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Fortes emoções: pitada de Toninho Cecílio no caldeirão Criciúma

28 de outubro de 2014 0
Técnico tenta salvar o Criciúma na Série A

Cecílio, novo técnico do Criciúma. Foto: Flávio Neves, BD, 26/10/2011

Criciúma é uma cidade fortemente colonizada por italianos. E os italianos adoram o lado passional da vida. Vibram intensamente com os momentos explosivos da existência.

Só pode ser este viés temperamental que fez o Criciúma optar pela contratação de Toninho Cecílio.

A história deste ex-jogador e treinador é por demais conhecida por quem acompanha o dia a dia do futebol. E também por nós, catarinenses.

Vejam que alguns de seus momentos mais intensos foi junto ao Palmeiras, também um clube passional ao extremo (e não por coincidência de origem italiana).

O Avaí, por onde Cecílio passou, também é um clube onde a paixão e o coração falam mais alto.

O Tigre opta por Cecílio. Inegavelmente um conhecedor do futebol: muito bom taticamente falando, e um conhecedor da parte administrativa.

Parasse por aí, diríamos que o Tigre estaria já pensando em reestruturação para a Série B do ano que vem.

Mas conhecendo como Toninho cuida de cada detalhe interno, como não se curva a desvios de conduta (além de tudo é um sindicalista, preza a relação de trabalho), fico só imaginando a bomba-relógio que teremos no HH,

Pode dar certo. Mas se a lógica se confirmar e o Tigre for rebaixado, então o Criciúma de Cecílio terá que promover uma revolução interna no grupo de jogadores. Porque as suas ações imediatas simplesmente não têm como serem brandas e, daí, vão resultar feridas abertas.

Boa sorte, Tigre!

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Contra o Figueirense foi pênalti, para o Grêmio não seria pênalti. Assim será na reta final da Série A

23 de outubro de 2014 17
Pênalti em Grêmio x Figueirense

Lance para ser discutido entre Grêmio e Figueirense. Foto: Mauro Vieira

Peço que observem este lance flagrado no ato pelo repórter fotográfico, Mauro Vieira. Ele é fantástico, porque nos permite discutir um lance que decidiu o jogo entre Figueirense e Grêmio sem meias palavras.

Fica claro que a bola tocou na mão e que houve uma jogada imprudente dentro da área (confira a crônica do jogo).

Fica claro, também, que, por estar com os olhos fechados, não há intensão de tocar a bola.

Mas a discussão não me parece técnica. Ela é mais profunda. Se este lance fosse na área do Grêmio, com papéis invertidos, não seria dado o pênalti.

Infelizmente assim será na reta final deste Brasileiro. O time que tiver mais dinheiro, mais nome, mais influência, terá toda a boa vontade da arbitragem.

Aquele que tem menos poder, vai sofrer.

Um detalhe importante: no momento do lance (que é o que importa para o árbitro) até os companheiros das rádios gaúchas não viram pênalti. Depois, com recurso da TV, é fácil mudar.

 

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Ao fincar pé na Série A, JEC transfere ao Avaí a responsabilidade para o clássico da Ressacada

22 de outubro de 2014 20
Joinville faz festa na Série B

Edgar Júnio fez três gols no ABC;. Foto: Rodrigo Philipps

A discussão rodada de ontem passou a ser apenas “quando” o JEC vai ratificar sua volta à elite do futebol brasileiro (confira a tabela da Série B).

::: Confira a página especial do Joinville
::: Veja o site dedicado ao Avaí

Este feito fantástico do tricolor do Norte (veja como foi a vitória sobre o ABC) é para ser comemorado. Depois que a Chapecoense conseguiu ingressar no seleto grupo de times que já fincaram o pé na Série A, faltava o Joinville carimbar este passaporte.

Ele, JEC, que em muitas oportunidades já nos representou muito bem na elite, com grandes times, ainda não tinha tido o gostinho de chegar entre os 20 melhores no novo modelo de Série A.

Time e torcida ainda têm que manter a concentração, claro. O famoso “Já Ganhou” é sempre um perigo. Mas a matemática não desmente.

