Segundo relata nosso repórter Tiago Pereira, mais de 100 torcedores do Avaí aproveitaram o feriado para dar carinho aos jogadores. Pode não parecer, mas este calor, esta força fazem a diferença na hora decisiva, emprestam uma responsabilidade a mais aos atletas. Há reflexo dentro de campo.
O Figueirense já anunciou que seu treino de sábado pela manhã será aberto. Então fica aí o compromisso da galera Alvinegra em dizer presente no Scarpelli.
Ficou faltando um post para tratar da questão do público presente no Scarpelli e na Ressacada. Coloco para discussão entre os internautas.
O Figueirense colocou 12.377
O Avaí contou com 10.025
Está claro que, levando em consideração os números crus, deu Figueira.
Mas há fatores que merecem uma atenção. Algumas impressões que eu extraio:
- O ingresso, obviamente está caro. A boa presença da galera alvinegra é prova. Mais, melhorou a qualidade do público: o que era geladeira virou emoção. Voltou aquele público que vibra, que faz o futebol ser bacana no estádio.
- No caso avaiano, também dá para concluir o óbvio: houve majoração do ingresso e o preço conspirou contra. Então, mesmo com o jogo num domingo, horário perfeito, dia perfeito, presença da torcida adversária, partida com qualidade, jogo emocionante, a praça não lotou.
Vamos monitorar o comportamento no Heriberto Hülse e na Arena Condá. E, na segunda-feira que vem, faremos um comparativo dos quatro públicos. Até lá.
A decisão da diretoria de baixar o preço dos ingressos para R$ 20 (inteira) e R10 (meia) tem um objetivo bem claro: lotar o Scarpelli para ajudar o time contra a Chapecoense. Esta é a constatação simples.
Mas há um significado que cerca esta atitude. E ele teve como sintoma a indisposição do técnico Adilson Batista com aquela meia dúzia de chatos que ficam no setor A. Ou seja, há uma frieza de parte da torcida, que praticamente só assiste ao jogo. E os que se manifestam, o fazem para vaiar e não para apoiar. Pelo menos no Setor A.
Porque, nos outros setores, a galera apoia o time, mas como tem ido em baixo número, não há pressão sobre o adversário, nem estímulo ao time.
Revisão de conceito
Ao baixar o ingresso, a diretoria alvinegra reconhece que só pode lotar o estádio com preços mais atraentes. Então, abre espaço para um pleito que este colunista defende há muito tempo: um setor popular, diferenciado dos sócios. Poderia ser o setor D no Scarpelli, no Avaí uma das curvas, enfim, um local que pulsaria com o povão e devolveria o clima legal nos estádios da Capital.
Porque o que temos visto é lamentável. Praças vazias e sem emoção.
Exemplo da dupla da Capital Exemplo da nova fase nas relações de Avaí e Figueirense, é a questão do espaço dedicado à torcida visitante no clássico. Neste jogo de domingo, na Ressacada, a torcida do Figueirense terá a curva ampliada (20% da carga de ingressos). O espetáculo fica mais bonito e democrático.
Inteligência emocional E como gentileza gera cordialidade, com certeza nos demais clássicos a recíproca será verdadeira. Com as direções dando mostras de inteligência emocional (lembram o abraço dos presidentes, no gramado, no clássico anterior?) a tendência é a atitude ganhar força também entre as torcidas.
Atitudes concretas
Só falta atacar agora a questão da violência que gravita sobre as torcidas organizadas. Pelo menos em Florianópolis, a ação da PM consegue ser preventiva. A duras penas nossos comandantes estabelecem uma normalidade. Mas o risco sempre é grande e o esforço desproporcional para manter a ordem. As famílias ainda ficam em segundo plano.
Espaço em Criciúma No Heriberto Hülse aquele cantinho que abriga o visitante é meio cruel, com visibilidade comprometida. O clube abre, em demandas maiores, uma área anexa, melhorando a condição. Como a torcida do JEC deve ser grande, acredito que o espaço será revisto (estamos tentando a informação com o clube, assim que rolar eu altero aqui).
Estudo foi realizado pela Pluri Stochos Pesquisas e Licenciamento Esportivo, publicado no Globo.com, mostra Avaí e Figueirense empatados na preferência das torcidas, ambos com 0,3%. Outros catarinenses não aparecem nesta medição.
