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Posts com a tag "Tigre"

Minha simulação para Chape, Figueira, Avaí, Tigre e JEC na Série A e na Série B do Brasileiro

21 de outubro de 2016 2

Meu artigo da última quinta-feira aqui no DC Esportes (clique aqui e confira) foi otimista. Elenquei cenários futuros (na verdade, duas situações) em que SC teria, ao final das séries A e B, três ou quatro times na elite e um ou dois na segunda divisão.

A repercussão entre os leitores foi positiva também. Dizem por aí os filósofos: pense positivo e os polos positivos do Universo aliarão forças às suas! Recebi e-mail, fui abordado na academia e até por um vizinho naquela caminhada básica com a cachorrinha Mel nas ruas, todos torcedores com cálculos de como salvar seu time.

Então, evoluo na abstração, mirando não só a rodada que se avizinha, mas também os jogos seguintes, buscando cenários adequados, positivos, otimistas, mas não surreais, para o que de melhor possa acontecer aos cinco grandes de SC.

Para simplificar o raciocínio, atribuindo vitória (V), empate (E) ou derrota (D) na minha simulação. Ao final, o total de pontos atingido e a probabilidade de Libertadores, permanência na Série A, acesso e permanência na Série B, segundo calculam os principais sites de estatísticas ligados ao futebol.

Ah, no confronto direto de Chapecoense e Figueirense, na simulação do Verdão vai vitória do Oeste; na simulação do Alvinegro, vai vitória da Capital.

O critério deste pensador esportivo é simples: puxar a brasa para a nossa sardinha, primeiro; pensar no momento do adversário e posição da tabela, num segundo momento; imaginar que, em jogos em casa, nossos times terão a força necessária para esta arrancada decisiva, é o terceiro critério.

Comecemos pela Série A:

CHAPECOENSE

Chapecoense x Santos (V); Corinthians x Chapecoense (E); Chapecoense x Figueirense (V); Botafogo x Chapecoense (E); Chapecoense x São Paulo (V); Palmeiras x Chapecoense (D); Chapecoense x Atlético-MG (V).

Pontuação final: 56 pontos. Probabilidade de G-6: 40%

FIGUEIRENSE

Atlético-MG x Figueirense (D); Figueirense x Grêmio (E); Figueirense x Chapecoense (V); Figueirense x Corinthians (E); Vitória x Figueirense (E); Figueirense x Fluminense (V); Sport x Figueirense (V)

Pontuação final: 44 pontos. Probabilidade de ficar na elite: 70%

Agora, a Série B:

AVAÍ

Vasco x Avaí (D); Avaí x Paraná (V); Oeste x Avaí (E); Avaí x Náutico (V); Londrina x Avaí (E); Avaí x Brasil-Pe (V) .

Pontuação final: 65 pontos. Probabilidade de subir à elite: 95%

CRICIÚMA

Criciúma x Atlético-GO (V); Criciúma x Londrina (V); Luverdense x Criciúma (E); Criciúma x Ceará (V); Paraná x Criciúma (V); Criciúma x Vasco (V); Paysandu x Criciúma (E).

Pontuação final: 63. Probabilidade de subir à elite: 70%

JOINVILLE

CRB X JEC (E); JEC X Brasil- Pe (V); Sampaio Corrêa x JEC (V); JEC x Bragantino (V); Goiás x JEC (D); Oeste x JEC (E); JEC x Vila Nova (V).

Pontuação final: 43. Probabilidade de permanecer na Série B: 90%

Confira a tabelas da Série A

Confira a tabela da Série B

Confira as últimas notícias no DC Esporte

 

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Aposta do técnico Claudinei Oliveira é empoderar Marquinhos no Avaí para melhorar na Série B

30 de agosto de 2016 0

O termo empoderar está na moda. E ele se aplica com perfeição ao que se espera de Marquinhos junto ao Avaí.

