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Posts com a tag "Série A"

O balanço da parada nos Brasileiros será favorável a quem conseguir hibernar no G-4

08 de junho de 2013 34

O Inverno começa a engrenar e o Brasil vai parar com os campeonatos. Não é por causa da neve como ocorre na Europa, mas pela Copa das Confederações.

A intertemporada tem efeito terapêutico. Dos quatro catarinenses, Avaí e Figueirense ainda não conquistaram o direito de hibernar no G-4. O Figueira, com a derrota de agora há pouco para o Paraná, por 1 a 0, não vai permanecer entre os quatro. Terá que contar com a última rodada antes da parada.

Adilson Batista terá que reencontrar seu time, sem William Magrão, são duas derrotas consecutivas. O JEC precisa consolidar o bom momento. A Chapecoense só necessita não perder o pique. O Avaí precisa repensar muita coisa, a começar por entender de que forma o time vai fazer Marquinhos e Cleber Santana funcionarem num esquema tático inteligente. Há mais uma chance para todos na terça-veira que vem.

Já o Criciúma está numa zona intermediária. Poderia estar melhor não fosse o imprevisto 3 a 0 diante do Flamengo.

Não posso detalhar as atuações de Figueirense e de Tigre neste sábado, cheguei de Porto Alegre agora há pouco, peguei apenas o finalzinho das partidas. Estava lá num encontro do colegas de RBS que vão cobrir a Copa das Confederações. Estarei em Belo Horizonte, torcendo para que o Brasil chegue a semifinal por lá.

Agora é esperar o amistoso contra a França, neste domingo, e vermos o que nos reserva a segunda era Felipão.

Mas, antes, amanhã bem cedinho, tem Meia Maratona aqui em Floripa, que quiser ir à Beira-Mar dar uma força, é sempre legal para os corredores. Entre os quais estarei tentando baixar o meu tempo nesta prova

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Um "olé" cheio de significados para a torcida do Criciúma nos 3 a 1 sobre o Santos

05 de junho de 2013 73

Foi uma vitória mais vital para o Criciúma do que sua já conhecida importância no quesito somar três pontos. Bater o Santos por 3 a 1 contém significados que extrapolam a matemática.

Um deles nos revela que o Tigre em casa está com as garras afiadas (dois jogos e duas vitórias) e outro que o time é maduro o suficiente para superar fases de pressão (vinha de duas derrotas).

Tem mais: a equipe de Vadão deu o recado de que há confiança para confrontar não somente os chamados “adversários diretos”, aqueles que a humildade ensina aos que sobem de divisão a mirar contra o descenso, mas também aquele que é (neste caso literalmente) peixe grande.

E superar grandes, com direito a “olé” gritado com gosto pela torcida, é sempre um combustível potente para abastecer a longa jornada na Série A.

Torcedor “argentino” do Tigre

Chamou muito a atenção do narrador do pay-per-view a energia do torcedor do Criciúma, o jeito diferente de torcer, o padrão diferenciado.

Tanto que ele usou o termo “torcedor argentino do Tigre” e fez referência a “algo como se vê na Bombonera”.

A reportagem também chamou atenção para o fato de o telão mostrar flashes da torcida, algo que acontece muito no Estádio do Internacional, de Porto Alegre. No caso do clube gaúcho, serve para premiar os sócios que são focalizados.

Uma reclamação e um elogio e um porém

O demérito ficou com algo que me incomoda muito. Falo do que seria o segundo gol do Criciúma no segundo tempo: um lance que em 99% dos casos envolvendo times de “nome” o bandeira não levantaria o instrumento de trabalho. Mas como é o time que veio da Série B ele se enche de coragem e anula o gol. Essa índole que não é erro e sim um viés retrógrado que persiste no Brasil depõe contra a arbitragem. Vemos isso muito raramente no futebol europeu.

O mérito fica para o árbitro Paulo dos Santos Alves, que deu um pênalti com a filosofia inversa de seu bandeira. Não era um lance fácil, alguns tenderiam a mandar seguir para não se incomodar. Ele acertou ao ver a carga excessiva do zagueiro, no lance que determinou o 2 a 0.

Infelizmente só não completou a “limpeza” no seu trabalho ao não expulsar Durval, que deu um carrinho criminoso em Lins.

