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Posts com a tag "turno"

Tigre no embalo de Sílvio Criciúma aproveita com méritos o desespero de um São Paulo que dá tristeza

05 de setembro de 2013 31

O momento que vive o São Paulo é algo absolutamente complexo e arriscado. Complexo porque os jogadores estão totalmente impregnados de uma contaminação extracampo que impede a equipe de raciocinar com clareza. Arriscado porque se continuar no limite do desespero, preocupado com arbitragem, e sem focar em jogar futebol, vai cair.

Bom, o Criciúma não tem nada com isso. Fez seus dois gols, tomou só um e venceu o jogo. Três pontos na conta, acumula pequena gordura para respirar e até para mirar alguns passos mais ousados, fortalece Sílvio Criciúma, ganha confiança e reestimula sua torcida. Já são, agora, duas vitórias fora, a terceira consecutiva e a quarta em cinco jogos.

Preocupa, ainda, um pouco, o detalhe. Quando estava 2 a 0, o Tigre poderia ter matado o jogo e não o fez. Deu asas ao tricolor paulista, que errou até pênalti. Aliás, mais um fator que só escancara o nível de deterioração psicológica são-paulina.

Mas a boa campanha do Tigre é fruto, sim, de ajustes, no time e internos, promovidos por Sílvio Criciúma. É dele o crédito e dos atletas que confiaram em sua proposta. Muito legal ver, nas câmeras do PFC, o amigo Zé Dassilva lá nas arquibancadas, vibrando com nosso tricolor do Sul.

Aliás, é preciso diferenciar de forma muito cristalina que a vitória do Criciúma não está relacionada ao mau momento do São Paulo. É fruto de sua competência em usar a situação e impor seu futebol.

Como o Zé, estavam e estão os guerreiros do Tigre na cidade e espalhados pelo Brasil e pelo mundo. E eu entro nessa turma, feliz da vida com o a recuperação do nosso representante na Série A.

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O grande problema do Figueirense é como lidar com expectativas fora de controle

28 de agosto de 2013 33

O Figueirense não é um péssimo time. Longe disso. O Figueirense, contudo, não é o principal candidato a lutar pelo G-4 no momento. E este é o drama.

Acontece que a expectativa do torcedor alvinegro, e não poderia ser diferente, é e sempre será de lutar com força pelo acesso. Por quê? Ora, habitou por sete anos a Série A, portanto se enxerga como alguém que tem este perfil.

Só que a expectativa e a impressão não batem com a realidade nde 2012. Esta, diante de fortíssima crise de lideranças desde o rompimento da Era Prisco até o momento, esta abalada e enfraquecida. Os rompimentos em projetos, que nunca foram adiante por interrupções justamente ligadas à crise gerencial, deixaram o time num meio termo entre um grupo que poderia até chegar ao G-4, mas num deslize poderia até lutar contra o rebaixamento.

Esta realidade incomoda a torcida, incomoda a diretoria, e cria um problema: os torcedores perdem a confiança e diminuem, a cada dia, seu apoio no Scarpelli; fora dele, os mais radicais ganham corpo e pressionam não de forma a ajudar, mas a complicar mais o foco.

E o futebol, que poderia ser melhor do que está, é atingido em cheio.

Ou o Figueira acha um jeito de romper esta retro-alimentação que atrapalha a produtividade, ou corre o risco de fazer um campeonato morno, que não empolga nem ameaça, o que é uma das coisas que o Alvinegro não aceita.

Um primeiro passo seria apresentar um bom reforço de meio-campo. É difícil, o mercado é complicado, mas quem tem perfil de G-4 precisa de um cara com moral, referência: o Avaí tem dois , o JEC tem, a Chapecoense tem.

O segundo passo é fazer o simples. Se tem alguém comprometedor (e tem peças assim no time, e o goleiro é uma delas) tome-se providência.

O terceiro passo é ter calma, que duas vitórias consecutivas recolocam o time num bom caminho. Sempre tendo em mente que duas derrotas seguidas também complicam: não colocam perto do Z-4 assustadoramente, mas afastam do G-4 de forma bastante contundente.

