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Posts com a tag "clássico"

Figueirense apressa mais ainda a saída do presidente do Avaí na segunda-feira

10 de abril de 2016 34

Um clássico nunca é em vão. Este foi mais um. O preço a ser pago pelo rival, além do medo do rebaixamento, é a aceleração de um processo de troca de comando executivo do clube.

Convenhamos, não é pouca coisa. Afinal, a posição do Avaí na tabela (clique aqui e confira) e as oito derrotas consecutivas, maior sequência de sua história, são vexatórias

Com uma arbitragem de alto nível, e os dois times deixando claras suas deficiências técnicas, tivemos um primeiro tempo interessante em termos de chances de gol e sobrava pouca emoção na segunda etapa até que Guilherme Queiroz estabeleceu o gol da vitória.

No Geral, o Figueira apresentou, taticamente, mais corpo que o rival. Em chances, o Avaí colecionou algumas, principalmente no primeiro tempo. O Figueira também.

O Alvinegro não cai de jeito nenhum e, dependendo dos jogos da noite (atualizo aqui depois) pode até olhar um milagre de chegar no turno.

Já o Avaí está ali, pertinho de Guarani e Camboriu, e com um confronto direto com o Bugre. Vai ser drama até o final.

heber Roberto lopes

Heber Roberto lopes

Diante do quadro, me parece óbvio que o Figueira, de forma indireta, colocou adubo na semente que foi plantada para a renúncia da diretoria azul. E a articulação feita pela velha guarda avaiana para que Nilton Macedo Machado possa sair, junto com Battistoti, ganhou força total.

Heber Roberto Lopes foi muito bem. Um dos pontos altos foi acertar em não marcar pênalti (que realmente não houve) em lance logo no início do jogo, reclamado pelo Figueirense.

E a forma como administrou a disciplina, à Europeia, administrando confusões entre atletas com inteligência.

Novamente, o clássico não vai terminar neste domingo. Segunda-feira começa pelos lados da Ressacada.

Vale lembrar que, infelizmente, tivemos briga de torcida fora de campo e confusão em campo pós-jogo, ingredientes que não acrescentam nada para o futuro.

 

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Pré-clássico Figueirense x Avaí: ansiedade pela arbitragem e presidente na panela de pressão

05 de abril de 2016 10

Dois assuntos extracampo já saltaram aos olhos na sempre agitada semana que antecede um Figueirense x Avaí.

O primeiro deles, a expectativa pela escolha da arbitragem. Ontem, no Estádio CBN/Diário, o presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, não escondeu seu nome preferido: Heber Roberto Lopes.

Pelo lado Avaí, menos empolgação com o nome, mas não houve veto.

Evandro Bender, árbitro

Evandro Bender. Foto: Sindicato dos Árbitros

Outro fato que corre paralelo aos primeiros treinos do Leão, envolve os protestos pacíficos da torcida, mas que não podem ser negados. Faixas pedem a renúncia do presidente Nilton Macedo Machado (veja matéria publicada no DC).

Conversas com nomes fortes ligados ao Avaí dão conta de que será feita uma interlocução com o presidente, um convencimento que até pode ser de longo prazo (ou seja, não é para ontem), para que Nilton aceite a renúncia. Aliás, a articulação é pela renúncia coletiva.

Pessoalmente, acho que o torcedor pode até querer mostrar sua indignação, mas, indiretamente, prejudica o foco total no que interessa, sair do buraco na tabela, num jogo com o principal rival.

Voltando ao assunto arbitragem, realmente Heber soa como um bom nome. Mas Bender, acredito, demonstrou plena qualificação para encarar este desafio.

Imagino que corram por fora, além de Bender, Bráulio Machado e Sandro Meira Ricci.

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Avaí x Figueira: um clássico decisivo para a dupla da Capital, que pode salvar, mas também iludir

22 de fevereiro de 2016 6
Cabral, Eutrópio

Cabral e Eutrópio: quem usará o clássico com sabedoria?

É sempre impossível determinar favoritismo em clássico. A história (incluindo momentos recentes) nos mostra que grandes favoritos desandaram a maionese em clássico.

A regra é o equilíbrio, um jogo feio e pegado, disputado palmo a palmo e sui generis, sem rótulos e desafiador de análises lógicas.

E, no atual momento de Avaí e Figueirense, novamente não sabemos o que esperar do clássico. O cenário atual indica equilíbrio, regado a desespero, pressão sobre os grupos de jogadores e inquietação dos atletas.

