Só venceria o clássico deste sábado o time que tivesse a seu favor um lance de exceção. Já que, com bola rolando, as duas equipes acumularam uma coleção de gols perdidos. E o lance foi um pênalti. Polêmico. Vai dar pano para manga esta vitória de 1 a 0 do JEC sobre o Avaí.
Observei o lance atento, no PFC. Houve a falta, fruto da imprudência de Bruno, que escorregou e não cuidou para tentar não impedir a progressão de Jean Carlos. Portanto, o pênalti poderia ser marcado. E foi.
Agora, acho até que os joinvilenses mais ponderados sabem que normalmente árbitros não dão este tipo de lance.
Bom, será aquela coisa: avaianos indignados vendo um pênalti inexistente; tricolores visualizando pênalti indiscutível. É a graça do futebol.
O que não tem graça é a escolha de um árbitro que não tem condições de levar um jogo quente como este. É o caso do Edmundo Alves.
Como foi o jogo
Jogo quente. Desde o primeiro minuto. E em partida caliente, sofre o árbitro, ainda mais sob pressão intensa da torcida, que faz seu papel. Aliás, em Joinville, na Arena, muito bem feito, joga junto, cada minuto, bonito de ver.
E por torcer, entende-se incentivar os jogadores, vaiar e desestabilizar o adversário e, claro, pressionar o árbitro.
Houve lances de dividida de bola na primeira etapa, mas Edmundo manteve-se calmo e não arriscou embarcar em bolas duvidosas. Prudente, desagradou, claro, a tocida do JEC. Numa coisa a torcida do JEC tem razão: Edmundo não é claro em suas marcações, demora para apontar o que decidiu e deixa a todos nervosos, atletas e torcedores.
A galera tricolor não conseguiu, no primeiro tempo, desconcentrar o grupo avaiano. Este, evitou aquela tradicional pressão inicial, fechou bem espaços e até começou melhor.
Com o decorrer dos minutos, o JEC passou a ter mais volume e criar mais e a ser mais perigoso. Aliar, ameaçar concretamente o gol adversário não tem sido algo que o ataque do Leão tenha feito ao natural. Até o início deste jogo estava devendo, e continuou assim nos primeiros 45 minutos, inclusive errando um gol incrível no finzinho, nos pés de Diniz.
Individualmente, muito boas as atuações de William e Cléber Santana, justamente de quem se esperava algo mais.
Faltou dos jogadores de conclusão, o detalhe e aí percebemos a falta que Lima faz.
Até o pênalti, espetáculo de gols perdidos
No terço final, mais pressão sobre o árbitro. Acosta provocou o goleiro Ivan, este perdeu a cabeça e quase acertou um soco no atacante. Ambos levaram amarelo.
Em termos de futebol, o Avaí terminou com mais chances, o JEC deu uma desarrumada.
No segundo tempo, a mesma receita avaiana: evitar a pressão. E o time da Capital teve êxito.
Este foi o panorama até os 10 minutos inciais. E a semelhança com a primeira etapa não parou aí: Jaílton ficou cara a cara com o goleiro, igualzinho ao ínicio do jogo, e perdeu um gol incrível.
A partir daí o jogo ficou lá e cá, com chances avaianas, chances jequeanas. Os dois times querendo, se doando e parando nos bons goleiros. Aliás, Ivan fez um pequeno milagre, aos 18 minutos, cara a cara com Ricardo Jesus, na melhor chance até então.
Aliás, o Avaí também teve outra chance claríssima, aos 27 minutos, numa arrancada impressionante de Acosta, o cruzamento foi para Cléber Santana, que testou e errou o alvo escancarado a sua frente.
Hemerson Maria, nos últimos 15 minutos (demorou, hein?) deu uma chancezinha para Nunes, para ver se este aproveitava melhor a profusão de chances criadas.
Não deu tempo: em um lance polêmico, que será discutido à exaustão, Bruno escorregou e, imprudente, deixou seu corpo escorar Jean Carlos. Muitos árbitros não dão este tipo de “falta” dentro da área. Edmundo deu.
Ricardinho cobrou e estabeleceu a vitória jequeana.
Um tropeço fora de hora do Criciúma
A rodada foi extremamente preocupante para a torcida do Criciúma. Perder a primeira partida em casa, em algum momento, iria acontecer. Agora, levar 4 a 0 já é exagero.
Como não assisti á partida, deixo aos blogueiros de Criciúma para avaliar o que houve?
Mas o resultado só não foi mais perturbador pelo empate do Vitória com o Ipatinga. A distância aumentou para quatro pontos, mas poderia ter sido pior com uma vitória baiana.
Agora é reagrupar, acalmar, respirar e retomar a campanha estável, para manter a gordura dentro do G-4.