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Agora é assim, torcida bate em jogador, quebra patrimônio e é premiada com queda de técnico

23 de agosto de 2013 38

Não sei se é coincidência, ou se é causa e efeito. Mas fato é que após manifestações violentas de torcedores do Figueirense e do Criciúma, técnicos caíram.

No Scarpelli, bateram em jogadores. Em Criciúma, quebraram carros de atletas.

Treinador perder cargo por má campanha é o maior mal do futebol brasileiro na atualidade. Aí naõ há novidade, mas há uma reflexão.

O ato é um sintoma da fraqueza das instituições. Fragilidade no planejamento, falta de firmeza nos propósitos e de visão a longo prazo, um circulo vicioso que é reflexo de inabilidade dos dirigentes, falta de maturidade dos torcedores e do conjunto do futebol nacional.

Agora, esta fragilidade expressa na reação á violência para com atletas é demais. Simplemente lamentável que instituições estejam impotentes diante de vândalos.

Bandidos infiltrados espalham o terror e têm sucesso no seu pleito. Por medo de dirigentes e incapacidade do poder público em dar um resposta á altura.

Se o futebol brasileiro não atacar esta realidade, e ficar só preocupado com Copa, a conta vira de forma trágica mais tarde.

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Chapecoense, o time que o Brasil tenta entender, mas que é fácil de explicar

21 de agosto de 2013 85

Mais uma vez Santa Catarina é um case nacional.

Todos os colegas que conversamos, a primeira coisa que perguntam é: e essa Chapecoense.

Estive recentemente em Porto Alegre, os colegas de ZH e rádio Gaúcha estão encantados com o fenômeno.

É comum na redação atendermos colegas de Rio, São Paulo, seja da Folha, do Uol, do Lance e todas as mídias. Que Chapecoense é essa?

E, sabe, não fica difícil explicar.

Sabemos por aqui que é um time com DNA lutador. Que é muito bem montada por um departamento de futebol realista, pés no chão, competente.

Sabemos que o poder público, dentro da responsabilidade, é parceiro.

Sabemos que a comunidade, principalmente os mais jovens, abraçaram a causa. São Verdão, e ponto.

E os mais antigos, que ainda amam Grêmio e Inter, percebem que precisam colocar o Verdão à frente, mesmo que seja muito difícil.

Há um técnico extremamente competente. Dal Pozzo é daqueles que vai ganhar o mercado voando baixo, é técnico que vai brilhar nos grandes e depois ganhar o mundo. Não há dúvida.

Um grupo unido, um joga pelo outro. Sem vaidade.

Enfim, é a cara do que faz do Oeste um pedaço promissor e de orgulho para Santa Catarina.

Ter este time na Série A fará um bem tremendo ao Estado.

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Eutrópio, opção do Figueirense ainda precisa dar o salto definitivo na carreira

19 de agosto de 2013 32

Sem coelhos na cartola, sem apostas fantásticas, somente escolhendo um nome para tentar organizar o time que tem em mãos no momento.

Claro, com a chegada de jogadores (tem o Zé Roberto, ex-Botafogo, que o Faraco anunciou) e a saída de outros, que vamos saber ao longo do dia.

Este o caminho que o Figueirense optou.

É um caminho conservador. Torceremos para funcionar.

Eutrópio, como características, é um treinador “organizador”. Conhece o clube por já ter jogado como atleta profissional. Portanto, entende da aldeia e essa é sua vantagem.

A desvantagem é a mesma de qualquer outro técnico sem “nome”. Não possui um trabalho de destaque desde que voltou de Portugal, onde foi uma aposta do Estoril, mas acabou como auxiliar técnico.

Se terá fôlego para aguentar o tranco no Figueirense é difícil de dizer, mas como a escolha está posta, então é torcer pelo Alvinegro.

Não seria a escolha que eu faria, já que Eutropio ainda precisa decolar na carreira e o Figueira não é o terreno mais estável no momento, mas respeito a opção do clube.