E o resultado destes temperos e ingredientes é sempre surpreendente. Poderemos ter um jogo aberto e “maluco”, ou fechadão e pegado. Seja qual for a configuração, a FCF precisa caprichar na escolha do árbitro. Tem que ser o melhor tecnicamente, o mais experiente, o mais respeitado pelos atletas e o que está em melhor fase. Nem mais, nem menos que isso.

Se houver empate, choram os dois. O Figueira se encalacra mais ainda na parte de baixo. O Avaí perde a chance de usar a Ressacada contra sua irregularidade de atuações.

E se houver três pontos para alguma das partes? Aí mora o perigo. Saber tirar proveito de uma vitória em clássico é uma arte difícil.

Pode representar uma arrancada em termos de confiança, pode arrumar time, arrumar clima interno, como pode iludir (confira a tabela). Se uma vitória no clássico vier oxigenar, dar fôlego, confiança, sem afastar o clube de sua realidade atual, Raul Cabral ou Eutrópio terão moeda valorizadíssima em mãos.

Se a ilusão for a herança, mais adiante a dívida vem cobrada sem perdão.

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O maior favoritismo da história da Chapecoense em relação ao Figueirense

19 de fevereiro de 2016 15
Chapecoense x Figueirense

Se ficar, o Índio pega, se correr, o Índio flecha. Foto: Sirli Freitas, especial

Senhores, o que vemos é sui generis. Teremos no próximo domingo algo impensável no início da temporada. O que o futebol apronta, nâo? Falo do maior favoritismo da história da Chapecoense diante do Figueirense. Algo impensável há pouco tempo, repito.

Quando começou a competição, todos concordavam: Chapecoense e Figueirense eram favoritos. Seis rodadas depois, o que temos?

Convenhamos, o normal seria Verdão x Alvinegro decidir ou encaminhar o time que lutaria pelo título. Afinal, começaram a competição como favoritos.

No entanto, o duelo do Condá desafiou a lógica: a Chape, como previsto, chega forte e firme lutando pela ponta e por vaga na final; o Figueira, não. Este, visita o Índio Forte e vitaminado numa situação de caos interno, com crise dentro e fora de campo.

No gramado, o Figueirense não encontrou um futebol convincente. Sem um meia armador de qualidade, engatou uma campanha pífia, indigna em relação às expectativas.

Como consequência, estourou no então técnico Hudson Coutinho. O treinador foi rebaixado a interino dele mesmo e, depois, para completar o caminho constrangedor, foi colocado em férias compulsórias. Em meio a tudo, o único craque do time está indo embora, negociado.

O outro lado agradece: com um grupo sólido, inteligentemente montado, agindo de forma coerente no mercado, entra sem dramas para a partida.

Fosse no basquete, no futebol americano, no baseball, no vôlei, tal diferença entre os times seria intrasponível. No futebol, não.

Então, o que temos é um indício de que a Chapecoense deve encaminhar uma vitória. Repito e reforço: favoritismo é uma coisa, resultado de campo é outra. Com o mesmo status, o Verdão não venceu o Guarani, no único tropeço até agora (veja a classificação).

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Alívio para Kleina, René Simões bailou depois de show de equívocos, Figueira agiu rápido

17 de setembro de 2015 47
Leo Gamalho, Avaí

Leo Gamalho foi fundamental para o Avaí. Foto: Marco Fávero

ATUALIZAÇÃO DO POST (00h30min)

Eis que o Figueirense agiu rapidíssimo e demitiu René Simões. Acho que a análise que fiz abaixo sintetiza o que penso: agiu bem e rápido.

Com todo o respeito ao educado e bom treinador René, mas não emplacou no Figueira e também houve erro do clube porque seu perfil não era o indicado.

Agora é não errar no próximo passo. E o que comentei abaixo, no post original, publicado momentos depois do jogo, não muda em nada.

POST ORIGINAL

Se a torcida do Figueirense olhava a tentativa de mudar o estilo de jogo do Figueirense com desconfiança, agora já encara a situação com raiva.

Se a torcida do Avaí desconfiava de Gilson Kleina, agora certamente dará um crédito ao técnico.

O clássico tem este poder. (para mais detalhes, confira a crônica que escrevi para o DC Esportes clicando aqui).

Sair do Z-4 e empurrar o rival para a zona de degola é apenas a cereja no bolo degustado pela nação azul.