E o novo técnico Claudinei Oliveira, que estreia hoje contra o Luverdense, percebeu isso e agiu neste sentido.

Nas definições de dicionário, empoderar é “conceder poder, obter mais poder; tornar-se ainda mais poderoso”.

Confira detalhes do jogo de hoje à noite
O que pensa o técnico sobre Marquinhos

Este tipo de roupa veste bem a Marquinhos. Ele se sente confortável e, normalmente, tem moral para retribuir com liderança e bom futebol.

É disso que o Avaí precisa muito para um projeto de returno que não inclua o sofrimento contínuo com a ameaça de rebaixamento.

Confira no comentário em vídeo acima também minha opinião sobre os jogos do Criúma em Goiás e da tentativa do JEC, diante do Bahia, na Arena, de buscar uma sequência de vitórias

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Vestibular do Catarinense: Chapecoense na universidade, Figueirense e JEC passam nos simulados. Tigre mostra potencial. Avaí roda de ano

15 de abril de 2016 9

Como imagino que falaremos muito pouco de futebol neste final de semana agitado pelo mundo da política, acredito que vale uma filosofada nesta sexta-feira ainda sobre o mundo da bola catarinense.

Sei que as atenções estarão voltadas para este momento que vai revolucionar o país com ou sem saída da presidente, mesmo que o Catarinense tenha jogos importantes no final de semana. Será realmente difícil falar de futebol, seria muita alienação.

Mas nesta sexta-feira ainda tenho forças para visualizar situações. Uma delas, imaginando o Campeonato Catarinense como um vestibular, já passou nele e está quase pronto para a universidade da Série A, a Chapecoense.

O Figueirense pareceu, no início do ano, aquele aluno com alto potencial, mas que estudou pouco, não se comprometeu. Tomou “pau”, levou bronca dos pais, caiu na real, e se recuperou em tempo. Já até passou no simulado para o vestibular (recuperou-se no returno, classificou-se na Copa do Brasil), agora é só consolidar o momento.

Sobre os demais, a avaliação”escolar” do JEC é muito próxima do Alvinegro. O Tricolor do Norte foi um aluno que se descuidou no início do ano. Apenas que, com pais com menos recursos financeiros, o JEC obteve melhor desempenho na recuperação, e com menos recursos, já que o dinheiro que virá será bem menor que o disponível ao Figueira. Convenhamos, é é louvável (e sem cotas para ajudar). E antes que venha a patrulha, não estou condenando as cotas, apenas constatando a força da recuperação do JEC. Méritos nos dois casos para os professores Hemerson Maria e Vinícius Eutrópio.

O Tigre é aquele aluno de segundo ano do ensino médio, ainda não totalmente preparado, mas que vai bem nos simulados e mostra capacidade para evoluir.

E o Avaí? Rodou de ano. E ainda reprograma seu ano escolar, quase uma revolução pessoal, para mostrar à sociedade que é capaz.

Bom, era isso. Dei uma filosofada. Como disse, o final de semana será político, fortes emoções em outra área. Claro, não deixaremos de ver os jogos e comentá-los. Dever profissional. Mas vai ser difícil.

 

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Em duelo de gêmeos, Criciúma de Cavalo bate Avaí na Ressacada e dá mais um nó em clássico

05 de março de 2016 1

É impressionante este desempenho do Tigre diante dos grandes de SC. Tirando o jogo com a Chapecoense (ressalte-se que atuou com um a menos desde os 15 do primeiro tempo), o Criciúma tem 100% de rendimento.

Méritos para Roberto Cavalo. O melhor técnico do turno, dá a largada como melhor do returno. Distribui muito bem seu time e estuda os adversários. Transforma as limitações de sua equipe em soluções e lê o oponente com muita perspicácia.