Agora o clássico, sexta-feira.

O que dizer deste jogo com o Avaí, depois do tropeço em campinas (veja como foi o jogo com a Ponte Preta)?

Apenas que, a partir de agora, inicia-se uma campanha de compreensão da torcida avaiana do que significa tentar superar o tricolor.

Simplesmente é o divisor de águas para que o time abra uma pequena vantagem sobre o Ceará.

Se o time entrar em campo e ver o “mar azul” confiando e pronto para mudar o destino, é uma coisa; se encontrar um público pequeno, o papo é outro.

Para o Joinville, não é preciso nem dizer: venceu? Vai para as ruas continuar a festa, agora regada a mais chopp das festas de outubro.

Temos que torcer muito hoje à noite por nossos três representantes na Série A. Principalmente pelo Tigre.

São 12% de chances de termos cinco na elite. Para aumentar este percentual, só se o Criciúma vencer o Atlético-PR.

Figueirense e Chapecoense, por sua vez, têm pedreiras. É assunto para post à noite.

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A polêmica declaração de Hemerson Maria reacende eterna discussão: qual maior torcida de SC

20 de outubro de 2014 58

A declaração polêmica do técnico do Joinville, Hemerson Maria, um manezinho da Ilha, dizendo em alto e bom som que o JEC é o time com maior torcida de Santa Catarina ainda reverbera na Ilha. (clique aqui e veja a matéria).

Muitos torcedores tiveram seu orgulho ferido, se sentiram traídos, já que esta é uma questão que nenhuma torcida abre mão no Estado. E quando o assunto é trazido assim, sem uma pesquisa, na empolgação, sempre gera pequenos terremotos.

Todos: avaianos, alvinegros, tricolores do Norte e tricolores do Sul, os verdões do Oeste, todos têm convicção que sua torcida é a maior.

Não há dúvida que, em ocupação do estádio, a do JEC há muito dá um banho. Esteja o time bem ou mal, sempre há lotação. Isso é um fato e não se pode desconsiderar.

Assim como fazia a torcida do Figueirense, que sempre acumulava as melhores médias até que, aos poucos, perdeu este posto. Faz tempo que não superlota o Scarpelli ou termina o ano com a melhor ocupação do estádio, embora a empolgação nos jogos tenha voltado. O clima “geladeira” já foi superado, hoje em dia o Scarpelli voltou a ser um grande aliado do Figueira.

A torcida do Avaí, por outro lado, escolhe momentos para apoiar. Quando pega junto, praticamente não tem igual no Estado. Transforma a Ressacada num caldeirão que mexe com qualquer atleta. Mas são momentos, porque na prática o estádio em geral tem estado com ocupação bastante baixa.

E o Criciúma talvez seja a torcida que, em ocupação, mais se aproxime da galera do Joinville. Em animação, contudo, a do Tigre é única, tem característica própria e vibra bem mais que os joinvilenses e, na média, está mais participativa que a do Avaí.

Dá para incluir tranquilamente a Chapecoense na análise. O sucesso do Verdão é flagrante, a ocupação da Arena Condá é grande, a torcida dá um apoio legal, a inclusão do time como um “grande” de SC é inexorável, já é uma realidade.

Hemerson Maria gosta de balançar com o sentimento mais profundos das pessoas. Todos sabem que ele se criou no Figueirense: quando mudou-se para o Avaí, disse ser “torcedor” avaiano. Muitos alvinegros, na época, se sentiram traídos.

Agora foi para o JEC e renegou a Capital com uma declaração que sabidamente dói na alma dos manezinhos, como ele.

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Goleada do Figueirense para avisar que vai ficar na Série A. E o JEC avisa que vai subir à elite

19 de outubro de 2014 24

Se desse para batizar as vitórias de Joinville, no sábado, e do Figueirense, neste domingo, o nome delas seria “carimbo de reta final”.

Só para pontuar a comparação, um exemplo contrário deste domingo seria a derrota do Inter para o Corinthians no Beira-Rio. Adversário direto pelo G-4, numa rodada em que o São Paulo havia vencido, o colorado foi duramente castigado.

