Levar meia dúzia de baga é para transformar de vez a campanha do Figueirense em vergonha e vexame
06 de outubro de 2012 195Junte tudo. Um time visivelmente incapaz de permanecer na Série A, mais uma noite inspirada de Ronaldinho Gaúcho, mais um jogador expulso ainda no primeiro tempo da equipe que já é mais frágil.
Coloque estes ingredientes dentro de um estádio lotado de torcedores, pulsante, embalando uma equipe que quer o título brasileiro, o que pode acontecer?
Ora, a partida virar um constrangedor treino de luxo para o dono da casa. E um exercício de vergonha para o oponente.
Lembro a vocês que, contra o Grêmio, um cenário parecido se avizinhou, mas o tricolor gaúcho, lá no Olímpico, além de errar muitos gols, baixou o ritmo.
O que comentar taticamente? O que sugerir ao Figueirense? O que pedir a Márcio Goiano.
O que dizer a nação alvinegra, senão lamentar esta lenta agonia rumo à volta a Série B.
Uma campanha desastrosa, um clube fragilizado dentro de campo e ainda com um horizonte complexo fora dele.
Resta torcer para que a nova administração tenha sucesso em repensar o futuro, para evitar aquela derrocada em alguns times, que vão de série em série, quando entram num ciclo brusco de desestruturação como ocorre com o Figueira.
Nenhum 6 a 0 acontece impunemente. Ainda mais quando a vitrina é a Série A do Brasileiro. Jogadores profissionais, que têm hombridade, família e honram a profissão não podem admitir deixar o campo abatidos desta forma.
O que dizer à torcida do Figueirense? Perder um estadual para o principal rival, dentro de casa, no primeiro semestre. E amargar um terremoto nos bastidores e um tsunami dentro de campo no segundo semestre. Difícil.


