
O que falar do título do Criciúma?
Um resgate para uma torcida que volta a habitar o patamar de campeão catarinense? Sim
Um tributo a uma região com força financeira e um jeito para o futebol vencedor e diferente de todo o Estado? Sim
Uma ratificação de força do time que é nosso Estado na elite? Sim
Um grito forte do time com os títulos mais importantes em SC? Sim
Segurar a Chapecoense, no Condá, é para os fortes. É missão para guerreiros e este time espelha o espírito desta torcida maravilhosa, aguerrida, apaixonada e que encanta e orgulha nosso Estado.
Parabéns à nação Verde. Fez sua parte e lutou junto com o time até o final. Valorizou a conquista.
O mundinho dos campeonatos estaduais muitas vezes não respeita cartão de visita. O Criciúma chegou com a força de quem é elite, construiu uma senhora vantagem no jogo de ida, mas para levar o título catarinense teria que ter algo mais: então peleou no Índio Condá diante de um adversário à moda do Oeste, e deixou o gramado com a taça.
Desafio para os fortes, algo que o Criciúma tem em seu DNA, desde que desbravou a Copa Libertadores até quase a semifinal. Um time que sabe conquistar sob adversidade: perder por 1 a 0 significava vitória (o jogo de ida fora 2 a 0).
Então, foi o trabalho perfeito para chegar à Série A do Brasileiro cheio de moral. Faixa no peito e sorriso de campeão. O time mais vencedor de Santa Catarina (uma Copa do Brasil, uma Série B e uma Série C são os destaques) está no seu ambiente natural, dos campeões.
A nação verde se limitou a aplaudir seus guerreiros e a parte amarela, preta e branca das arquibancadas soltou o grito de campeão. Pela 10ª vez na história, o Tigre estabeleceu a hegemonia em Santa Catarina.
Mais ainda, no duelo particular com o adversário, o Criciúma estabelece a vantagem em decisões: em cinco, três ficam com o representante do Sul, dois com a turma do Oeste.
Parabéns Criciúma, que esta noite não vai dormir.
Convido vocês a lerem minha crônica no DC Esportes, mais completa e com detalhes do jogo. (clique aqui)