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Posts com a tag "Nacional"

Cair é do jogo. Agora, cair sem garra e a devida luta é uma vergonha, Figueirense

11 de novembro de 2012 83

A grande questão neste momento de rebaixamento não é o fato em si. São 20 disputantes, quatro caem, um é campeão, alguém tem de cair. O problema nem é entender como se chegou a este rebaixamento, já que todos sabemos o que levou o clube a este Brasileiro desastroso. Tanto os problemas fora de campo, quanto a falta de qualidade do time em si.

O que deixa a todos perplexos é ver como os jogadores se comportaram nesta reta final de rebaixamento. Principalmente neste último, diante do Sport. Absolutamente como se fosse mais um jogo amistoso qualquer.

Uma falta total de respeito com a camisa alvinegra, com as tradições do clube, com sua torcida. Espero que o novo presidente tenha visto com atenção o jogo de hoje.

E que estes jogadores que, na maioria, hoje não mostraram raça não deem as caras na Série B.

 

Flu, campeão, sem emoção

 

Fazia tempo que eu não via um campeão brasileiro despertar tão pouca emoção em sua torcida. Talvez porque todos já soubessem o desfecho. Pareceu mais uma rodada, como tantas outras. Não gosto desta sensação de que um título é algo natural. Se não tem um quê de emoção, nem parece título.

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Verdão, orgulho de SC, agora vai botar banca também em nível nacional

01 de novembro de 2012 67

Que maravilha ver a Chapecoense brilhando em nível nacional. Os 3 a 0 sobre o Luverdense são credenciais fortíssimas para se garantir na Série B.

O jogo que o Sportv passou para todo o Brasil mostrou várias coisas bacanas do Verdão, de Chapecó, de seu povo, de sua capacidade.

Primeiro, uma torcida apaixonada, que incentiva, que bota pilha. Mais que isso, mostrou uma galera que veste a camisa verde de seu time. Outra coisa: o futebol no Condá, que conhecemos muito bem em nível regional, que dá títulos catarinenses e respeito à Chapecoense, também passa a funcionar em nível nacional.

Também é motivo de comemoração a obstinação do time. Sempre para frente, com objetivo, tentando o gol direto, sem arrefecer nem quando já estava 3 a 0.Resultado justo, animador. É o Oeste bravo, guerreiro, orgulho de nosso Estado, trabalhador, cascudo, determinado mostrando agora sua força para todo o Brasil aprender a temer!

Esta história de dupla Gre-Nal é para os vovôs de Chapecó. A turma detrás dos gols é Chape e fim de papo.

Todos sabem aqui em SC: vencer no Condá é raro. E quando acontece é feito para time cascudo.

Claro que cuidados são necessários para o segundo jogo, mas um cheiro de Chapecoense na Série B já sai do forno.

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Um cenário bastante complicado para o Figueirense

16 de setembro de 2012 109

Estou hoje na edição do caderno de esportes do DC e não consegui prestar atenção no jogo do Figueirense. Estava, ao longo da partida, feliz por ver que o Júlio César havia marcado um gol e, depois, nem achava o empate um mau resultado.

O problema foi o gol, nos acréscimos. Este derrubou qualquer visão otimista da situação. Primeiro, porque o Bahia era adversário direto; segundo por ter dado um brusca interrompida no embalo do time sob o comando de Márcio Goiano; terceiro porque tudo ficaria encaminhado, já que o próximo adversário é justamente o Palmeiras.

O fato é que o Figueirense ainda tem sete confrontos diretos: Palmeiras, Atlético-GO, Portuguesa, Flamengo, Sport, Santos e Coritiba.

Num cenário de sonhos, com cinco vitórias e dois empates, por exemplo, ainda daria, com uns pontinhos extras, sonhar com escapar da degola.

Mas, a realidade, é muito dura. Não dá para fugir desta constatação.

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A violência de torcidas - coluna desta segunda-feira do Diário Catarinense

10 de setembro de 2012 24
  • Vandalismo

Até quando vamos negar a realidade? Como é possível, pela segunda rodada consecutiva, eu abrir este espaço falando de confusão com torcidas? Na segunda-feira passada, foi um grupo que se tocou de Itajaí para tentar confrontar uma torcida rival no jogo do Figueirense. Ontem, uma conhecida torcida que usa o Avaí como motivo de sua insanidade chegou com tudo em Joinville, errou o caminho e desceu do ônibus quebrando carros e atacando tudo e todos. A PM teve muito trabalho.