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Lição em Série A custa caro e o Criciúma está descobrindo isso de forma bastante dura

02 de junho de 2013 74

Aprender lições enquanto a Série A se desenrola custa um preço muito caro. O Criciúma levou cinco gols e não marcou nenhum diante de Internacional (2 a 0) e Fluminense (3 a 0) todos eles motivados por falhas de marcação do sistema defensivo.

Sabíamos das dificuldades e alertamos em post (clique aqui e confira), mas não esperávamos uma postura tão assustada no início dos confrontos diante de Inter e Flu, quando o time acordou para o jogo já estava ferido.

Quando isso aconteceu, e houve bastante, ao longo do Estadual, o ataque resolveu. Mas na elite ceder gols deve ser tão difícil quanto é fazê-los e infelizmente nas duas partidas fora a equação não foi resolvida.

Agora é conquistar pontos em casa para ganhar fôlego e tranquilidade emocional. Vitórias resolvem problemas em pontos corridos, tanto que uma delas ainda deixa espaço para o Tigre respirar (confira a tabela no DC Esportes)

Não dá para desmontar o trabalho por causa de resultados. As alas podem e devem ter mais funcionalidade e, em tese, com isso acontecendo o time ganhará poder ofensivo.

E o cuidado com o início das partidas é fundamental, já que contra o colorado gaúcho e o tricolor carioca o jogo praticamente começou absolutamente complicado devido aos gols, em bolas aéreas, a maioria, ou em rebotes mal resolvidos e, um deles, em contra-ataque. nenhum fruto de armação de jogada adversária.

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Razões que a razão desconhece para os gols. Fora isso, o Inter foi melhor e mereceu vencer o Criciúma

30 de maio de 2013 84

Fabinho, do Tigre, aos 7 minutos, dá um chute cara a cara com o goleiro e este desvia para fora; minutos depois, William arrisca um chute e este desvia na zaga e para dentro do gol do Criciúma. Por que o destino foi bondoso com um, cruel com o outro?

O zagueiro Moledo, do Inter, aos 16, cabeceia para o gol, a bola entra; logo depois, Matheus Ferraz aparece sozinho, cabeceia em condições similares e a bola não ruma para gol. Por que um é bafejado com a felicidade, o outro com a  desolação?

Dois lances, logo no primeiro tempo, defiram o 2 a 0 e a sorte do jogo.

Sim, são as tais razões que a própria razão desconhece.

Mas há explicações racionais para que a vantagem conquistada tenha sido preservada pelo representante gaúcho. E a principal delas residiu no meio-campo. O volume de jogo do Internacional, a antecipação no desarme e a conquista da maioria dos rebotes são decisivos.

A favor do Tigre o fato de seu meio-campo estar dilacerado com desfalques. E aí entra a tal capacidade de investimento, que forma um grupo forte. Serginho teve que entrar às pressas, o que nunca é bom.

De uma forma geral, verificamos qualidades individuais importantes no Criciúma, mesmo na derrota. Bem alinhavadas ao decorrer do campeonato podem resultar numa boa campanha.

Mas segue o alerta e a preocupação com a sequência que tem o Tigre: vem Flu, depois Flamengo, depois Santos, depois Atlético-MG... é ruim, hein!

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Criciúma já começou a Copar!

26 de maio de 2013 63

 

Duas frases que ouvi ao longo do jogo do Criciúma: a primeira dizendo que “o time está redondinho” e a outra de que “não tem gol feio”. 

São lugar-comum as manifestações mas se aplicam com perfeição à largada do nosso Criciúma na Série A do Brasileiro. Nosso, sim, de Santa Catarina, representante legítimo do Estado numa das competições mais importante do mundo.

Este orgulho está estampado no semblante de cada torcedor que lotou o Heriberto Hülse neste domingo e vai abarrotar o estádio nos próximos duelos em casa.

E que vai cantar com força como fez na partida contra o Bahia. Já que estamos vivenciando a retomada de algo que já conhecíamos, porém estava adormecido. Trata-se do DNA para conviver entre os grandes que o tricolor do Sul ostenta.

É um estado de espírito, um portar-se naturalmente em um ambiente, sem precisar forçar a barra. Por este motivo “estar redondinho” é um termo que merece o destaque, já que em uma estrutura bem arrumada é muito mais fácil crescer e aparecer.