A lição do clássico é a de que clássico é jogado, lambari é pescado. Ganha quem busca o gol com gana e não quem pensa que pode jogar mais bola.

O que quero dizer com isso: simples, o Figueira foi pretensioso e dormiu no gramado com um suposto domínio territorial; já o Avaí foi humilde e quando tinha chances de gol, lutava por ela com garra, gana, desejo.

Enquanto Gamalho e Cia escorriam sangue nos olhos ao tentar o gol, Clayton e Cia não aparentavam o mesmo ímpeto.

Some-se a tudo isso, mais precisão de Kleina nas modificações e menos percepção de Simões. Enquanto um colocou o decisivo Anderson Lopes, que participou do gol, o outro insistiu com o inoperante Elias por muito mais tempo que o necessário, manteve o patético Celsinho em campo e tirou da cartola um França que não jogava desde junho e não tocou na bola.

 

PS: como sempre, serei cobrado sobre lance polêmico e não ficarei em cima do muro: claramente foi pênalti de Vagner sobre Cleitinho, o que poderia ter mudado a configuração da partida.

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O clássico Figueirense x Avaí é um com Marquinhos; é outro sem o galego

16 de setembro de 2015 13
Marquinhos, Figueirense, Avaí, clássico

O fator Marquinhos para o clássico Figueirense x Avaí. Foto Cristiano Estrela

Que o jogo é decisivo, não há dúvida. Que o confronto Figueirense x Avaí desta quarta-feira vale muito mais que três pontos, também não se discute. O que fica no ar é um fator absolutamente importante na história do jogo.

Falo da presença ou não de Marquinhos (saiba mais na matéria de Vinícius Dias no DC Esportes). Fontes dentro do Avaí informam que o joelho do Galego está muito inchado. Então ele foi oficialmente declarado fora do clássico.

Mas e se desinchar durante o dia?

Lembremos que o jogador está no sacrifício e todos sabem que Marquinhos já jogou uma final de Estadual com uma perna só, contra a Chapecoense.

Bom, fato é que, com Marquinhos, o clássico seria um. É um jogador que carrega um peso de comando e técnico que faz o cenário psicológico e até tático do jogo mudar.

Não quero dizer, sequer, que o Avaí é melhor com ou sem Marquinhos (nas atuais condições do atleta, claro). Uma eventual vitória ou derrota do Figueirense não estaria somente atrelada a presença do 10 avaiano, nem um sucesso ou insucesso do Leão estaria somente condicionado ao seu craque estar em campo.

Mas que a história do jogo muda completamente, isso não há como negar.

Suspense até os últimos minutos.

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CBF está brincando com arbitragem e agora quer estragar Figueirense x Avaí

15 de setembro de 2015 8

Flávio Rodrigues de Souza. Este o árbitro escolhido pela CBF para apitar o clássico desta quarta-feira entre Figueirense x Avaí, no Scarpelli. Poderíamos nem estar tratando deste assunto neste espaço, aliás, seria o ideal. Mas a CBF não permite.

A escolha de um árbitro desconhecido (clique aqui e veja matéria do DC) já seria por si só algo condenável. Em clássicos a precaução recomenda que se escolha um nome que os jogadores respeitem.

Aí você dá um Google para ver como está o cara e aparecem vários problemas em suas arbitragens, um deles gravíssimo em jogo do Corinthians (pró-Corinthians, claro).

Não basta as lambanças em escalas, análises malucas e escolhas equivocadas, agora a comissão de arbitragem quer bagunçar o clássico em SC,

Tudo começou com os dirigentes de Figueirense e Avaí indo solicitar árbitro de “fora”. Ora, temos ótimos árbitros catarinenses que dariam conta do recado. Sem contar Sandro Meira Ricci, que não teve um bom ano, mas foi bem em clássicos.

O desprezo da CBF com SC pode custar caro. Os jogadores não conhecem o estilo e sabemos que Avaí e Figueira, para descambar, é um piscar de olhos.

Rezemos. E se o cara fizer uma arbitragem perfeita, e os jogadores aceitarem, então daremos o braço a torcer.

 

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Clássico entre Avaí e Figueirense tem peso para carimbar rebaixamento

14 de setembro de 2015 5

Espero estar errado. Torço para estar errado. Mas as probabilidades e o ritmo dos catarinenses na Série A do Campeonato Brasileiro apontam para pelo menos dois rebaixados de SC. É a realidade. Não um dogma, apenas uma probabilidade muito coerente com o biorritmos do desempenho..

