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Posts com a tag "Nacional"

Separar Cleber Santana e Marquinhos era crucial para o Avaí e será ótimo para o Criciúma

15 de agosto de 2014 35

As melancias precisavam se acomodar no caminhão. E nada mais é o que está acontecendo com esta muito provável ida de Cleber Santana para o Criciúma, noticiada pelo colega Renato Semensati no Debate Diário desta sexta-feira.

Acontece que Cleber não tinha mais fit com Marquinhos no Avaí. Os dois juntos não estavam funcionando. Marquinhos é dono de um futebol tão vistoso quanto seu ego. Bastava acompanhar os jogos para ver que não tinha química. Nem as faltas Marquinhos permitia a Cleber bater.

Com a saída, só há vencedores. Cessa o desgaste de um grande ídolo avaiano, Cleber, que não estava conseguindo jogar. O próprio Avaí desonera sua folha e os empresários que ajudam a pagar o salário de Cleber podem ajudar com outros reforços.

Marquinhos ficará na obrigação de entregar o que dele se espera: mais futebol, mais liderança, mais protagonismo.

Cleber poderá resgatar seu futebol, na Série A, e brilhar como é seu destino, já que é craque.

E o Criciúma poderá concretizar o namoro que já dura algum tempo, incluindo um jogador que é necessário em seu grupo.

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Guto Ferreira só precisaria explicar o que é seu, não o que é da conta dos outros no Figueirense

02 de maio de 2014 11
Guto Ferreira

Guto Ferreira assume Figueirense em momento difícil. Foto: Charles Guerra

Acompanhei o noticiário com a entrevista de Guto Ferreira na apresentação “oficial” feita pelo clube e acho que o técnico aparentava certa tensão e tinha respostas prontas (estava briefado) para o que lhe seria perguntado.

Acho que não precisaria ser assim. Ele não tem que prestar conta pelo que houve com os outros. O julgamento de seu trabalho, pelos torcedores, terá que ser pelo que ele vai conduzir de agora para o futuro.

Acho uma injustiça no futebol alguém carregar o fantasma de outro sem sequer ter assumido o clube formalmente.

Não entendi por que apresentá-lo só sexta-feira. Mistérios alvinegros. Apresenta o cara logo que seu nome apareceu (como fez o Tigre) e evita que, na sexta-feira antes do jogo, ele tenha que focar em coisas do passado.

Repito: apesar de achar estas mudanças intempestivas nos comandos dos times um dos males brasileiros, acho Guto um ótimo treinador e com grandes chances de fazer ótimo trabalho.

Aliás, só para não deixar passar batido, a dispensa atrasada de nomes como Ciro só lembra como as coisas caminham devagar. Ciro estava até agora no clube por quê?

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Avaí, o favorito que não vai querer ser favorito no clássico de domingo na Ressacada

31 de outubro de 2013 11

Jogar em casa, com o apoio de sua torcida e com um time que rendeu muito mais no returno e por isso briga de verdade pelo G-4 na reta final tem que significar alguma coisa para o Avaí.

Ter uma tímida esperança de classificação (3% como nos mostra o blog do nosso professor Kmarão) e um time que mais decepcionou do que convenceu no returno deve dizer algo ao Figueirense.

Na real, todos sabem que o Avaí chega mais encorpado, com mais recursos táticos e técnicos para este clássico.

Mas ninguém vai querer assumir. O principal argumento será o tropeço na rodada anterior, e o fato de o Figueirense ser franco-atirador etc.

Não é bom para um time assumir-se como favorito. Psicologicamente não ajuda na preparação. O Avaí vai plantar a humildade.

Mas o argumento de que clássico é um campeonato à parte só serve para o Figueirense. Só ele pode querer esta vitória para manter esperanças de uma arrancada só de vitórias na reta final e também ganhar moral para o próximo ano.