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Caiu a casa no Figueirense após violência contra jogadores. A queda de Adilson foi a resposta

18 de agosto de 2013 56

A pressão era muito grande. Não havia como a diretoria suportar. O episódio deste domingo pela manhã (noticiado com exclusividade pelo Roberto Alves na CBN/Diário e no site do DC Esportes) demonstra como está difícil trabalhar o clube.

O episódio de agressão aos jogadores, pricipalmente Tchô , são condenáveis. É uma tristeza ver o futebol refém de pessoas violentas.

A demissão de Adilson é consequência disso tudo. Ele errou a mão em alguns momentos, mas no geral achava o seu trabalho bom. Não fosse este desespero do torcedor, talvez pudesse tentar acertar o caminho. Por exemplo, com a contratação de um meia que sirva de referência.

E o primeiro nome que surge para substituição é o de Argel Fucks, que conta com a admiração do presidente. Não sei como a torcida reagiria. Uma enquete no DC Esportes vai nos mostrar o reflexo, aí posto aqui para discussão depois.

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O Figueirense conseguiu perder de forma bizarra para o saco de pancadas da Série B

17 de agosto de 2013 55

E depois de perder um clássico dentro de sua própria casa… Depois de ver um empate num jogo em que dominava diante do Guaratinguetá… Agora o Figueirense se superou (do ponto de vista ruim) e perdeu para o lanterna.

O 3 a 2 sofrido diante do ABC não foi só uma derrota. Ela veio quando o time havia construído o que poderia ser uma vitória, tinha um jogador a mais em campo, os míseros três mil torcedores presentes reclamavam do time, o técnico adversário, o mala do Roberto Fernandes, havia sido expulso.

Ai o seu Neneca dá um jeito de complicar as coisas no gol de empate, com uma falha que demonstra sua incapacidade técnica.

E o novo “capitão” André Rocha dá um jeito de de ser expulso, em um pênalti que o seu Gutti, que não deveria ser zagueiro titular, cometeu.

O destempero é geral, Tinga também foi expulso. Um time completamente sem equilíbrio emocional.

Incrível como o Figueirense tem a habilidade de complicar um caminho aberto para sua felicidade. E colhe os frutos (ruins) destas desventuras.

Conseguiu a proeza de ser o segundo time em todo o turno a perder para o fraquíssimo ABC.

Enquanto isso, em Chapecó, a Chapecoense novamente não deixa a derrota chegar. Buscou um empate importantíssimo num jogo duro com o Paraná.

Não custa pontuar neste post alguns aspectos dos jogos de sexta-feira: não pude ver os jogos, apenas ressalto que, vendo os lances do Avaí, realmente foi lamentável a expulsão de Eduardo Costa, experiente, o que propiciou reação do Ceará e o empate.

E, no caso do JEC, três pontos medicinais chegaram ao tricolor do Norte. Absolutamente um bálsamo para o time do Norte a vitória por 2 a 0 sobre o Oeste. Arruma a casa e permite ao técnico

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Figueirense tem que fazer a leitura dos zero pontos que levou no turno contra catarinenses

13 de agosto de 2013 21

Esta matéria levantada pelo DC Esportes (clique aqui e confira) que mostra o “turno” que envolve somente os catarinenses na Série B revela muitas coisas, não dá para passar batido o levantamento.

Primeiro, a impressionante constatação de que o Figueirense saiu dos três confrontos com ZERO pontos.

Incrível e uma marca que deve incomodar muito o técnico Adilson Batista. Ser superado pelos rivais locais não é confortável e deixa muito mal a imagem do treinador.

E há a questão técnica também: se o Figueira está relativamente bem na tabela, e já esteve “muito bem”, imagine se tivesse o desempenho regional melohorado? Lutaria pelas primeiras posições.

Também salta aos olhos a supremacia de JEC e Chapecoense sobre a Capital.

Bom, tem o returno, muda o mando de campo, e cabe a Avai e Figueira mudar esta constrangedora situação.