Considero a fórmula de Avaí e Criciúma “gêmea”. Ambos mesclam jovens revelações com experiência. De um lado William e Jardel com a meninada azul; de outro, Saci e Giaretta e os guris tricolores. A diferença foi na proposta de jogo, mais afinada por parte do time do Sul.

Os experientes de Cavalo deram retorno, os mais rodados de Raul Cabral não foram efetivos (confira a crônica do jogo).

A sacada de Saci para cobrir a deficiência de seu time sem Jheimy e o Lopes foi inteligente. Distribuiu soluções para o Tigre em via de mão dupla, já que tapou buraco no time no ataque e ainda criou fato novo que complicou o Avaí numa de suas alas.

O nó de Cavalo não foi nunca desatado , principalmente no primeiro tempo, em que o Avaí quase não ameaçou e ainda perdeu Gabriel lesionado para agravar a situação.

Não se tratou de um jogo onde houve domínio amplo do visitante, apenas um posicionamento mais inteligente, marcando atrás da linha da bola e com estocadas mais certeiras, mais eficientes.

Com esta fórmula, Roger Guedes ampliou ainda antes da segunda etapa. Diga-se de passagem, pelo mesmo corredor esquerdo de ataque, direito de defesa.

No segundo tempo, regulamento embaixo do braço para o Tigre. Tudo muito consciente para enervar o Avaí. Com sucesso. O árbitro Meira Júnior estava com o apito favorável a um time que quer segurar o jogo. Deixou o duelo truncado rolar de forma passiva. Perceber isso e usar a seu favor  também foi mérito do Tigre. E a pontaria do Avaí não ajudou. Basta relembrar o gol perdido por Braga, com apenas 6 minutos. Se faz a caixa, era outro jogo.

Aliás, bom destacar a diferença entre os dois, como bem mencionou Fabiano Linhares na jornada da CBN Diário: o tigre teve três chances de gol, fez duas; o Avaí teve duas (fora o gol anulado em lance duvidoso) e não acertou o alvo.

O Criciúma apresentou as armas, o Avaí terá que se recompor para não se perder no returno. Falei neste sábado à tarde no futebol show da CBN/Diário que este clássico seria termômetro para quem seguiria no páreo para desafiar a Chape. A resposta foi dada pelo Tricolor do Sul. Cartas lançadas, agora a bola tá com a turma do domingo (confira a classificação).

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FCF eternamente ficará devendo a taça de campeã do turno à Chapecoense

03 de março de 2016 12

Primeiro, antes de algumas constatações, abro o post com um sonoro parabéns à nação verde do Oeste catarinense.

Incontestável, até previsível, a superioridade da Chapecoense neste Catarinense. Se não pisar no freio, o Verdão será campeão por antecipação.

Digo isso pelo simples fato de a equipe de Guto e Cia estar em FM, enquanto os outros times estão na freqüência AM. A Chapecoense é uma Ferrari competindo com carros de passeio.

chapecoense, condáDito isso, gostaria de comentar que, se houvesse prudência, a partida não teria começado. Depois, a situação melhorou, a chuva diminuiu e o campo colaborou razoavelmente. Mas, na hora que começou, a situação era de perigo para os atletas. Não há compromisso com TV que justifique os capitães dos times aceitarem as condições iniciais e o árbitro também não poderia ter cedido.

Outro quesito que julgo inaceitável é o fato de não termos uma taça oficial para a Chapecoense coroar o título do turno. Como assim, campeão simbólico? Título simbólico é em campeonato de pontos corridos, como Série A e Série B do Brasileiro. Se há uma vaga direta à final, há um campeão e os pontos serão zerados no segundo turno. Portanto, tinha que ter taça. Um absurdo.

Mancada grande da FCF e dos clubes, que não tomaram providência no conselho arbitral.

Quanto ao jogo, não há análise técnica possível. Prevaleceu, em momentos chave, a superioridade da Chapecoense, tanto técnica, quanto física e tática. E psicológica também, basta ver o inaceitável procedimento de Bruno Lopes na expulsão a 15 minutos do primeiro tempo. É o que eu digo, no Brasil não se prepara garotos para o profissionalismo. Por este motivo estamos matando nosso futebol.