A coleção de episódios é constante e relacionada a todos os clubes catarinenses. O que falta para o poder público dar um basta e proibir organizadas no estádios, fechar sedes, investigar e punir líderes? Será por questões políticas? Será por interesse dentro dos clubes?

Tiro já houve em Itajaí, com um grupo ligado ao Marcílio Dias, que voltou a agir na semana passada; mutilação já houve em Criciúma; e assassinato em Florianópolis, relacionados à turma ligada ao Avaí. Aliás, na Capital, já aconteceu também batalha campal com torcida de outro Estado, atacando rival relacionada com o Figueirense; esta, do Figueirense, já bateu até em gente de sua própria torcida; e teve emboscada com turma que diz torcer para o JEC.

Ou seja, ninguém é santinho. Tem que banir todo mundo, oras! O Estado é conivente.

  • Aplausos como elixir

O 4 a 0 que o Criciúma levou em casa poderia ser devastador. A perda dos 100% em casa também traria dúvidas em relação ao futuro. A infelicidade do goleiro Michel Alves seria algo constrangedor. Tudo isso é verdade. Mas os aplausos da torcida do Criciúma servem como um entendimento dos fãs de que tudo isso é menor neste momento. O que vale é consolar o grupo, que deu tantas alegrias até aqui. Uma reação coletiva que surpreende e que é mais um golaço da torcida do Tricolor do Sul.

  • Meio cheio, meio vazio

Afinal, o Figueirense está melhorando ou é uma ilusão? Só um ingênuo não vê um acréscimo no rendimento do time, no sitema de jogo, na melhora do ataque, e em alguns itens da defesa, mesmo que esta tenha sérios problemas. Todo o restante, é falta de material humano mesmo. Ou seja, pode faltar grupo de jogadores suficiente para uma reação, pode faltar tempo também. Mas que melhorou, melhorou.

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Maturidade, consistência, mas erros impedem vitória do Figueirense contra a Ponte Preta

08 de setembro de 2012 33

Começou tudo às avessas para o Figueirense no 2 a 2 com a Ponte Preta. Primeiro Fernandes, que seria o fator de equilíbrio do time, deixa o campo sentindo lesão.

Logo depois, gol de cabeça da Ponte, em mais um episódio, de tantos, de má colocação da zaga, que faz com que Wilson saia vendido e o time leve o gol.

Tudo para o time afundar como em muitos jogos. Mas não foi o que vimos. Já que Goiano pode ajudar muito o Figueira de forma pontual neste início de trabalho e, no que está ao seu alcance, ele consegue.

Goiano não pode é fazer milagre. Ou seja, lidar contra um departamento médico/físico/fisioterápico que deixa o time constantemente desfalcado e contra um problema de formação de time no setor defensivo. São duas coisas que só a médio ou longo prazo pode ser corrigido e talvez o Figueira não tenha este tempo dentro desta competição.

Mas Goiano pode ajudar o time a manter a calma em momentos difíceis. Em não deixar de acreditar. Em colocar o time sempre bem postado nas ações ofensivas. E, neste último item, foi que saiu o gol de Aloisio. O crescimento do atacante se dá exponencialmente pelo bom entendimento do material que Goiano tem em mãos.

Aliás, quase houve um empate numa arrancada de Caio. Outra “inteligência” de Goiano, que achou a fórmula para este jogador aproveitar seu potencial. E foi justamente ele que garantiu a virada, ainda na primeira etapa, oportunista, no lugar certo, na hora certa.

Literalmente, assistimos a um jogo casca grossa. A Ponte Preta vinha de quatro jogos sem perder. O Figueirense de quatro pontos em seis contra Fluminense e Corinthians. A Macaca era, nada mais nada menos, que um dos líderes, junto ao Grêmio, do returno.

No Moisés Lucarelli, muita coisa em jogo, principalmente para o Figueira, devido à necessidade de ter um pouco de gás na luta para sair do Z-4.

Na primeira etapa, passada a intensidade dos minutos em que aconteceram os gols do 1 a 1, a igualdade dos times preponderou, o que é boa notícia para o Figueira. Sinal de que uma consistência tática foi atingida. E golzinho no final foi um prêmio ao time mais vertical na etapa.

E na segunda etapa, o preparo físico cobraria sua conta como tem acontecido?

Não sei se dá para considerar problema físico o terreno que o Figueira cedeu para uma pressão inicial da Ponte. Mas que houve esta situação não há dúvida. Mas sempre uma ameaça que não era concreta. Ou seja, um risco sob controle do time de Floripa. O problema era abdicar do contra-ataque.

