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Posts com a tag "returno"

Em duelo de gêmeos, Criciúma de Cavalo bate Avaí na Ressacada e dá mais um nó em clássico

05 de março de 2016 1

É impressionante este desempenho do Tigre diante dos grandes de SC. Tirando o jogo com a Chapecoense (ressalte-se que atuou com um a menos desde os 15 do primeiro tempo), o Criciúma tem 100% de rendimento.

Méritos para Roberto Cavalo. O melhor técnico do turno, dá a largada como melhor do returno. Distribui muito bem seu time e estuda os adversários. Transforma as limitações de sua equipe em soluções e lê o oponente com muita perspicácia.

Considero a fórmula de Avaí e Criciúma “gêmea”. Ambos mesclam jovens revelações com experiência. De um lado William e Jardel com a meninada azul; de outro, Saci e Giaretta e os guris tricolores. A diferença foi na proposta de jogo, mais afinada por parte do time do Sul.

Os experientes de Cavalo deram retorno, os mais rodados de Raul Cabral não foram efetivos (confira a crônica do jogo).

A sacada de Saci para cobrir a deficiência de seu time sem Jheimy e o Lopes foi inteligente. Distribuiu soluções para o Tigre em via de mão dupla, já que tapou buraco no time no ataque e ainda criou fato novo que complicou o Avaí numa de suas alas.

O nó de Cavalo não foi nunca desatado , principalmente no primeiro tempo, em que o Avaí quase não ameaçou e ainda perdeu Gabriel lesionado para agravar a situação.

Não se tratou de um jogo onde houve domínio amplo do visitante, apenas um posicionamento mais inteligente, marcando atrás da linha da bola e com estocadas mais certeiras, mais eficientes.

Com esta fórmula, Roger Guedes ampliou ainda antes da segunda etapa. Diga-se de passagem, pelo mesmo corredor esquerdo de ataque, direito de defesa.

No segundo tempo, regulamento embaixo do braço para o Tigre. Tudo muito consciente para enervar o Avaí. Com sucesso. O árbitro Meira Júnior estava com o apito favorável a um time que quer segurar o jogo. Deixou o duelo truncado rolar de forma passiva. Perceber isso e usar a seu favor  também foi mérito do Tigre. E a pontaria do Avaí não ajudou. Basta relembrar o gol perdido por Braga, com apenas 6 minutos. Se faz a caixa, era outro jogo.

Aliás, bom destacar a diferença entre os dois, como bem mencionou Fabiano Linhares na jornada da CBN Diário: o tigre teve três chances de gol, fez duas; o Avaí teve duas (fora o gol anulado em lance duvidoso) e não acertou o alvo.

O Criciúma apresentou as armas, o Avaí terá que se recompor para não se perder no returno. Falei neste sábado à tarde no futebol show da CBN/Diário que este clássico seria termômetro para quem seguiria no páreo para desafiar a Chape. A resposta foi dada pelo Tricolor do Sul. Cartas lançadas, agora a bola tá com a turma do domingo (confira a classificação).

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Agora é com os jogadores do Figueirense: jogo não será com o Bragantino, será contra o Barcelona

29 de novembro de 2013 22

A movimentação para que o Figueirense suba à Série A do Campeonato Brasileiro segue o roteiro que é esperado. Grande mobilização no clube, ex-ídolos emprestando sua sabedoria e bom astral e a torcida mobilizadíssima e pronta para invadir Bragança Paulista.

Agora é com os jogadores. A direção fez sua parte, o departamento de futebol mostra consciência e trabalha com inteligência.

O técnico Eutrópio traçou um roteiro elogiável esta semana, permitiu a aproximação dos atletas, trabalhou o psicológico.

Agora é com eles, os jogadores. Precisam entrar em campo com o espírito de rapina dos Gaviões e com a paixão do povão, que são símbolos alvinegros.

Têm que representar à morte a nação. Não serão 11 jogadores, serão representantes de fanáticos amantes de um time que pode entrar 2014 na elite.

Então, o adversário não será o Bragantino: será o Barcelona.

Assim será o espírito. E que a Série A chegue. Boa viagem guerreiros.

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A força da nação que mais entende de Série A se fará sentir na invasão a Bragança Paulista

26 de novembro de 2013 54

O torcedor do Figueirense recuperou o calor! Já se fala em mais de mil torcedores em Bragança Paulista, o Estádio Nabi Abi Chedid vai se transformar num mini Scarpelli.

