Razões que a razão desconhece para os gols. Fora isso, o Inter foi melhor e mereceu vencer o Criciúma
30 de maio de 2013 84Fabinho, do Tigre, aos 7 minutos, dá um chute cara a cara com o goleiro e este desvia para fora; minutos depois, William arrisca um chute e este desvia na zaga e para dentro do gol do Criciúma. Por que o destino foi bondoso com um, cruel com o outro?
O zagueiro Moledo, do Inter, aos 16, cabeceia para o gol, a bola entra; logo depois, Matheus Ferraz aparece sozinho, cabeceia em condições similares e a bola não ruma para gol. Por que um é bafejado com a felicidade, o outro com a desolação?
Dois lances, logo no primeiro tempo, defiram o 2 a 0 e a sorte do jogo.
Sim, são as tais razões que a própria razão desconhece.
Mas há explicações racionais para que a vantagem conquistada tenha sido preservada pelo representante gaúcho. E a principal delas residiu no meio-campo. O volume de jogo do Internacional, a antecipação no desarme e a conquista da maioria dos rebotes são decisivos.
A favor do Tigre o fato de seu meio-campo estar dilacerado com desfalques. E aí entra a tal capacidade de investimento, que forma um grupo forte. Serginho teve que entrar às pressas, o que nunca é bom.
De uma forma geral, verificamos qualidades individuais importantes no Criciúma, mesmo na derrota. Bem alinhavadas ao decorrer do campeonato podem resultar numa boa campanha.
Mas segue o alerta e a preocupação com a sequência que tem o Tigre: vem Flu, depois Flamengo, depois Santos, depois Atlético-MG... é ruim, hein!