E o gol feio onde entra? Ora, o primeiro gol do Tigre não foi um primor de beleza. E daí? Gol é gol, e ponto. O gol marcado por Matheus Ferraz não foi “lindo”, mas teve o mesmo valor que o segundo gol, anotado por Lins, e o terceiro, por João Vitor.

Estes foram pinturas, especialmente o terceiro. O tento feito pelo substituto justamente de Ivo aliviou as coisas quando o jogo estava 2 a 1 e foi, simplesmente, um golaço.

Se o time está “encaixado”, se os gols saem (sejam bonitos ou não), e a torcida está vigorosa, barulhenta, o  que faltaria? Ora, absolutamente nada na receita para ser feliz.

Tudo pronto para Copar!

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A campanha institucional do Criciúma pela volta à Série A, confiram o vídeo

24 de maio de 2013 25

Aí abaixo está o vídeo institucional da volta do Criciúma à Série A. Um vídeo feito para mexer com a emoção e os brios do torcedor.

Os ingressos ficaram salgados, mas pelo excelente número de sócios que o Tigre atingiu  me parece que o lucro ficará a partir da presença da torcida visitante. Uma vez que só os associados praticamente lotam o Heriberto Hülse.

Sugiro, ainda, a leitura da entrevista exclusiva do presidente Antenor Angeloni ao DC Esporte (clique aqui). Abaixo, o vídeo:

 

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Ranking de valor dos clubes: Criciúma dispara, Avaí melhor que Figueira, JEC cresce e Verdão aparece

22 de maio de 2013 35

Saiu o mais novo estudo da Pluri Consultoria, com o ranking dos valores de clubes da Série A e B.

No caso catarinense, destaque para a evolução do Criciúma dentre os clubes que estão na Série A.

Em relação a 2012, os times que mais elevaram os valores de seus elencos foram: Criciúma (+144%), Ponte Preta (+46%) e Atlético-MG (+33%).

Em relação à Série B, o Avaí está à frente do Figueirense. O motivo é que o Figueira está entre os que mais perderam valor agregado. As três maiores quedas foram: Guaratinguetá (-

39%), Figueirense (-35%) e América-MG (-32%);

Destaque para o Joinville, que está entre os que mais elevou seu valor. Em relação a 2012, os times que mais cresceram foram  Paraná Clube (+66%), Joinville (+50%) e

Bragantino (+48%).

Abaixo as duas tabelas, confira:

 

A tabela da Série A em milhões

1 Santos  114,1

2 Corinthians 92,7

3 São Paulo 83,1

4  Atlético Mineiro-MG 72,1

5 Fluminense 70,1

6  Grêmio RS 65,8

7 Internacional 64,3

8 Cruzeiro MG

9 Botafogo 53,3

10 Flamengo 51,3

11 – Vitória 28,2

12 Vasco 27,9

13 Coritiba 27,0

14 - Atlético-PR  26,6

15 Ponte Preta 26,2

16 – Goiás 18,9

17 – Criciúma 16,1

18 Náutico 15,8

19 Bahia BA 14,1

20 Portuguesa 13,4

 

A tabela da Série B, em milhões

1 - Palmeiras 46,7

2 – Sport 16,4

3 - Atlético-GO 15,2

4 Avaí 13,9

5 - Figueirense 13,6

6 Ceará 12,8

7 Paraná 11,1

8 Joinville 10,2

9 América-MG 10,1

10 Bragantino 9,2

11 - Oeste 8,4

12 - Chapecoense 8,2

13 São Caetano 7,6

14 ASA 7,2

15 - Icasa CE 7,1

16 - Paysandu 5,8

17 América-RN 5,4

18 ABC RN 5,2

19 Boa Esporte MG 5,1

20 Guaratinguetá SP 4,9

 

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Cheiro de Brasileiro invade o ar

30 de abril de 2013 17

Não há como fugir. Mesmo que estejamos na reta final do Catarinense vemos os quatro envolvidos – Avaí, Figueirense, Criciúma e Chapecoense – agindo nos bastidores para o Brasileiro. É o cheirinho dos nacionais já dourando no forno e invadindo o pedaço.

Em outros tempos, tal movimentação era retardada para não prejudicar o foco nas finais. Hoje em dia, o enfraquecimento dos estaduais e a necessidade de montar os times para o que realmente interessa não incomoda mais os times, nem os torcedores. Estes, aliás, querem mesmo ver as deficiências apontadas (em alguns casos escancaradas) no Estadual serem supridas.