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Barbaridade, tchê... o tricolor gaúcho gosta de tremer para o tricolor catarinense

09 de outubro de 2013 37

O mais difícil de entender, após a companhar a vitória do Criciúma sobre o Grêmio é o seguinte: primeiro, como este time treinado pelo fanfarrão Renato Gaúcho está em segundo lugar na Série A; segundo, como o time do Criciúma escondia este futebol que, estimulado pelo Argel, pode retirar o Tigre da situação em que se encontra.

Ver a torcida do Criciúma, com aproximadamente 500 guerreiros, calar a nova Arena do Grêmio não tem preço. Cantou mais alto, cantou melhor, foi mais parceira e demonstrou mais confiança que a turma do tobogâ que gosta mais de brigar que ajudar seu time.

Bom, quem já ganhou Copa do Brasil do “imortal” não teria porque duvidar de que a reação na Série A poderia começar na casa deste adversário.

Força, Tigre, agora é embalar!

 

 

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Chapecoense, o time que o Brasil tenta entender, mas que é fácil de explicar

21 de agosto de 2013 85

Mais uma vez Santa Catarina é um case nacional.

Todos os colegas que conversamos, a primeira coisa que perguntam é: e essa Chapecoense.

Estive recentemente em Porto Alegre, os colegas de ZH e rádio Gaúcha estão encantados com o fenômeno.

É comum na redação atendermos colegas de Rio, São Paulo, seja da Folha, do Uol, do Lance e todas as mídias. Que Chapecoense é essa?

E, sabe, não fica difícil explicar.

Sabemos por aqui que é um time com DNA lutador. Que é muito bem montada por um departamento de futebol realista, pés no chão, competente.

Sabemos que o poder público, dentro da responsabilidade, é parceiro.

Sabemos que a comunidade, principalmente os mais jovens, abraçaram a causa. São Verdão, e ponto.

E os mais antigos, que ainda amam Grêmio e Inter, percebem que precisam colocar o Verdão à frente, mesmo que seja muito difícil.

Há um técnico extremamente competente. Dal Pozzo é daqueles que vai ganhar o mercado voando baixo, é técnico que vai brilhar nos grandes e depois ganhar o mundo. Não há dúvida.

Um grupo unido, um joga pelo outro. Sem vaidade.

Enfim, é a cara do que faz do Oeste um pedaço promissor e de orgulho para Santa Catarina.

Ter este time na Série A fará um bem tremendo ao Estado.

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Eutrópio, opção do Figueirense ainda precisa dar o salto definitivo na carreira

19 de agosto de 2013 32

Sem coelhos na cartola, sem apostas fantásticas, somente escolhendo um nome para tentar organizar o time que tem em mãos no momento.

Claro, com a chegada de jogadores (tem o Zé Roberto, ex-Botafogo, que o Faraco anunciou) e a saída de outros, que vamos saber ao longo do dia.

Este o caminho que o Figueirense optou.

É um caminho conservador. Torceremos para funcionar.

Eutrópio, como características, é um treinador “organizador”. Conhece o clube por já ter jogado como atleta profissional. Portanto, entende da aldeia e essa é sua vantagem.

A desvantagem é a mesma de qualquer outro técnico sem “nome”. Não possui um trabalho de destaque desde que voltou de Portugal, onde foi uma aposta do Estoril, mas acabou como auxiliar técnico.

Se terá fôlego para aguentar o tranco no Figueirense é difícil de dizer, mas como a escolha está posta, então é torcer pelo Alvinegro.

Não seria a escolha que eu faria, já que Eutropio ainda precisa decolar na carreira e o Figueira não é o terreno mais estável no momento, mas respeito a opção do clube.

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A Fórmula: M10 x 2 gols + CS88 x 1 gol = Avaí (dos craques) 3 x 1 Figueirense (dominado) no clássico

10 de agosto de 2013 97

O cálculo é matemático: junte-se a soma de dois gols de Marquinhos, o Anjo Loiro avaiano, com um gol do craque Cléber Santana, você obtém três gols.

