino, pública ou privada, e o acompanhamento da freqüência e do desempenho escolar dos jogadores menores de 18 anos com os quais possuam vínculo.

Ora, uma lei federal já estabelece quem deve prover estudo para as crianças brasileiras. A norma basilar que regula a proteção das crianças e adolescentes em nosso país está estampada no art. 227 da Constituição Federal Brasileira de 1988 que estipula que: “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança , ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Não bastasse a lei genérica, há especificidade em âmbito federal.

Desde 2013, os pais ficam responsáveis por colocar as crianças na educação infantil a partir dos 4 anos e por sua permanência até os 17. Já os municípios e os Estados têm até este ano em curso para garantir a inclusão dessas crianças na escola pública.

Trata-se de uma alteração feita na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por meio da Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, publicada no Diário Oficial da União. A regulamentação oficializa a mudança feita na Constituição por meio da Emenda Constitucional nº59  em 2009.

Diz o Art. 6º: É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade”

Segundo matéria publicada no portal UOL, o advogado Ariel de Castro Alves, da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB, informou, inclusive, que os pais podem ser multados se não respeitarem a nova legislação – os valores podem ir de três a vinte salários mínimos segundo o artigo 249 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Diz o jurista:

“A lei dispõe que ela entra em vigor na data da sua publicação, [e por isso] os pais já têm o dever de procurar vagas para seus filhos a partir dos 4 anos na educação básica “.

Existe também uma punição criminal no Código Penal (artigo 246) aos pais que abandonam a educação do seu filho. A pena é de multa ou detenção de 15 dias a um mês.

Como vimos, então, e bem destacou Mario Motta, trata-se de mais uma lei para entrar no currículo do político. E só.

A boa intenção de proteger as crianças com mais um acessório chega para engordar, apenas, as artérias entupidas do colesterol legislativo vigente no país. E, provavelmente, causar infartos em clubes profissionais com menos recursos, caso venha a ser aplicada à risca, o que, sabemos, dificilmente vai acontecer.

Legislando a rodo, apenas alimentamos a impressão de que este é o país do faz de conta, com regras lindas aplicáveis somente nos sonhos dos políticos.

Destaco alguns pontos que, imagino, foram desconsiderados por todos, incluindo o governador, ao sancionar a Lei:

Primeiro, porque legisla sobre algo cuja obrigação e foco já foi definido por lei federal e no que tange aos estados e municípios já recebeu lei complementar (como mostram dois exemplos neste post).

Segundo, porque tenta terceirizar uma obrigação que é primariamente da família monitorar e até pode ser reforçada por terceiros, mas não tomada como obrigação.

Terceiro, porque jamais vai conseguir fiscalizar, como acontece com o amontoado de leis que estabelecem pormenores e detalhes complexos para a execução no mundo real.

Quarto, porque, se conseguir fiscalizar, não vai haver aplicabilidade a 100% dos clubes catarinense. Afinal, clubes de segunda e terceiras divisões, alguns até da primeira, vão conseguir recursos como para investir em ensino privado? E se for em rede pública a matrícula, terão que armar uma infra-estrutura de controle inviável. Pode provocar até o abandono das categorias de base, com efeito inverso, gerando o fechamento de escolinhas que podem representar um futuro para as crianças.

Quinto, porque os clubes mais estruturados já procedem neste caminho ao natural. Avaí, Figueirense, Criciúma, Joinville e Chapecoense são exemplares em suas categorias de base. Fazem controle rigoroso da situação escolar de seus jovens. Até porque, sabem, que garotos bem formados têm rendimento melhor.

É uma lei, portanto, que chove no molhado. Praticamente redige algo que já é feito pela maioria dos clubes “grandes” e cria uma arapuca para os clubes menores.

Chega de leis e mais leis regrando tudo e todos. Muitas coisas não precisam ser escritas: criança na escola é o óbvio ululante. Qualquer clube com dinheiro vai querer os seus jovens bem educados.

Precisamos eleger e pagar com nossos impostos os políticos para que ajam dentro da realidade, na ruas, fiscalizando o que já existe e não criando mais minúcias e burocracias. Saiam dos gabinetes e entrem no mundo real, lá serão mais úteis.

Deixo aqui o benefício da dúvida: se funcionar a lei, se produzir resultado, se for na contramão do que vemos por aí, faço, em breve, um post apresentando os resultados e a aplicabilidade do novo regramento. Desde já estou pautando o DC para verificar esta questão no Estado e colocarei na agenda para ver o que mudou no futuro.

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Tite na Seleção Brasileira, ok. A pergunta é: por que ele acreditou na CBF e aceitou assumir o cargo?

16 de junho de 2016 2

Estamos em um momento do Brasil em que acreditar em algo, em algum projeto, é muito difícil. Quase impossível! Simplesmente porque é um país sem projeto. Seja político, seja econômico, seja cultural, seja desportivo.Vivemos de individualidades, esforços pessoais bem sucedidos, ou de iniciativas privadas com sucesso. Ou ações do passado que ainda funcionam (e futebol brasileiro foi algo que, no passado, funcionou muito bem).Do campo público, hoje em dia, temos apenas más administrações e maus exemplos, com minguadas experiências estatais que mereçam crédito.

Então, neste oceano em que se afogam os bem intencionados, o que pensar da escolha de Tite como técnico da Seleção? E de Micalle como comandante olímpico? (veja notícia aqui). Sou um pouco cético, embora lute diariamente para manter o otimismo. Precavido, porque sei que o esforço individual, pessoal do ótimo treinador Tite é bem-vindo ao nosso futebol, mas também sei que uma batata podre estraga um saco inteiro. E certas podridões que corroem nosso futebol não foram tocadas ainda. Quando é uma batata podre só, dá para selecionar o produto e salvar a safra. Mas quando a praga está disseminada, os bons muitas vezes são engolidos pelos nefastos.