Vejam que o JEC não só ganhou três pontos do Ceará, mas segurou um adversário direto. O Figueira, idem, superou um time que está na mesma briga, ganhou gordura e contou com derrotas de vários adversários de mesmo interesse.

Foi uma rodada gigante para Figueirense e Joinville.

Para o Figueira, foi aquelas goleadas, o 4 a 0 sobre o Coxa, de carimbar mais que confiança. Conseguir gordura, energizar a reta final da Série A olhando mais para frente do que preocupado com o retrovisor.

Já Chapecoense e Criciúma não jogaram com adversários diretos. Mas os pontos perdidos, mesmo fora de casa, seriam fundamentais, principalmente para o Tigre.

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Parabéns pela coragem e exemplo de Santa Catarina: finalmente as Organizadas estão banidas

14 de outubro de 2014 28

Parabéns, Federação Catarinense de Futebol! Parabéns, Ministério Público de Santa Catarina. Parabéns, Polícia Militar de SC.

Finalmente uma decisão concreta em relação aos bandidos que habitam as torcidas organizadas.

Até a final do Estadual de 2015 as cinco torcidas com o histórico mais violento estão fora. Gaviões, Mancha, União, Fúria e Jovem de Brusque estão banidas.

E outras menos votadas que fiquem espertas. A decisão vale para fora do Estado também.

Uma atitude de coragem. Dura. Necessária.

Um começo para devolver o torcedor de bem aos estádios.

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Força, Avaí. Xô chatos que só veem defeitos. Vão tomar uma chuva para alegrar o espírito! O G-4 da Série B é a resposta

11 de outubro de 2014 17

Toda vez que acompanho um jogo de Série B que começa às 21h, eu fico pensativo.

Acompanho torcedores e análises que dão conta de um mau futebol, de críticas as vezes ferozes ao que produzem os atletas em campo. Especialmente em relação ao Avaí.

E aí eu lembro de que 90% dos jogos da Série A são encardidos, ruins, fracos tecnicamente. Só para ficar no exemplo do meu time, o que eu torço, o Inter, o colorado então lutando pela ponta levou uma mão cheia da Chapecoense.

Para ficar mais perto em termos temporais, o Corinthians, olhando para a Libertadores, perdeu para o então lanterna Botafogo (confira a tabela da Série A).

Onde quero chegar?

Ora, Geninho tem um time do qual extrai comprometimento, garra, precisão em bolas paradas.

O que tem de ruim é o mesmo que tem de ruim nos outros 19. Aliás, muito do que se vê também na elite.

Só que o Avaí já brigou pela ponta e luta dentro do G-4 (veja a classificação da Série B).

Tem um diferencial.

Ele é sutil.

E não é observado por quem está mergulhado num ranço chato de querer excelência onde não há.

Há detalhes melhor observados em uns. Neste quadro está o Avaí.

Detalhes que vão da falta bem cobrada até observar qual jogador do adversário pode falhar na bola aérea. Isso ninguém cita.

Pegar um time vindo de resultados negativo, acuado, diante de poucos torcedores, com um árbitro ruim que chega a doer e um adversário com certa qualidade e fazê-lo vencer, é mérito.

O 1 a 0 sobre o Icasa é goleada.

Parabéns, Avaí. Parabéns, Geninho. Parabéns, diretoria.

Uma vaia para você que é ranzinza. Quer ver espetáculo no sábado? Vai num show ou no cinema.

Quer ver time que luta pelo título (hoje, porque amanhã nem ficar entre os quatro). Mas que não vai apresentar um lindo futebol. Mas vai apresentar dignidade e algo mais em relação aos demais, que o faz estar na condição de subir para a elite?

Então pode vir na Ressacada.

Os 5 mil e pouquinho que enfrentaram chuva estavam lá por três pontos. Estão com os jogadores. Estão com o Avaí.

Na Série A, é fácil ir. Quero ver estar com o Leão na Série B.

E os chatos que não vibram com o time, mas veem fácil os defeitos, vão tomar um banho de chuva para alegrar o espírito!