Em nível nacional, chama atenção o fato de o Vasco ter passado o Palmeiras. E, também, o número de torcedores que não ligam para nenhum time ser o primeiro na lista.
Estamos alertando: o futebol brasileiro precisa de um choque de gestão para não cair numa realidade pós-Copa bastante complexa. Ou se ataca a violência das torcidas, regula a credibilidade financeira dos clubes, incrementa o respeito ao consumidor nos estádios, ou o produto sofrerá inevitável esgotamento.
E, nela, o Figueirense aparece liderando na Grande Florianópolis, vencendo o Avaí, com percentual de 28% a 21%.
Nos grandes clubes, nenhuma novidade, na ordem, Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Grêmio, Santos, Inter e Atlético, na ordem.
Estive ontem num pub londrino famoso entre os brasileiro, o Canecão, tem matéria sobre a torcida brasileira em Londres feita por mim (confira aqui), mas queria conversar com os blogueiros sobre como há brasileiros espalhados nesta cidade.
O volume é enorme. Em todas as vezes que me perdi nos trens, algum brasileiro apareceu para ajudar.
É uma cidade, claro, cosmopolita, há estrangeiros para todos os lados. E a convivência dos londrinos é razoável. Eles mantêm seu estilo e não abrem mão dos costumes, mas toleram as diferenças.
Mas quando eu falo de muitos estrangeiros, são MUITOS mesmo. Indianos aos montes, são geralmente empregados em táxis e pelas ruas, como auxiliares em informações.
Fora os bairros mais tradicionais, a periferia em geral tem gente de tudo que é lado. Talvez por este motivo a preocupação com segurança é extrema. Latas de lixo, ou lixeirinhas não existem, por medida de segurança.
E, para curtir o futebol, muitos brasileiros vão ao bar do vídeo abaixo, onde se assiste aos jogos do Brasileiro.
Neste dia, a maioria das camisas era do Corinthians. Tinha flamenguista e são paulino e botafoguense com camisa do Seedorf. No vídeo, um pedacinho da comemoração de um dos gols do Brasil.
Temos uma rodada tripla hoje à noite de Série B. Dá para ver o jogo do JEC às 19h30min no pay-per-view.
Depois os fãs do Criciúma partem para viajar, via tubinho da tv, a Natal, e torcer pelo Tigre, que vai encarar o caldeirão do Frasqueirão e um time do ABC “nervoso” pela presença no Z-4.
E os fãs avaianos encaram o Atlético-PR. É preciso construir uma campanha de, no mínimo, 100% em casa (são quatro jogos de seis numa sequência) para voltar a flertar com o G-4.
Missão bastante árdua, meta ousada, com a “régua lá em cima” como se diz na gíria. Ainda mais quando o adversário é um dos candidatos a acesso, com campanha igualzinha a do Avaí, melhorzinha no saldo.
Portanto, confronto de “seis pontos”.
Era para vermos uma Ressacada cheia à noite. Mas, com a chuva de hoje (que não deve parar) e o frio, qual será o público?
Os mil, dois mil guerreiros, sei lá quanto prever, mas quem estiver na Ressacada, este será o verdadeiro avaiano.
O fato da grande maioria dos não-corintianos estar considerando o Boca "o Brasil na Libertadores", é um fenômeno interessante.
Tento compreender, mas não chego a uma conclusão única.
Afinal, o Santos, recentemente, e outros como Cruzeiro, Grêmio, Inter, São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Vasco etc nunca despertaram tal rejeição. No máximo a indiferença, as vezes até a simpatia.
O que será que provoca este fenômeno?
E, em nível estadual, me parece que são todos contra o Figueirense. Há uma analogia neste sentido?
Vejo a torcida do Criciúma e do Joinville, principalmente, mas a da Chapecoense também confrontando bastante os torcedores do Figueirense. Em bem menor proporção que o fazem entre si.
Não considero os avaianos nesta relação por motivos óbvios.
É impressionante a procura de ingressos pelos avaianos. A fila na Ressacada ultrapassa três mil pessoas. Gente dormiu por lá. Vai esgotar em instantes. Aí fica a pergunta: e se a turma for comprar o setor D? Como aconteceu com o Corinthians?
Era este o papo por lá, me asseguram fontes que estão lá e também o papo nas redes sociais. Então, é bom a torcida do Figueirense interromper este processo comprando os ingressos. Do contrário, vem encrenca para a PM para providenciar a separação na hora do jogo.