O 2 a 1 do Atlético sobre o Criciúma, no jogo de ida pela segunda fase da Copa do Brasil, é daqueles com histórias para contar. É daquelas partidas marcantes, intensas e com fatos relevantes.
Pena o primeiro tempo ter tido um Tigre acuado pelo próprio nervosismo. Resultou no danado do gol fora. Aliás, um em cada tempo.
E pena o bobalhão do Guerrón estar mais afiado que o Zé Carlos. Bobo porque é daqueles atletas com potencial, mas se acha mais do que é. Para tirar sarro com a torcida adversária (provocando como o fez no gol) é preciso ter um pouco mais de farinha no saco.
O que fica realmente complicado é vermos a prática da desigualdade na arbitragem, um mal nacional.
Aquele pênalti, claríssimo, na cara do árbitro, que o estádio todo viu, aos 7 minutos do segundo tempo, em favor do Tigre, seria marcado por qualquer árbitro para um time destes “influentes” no sórdido futebol brasileiro.
Porque, do contrário, receberia pressões insustentáveis dos seus comandantes.
Mas, como foi para o Criciúma, aí segue o jogo.
Digo isso, porque todos sabemos não ser este o motivo único das dificuldades do Tigre neste primeiro jogo da Copa do Brasil.
O time estava nervoso? Sim.
Por estar nervoso, desorganizado? Sim.
Então esta característica facilitou a vida atleticana? Sim.
Mas, se é forçoso reconhecer estes problemas do Criciúma, ainda não tão maduro para dar mais esperança, também ficou claro que o adversário não tem nada de superior.
E, por este motivo, o pênalti não dado faz falta. Pois um gol de empate daria energia, daria fôlego, daria outro quadro ao jogo, a confiança chegaria, a postura seria outra e o futuro diferente.
Mas, infelizmente, o futebol brasileiro é assim.
Menos mal que o Zé Gol estava ali, sempre cacoalhando a calmaria. Ele que já havia levado uma “prensa” na área, em mais um lance duvidoso ignorado pelo árbitro, foi lá, aproveitou uma distração do goleiro, roubou a bola e fez o gol.
O goleiro comeu mosca total. Mas o lance foi ilegal, a análise é escorada em análise do comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba. O goleiro tem 6 segundos para repor, sim, não pode ser importunado. O Gaciba sabe o que diz. A torcida do Tigre estava bonita, envolvente, legal ver esta identificação com a competição. Este potencial é imenso do clube, na sua luta para retomar a vaga na Série A (mais adiante no ano) e para sobreviver na Copa do Brasil.
O segundo gol do Guerrón botou água no chope. Então, é preciso fazer o crime lá. Por que não?