Aí entra um adversário que teve medo de ousar com três atacantes, tomou um “olé” no primeiro tempo, foi pior taticamente, na supremacia das ideias de Hemerson Maria sobre Adilson Batista, e você tem o porque da vitória do Leão.

O primeiro tempo de Avaí e Figueirense mostrou imediatamente: não há diferença na tabela, não há campanha que embase favoritismo.

O que vale é o momento da partida e a individualidade, além da inteligência tática apresentada pelo times.

Nesse quesito, o primeiro tempo foi dominado justamente pelo time que chegou aparentemente em condições mais frágeis, o Avaí.

O Leão foi mais time taticamente e tecnicamente. No quesito técnico, facilmente explicável pela presença de Marquinhos e Cléber Santana. Os autores dos dois gols também coordenaram um quase “olé” em alguns momentos.

E por que puderam conduzir esta configuração? Pela disposição tática.

Hemerson Maria usou Marquinhos como atacante, que voltava para tabelar. E na união com Márcio Diogo, deu fluidez, que ganhou na inteligência de Cleber Santana um starter primoroso.

Houve poucos momentos de lucidez alvinegra, todos na aplicação de Wellignton Saci. E o gol do Figueira foi quase um prêmio a este jogador: ele arriscou, a bola desviou e entrou.

Deixou o Figueira vivo para o segundo tempo. E devolveu as cartas para Adilson Batista tentar reverter taticamente a situação.

E Adilson usou a arma que, claramente, deveria ter iniciado o jogo: Ricardinho.

O Figueira ganhou consistência, passou a dominar territorialmente, achou vários escanteios, mas não criou chances de gol. As únicas foram numa falha de Diego, lá pelos 31 minutos, e num arremate de Ricardinho, aos 33.

Convenhamos, muito pouco para quem não quer perder um clássico.

O Avaí, por sua vez, mostrou-se excessivamente precavido, inclusive acusando, visivelmente, uma queda de produção física.

Mesmo assim, o saldo final foi claro e justo: os craques resolveram no primeiro tempo. E o técnico do Avaí não comprometeu. Do outro lado, nenhuma solução houve. Então o gol final botou o pingo nos “is”.

E agora, arrasa quarteirão no lado Alvinegro? Cai o técnico. Ou haverá serenidade?

No lado avaiano, uma vitória que demarca o terceiro sucesso (mais um empate) em quatro jogos. Está na briga novamente. Se achar o conjunto, e melhorar fisicamente, pode incomodar.

 

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Versão “Chelsea” do Timão dita o ritmo no Heriberto Hülse e ganha ao natural do Criciúma

04 de agosto de 2013 39

Era o uniforme azul do antigo Comerciário para um jogo festivo? Era o Avaí, numa partida do Estadual? Era o Chelsea, num amistoso internacional? Não, era o Corinthians que entrou para jogar de azul contra o Criciúma, ontem, e mostrou que não perdeu sua característica: bom futebol.

Venceu por 2 a 0 e empurrou o Tigre novamente para a briga contra o rebaixamento.

O uniforme, uma alusão às vestes usadas em 1965, quando o time representou a Seleção num amistoso diante do Arsenal, realçou a força dentro de campo e animou o “bando de loucos” nas arquibancadas.
O estilão “Chelsea”, time que os corintianos superaram no Mundial, realmente inspira.

Os fanáticos do Timão cantarem alto num Heriberto Hülse onde seu time deu as cartas e construiu a vitória como e quando desejou.

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JEC no G-4 com pênalti polêmico sobre Figueirense, Avaí fora do Z-4 e Chapecoense espetacular

03 de agosto de 2013 84

Eu já começo o post pelo lance que será a polêmica do clássico Joinville 3 x 1 Figueirense. Observando detidamente pela televisão não me pareceu pênalti o primeiro marcado em favor do JEC (depois houve outro). Um lance altamente complexo e que, na minha opinião, o árbitro não conseguiria ter certeza de uma falta. O apito inseguro de Ronan Marques da Rosa assoprou apressadamente.