Determinados erros táticos, certas convocações que são verdadeiras aberrações, alguns comportamentos desconcertantes e declarações ridículas, que viraram moda na Seleção, não vão reverberar com Tite. O que é muito bom. Um excelente começo, ou melhor, recomeço.

Por outro lado, compromissos com patrocinadores, convocações minadas por interesses de clubes europeus e outros dramas, como calendário e falta de comando na entidade que rege nosso futebol, dificilmente Tite terá como estancar.

Fico curioso do porquê de Tite ter aceitado. Suas condições, se aceitas, podem até resolver o problema específico da Seleção. Mas o buraco do futebol brasileiro é tão complexo de tapar quanto o buraco em que o Brasil está.

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Gol de Ermel diminui o estrago que o árbitro causava ao Figueirense ao não marcar pênalti escandaloso

25 de maio de 2016 8

Existem erros de arbitragens aos montes por aí. E respeitamos o direito do árbitro errar, é um ser humano e não tem a tecnologia ao seu favor. (confira o lance no Globo Esporte). Mas, no 2 a 2 de Figeuirense e Santos, o limite do aceitável foi ultrapassado.

O pênalti não dado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, que poderia representar o empate do Figueira diante do Santos, foge da categoria erro. Escapa do aceitável. Foi, na verdade, um escândalo. Uma vergonha. Um acinte. Um desrespeito com quem pagou ingresso. Algo que, na Europa, se o árbitro não desse, o próprio time infrator avisaria do erro e pediria a marcação.

Se o árbitro não tivesse visto o lance, o que já seria um absurdo (deu um pênalti, que foi também, embora muito menos escancarado, para o próprio Peixe), ainda teria o auxiliar de frente para o “crime”.

Se o sujeito não dá uma penalidade dessas, seu auxiliar deveria ter avisado. Ou, o auxiliar estava olhando, provavelmente, os novos refletores do Scarpelli, ou aguardando o novo óculos que ainda não ficaram prontos. Tudo, menos prestando atenção. Porque, se estivesse, daria o lance. Ou…

Que o Santos foi muito melhor no primeiro tempo, não há dúvida. Mesmo assim, o Figueira saiu na frente. Que uma vitória santista seria justa pela produtividade, ninguém nega. Mas futebol prega surpresas, como vimos na primeira etapa. E por que interferir no resultado negando ao Figueira a marcação de um lance tão ridiculamente escancarado?

Melhor nem tentar explicar. Ainda mais que o lance poderia ter iniciado a reação alvinegra mais cedo.

Fico pensando, num curso de arbitragem, quando se mostrar este lance. Se eu sou o seu Wagner e seu assistente, largaria a arbitragem, com vergonha.

 

Confira abaixo o lance, conforme publicado no Face do Esportezona:

 

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Albeneir, os 99% do bem que gostam de futebol te amam. Os 1% do mal não merecem nem pena

18 de maio de 2016 25
Foto: Cristiano Estrela

Foto: Cristiano Estrela

Estava viajando pelo interior de SC quando aconteceu o episódio em que o Albeneir foi homenageado pelo Avaí quando da apresentação do João Paulo.

Não foi algo planejado pelo clube, nem pelo Bena. Por acaso, nosso craque e ídolo do futebol catarinense estava na Ressacada comprando uma camisa para presentear o médico que está cuidando de sua companheira, que estava com problema de saúde.

Albeneir é grandão, chama atenção por onde passa. Foi visto pelo presidente, ganhou uma camisa do clube que defendeu com muita honra e dedicação. Além disso, foi gentilmente convidado a participar da cerimônia.

Tudo absolutamente normal, bacana e elogiável sob todos os aspectos.

As coisas só mudaram de figura porque, infelizmente, nossa sociedade está doente. Há “haters” por todos os lados. Os 99% do bem estão sendo engolidos pelo 1% do mal.

Assim é na política, assim é em todas as áreas, não seria diferente no futebol.

Quem conhece o Albeneir sabe que ele é um vencedor dentro e fora de campo. Dentro, porque foi um baita jogador. Fora, porque superou drama pessoal. Todos os dias, dia a dia, ele renasce para a vida superando o alcoolismo. E o faz com amor no coração, com coragem, uma pessoa incrível e que merece a minha e a sua admiração.

O Albeneir não nega seu amor pelo Figueirense. Ele é torcedor do Figueira. Mas este fato não significa que não seja respeitado e admirado no Avaí, clube em que jogou.

Em que momento alguém decide que, por vestir a camisa do Avaí, o Bena deve ser hostilizado? Qual o curto circuito na mente de uma pessoa que o impele a tal implosão mental? Por mais que tente entender, não consigo.

O Albeneir tem simplicidade, brilho próprio e alegria tão grandes quanto seu tamanho. Ele é grandão de coração.

Quem gosta de futebol na Capital, sendo Avaí o Figueirense, e não gosta do Albeneir por qualquer motivo deve repensar o que o move a admirar o mundo da bola. Amor, alegria, descontração, rivalidade sadia, por exemplo, não devem estar na lista destes.

Tenho certeza que o Figueirense, como instituição, tem amadurecimento suficiente para deixar as portas abertas para este craque da vida. Que ele circule pelo Scarpelli e seja abraçado e protegido pelos 99% do bem.

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