E o que foi o jogo de tênis em Camboriú? 6 a 1 do Cambura sobre o Guarani é set e não placar de futebol.E o resultado empurrou o Figueira para a zona de rebaixamento, pelo menos até seu jogo de amanhã. Então foi isso, tênis em Camboriú, polo aquático no início de partida em Chapecó e também uma versão mais branda de piscina na Ressacada. Ali, o Avaí foi dominado pelo Inter na primeira etapa, depois equilibrou as ações, marcou o gol, tem jogado pelo regulamento e, com os resultados, termina o turno como vice-líder. Quem diria!

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Teremos "final" entre Chapecoense e Tigre. Figueirense é de dar dó

28 de fevereiro de 2016 17

Uma rodada protocolar, sem novidades. E quando falo em algo que já esperávamos, é literalmente. Vejamos:

- O Criciúma ganhou e fez saldo contra o Metropolitano. Normal, diante de um Tigre irregular mas que tem qualidade e só tende a crescer na competição. E um Metrô que dificilmente vai decolar, não vai entregar o que prometeu.

- A Chapecoense (com um a menos, até dois quando Rafael Lima machucou) segurou o JEC. Previsível, com um Tricolor do Norte que vai demorar a decolar, se acontecer com o cauteloso Hemerson Maria, e um Verdão que joga com o regulamento na mão.

- O Avaí, de virada, sofrido, venceu o Guarani. Sem novidade, já que é mais time e está motivado com a vitória no clássico e o Guarani, esforçado, não estava preparado para a elite.

- O Inter é o melhor time que não está entre os grandes. Ou o terceiro melhor do torneio. Também não surpreende. Lages voltou forte para o cenário catarinense.

- E o Figueirense patinou no Scarpelli contra o Lanterna. Poderia até dizer que é algo surpreendente. Mas não é. Até que haja uma mudança de fotografia na escalação, o time lutará contra o rebaixamento. Inacreditável, mas real.

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Figueirense, um “amigão” à disposição para ajudar quem precisar no campeonato

13 de fevereiro de 2016 26

Olha, a expectativa é de que o Figueira lute pelo título. Digo no presente, porque, em tese, tem time para isso.

Mas a fotografia de hoje mostra uma equipe que está muito longe de lutar pelo tricampeonato (veja a tabela e os jogos).

Aliás, mesmo com um jogo a menos, praticamente deu tchau para o turno ao perder em casa para o Criciúma.

Quantas rodadas vão ser necessárias para perceber que sem criação de meio não se faz um time? E o goleiro? Sei não… Arriscar começar o ano sem um goleiro conhecido é inacreditável.

A continuar assim, vai ganhar o prêmio de “amigão”. Está jogando melhor que o JEC na Arena, mas melhor não acabar com tabu por lá… Quer consagrar goleiro e meia do Guarani? Chama o Figueira. Quer acabar com o tabu interminável do Tigre de não ganhar fora de casa? Sem problema, visita o Figueira.

Trata-se de um time que está sem alma.

No jogo, o  Tigre começou melhor, e teve as melhores chances na etapa inicial. O Elvis tá de brincadeira em enfeitar sozinho em frente ao goleiro. Quando o time está sem vencer fora há tanto tempo, não há espaço para preciosismo. Imagino o que o Cavalo falou para o rapaz no intervalo.

O Figueira criou também, mas de forma acanhada para quem joga em casa.

Na conta do Heber um pênalti não dado a favor do Figueira. Preferiu dar falta anterior à sequência do lance. Se deu vantagem, segue a vantagem. Não quer se incomodar? Então nem vem para o jogo.

Mas, independente do erro do árbitro, e abstraindo dos lances de perigo, foi um primeiro tempo que maltratou a imagem dos dois times.