Fato é que, talvez para dar um gás, Goiano preparou Doriva ainda na faixa dos 20 minutos para entrar e dar sua contribuição. A saída de Tulio até é compreensível. Ele vem jogando de forma muito intensa. Deve estar no limite e precisando de um alívio. Mas que o time perde muito com sua saída é inegável.

Quanto à entrada de Julio Cesar, se deve a dois motivos: o primeiro, reintegrar e dar ritmo a este jogador que é fundamental numa campanha consistente; o segundo, pelo fato de Aloísio demonstrar sinais de desconforto muscular (olha a preparação física aí, novamente!).

A nova formação não encaixou redondinho e a Ponte seguiu com mais volume e quase marcou com Nicão, aos 30 minutos. Aos 35 minutos, o empate veio e, claro, via aérea.

E assim seguiu: a Ponte em cima, o Figueira se segurando, sem o contra-ataque. Ronny, por exemplo, além de individualista, coloca a gravata. Será por quê?

Resumo bom da obra: virtudes bem exploradas por Goiano: garra, motivação, o que tem de bom bem utilizado e um padrão tático mais ajeitado.

Resumo ruim da obra: zaga segue falhando, as alas são deficientes, o time sofre com falta de preparo físico e jogadores se machucam aos borbotões, fruto de um preparo físico inadequado.

Menos mal que, na balança, o Figueira pelo menos parou de perder.

 

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O pênalti que decidiu a vitória do Joinville sobre o Avaí será discutido a semana toda

08 de setembro de 2012 72

Só venceria o clássico deste sábado o time que tivesse a seu favor um lance de exceção. Já que, com bola rolando, as duas equipes acumularam uma coleção de gols perdidos. E o lance foi um pênalti. Polêmico. Vai dar pano para manga esta vitória de 1 a 0 do JEC sobre o Avaí.

Observei  o lance atento, no PFC. Houve a falta, fruto da imprudência de Bruno, que escorregou e não cuidou para tentar não impedir a progressão de Jean Carlos. Portanto, o pênalti poderia ser marcado. E foi.

Agora, acho até que os joinvilenses mais ponderados sabem que normalmente árbitros não dão este tipo de lance.

Bom, será aquela coisa: avaianos indignados vendo um pênalti inexistente; tricolores visualizando pênalti indiscutível. É a graça do futebol.

O que não tem graça é a escolha de um árbitro que não tem condições de levar um jogo quente como este. É o caso do Edmundo Alves.

 

Como foi o jogo

Jogo quente. Desde o primeiro minuto. E em partida caliente, sofre o árbitro, ainda mais sob pressão intensa da torcida, que faz seu papel. Aliás, em Joinville, na Arena, muito bem feito, joga junto, cada minuto, bonito de ver.

E por torcer, entende-se incentivar os jogadores, vaiar e desestabilizar o adversário e, claro, pressionar o árbitro.

Houve lances de dividida de bola na primeira etapa, mas Edmundo manteve-se calmo e não arriscou embarcar em bolas duvidosas. Prudente, desagradou, claro, a tocida do JEC. Numa coisa a torcida do JEC tem razão: Edmundo não é claro em suas marcações, demora para apontar o que decidiu e deixa a todos nervosos, atletas e torcedores.

A galera tricolor não conseguiu, no primeiro tempo, desconcentrar o grupo avaiano. Este, evitou aquela tradicional pressão inicial, fechou bem espaços e até começou melhor.

Com o decorrer dos minutos, o JEC passou a ter mais volume e criar mais e a ser mais perigoso. Aliar, ameaçar concretamente o gol adversário não tem sido algo que o ataque do Leão tenha feito ao natural. Até o início deste jogo estava devendo, e continuou assim nos primeiros 45 minutos, inclusive errando um gol incrível no finzinho, nos pés de Diniz.

Individualmente, muito boas as atuações de William e Cléber Santana, justamente de quem se esperava algo mais.

Faltou dos jogadores de conclusão, o detalhe e aí percebemos a falta que Lima faz.

 

Até o pênalti, espetáculo de gols perdidos

No terço final, mais pressão sobre o árbitro. Acosta provocou o goleiro Ivan, este perdeu a cabeça e quase acertou um soco no atacante. Ambos levaram amarelo.

Em termos de futebol, o Avaí terminou com mais chances, o JEC deu uma desarrumada.

No segundo tempo, a mesma receita avaiana: evitar a pressão. E o time da Capital teve êxito.

Este foi o panorama até os 10 minutos inciais. E a semelhança com a primeira etapa não parou aí: Jaílton ficou cara a cara com o goleiro, igualzinho ao ínicio do jogo, e perdeu um gol incrível.