É comum no Estadual vemos a torcida do Figueira sempre ao lado do time em qualquer canto de SC. Lembro uma vez em Itajaí, que o estádio Marcilista foi tomado pela nação alvinegra.

Por duas vezes, na Copa do Brasil, milhares de alvinegros mostraram sua força indo aos milhares ao Maracanã. O mesmo aconteceu no Couto Pereira, no último acesso.

Então, é vestir alvinegro e torcer para a volta do time que mais entende de Série A em SC.

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A incrível recolocação do Figueirense na briga pelo acesso e pelo G-4: o troco da nação alvinegra

10 de novembro de 2013 34

Um possível sprint histórico do Figueirense pode se configurar. A vitória de 2 a 1 de ontem permite um cenário bem claro da situação na reta final.

A Série B não é afeita à lógica, aos determinismos. É fato. Mas também não é uma competição maluca, há algumas certezas.

E uma delas é que a tabela do Figueira lhe é favorável. ABC em casa, Oeste quase de “sangue doce” fora, o lanterna ASA em casa e um tudo ou nada contra um Bragantino que pode estar também de “sangue doce” na última rodada.

Para ingressar no G-4, já na próxima rodada, precisaria torer para um empate do Avaí, equipe que, ao batê-la, propiciou uma combinação de bons fluidos para o momento decisivo. E este empate justamente com o Ceará, que está na boca do caixa para o G-4. E contar com tropeço do Icasa, que joga fora com o América, este ainda necessitanto de pontos para afastar o Z-4.

O futebol tem disso: não há nada muito ruim que não possa melhorar; nada muito ruim que não possa piorar; e nada muito bom que não possa ruir.

Estas três constatações servem para os quatro catarinenses. Portanto, a Chapecoense precisa manter-se esperta, o JEC não desistir, o Avaí buscar forças e o Figueira acreditar no que parecia impossível.

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Um 4 a 0 do Figueirense sobre o Avaí para transformar a Ressacada em salão de festa Alvinegro

03 de novembro de 2013 77

São 22 vitórias do Figueirense contra 17 do Avaí dentro da Ressacada. A história mostra que o Figueirense é malvado com o Avaí. Eu teria que fazer uma pesquisa para saber qual time, dentro de seus domínios, tem inferioridade a um rival clássico quando mandante. Mas devem ser muito poucos. Os 4 a 0 de hoje serão doloridos para os avainos e podem significar uma reconstrução dentro da Série B para o Figueira tentar uma arrancada (mesmo que ainda improvável) rumo ao G-4.

Faço minhas as palavras do comentarista Roberto Alves, na CBN/Diário: o Figueirense jogou um clássico, o Avaí assistiu o adversário. Viu o 11 Alvinegro transformar a Ressacada em salão de festa. Com 30 minutos já estava 4 a 0 a partir de um time que foi objetivo contra outro que estava absolutamente instável emocionalmente.

O Figueirense fez um clássico impecável na primeira etapa, aplicou a goleada e demonstrou que clássico não tem (nunca) favorito. Eu afirmei na CBN/Diário no Debate Especial deste domingo, que o Avaí era favorito, mas fiz a ressalva: só em clássico esta classificação é instável e sujeita a condições que mudam rapidamente. Aconteceu.

Maylson não amarelou, pelo contrário cresceu. Cléber Santana, por sua vez, desabou com atuação pífica. Quem poderia prever? Um domingo de gala para os fãs do Figueira, um Halloween estendido para os avaianos.

Como eu vi o jogo

1º tempo

0 – 10min: Aaí conquistou o domínio territorial. Figueirense teve dificuldade em encontrar uma postura menos recuada. Marquinhos e Cléber Santana conseguiram desenvolver boas tramas. Mas a falta de objetividade já estava presente.

10 – 20 min: Diminuiu o domínio do Avaí gradualmente. Até que em estocadas via aérea, Thiego mostrou qualidade. Num primeiro momento quase marcou, provocando grande defesa de Diego e gerando escanteio. Num segundo momento, subiu alto, aos 15 minutos, para abrir o placar.