Aliás, o futebol apresentado justifica o público indigno de um clássico que tem tanta história. Dois times cheios de buracos e problemas técnicos/táticos.

No caso Alvinegro, a se levar em conta a possível perda de Clayton, o cenário ficará mais assustador ainda. Clayton, aliás, que não viu a cor da bola no primeiro tempo.

O segundo tempo começou mais lento e chato que o primeiro. A diferença, é que desta vez Elvis não brincou. No contra-ataque que apareceu, foi lá abriu o placar. Outra diferença, o fato de o meio do Tigre ser mais consciente, armar os atacantes.

Sinal de que Cavalo trabalhou no intervalo, ao contrário de Hudson. Ou Hudson pediu e por falta de qualidade não foi atendido .

O segundo gol praticamente encaminhou a vitória do Tricolor do Sul. O Tigre é um time que vai oscilar, por conta da juventude, mas tem qualidade suficiente para almejar algo na competição.

Já o Figueira está num marasmo produtivo que pode condenar o clube no turno e, se nada for feito, até mesmo no Estadual.

Ninguém vai chacoalhar esta passividade? Incrível. Vamos ver o que rola com o Inter. E, depois, no clássico da Capital. Repito: o Alvinegro é grande o suficiente para, com atitude, emergir. Mas, como está, é carta fora do baralho.

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Inter de Lages volta a ser o "inferno vermelho" no Tio Vida e também carrasco do Criciúma

10 de fevereiro de 2016 3
Isac, Inter de Lages

Isac, do Inter de Lages. Foto: Fom Conradi

Sempre disse aqui nesse espaço que o Inter, de Lages, era muito importante para a geografia do futebol catarinense. O Planalto Serrano esteve por um tempo fora do circuito e isso não era bom para SC.

O Inter voltou com tudo, consolidando-se no ano passado, mas já me preocupava o início de campeonato do Leão Baio. Mas nesta quarta-feira, diante do Criciúma, vi um time que finalmente mostrou quem manda em seu território (confira a crônica do jogo).

O Criciúma até esboçou contra-ataques, mas o Inter foi sempre voraz, e encontrou em Isac o cara para resolver os gols. Uma vitória com gostinho de goleada do colorado lageano que chega na hora certa para o time encaminhar uma campanha melhor na competição.

Tomara que o Inter consolide a região na elite e use o potencial de sua querida torcida para deixar nosso futebol mais equilibrado do que ele já é.

Quanto ao Tigre, é um time que precisa encontrar uma fórmula de manter o padrão de jogo também fora de casa, do contrário será complicado almejar o título.

E o Tio Vida segue o “inferno vermelho”, principalmente para o Criciúma, que perdeu duas no ano passado por lá.

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Saldão de Carnaval: felicidade para Criciúma, Guarani e Figueirense

07 de fevereiro de 2016 8

Bom, vamos lá: final de semana com saldão positivo (até agora) para três times. O Criciúma, com uma largada de vitória em dois clássicos, deixou sua torcida motivada. Cavalo sabe fazer valer o mando de campo e começa a moldar a eterna promessa Bruno Lopes para que o atleta seja um destaque.. De outra parte, a turma do Joinville vai encarar o resto de Carnaval um pouco preocupada.

O Bugre tem um goleiro, Thiago, mágico, que já defendeu três pênaltis, e achou Maranhão, que tá gastando a bola. O empate fora, com a favoritíssima Chape, foi uma benção não só para o aguerrido time de Palhoça, mas para os demais times que secaram o Verdão do Oeste para este não disparar na classificação. (veja a tabela como está).