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Ôpa, mais um gol da Chapecoense? A goleada sobre o Inter que marca uma era para o Oeste de SC

10 de outubro de 2014 12

Demorei para me manifestar aqui, mas não foi pelo baque, pela pancada, pelo quase deboche que o time que eu torço, o Internacional, levou da Chapecoense.

É porque ontem não pude assistir ao jogo, cheguei tarde em casa e sem ver as circunstâncias é melhor não se manifestar.

Hoje acompanhando os lances, as crônicas e tudo mais percebemos que a goleada espanta justamente porque foi absolutamente construída ao natural.

Não é só um marco para o futebol catarinense, que têm aprontado várias por aí. É um feito para o Oeste. Porque colorados, gremistas, e demais torcedores de grandes centros insistem em ver os times catarinenses como pequenos.

Insistem em comparar nosssos cinco mais fortes com times do interior de seus estados. Que time do interior do RS tocaria cinco no Inter?

Ora, temos sim limitações financeiras, temos contigente de torcida menor, temos menos história em nível nacional e temos menos influência na CBF. Ponto. Mas não temos menos futebol. Fato.

A brincadeira é válida. Minha timeline do Facebook, meu WhatsApp, meus amigos, todos abanando de mão cheia. E vira, mexe, alguém olha para mim e pergunta: mais um gol da Chapecoense?

Parabéns Oeste, parabéns Verdão. Muito orgulho deste time. Mais um para honrar SC com força e brio!

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Dirigente que ainda apoia torcida organizada vai se arrepender amargamente no futuro

06 de outubro de 2014 3

Com tudo o espetáculo lamentável que temos visto ultimamente, ainda vislumbramos aqui e acolá dirigentes de clubes brasileiros em cima do muro ou, o que é pior, até apoiando as torcidas organizadas.

Com todos estes episódios rolando, morte de torcedor inocente, farta lista de envolvimentos policiais (clique aqui e confira matéria do DC relembrando casos) é de admirar que os presidentes de clubes ainda não tenham, por exemplo, o posicionamento firme que o Cruzeiro tem (clique aqui e veja posição do clube). O próprio Grêmio impôs sanções a sua influente Geral (clique aqui e veja as condições).

No episódio de Goiânia, envolvendo briga violentíssima de torcedores de Goiás e Figueirense, todos estavam de cara limpa.

Absolutamente não temem ser filmados. Sabem que nada acontecerá. E nada acontecerá, mesmo.

Impressionante que já está liberado até tentativa de assassinato que fica tranquilamente na conta do nada vai acontecer.

Impunidade total. São perdas de mando de campo aqui, acolá. Até que mais uma morte ocorra. Aí vem punições mais severas. Mas os autores das brigas seguem frequentando os estádios. Seguem soltos.

E os dirigentes são sim responsáveis. Pois não proíbem a entrada no estádio de organizações que abrigam estes marginais.

Sei que 90% ou mais dos integrantes são do bem. Sei das ações sociais. Mas a organização não consegue se livrar dos bandidos.

E estes já estragaram o futebol brasileiro.

Repito: não sei como pais conscientes ainda levam filhos aos estádios. Quando não é dentro, é fora o perigo. Deixou de ser um ambiente familiar, sadio e alegre.

O dirigente que não acordar para a realidade ainda vai pagar esta dívida social por omissão.

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O espetacular momento do time de Argel, o Figueirense com DNA de Série A

28 de setembro de 2014 39

Felicidade.

Esta a palavra que define o fim de domingo para a nação alvinegra.

Como diz o Salles Júnior, “como é bom viver momentos como este”.

Quando o técnico Argel assumiu o clube, fui um defensor. Fico feliz em perceber que meu feeling estava correto.

É um cara que empresta coração ao time, sem descuidar de questões táticas e técnicas.

A posição na tabela é privilegiada.

Mas, se conheço bem o Argel, não vai deixar baixar a bola.

O Palmeiras foi melhor, mas o Figueira venceu. Isso é apostar na vitória, no ataque e esta mensagem Argel mandou.

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