A partir daí o jogo ficou lá e cá, com chances avaianas, chances jequeanas. Os dois times querendo, se doando e parando nos bons goleiros. Aliás, Ivan fez um pequeno milagre, aos 18 minutos, cara a cara com Ricardo Jesus, na melhor chance até então.

Aliás, o Avaí também teve outra chance claríssima, aos 27 minutos, numa arrancada impressionante de Acosta, o cruzamento foi para Cléber Santana, que testou e errou o alvo escancarado a sua frente.

Hemerson Maria, nos últimos 15 minutos (demorou, hein?) deu uma chancezinha para Nunes, para ver se este aproveitava melhor a profusão de chances criadas.

Não deu tempo: em um lance polêmico, que será discutido à exaustão, Bruno escorregou e, imprudente, deixou seu corpo escorar Jean Carlos. Muitos árbitros não dão este tipo de “falta” dentro da área. Edmundo deu.

Ricardinho cobrou e estabeleceu a vitória jequeana.


 

Um tropeço fora de hora do Criciúma

 A rodada foi extremamente preocupante para a torcida do Criciúma. Perder a primeira partida em casa, em algum momento, iria acontecer. Agora, levar 4 a 0 já é exagero.

Como não assisti á partida, deixo aos blogueiros de Criciúma para avaliar o que houve?

Mas o resultado só não foi mais perturbador pelo empate do Vitória com o Ipatinga. A distância aumentou para quatro pontos, mas poderia ter sido pior com uma vitória baiana.

Agora é reagrupar, acalmar, respirar e retomar a campanha estável, para manter a gordura dentro do G-4.

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Absurdo no apito - Coluna do Diário Catarinense desta sexta-feira

07 de setembro de 2012 4
  • Absurdo no apito

A diretoria da Chapecoense está indignada, e com razão. Não é que o o árbitro Leandro Hermes, que não deu dois pênaltis para a Chapecoense contra o Santo André, vai novamente apitar um jogo do time paulista no domingo, contra o Brasiliense?

O Verdão está formalizando uma reclamação para a FCF encaminhar à CBF. Tem coisas que não mudam no nosso futebol. Vamos lá, Índios Guerreiros! Sempre que o povo daí é confrontado, cresce na briga. Que o time use esta injustiça como motivação para mais um grande feito. Bora buscar esta vaga na Série B!

  • A Série B na mesa do bar

Não sei se dá para chamar o Marcos Heise, o nosso Chocolate, de leitor da coluna. Acho que está mais para colaborador. Na roda de amigos, eles conversavam e alguns acharam que um empate entre Joinville e Avaí seria um bom negócio em termos de futuro para o G-4.

Não houve consenso. Ele me mandou por e-mail a seguinte análise, que divido com vocês:

- Vitória e Criciúma já estão na Série A.

- Depois vêm nove times, separados por nove pontos. Quer dizer, todos brigam pelas duas vagas, desde o Goiás até o Guarani.

- O Avaí perdendo: caixão, Série B garantida no ano que vem. Ganhando, volta pro páreo. Empatando, respira.

- JEC em vantagem, com quatro pontos a mais do que o Avaí. Um empate mantém a diferença. Aí tem que ver o que acontecerá com quem está próximo dos dois times na tabela.

- O Atlético-PR pega o Barueri; se ganhar, pula pros 40 pontos. O América-MG pega o Criciúma fora. Perde. O São Caetano joga em casa e ganha; vai a 43. O Goiás pega o CRB fora, em jogo difícil.

  • Leãozinho de futuro

Este voleio cheio de estilo é do Igor Rachadel, filho do Marcelo e da Fernanda. Um garoto com este estilão, aos sete anos? Acho que o Avaí tem uma joia rara na mão, hein? Bom, se não for para vestir a camisa 10 no futuro, pelo menos mais um torcedor apaixonado está garantido.

  • Joceli confirmado

A coluna está atenta. Aqui você leu primeiro: Joceli confirmado como novo técnico do Concórdia. Aliás, uma excelente escolha do Galo do Oeste. Me cobrem depois se o time não vai beliscar a outra vaga na elite. Acontece que Joceli é um expert no futebol de SC, sabe como conduzir o time ao sucesso em campeonatos complicados.

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Começa a ser algo real a luta do Figueirense para sair do Z-4 após vitória sobre Corinthians

06 de setembro de 2012 57

São Wilson foi fundamental

Quando Wilson fez aquela defesa milagrosa, logo após o gol marcado por Caio, me bateu uma certeza de que o Figueirense ganharia do Corinthians.

