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Posts com a tag "técnico"

Aposta do técnico Claudinei Oliveira é empoderar Marquinhos no Avaí para melhorar na Série B

30 de agosto de 2016 0

O termo empoderar está na moda. E ele se aplica com perfeição ao que se espera de Marquinhos junto ao Avaí.

E o novo técnico Claudinei Oliveira, que estreia hoje contra o Luverdense, percebeu isso e agiu neste sentido.

Nas definições de dicionário, empoderar é “conceder poder, obter mais poder; tornar-se ainda mais poderoso”.

Confira detalhes do jogo de hoje à noite
O que pensa o técnico sobre Marquinhos

Este tipo de roupa veste bem a Marquinhos. Ele se sente confortável e, normalmente, tem moral para retribuir com liderança e bom futebol.

É disso que o Avaí precisa muito para um projeto de returno que não inclua o sofrimento contínuo com a ameaça de rebaixamento.

Confira no comentário em vídeo acima também minha opinião sobre os jogos do Criúma em Goiás e da tentativa do JEC, diante do Bahia, na Arena, de buscar uma sequência de vitórias

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Tuca passa no vestibular do Figueirense com superajuda de He-Man e Gatito

28 de agosto de 2016 0

Definitivamente não foi um resultado qualquer. Empatar com o Santos na Vila Belmiro já não é tarefa filé mignon, quanto mais vencer o Peixe (confira a crônica do jogo by André Podiacki). Feito hercúleo que vem aliado ao fato de o Figueirense cravar sua primeira vitória fora de casa na Série A do Brasileiro.

No post anterior (clique aqui e relembre) cravei: é o vestibular de Tuca! Ali mencionei como é casca grossa essa prova: não seria para qualquer um comandar uma vitória com goleada sobre um Fla em alta e depois bater um fortíssimo time do Santos na Vila, pegando um time destroçado tática e psicologicamente.

Vale ressaltar a importância de sempre de He-Man. Desta vez cobrando com segurança um pênalti. E, claro, a defesa que Gatito protagonizou num momento chave do jogo (um quarto do segundo tempo), que foi simplesmente monumental.

Relembrou feito de Rodolfo Rodriguéz. Este encantou o mundo com uma das obras mais sensacionais da história, defendendo o próprio Santos neste mesmo gol. Lembra? Confere no vídeo aí abaixo:

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Por que Tuca vai a Santos com o Figueirense fazer vestibular na Vila Belmiro?

27 de agosto de 2016 1
tuca, figueirense, técnico

Técnico do Figueirense. Foto: Cristiano Estrela

Tuca ficará como técnico do Figueirense? Para responder a esta pergunta é preciso um “nariz de cera”, para usar um jargão jornalístico, ou um “textão” para ficar com a designação nas redes sociais para posts cheios de “papo cabeça”.

Como o profissionalismo ainda é algo que apanha feio no futebol brasileiro, jogadores e comissões técnicas ainda são submetidos a situações rotineiras que deveriam ser exceção.

Não que atletas, técnicos e cia não tenham sua forte parcela de culpa nesse contexto. Dirigentes e profissionais envolvidos com o futebol contribuem substancialmente para situações anômalas e que conspiram contra a boa gestão.

Maus exemplos? Estamos cheios: mudanças constantes de datas de jogos, preços de ingressos, qualidade técnica inferior, imagem pública mal cuidada, calendário mal pensado, etc. A principal causa que acarreta a presença de fatores poluidores como estes, entre centenas de outras ruins para o futebol, é a instabilidade.

Técnicos entram e saem, diretores de futebol são escolhidos e substituídos, jogadores contratados e dispensados, reforços anunciados e rejeitados, projetos iniciados e abandonados. Tudo se troca de roupa. E, pior, como se sobrasse dinheiro no país.

Tuca faz parte deste contexto. Imagina se, depois de golear o Flamengo, ele contribui para que o time segure o Santos na Vila Belmiro? Bingo. Pode ser efetivado sem maiores ruídos por parte da torcida. Note-se que o fator decisivo será o resultado e não uma filosofia.

Se perder, segue como interino, com certeza. Até a direção achar uma solução. Que, inclusive, conhecendo a agilidade do Figueira, já deve estar mapeada.

Tuca está fazendo seu vestibular particular. Passar não é fácil, tem que ter nota altíssima. A diferença é que, se entrar nessa faculdade chamada Figueirense, sair dela serão bem mais fácil do entrar. Bastará o time perder alguns jogos seguidos.