Mas há também um perigo de termos rebaixamento em bloco (três, por exemplo). E igual chance de termos somente um rebaixado, o que já poderia ser considerado excelente. Nenhum rebaixado, ou todos rebaixados seria daqueles happenings para se debater por séculos, então deixo na carga do debate futuro se acontecer.

Porque as constatações acima? Ora, é semana de clássico. E o debate sobre a ameaça do Z-4 é o que impõe a carga dramática da partida. E sempre que um clássico entre Avaí e Figueirense é turbinado por algo muito forte como consequência do resultado, aquele famoso campeonato à parte ganha fermento em suas proporções.

Já vimos inúmeras vezes o Avaí desabar após uma derrota em clássico; já vimos diversas vezes o Figueirense ruir após uma derrota em clássico; é até comum Leão e/ou Alvinegro sentirem o baque.

Se o Avaí vencer, empurra o Figueira para o Z-4 e pode até sair de lá. Se o Figueira vencer, mantém o Avaí no Z-4 e ganha gordura para tentar decolar na tabela.

É inegável que o resultado do clássico, se não for um empate absolutamente ruim para ambos, pode colocar um clima de rebaixamento perigoso no derrotado.

Senhores, teremos mais um daqueles jogos onde quem tiver mais coração, comer grama com mais gosto, tiver mais gosto pela vitória será recompensado como só os vencedores em clássicos podem ser.

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Nossa Senhora da Ressacada salva técnico do Avaí Kleina às vésperas do clássico com Figueirense

13 de setembro de 2015 13

Então é assim, aliás, SEMPRE é assim com o Avaí. Em uma de suas piores partidas no campeonato, acha uma virada milagrosa nos minutos finais diante do Goiás, salva o técnico Gilson Kleina, que certamente seria demitido, e consegue uma moral importante para encarar o Figueirense quarta-feira (confira crônica da partida).

O Figueira vem de incertezas, mas tem uma equipe mais equilibrada que o Avaí, é o que nos mostra o caminhar de ambos até aqui.

Será um jogo vital para Alvinegro e Azurra. Clássico daqueles!

Novamente, sem favoritos. O Avaí mostrando que sempre pode “fazer coisa” e o Figueirense querendo restabelecer uma campanha de acordo com o potencial que demonstrou ter, ou seja sem riscos de rebaixamento.

O Avaí poderá colocar o Figueira no Z-4 e até sair da zona do rebaixamento; ou o Figueira poderá afundar o rival e ganhar gordura. (confira classificação da Série A)

Este o quadro para um pré-classico que promete ser quente.

PS: E vale completar, antes que me perguntem como sempre acontece em lances polêmicos: para mim não houve falta no segundo gol avaiano. Frango do goleiro, choradeira e desespero dos goianos.

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Em Avaí e Figueira: gol de capitão, golaço de placa, pênalti não marcado, sem camisa da paz mas com paz entre torcidas

14 de junho de 2015 109
Clássico Avaí x Figueirense

Paz entre os Marquinhos. Foto: Cristiano Estrela

Em primeiro lugar quero reafirmar o que já havia expressado no TVCOM Esportes de sexta-feira. Acho excessiva a medida da delegada e da Justiça para impedir França de ter jogado. Ponto. O atleta teria que ter seu direito de trabalhar preservado.

Digo isso porque também não achei legal o Figueira não entrar com a camisa da paz. Segundo esclareceu seu presidente Wilfredo Brillinger como protesto em relação a França ter sido impedido de trabalhar.

O fato de eu ter achado excessiva a decisão não invalida a ideia que tenho de que ações policiais e judiciais merecem meu respeito e simplesmente devem ser acatadas.

Como não foi o Avaí que deu causa à ausência de França, e sim a polícia e a Justiça, então por que não cumprir todo o protocolo acertado entre os times? Achei desnecessário.

Sobre o jogo, foi um belo clássico, pegado, suado, pesado como o campo, mas emocionante, digno de Série A, com gol do capitão alvinegro, golaço do Anderson Lopes.

Comportamento da torcida, idem. Provocações restritas às arquibancadas, o que é válido. Sinal de que se pode evoluir com a campanha.

E para não dizer que fico em cima do muro, na minha opinião foi muuuuito pênalti o lance no último minuto no Eduardo Costa.

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