Grande atuação da rodada ficou para o Figueirense, menção para o Avaí que fez dever de casa
29 de maio de 2013 65Chapecoense perde pontos em casa e JEC é o primeiro de SC a ser derrotado na Série B do Brasileiro
Quase pirei zapeando pelo pay-per-view com os três jogos dos catarinenses simultâneos. Antes, curtimos a vitória do Avaí, por 2 a 1, sobre o Guaratinguetá.
Foi uma rodada produtiva, em termos de pontos, para a Capital. Porque o Figueirense goleou o América-MG, por 4 a 2, no Independência. Mais impactante que o resultado para a nação alvinegra seria ostentar a liderança da competição. O time está lá no encalço do Palmeiras, mas o golzinho bobo levado botou o Verdão na ponta.
Fiquei um pouco naquele mosaico que o pay-per-view oferece mas não gostei, você vê tudo e não vê nada. Então fui de zapping. Fiquei mais no jogo do Figueirense até a coisa se encaminhar.
Aí grudei no 1 a 1 da Chapecoense para torcer um pouco pelo Verdão.
Em Minas, o time do Figueira dava um banho de bola no América, quando resolveu que parte do jogo deveria ter emoção. O Alvinegro controlava de forma soberana as ações no primeiro tempo, mas cedeu o 2 a 1 no finalzinho da etapa. Então levava uma pressão no início do segundo tempo quando chegou ao 3 a 1 e aí passou a controlar a situação, até sofrer o segundo gol, que não passou de mais um susto no jogo, mas significou a perda da liderança.
A grande diferença do Figueira de agora para o Estadual chama-se referência de ataque. Seja com Rafa Costa e até mesmo com Pablo, que entrou, há gente preocupando os zagueiros adversários, então Ricardinho e Maílson têm muito mais produtividade.
Agora, o que não muda no time é a facilidade com que o setor defensivo se complica e transforma jogo fácil em algo mais tenso. Quando será que o ex-zagueiro Adilson vai achar um equilíbrio para o setor? Já é tempo.
Em Erechim, o Verdão bebeu do veneno que o Avaí havia tomado diante do Oeste. Construiu a vantagem e, pelo menos enquanto eu havia migrado para conferir a partida era dono do espetáculo. Cochilou e o visitante achou o empate num bonito gol, um chute de fora da área de Fernandes.
Já o Joinville, que foi o jogo que menos eu conferi, parece que não se encontra fora de casa. Levou 2 a 1 do Atlético e, dos catarinenses, é o pior colocado na tabela.
Isso porque o Leão venceu em casa. Ganhou, mas não convenceu. As menos de quatro mil almas que foram à Ressacada prestigiar o Avaí são um reflexo. Mostram que o torcedor diminui em número de forma proporcional à qualidade do futebol que é apresentada. O Avaí não corresponde em um vinte avos ao que se imagina possa produzir tendo ao seu dispor uma dupla do nível Marquinhos/Cléber Santana.
O técnico Ricardinho, por esta equação mal resolvida, já recebeu vaias contundentes, que só não foram maiores justamente pelo pequeno número de torcedores. Esta é uma realidade. Mas há outra: a boa campanha. Sim, o empate fora e a vitória em casa está absolutamente dentro da cartilha de um time que pensa em acesso.E, aí, não há argumento contra o técnico que pese. Uso as palavras do narrador Salles Júnior, da CBN/Diário, ao final da partida: "Série B é isso mesmo, no sufoco e na raça".
Era isso, noite agitada para quem cobre futebol e para quem gosta de ver seu time e/ou conferir e, em alguns casos, secar os demais.