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Argel volta ao Figueirense para reagrupar os soldados alvinegros e para reeditar suas famosas entrevistas quentes

11 de julho de 2016 6
Argel, Figueirense

Figueirense entrega de volta a bola a Argel

Este post está muito longe de avaliar se a volta de Argel será boa ou ruim para o Figueirense. E nem este é o propósito. Mas o espaço não vai ficar em cima do muro: acho muito legal que o treinador receba a bola de volta para tentar reerguer o Figueirense.

Os motivos são vários. Elenco alguns deles.

Primeiro: nunca vi uma direção, a menos que a insanidade reine, trazer de volta alguém que não tenha feito algo de muito bom para o clube. O presidente Wilfredo Brillinger e o departamento de futebol do Figueira aproveitaram a saída de Argel do Inter para trazê-lo de volta porque confiam no técnico. E sintonia entre direção e comandante é tudo no futebol de hoje em dia.

Segundo, a passagem de Argel pelo Alvinegro é positiva. Com ele, o Figueira tinha personalidade, revelava garotos, sabia lidar com os mais experientes, tinha bom padrão tático e tinha ótimos resultados de campo.

Terceiro, sequer encaro o que ocorre agora como uma volta e, sim, como uma continuidade. Interrompeu-se um trabalho que é retomado.

Quarto, podem até não gostar da personalidade de Argel e de suas entrevistas. Mas, eu, se fosse dirigente (e não sou, isso é um exercício de opinião) teria me representando alguém que é de iniciativa, que não espera acontecer, que não é morno. Argel pode não ser simpático com jornalistas, mas joga o jogo. Diz presente, bate de frente, compra a briga. No mundo do futebol, isso é fundamental.

Vai dar certo? Volto à frase inicial. Já que Série A é pedreira e imprevisível. Pode não funcionar, mas acredito que com o grupo à disposição, Argel pode colocar o Figueira nos trilhos. E até torço para isso, para o bem de nosso futebol.

Não tenho dúvida que ver os “soldados” em campo será salutar para o Figueira.

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Saída de Guto Ferreira da Chapecoense é tristemente normal. Veja lista de sugestões para o Verdão

24 de junho de 2016 1
Guto Ferreira

Sem Guto, Hemerson, que balança no JEC, é um alvo da Chape

Sob qualquer ângulo avaliado, não há como criticar Guto Ferreira pela decisão de deixar a Chapecoense pelo Bahia por uma melhor oferta financeira.

Todo o processo que vivenciamos neste caso cai na conta do triste estágio em que o futebol brasileiro se encontra.

Nem técnico, nem clubes, conseguem lidar dentro de uma lógica diante de um cenário tão complexo, ninguém mais escapa do circulo vicioso e decadente que contamina a tudo e todos dentro do mundo da bola.

Claro que o ideal para qualquer treinador seria, diante de um trabalho sólido e próspero, optar pela continuidade em um clube de Série A, em detrimento a começar um trabalho capenga em um time de Série B.

Mas o Bahia tem orçamento de clube de Série A. E, no Brasil, a lei que rege é do “quem tem mais grana”. Dane-se o projeto. Ou o “pojeto” com diria o “profexô” Luxa.

O raciocínio de Guto é simples de imaginar: de R$ 140 mil para R$ 350 mil, é muita diferença. Apesar de a Chape não ser de demitir por qualquer situação, ficar no Verdão não é estável a ponto de recusar tal proposta. Do outro lado, o time do Oeste não entrou em leilão, tem seu padrão, seu orçamento, seu teto e não abre mão.

Sem negociação, bingo! Lá se foi Guto, que não tem nada a perder. E aí está o problema. Se não vingar no Bahia e for demitido, fica recebendo uma grana preta seja em parcelas, seja na Justiça. Se vingar, consolida mais ainda a carreira. E deixa Chapecó com um trabalho de sucesso carimbado no currículo. Um dia ainda volta idolatrado para Chapecó.

Bom, agora é olhar para frente. Quem virá?

Rapidamente, meu colega de redação Matheus Peixer, apresentou alguns nomes interessantes. A lista:

 

Sem clube

Enderson Moreira
Paulo Roberto Falcão
René Simões
Ney Franco
Paulo César Carpegiani
Doriva

Série B

Mazola Júnior (CRB)
Rogério Zimmermann (Brasil de Pelotas)
Fernando Diniz (Audax / Oeste)
Roberto Cavalo

Série C

Antônio Carlos (Juventude)

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Silas é a primeira contratação de Marquinhos como "diretor de futebol" do Avaí

30 de março de 2016 31

silasmarquinhos

Em determinados momentos a forma como as coisas acontecem no Avaí me deixam intrigado. O clube partia para seu jeito tradicional de procurar técnicos: especular vários profissionais, jogar nomes no ar para ver a aceitação da torcida, ou seja tentar não errar (o que é louvável), mas num momento em que agilidade é tudo. São seis derrotas seguidas, um Estadual ameaçado e uma Série B se aproximando.