20-30min: Nesta faixa de tempo, o Avaí acusava o golpe do primeiro gol. Não conseguia pressionar o Figueira, que mostrava mais objetividade. Rafa Costa, aliás, é o rei da objetividade. A zaga do Avaí ficou observando o goleador alvinegro conduzir a bola até encontrar o melhor ângulo para conclusão e garantir o 2 a 0 com belo gol de fora da área.
Para confirmar o descontrole, o zagueiro Alex Lima, de forma covarde, pisou em Rafael Lima e foi expulso de forma justa.

30 – 45: Houve um lance que poderia ser crucial: seria o terceiro gol do Figueirense e a bandeira Fernanda Uliana deu impedimento que não aconteceu. O lance era difícil, ela estava encoberta, mas errou. Mas o Avaí estava desnorteado e, aos 31 minutos, Maylson fez o terceiro gol. Hemerson Maria se obrigou a trocar ainda nesta etapa, colocando Luciano na vaga de Márcio Diogo. Não adiantou. Maylson ainda marcou, aos 45 minutos, o quarto gol.

Segundo tempo

0 – 10min: Para comprovar que a tarde não seria avaiana, um pênalti (duvidoso na minha opinião, estava mais para esbarrão do que para uma falta com intenção) foi batido aos 6 minutos por Cleber Santana e defendido pelo goleiro Volpi. O Figueirense deu espaços neste período para o adversário, correu risco de reação do adversário nestes minutos iniciais.

10-20min: Logo no final desta faixa de jogo, Volpi fez mais uma linda defesa. Ou seja, o Figueirense estava afinado no ataque no primeiro tempo, coberto por seu goleiro na segunda etapa.

20-45min: O Avaí tentou bastante, mas o Figueirense “cozinhou” o adversário. Tinha o domínio emocional, não precisava se expor, apenas gerenciou a situação

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Avaí, o favorito que não vai querer ser favorito no clássico de domingo na Ressacada

31 de outubro de 2013 11

Jogar em casa, com o apoio de sua torcida e com um time que rendeu muito mais no returno e por isso briga de verdade pelo G-4 na reta final tem que significar alguma coisa para o Avaí.

Ter uma tímida esperança de classificação (3% como nos mostra o blog do nosso professor Kmarão) e um time que mais decepcionou do que convenceu no returno deve dizer algo ao Figueirense.

Na real, todos sabem que o Avaí chega mais encorpado, com mais recursos táticos e técnicos para este clássico.

Mas ninguém vai querer assumir. O principal argumento será o tropeço na rodada anterior, e o fato de o Figueirense ser franco-atirador etc.

Não é bom para um time assumir-se como favorito. Psicologicamente não ajuda na preparação. O Avaí vai plantar a humildade.

Mas o argumento de que clássico é um campeonato à parte só serve para o Figueirense. Só ele pode querer esta vitória para manter esperanças de uma arrancada só de vitórias na reta final e também ganhar moral para o próximo ano.

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Rodada deixou tudo muito claro para Chapecoense, Avaí e Joinville, Figueirense e Criciúma

27 de outubro de 2013 27

Vamos a um panorama da participação dos catarinenses nas séries A e B. (clique aqui e confira a tabela da Série B e a tabela da Série A).

Chapecoense

Fato: a Chapecoense vai colocar o Oeste na disputa da elite por Santa Catarina

Possibilidade de dar errado: dos seis jogos restantes perder quatro. Piada, não? 

Avaí

Fato: totalmente na briga, dentro do G-4 e com pequena gordura para gastar.

Possibilidade de dar certo: muito grande. Tem clássico em casa, jogo dificílimo, campeonato dentro do campeonato, mas pode vencer; pega o ASA fora, este o lanterna; aí, se fizer sua parte, vem jogo-chave, o Ceará fora. Depois é o América-RN em casa e o ABC, fora, torcendo para este já não lidar mais com rebaixamento.

 JEC

 Fato: vitória absolutamente estratégica no último jogo. Está na briga, mesmo que correndo por fora por ter uma tabela bem difícil.

Possibilidade de dar certo: Vem de vitória fora sobre o Figueirense em partida também decisiva. Mostra um fôlego nas mãos de Ramires. Precisa “copar” contra o Palmeiras, aí pega em casa o Oeste. Depois vêm jogos difíceis contra São Caetano, América-MG e Ceará.  

Figueirense

Precisaria uma campanha irrepreensível, um Sprint histórico. Proibido? Não. Possível? Improvável. Pode pensar em 2014 (no post original errei e escrevi 2015, mas estou dando este aviso por causa dos comentários que me corrigiram, para que não fiquem sem sentido) sem drama de consciência. 