Mas a vitória foi justa. Não é um erro do árbitro que invalida os três pontos do tricolor do Norte. O duelo era equilibrado, o JEC poderia ter vencido, como ocorreu, poderia dar empate, como estava até o pênalti, e tranquilamente o Figueira poderia ter vencido, mas perdeu Ricardinho expulso. O destempero do atleta não se justifica-se, prejudicou mais ainda o time.

Volpi ainda segurou um pênalti e o Figueira teve mais um expulso, Bruno, no destempero. Uma vergonha o comportamento dos alvinegros, não podem perder a cabeça assim, com ou sem razão.

Já o Avaí fez mais três pontos que têm aparência colossal pela importância da vitória sobre o Paysandu por 2 a 0. Deixou o Z-4.

O Verdão, por sua vez, conseguiu resultado maravilhoso diante do Sport, 2 a 1, de virada. Manteve a posição sólida na briga pela liderança do G-4, ainda tem um jogo a menos e mostrou maturidade na hora complicada. Foi, sem sombra de dúvida, o principal resultado da rodada. 

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A queda de Arturzinho revela um JEC precisando de maturidade gerencial

24 de julho de 2013 24

ATUALIZAÇÃO DO POST

Basta ler o que escrevi hoje cedinho, ainda amanhecendo, para ver o que penso sobre esta mudança de comando no JEC. No final aviso: deve acontecer hoje. E não precisa ser bem informado, nem vidente, para saber. Basta conhecer o futebol brasileiro.

Se Arturzinho ficou desgastado, a culpa é dele, sim, mas de um conjunto de fatores no qual, o principal, me parece de cunho gerencial. Planejamento por impulso, ações baseadas na emoção. Mas, quando se analisa assim, é comum o dirigente vir com a frase: “”Quem investe sou eu, então quem decide sou eu”.

Não deixaria de ser verdade, se não houvesse um componente “torcedor” envolvido. Este, sim, passional, mas não burro.

Enfim, agora é torcer para uma boa escolha de comando e que o próximo técnico tenha um mínimo de estabilidade, o que me parece o mesmo que acreditar em fadas.

POST ORIGINAL

Aí o Joinville perde para o Icasa, volta com um pontinho na bagagem de seis disputados fora, e o clima é quase de catástrofe. De forma impressionante, por causa de um empate com a então líder Chapecoense, em casa, o JEC já experimentou ira de torcida e um clima interno complexo.

Ok, vamos aos números. A campanha ainda é superior a 55%, o que e ritmo próximo a G-4. Tudo bem, deve deixar o G-4 agora, mas o tricolor do Norte faz campanha razoável. O problema é o futebol, mas este não é pujante nem no líder Palmeiras, que deve levar uma vaga com o pé nas costas como até o mais desinformado torcedor sabe.

Já vimos o Figueirense, que hoje tenta uma tarefa altamente ingrata na Copa do Brasil, em convulsão, mesmo frequentando o G-4. O Avaí, lá no Z-4, não teve um minuto de paz. Só a Chapecoense, ainda (e a coisa pode mudar com dois tropeços, por exemplo) ainda tem paz.

Então, chamo atenção para o fato de que a Série B é encardida, é lutada palmo a palmo, sofrida, aguerrida, chorada, brigada. É um campeonato de várias quedas e algumas alegrias. Sugiro, sempre, manter-se a comissão técnica, mesmo nos momentos mais dramáticos, como esta instabilidade do JEC.

Porque o mesmo torcedor irado e indignado de agora nem lembra depois e chamará Arturzinho de Rei no futuro.

Sei que o próximo jogo definirá a situação de Arturzinho, se empata ou perde para o Boa, vai cair. Isso se não acontecer antes, tipo agora pela manhã num impulso.

Mas seria e será lamentável.

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