Nesse sentido, vemos o Tigre em busca de um goleiro (Julio Cesar), vemos o Figueira negociando com atacantes (Rafael Costa e o Jean Carlos), vemos a Chapecoense apresentando nomes (Anderson Pico e Bernardo) e o Avaí namorando Cléber Santana. Sem contar o JEC, que ficou fora das semifinais e trouxe o uruguaio Martin Ligüera.

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Um clássico didático delineou diferenças: Tigre de elite venceu, Figueira de Série B perdeu

14 de abril de 2013 67

A derrota por 3a 1 do Figueirense para o Criciúma foi didática. Colocou cada um no seu lugar: quem é de elite saiu com três pontos, quem é de Série B perdeu.

Ou seja, mesmo jogando em casa, mesmo com a tradicional tendência de as forças se igualarem em clássicos, a qualidade fez a diferença.
Um Alvinegro montado com improvisações expôs as dificuldades que Adilson Batista tem para montar um time com um grupo de jogadores inconsistente e escancarou virtudes que um Criciúma de Série A começa a mostrar na reta final do Catarinense sob o competente comando de Vadão.

Melhor para o Tigre, que ficou com a faca e o queijo na mão para conquistar o returno do Catarinense. Se vencer em casa, leva o título. Se empatar, virtualmente se garante (só se o Atlético fizer um milagre, uma goleada).

O castelo de cartas montado por Adilson desmoronou no primeiro minuto. Não há planejamento tático que resista quando um erro individual é daqueles imperdoáveis. Ricardo, ainda no primeiro minuto da partida, fez uma saída de bola bizarra, o Tigre recuperou, armou o ataque, Marcel serviu e Lins executou: 1 a 0.

Não se pode dar espaço para o azar: o Figueira improvisou Tinga na ala direita, este nem tinha esquentado na função e teve de encarar um Fabinho elétrico e inspirado, no mano a mano. Perdeu a disputa, o tricolor serviu a Ivo, que fez o 2 a 0. Eram apenas 7 minutos de duelo.

O time de Vadão, por instinto natural, recuou. O Figueirense cresceu, com o dedo de Adilson. Ricardinho caiu para a direita, sobrecarregou um setor em que o Criciúma incomodava, e segurou Marlon. Por ali houve o desconto alvinegro: Botti penetrou na área, cruzou e Toscano fez seu gol.

Na segunda etapa, a imposição do Tigre não se deu somente por mais um gol de Lins, aos 18 minutos. Ela ocorreu também pelo estresse alvinegro diante da realidade.

A dificuldade em reagir fez o técnico reclamar com a torcida, por falta de apoio e fez a torcida ficar indignada com Adilson pela cobrança. Resultado? A primeira derrota em casa e o Scarpelli virou ambiente hostil para o próprio dono da casa.

Contraste:Vadão em lua de mel com a torcida no Sul, Adilson em crise com os fãs, na Capital.

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Cair é do jogo. Agora, cair sem garra e a devida luta é uma vergonha, Figueirense

11 de novembro de 2012 83

A grande questão neste momento de rebaixamento não é o fato em si. São 20 disputantes, quatro caem, um é campeão, alguém tem de cair. O problema nem é entender como se chegou a este rebaixamento, já que todos sabemos o que levou o clube a este Brasileiro desastroso. Tanto os problemas fora de campo, quanto a falta de qualidade do time em si.

O que deixa a todos perplexos é ver como os jogadores se comportaram nesta reta final de rebaixamento. Principalmente neste último, diante do Sport. Absolutamente como se fosse mais um jogo amistoso qualquer.

Uma falta total de respeito com a camisa alvinegra, com as tradições do clube, com sua torcida. Espero que o novo presidente tenha visto com atenção o jogo de hoje.

E que estes jogadores que, na maioria, hoje não mostraram raça não deem as caras na Série B.

 

Flu, campeão, sem emoção

 

Fazia tempo que eu não via um campeão brasileiro despertar tão pouca emoção em sua torcida. Talvez porque todos já soubessem o desfecho. Pareceu mais uma rodada, como tantas outras. Não gosto desta sensação de que um título é algo natural. Se não tem um quê de emoção, nem parece título.

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