O Figueira arriscou fazer experimentação na Sul-Minas-Rio e se deu bem: venceu o mistão do Atlético-MG (com méritos, o time tinha nomes como Dátolo em campo, por exemplo) e aproveitou para observar alguns nomes. O destaque foi Guilherme Queiroz, de excelente atuação, e Gabriel Esteves, que pode ser o meia atacante que o Figueira procura. Dibau e Biro foram discretos mas ganharam ritmo. Apenas Gatito não brilhou, o que é um pouco preocupante.

Em Jaraguá, não pude assistir o 2 a 2 do Brusque. Empate não foi bom resultado para nenhum dos dois em termos de tabela.

E o Avaí não decolou. Realmente, como andou dizendo o técnico Raul Cabral, o time vai oscilar bastante na competição. Diego Jardel não foi o mesmo, o meio-campo vai mal, e o time acusa o golpe.

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Pênalti nos acréscimos da vitória ao guerreiro Criciúma diante de um JEC indignado com árbitro

06 de fevereiro de 2016 5

Nove longos jogos sem marcar. Bruno Lopes foi lá e finalmente deu seu recado de atacante. E tomara que este jogador que apontou altíssimo potêncial nas categorias de base encontre seu caminho. Mas não seria suficiente para mais uma vitória do Tigre em clássico, como aconteceu diante do Avaí. O JEC buscou o empate. Seria terrível para os dois. Aliás seria um jogo que em nada lembraria um clássico, não fosse um final bastante polêmico. Veio um gol nos acréscimos, de pênalti polêmico, e o Criciúma garantiu três pontos.

O “come back” de Bruno Lopes seria em momento importante. Num clássico diante do JEC que valia bastante, mesmo em início de campeonato, seu gol destravaria um jogo que ameaçava se alongar lentamente. Até porque o técnico Cavalo foi obrigado a optar por Alex Santana na vaga de Roger Guedes, demonstrando uma fragilidade na reposição do ataque.

O gol marcado aos 32 minutos da primeira etapa veio de escanteio, bola parada, e o oportunismo é importante. Não foi de cabeça, como no clássico diante do Avaí, mas foi na base da presença de área.

Já falei sobre a importância desta partida no contexto do começo de competição no último post. Neste momento, está começando o jogo de Chapecó (mais tarde falaremos sobre ele no blog), mas algumas constatações são óbvias. Primeira: o Tigre confirmou ser bom de clássico em casa, o que resolve muita coisa em pontos corridos; segunda: Cavalo trabalha bem posicionamento, o que para um time que precisa se encorpar ao longo da competição é fundamental, apenas foi punido por uma falha individual como comentaremos adiante no gol do JEC; terceira: o JEC não venceu clássico, um empate com o Figueira, uma derrota para o Tigre, terá que desesperadamente recuperar-se em casa na próxima rodada, diante do Metrô. E o Tigre vai encarar a dureza de Lages, com o Tio Vida e a torcida vermelha prontinha para incomodar o tricolor do Sul.

Na primeira etapa, o JEC foi punido por ter vindo “a não jogar”. Este estilo, esta proposta, é algo ultrapassadíssimo no mundo do futebol. Se PC Gusmão vai nessa vibe no Estadual, acho que não deve durar muito no cargo.

No segundo tempo, o técnico do JEC colocou Trípodi e deu um pouquinho, e bota pouquinho nisso, de velocidade. Achou o gol graças a uma falha de posicionamento da zaga, especialmente do experiente Giaretta.

Só que o Tigre é Peleador. A partida nunca termina antes do apito final quando se trata do Criciúma. Destaco, além de Bruno Lopes, Ezequiel, que jogou muito.

Sobre o pênalti, vai ser um eterno dilema enquanto não for tomada uma decisão sobre bola na mão ou mão na bola. O torcedor do Tigre se vê na razão, o do JEC vai cuspir marimbondo.

Agora é a turma ficar de olho no Verdão do Oeste. Acho que o Guarani, de Palhoça, virou a maior torcida de SC… Todos os demais estarão secando a favoritíssima Chape, não só para o jogo, como para lutar pelo título.

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