Não por estar praticando um futebol brilhante, nem por questões táticas, técnicas, ou mágicas. Simplesmente por demonstrar que havia gana de vitória a qualquer custo.

Porque foi uma defesa arrojada, que colocou em risco até mesmo sua integridade física.

E não venham com a história de que o Corinthians estaria desfalcado, ou desinteressado. São jogadores profissionais, respeitaram o alvinegro e tentaram o gol. E jamais apresentariam menos do que podem diante dos quase quatro mil corintianos presentes no estádio e os milhões espalhados pelo país.

O Figueira, com todas suas limitações, teve algumas coisas bastante positivas que eu atribuo a presença de Márcio Goiano.

Uma delas, serenidade para agir conforme a necessidade. Sim, como ocorreu diante do Flu, não houve desespero ante as dificuldades.

O Corinthians começou melhor, mas o Figueira teve o timing para esperar o momento de se impor, até terminar o primeiro tempo jogando melhor que o adversário.

E teve maturidade para voltar melhor no segundo tempo e chegar logo ao gol.

As qualidades do time estão claras, que é o bom momento de Tulio, a vitalidade de Aloísio, o crescimento do futebol Caio, e o bom empenho tático de Jakson. Ah, e Wilson, já anteriormente citado.

E um grupo que tomou consciência de suas limitações o suficiente para evitar riscos desnecessários e sabe de suas qualidades para apostar nelas com frequência.

Bom, agora o cenário é o seguinte: jogar uma Copa do Mundo, ou melhor um torneio interplanetário contra a Ponte Preta, conseguir três pontos como se fosse um copo de água no deserto. E voltar para a luta real e não mais “milagrosa” para sair do Z-4.

Dá para acreditar ainda. Falo do torcedor. Os atletas, parece, já acreditam.

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Bom só para o Tigre. Joinville sofre com mau resultado nos acréscimos e Avaí decepciona

04 de setembro de 2012 52

De uma jornada sem vitórias catarinenses, fico com o empate do Criciúma como o único resultado que pode ser considerado bom.

Porque o Tigre mostrou força diante de um Vitória que queria aproveitar o fator local para arrancar rumo ao título. O nosso tricolor do Sul não deixou, manteve a distância e segue firme na briga pelo título.

Sim, porque entre os quatro que sobem para a Série A só uma catástrofe para tirar o Criciúma.

O jogo do JEC eu não vi, mas é de lamentar o fato de levar um gol aos 46 minutos. Tem aquele ditado no futebol que prega: nos acréscimos, time experiente não leva gol.

E na Ressacada? Foi o pior resultado dos catarinenses. Ah, vai dizer alguém, mas o JEC perdeu. Mesmo assim, continuo achando que, pelas circunstâncias, o Avaí mais que deixar de aproximar-se do G-4, consolidou uma posição intermediária contra um adversário que não poderia roubar pontos na Ressacada.

Sei que o técnico Hemerson Maria está lá, firme e forte. E nem acho que deve ser trocado. Mas já tem gente querendo uma ação no sentido de um novo nome. E, pasmem, alguém me falou no nome de Argel Fucks.

Bom, não duvido de mais nada.

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Loco Abreu já virou um dilema no Figueirense

03 de setembro de 2012 22

O aproveitamento de Loco Abreu, o retorno que este deu ao Figueirense até o momento chega a ser constrangedor. Um gol, menos de dez partidas jogadas é o saldo.

Nada impede que, com o o time estabilizado no comando de Goiano, e num viés de alta, o atacante possa mudar este quadro de sua passagem por Santa Catarina. Mas, até aqui, o investimento nem de longe se paga.

O atacante, que se machucou e estava de fora, não apareceu no último duelo, diante do Flu. Em tese, para consolidar sua recuperação, certo? Mas reforçar seu trabalho de retorno para quem? Para o Figueira ou para a seleção uruguaia?

Sim, porque agora Loco viaja para defender o Uruguai e fica fora de duelos contra Corinthians, Ponte Preta, Cruzeiro e Bahia.

Todos estes, jogos vitais. Corinthians e Cruzeiro pelo efeito moral que traria um sucesso diante destas agremiações. Ponte e Bahia porque são adversários do naipe alvinegro.

E aí fica a questão: se o Figueira fizer uma excelente jornada até lá? O grupo terá sido valorizado, aí Loco vai entrar no time no "bem bom"? Ou aceitará ficar na reserva? Lembrando que ter ficado na reserva foi o motivo de seu desgaste no Botafogo.

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