Aí vem Marquinhos, que está em recuperação, vai demorar dois meses para voltar, e dá uma coletiva! Por quê? E que declarações fortes. Foram declarações não de um jogador experiente, mas de alguém que agiu como diretor de futebol.

Marquinhos falou sobre reforços urgentes e acabou com o blablablá: “Silas é um bom nome”, bradou. E ainda disse: alguns nomes citados aí são “piada”.

Pronto, no outro dia (no caso nesta quarta-feira) Silas era anunciado.

Então, eis a primeira contratação de Marquinhos como diretor de futebol virtual do Avaí. Seguirá jogando na Série B. Mas, se precisar, segura a bronca nos bastidores também!

 

ATUALIZAÇÃO DO POST (15h15min)

Recebi manifestação do presidente do Avaí, Nilton Macedo Machado, a qual reproduzo aqui, a respeito do post.

“Caro Castiel. Sua coluna com o título de “Silas é a 1ª contratação de Marquinhos como ‘diretor de futebol’ do Avaí” é injusta com todo nosso trabalho cauteloso na escolha do novo técnico do Avaí. Ouvimos cinco técnicos e Silas, que já havia sido indicado na semana passada, adequando-se a nossa realidade financeira, perfil técnico e aceitação pela torcida, estava sendo examinado. Entendemos que no momento é a pessoa que preenche todos os requisitos. Vamos aguardar o trabalho dele”

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A queda de Hudson Coutinho no Figueirense é culpa dos ETs. Eutrópio, Teté Quiroz ou outro nome?

16 de fevereiro de 2016 30

Quem viu minha análise publicada abaixo (clique aqui), postada ontem, às 15h, já sabia que Hudson Coutinho deixaria o cargo de técnico do Figueirense (veja aqui a matéria do DC).

Aliás, quem ouviu a informação de Renato Semensati na CBN/Diário, às 13h de ontem (segunda-feira), de que Hemerson Maria teria sido contatado antes mesmo de Hudson sair, já sabia da saída do técnico.

Mais: Hudson sabia que deixaria o cargo e deu todos os indícios nas redes sociais.

As redes sociais sabiam da saída de Hudson Coutinho. O Meu Figueira divulgou no Twitter às 16h de ontem a confirmação da queda.

A entrevista que deu, após a derrota para o Tigre, conformada, pessimista e realista, matou o técnico. Depois daquela entrevista, até as formiguinhas que moram nas arquibancadas do Scarpelli sabiam que o treinador sairia.

Ele é o culpado pela situação? Sim e não. Sim porque compactuou com uma situação que, se tivesse mais experiência, teria evitado. Não, porque o grupo à disposição não está “redondinho”.

De quem é a culpa por mais um técnico retirado do cargo de forma não-convencional? Dos ETs, claro… Nessa hora, é capaz da culpa ser da imprensa, da bola, do mordomo, enfim, da astrologia, do clima… Entendem?

Quando falo não-convencional, é em situações como expus: fritado, pulverizado, caiu para todos, menos oficialmente até ser insustentável a situação. O que é constrangedor.

Quem virá? Bom, tem o Eutrópio livrinho. Já li em redes sociais o nome do argentino Teté Quiroz, do Aldosivi, de Mar del Plata. Mas não tenho informação, então melhor não especular. Aguardemos para ver quem vai encarar um Figueira com imenso potencial, mas que sofre um mal crônico com falta de meio-campo e de um goleiro confiável.

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Maria, trabalho sério e de formiguinha no JEC. Ah, e fantasma Eutrópio rondando Scarpelli

15 de fevereiro de 2016 8
Hemerson Maria, no JEC

Hemerson Maria, de volta ao JEC. Foto: Rodrigo Philipps

Começou a dança dos técnicos no Catarinense, algo que está na cultura do futebol brasileiro. Infelizmente, diga-se de passagem.

Vejamos, por exemplo, a situação de Hudson Coutinho. Técnico estudioso, taticamente capaz de montar bons times, mas que não vai se segurar no Figueira se, por exemplo, seu time não vencer o Inter, de Lages.

Vejam, não é uma informação que estou dando. É uma possibilidade estatística, diante da cultura de nosso futebol. Não há técnico que resista à pressão de uma torcida como a do Figueira se o time, depois de perder um clássico em casa, de estrear sem convencer diante do Brusque, de não vencer o Guarani e de não vencer o JEC quando jogou melhor.

Concordam? Não há como resistir. Ainda mais com o fantasma Vinícius Eutrópio, recém demitido da PP, rondando o Scarpelli.

É uma tendência. Os clubes tem pouca gordura, preferem apostar em nomes já conhecidos. Foi assim o Cambura com o Piccinin, por exemplo.