Criciúma

De forma digna, caiu diante do “campeão” Cruzeiro. No calor do jogo, Argel viu uma conspiração estelar contra o Tigre. De toda a grita, um tanto exagerada, concordo com um detalhe, mas que não é novidade: há uma clara disposição na reta final para ajudar os grandes e isso não vai mudar tão cedo num futebol comandado por quem o comanda.

Infelizmente, o Tigre não resistiu ao injusto quadro da Série A, muito dinheiro concentrado nos “grandes”, faz dos demais meros participantes.

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O mundo da Série B precisa ser analisado pelo percentual na reta final onde o Figueirense renasce

16 de outubro de 2013 32

A imponderabilidade da Série B do Campeonato Brasilerio exige que se avalie separadamente desempenho técnico do desempenho na tabela de classificação.

A variedade é tão grande em relação às apresentações de todas as 20 equipes, rodada a rodada, que não há um padrão para avaliação tática. Cada jogo é um jogo, passível de surpresas que vão do líder absoluto ao lanterna.

Ainda mais nesta reta final, onde o desespero obriga a superação de quem está lá atrás, e a tranquilidade puxa o freio de mão de quem está na frente.

Então, o que resta é analisar a tabela do ponto de vista percentual (clique aqui e confira a tabela no DC Esportes).

E, neste quesito, o Figueirense voltou a briga com três vitórias e um empate em cinco jogos. Com 51%, possui mais vitórias (14) que o quarto colocado, o Paraná e um jogo a menos.

E o Avaí até tem uma vitória a menos (13), mas ostenta percentual de 54%, potencialmente maior que o do Paraná, que está no G-4 com um jogo a mais.

O JEC, com apenas 12 vitórias e abaixo dos 50%, ficou com défit bastante grande. A Chapecoense vai que nem aquele carro de F-1 com grande vantagem, pilotando com segurança até a bandeirada. Que jogo vai ser o encontro adiado entre Chapecoense e Figueirense, hein!

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Rodada quase perfeita para o Criciúma, que encontra um caminho para salvação na Série A

13 de outubro de 2013 20

tigre

Dos sete times à frente do Criciúma, nenhum venceu. A isso chamamos de rodada ideal. Não dá para chamar de “rodada perfeita” porque ela só aconteceria se todos tivessem perdido.

Fato é que o confronto direto com a Portuguesa, em casa, na quarta-feira, virou a senha para o Criciúma deixar o Z-4 e empurra a Lusa para seu lugar.

Nem de seis pontos é o jogo, se houvesse seria um jogo de seis pontos com estrelinha.

Aquela vitória do Tigre sobre o Grêmio, na Arena, deu moral para superar o Vasco. O sucesso deste domingo sobre o Vasco, amplia este bom momento.

O HH tem que pulsar no próximo jogo. Não é que Argel encontrou alma e soluções para o Tigre?!

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De biquinho e é geeeeee quaaaatro para o Avaí na Bomboneira da Ilha, a magia azul na reta final

09 de outubro de 2013 35

Numa rodada em que a Chapecoense coloca mais um tijolo para consolidar seu caminho rumo à elite, o Verdão ganhou a companhia no G-4 do Leão da Ilha.

O Avaí é aquela coisa que este espaço não cansa de dizer: depois que encarna a alma e a raça, aplica uma dose de talento e une a força de sua torcida, só vai. Então, chegou chegando. Hemerson Maria, hein!? Pegou o time no Z-4 e está entregando no G-4!

Foi um jogo de G-4, gostoso de assistir, de pegada, de raça, de boa postura tática, de entrega, com cheiro de Série A.

Infelizmente o mesmo não se pode falar da goleada que o Figueira sofreu. Este que já foi duelo de Série A também, mostrou uma desigualdade constrangedora que entristece quem vê a fragilidade do Alvinegro na reta final.

E o JEC perdeu gás de tal forma com a derrota de hoje, perdeu confiança, moral e, se recuperar o potencial que tem e que há bem pouco tempo sabia usar, será uma grande surpresa.

Restam 10 rodadas (11 para Figueira e Chapecoense). Portanto todos têm direito e possibilidade de engatar uma série de vitórias. Mas a amostra atual não é favorável a Figueirense e JEC. E embora pareça óbvio, é real a análise de que Chapecoense e Avaí estão em viés de alta justamente na hora que é preciso, a famosa reta final.

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