E foi assim o JEC com o Hemerson Maria. Ótimo treinador, mas que sofre porque não joga para a torcida. Aliás, como Hudson.

Maria é formiguinha, trabalhador, conhecedor, humilde. Gosto muito do seu trabalho. Mas tem torcedor que não aceita time fechado, time cauteloso e é este futebol (que chamamos no Brasil de futebol de resultado) que Hemerson vai impor.

Gosto também do trabalho do Hudson. O que o homem pode fazer com o que tem em mãos? Sem uma opção de meio-campo? Mas o mundo do futebol é cruel. Terá que vencer o Inter a qualquer custo. Do contrário, Eutrópio será a bola da vez.

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Figueirense virou vitrine para produzir técnicos e jogadores de grife.Agora é Argel no Internacional

13 de agosto de 2015 46

Argel Fucks foi só mais um exemplo de como o Figueirense tem imensa habilidade de consolidar nomes. Sejam novos talentos, como Filipe Luis e Firmino, para ficar só em dois recentemente convocados pela Seleção e entre os 10 mais valiosos jogadores do mundo. Seja para recuperar nomes, e aí Edmundo e Clebão são grandes exemplos dentre muitos.

No campo dos técnicos Muricy Ramalho e Dorival Júnior são alguns nomes. E Argel é mais um que decola para um trabalho nos gigantes brasileiros.

Como defendi a vinda de Argel, estou tranquilo para dizer que ele é um excelente técnico. Precisa controlar, claro, a impulsividade. Em certos momentos, claro, porque em outros ser impulsivo não é ruim.

Sobre o futuro, é justamente o que me intriga. Sempre se espera, no Figueira, por DNA, nomes que vão decolar. Não que vão bater ponto.

Hemerson Maria (parece que está se recuperando de saúde, não gostaria de trabalhar este ano), Gilmar dal Pozzo, para ficar nos locais?

Enfim, seja quem for o escolhido, terá uma missão. Entrar na vitrina alvinegra e decolar para o mundo! Ou ser fritado rapidamente.

Confira clicando aqui um texto que mandei para a ZH sobre o que penso de Argel

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Por que Marquinhos, ídolo do Avaí, faz o sangue escorrer pelos olhos de Argel, comandante Alvinegro

12 de maio de 2015 33
Argel e Marquinhos

Os personagens do clássico. Quem vai rir por último?

Bate-papo de rua. Passeava pela rua com minha cachorrinha Mel e encostou em mim dois vizinhos, um Figueira e outro Avaí. Claro que o papo girou em torno do clássico. Meu vizinho avaiano só falava do Marquinhos; meu vizinho alvinegro, só falava de quem? Ora, do Marquinhos também. Aí eu provoquei meu amigo alvinegro: quem para o Galego?

A resposta me surpreendeu: “O Argel”!

Parei, pensei e refleti: faz sentido. Argel não entra em campo, mas é o nome que pode dar um nó em Marquinhos, ou ser nocauteado de vez pelo ídolo avaiano.

O silêncio do Figueirense eu conheço bem. Porque aprendi mediante observação e muitos anos de futebol a compreender os bastidores. E o Figueira leva consigo o jeito Argel de lidar com seu grupo. O Alvinegro na muda é um acúmulo absurdo de energia que será liberado na noite desta quarta-feira, no Estádio Orlando Scarpelli.

Um perigoso acúmulo de energia. A explosão poderá vir em forma de futebol avassalador, com altas doses de motivação e desejo de dar o troco; mas pode vir sob a forma de perda do controle emocional.

Jamais Argel deixará barato três momentos constrangedores terem um desfecho pior. Não sair campeão catarinense (um título que o técnico está sedento por adquirir), perder um clássico em Copa do Brasil para o principal rival e, mesmo com time reserva, largar no Brasileiro com goleada não combina com o perfil de Argel.

Tem outro detalhe que imagino esteja como espinha atravessada na garganta do passional Argel: Marquinhos.

Marquinhos venceu, provocou e bateu. O meia avaiano ao final do clássico, ironicamente, falou no vice-campeão; e, no jogo, deixou uma joelhadinha básica como cartão de visitas.

Sabemos que, mudo, Argel não é: fala e, como diria Tite, as vezes “fala muito”, aliás como Marquinhos, que também “fala muito” em determinadas situações. Mas cego e surdo Argel também não é. Ouviu a provocação de Marquinhos, viu o lance da joelhada. Deve estar usando isso à exaustão nas palestras.

E agora? Marquinhos que já dançou créu no Scarpelli terá alguma outra coreografia guardada e uma coletiva cheia de recados depois do jogo? Ou quem “falará muito” por último e, quem sabe, sorrirá ao final será Argel?

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