Abaixo a situação final:

tabela

 

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A Fórmula: M10 x 2 gols + CS88 x 1 gol = Avaí (dos craques) 3 x 1 Figueirense (dominado) no clássico

10 de agosto de 2013 97

O cálculo é matemático: junte-se a soma de dois gols de Marquinhos, o Anjo Loiro avaiano, com um gol do craque Cléber Santana, você obtém três gols.

Aí entra um adversário que teve medo de ousar com três atacantes, tomou um “olé” no primeiro tempo, foi pior taticamente, na supremacia das ideias de Hemerson Maria sobre Adilson Batista, e você tem o porque da vitória do Leão.

O primeiro tempo de Avaí e Figueirense mostrou imediatamente: não há diferença na tabela, não há campanha que embase favoritismo.

O que vale é o momento da partida e a individualidade, além da inteligência tática apresentada pelo times.

Nesse quesito, o primeiro tempo foi dominado justamente pelo time que chegou aparentemente em condições mais frágeis, o Avaí.

O Leão foi mais time taticamente e tecnicamente. No quesito técnico, facilmente explicável pela presença de Marquinhos e Cléber Santana. Os autores dos dois gols também coordenaram um quase “olé” em alguns momentos.

E por que puderam conduzir esta configuração? Pela disposição tática.

Hemerson Maria usou Marquinhos como atacante, que voltava para tabelar. E na união com Márcio Diogo, deu fluidez, que ganhou na inteligência de Cleber Santana um starter primoroso.

Houve poucos momentos de lucidez alvinegra, todos na aplicação de Wellignton Saci. E o gol do Figueira foi quase um prêmio a este jogador: ele arriscou, a bola desviou e entrou.

Deixou o Figueira vivo para o segundo tempo. E devolveu as cartas para Adilson Batista tentar reverter taticamente a situação.

E Adilson usou a arma que, claramente, deveria ter iniciado o jogo: Ricardinho.

O Figueira ganhou consistência, passou a dominar territorialmente, achou vários escanteios, mas não criou chances de gol. As únicas foram numa falha de Diego, lá pelos 31 minutos, e num arremate de Ricardinho, aos 33.

Convenhamos, muito pouco para quem não quer perder um clássico.

O Avaí, por sua vez, mostrou-se excessivamente precavido, inclusive acusando, visivelmente, uma queda de produção física.

Mesmo assim, o saldo final foi claro e justo: os craques resolveram no primeiro tempo. E o técnico do Avaí não comprometeu. Do outro lado, nenhuma solução houve. Então o gol final botou o pingo nos “is”.

E agora, arrasa quarteirão no lado Alvinegro? Cai o técnico. Ou haverá serenidade?

No lado avaiano, uma vitória que demarca o terceiro sucesso (mais um empate) em quatro jogos. Está na briga novamente. Se achar o conjunto, e melhorar fisicamente, pode incomodar.

 

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O favorito no clássico de sábado pela Série B deveria ser o Figueirense. Mas não é

08 de agosto de 2013 56

Algumas vezes, por me posicionar quanto ao favoritismo em clássico, já arrumei muito para minha cabeça. Por este motivo, quando faço um post concluindo que não há um favorito, muitos acham que fiquei no muro.

Novamente, será o caso.

Um dos principais argumentos para os defensores de um favoritismo alvinegro é o fato de o Figueirense estar seis pontos à frente na tabela.

Concordo que está mais fácil achar motivos para que o Figueira seja considerado favorito.

O fator local, um conjunto de atuações mais consistentes (embora cheia de contestações) e que o levam à disputa do G-4. Um aparente melhor estágio no quesito preparação física.

Mesmo com todo este conjunto, não me sinto tranquilo para dizer: o Figueirense é favorito.

Me apoio no conjunto de jogos da Série B, sempre imprevisíveis, e no próprio histórico da rivalidade, que nos mostra ser o componente individual muitas vezes mais decisivo que o conjunto tático e físico.

Agora, uma coisa não há dúvida: o técnico Adilson Batista e Hemerson Maria sabem muito bem que clássico “é obrigação”. E não é o blogueiro quem diz, mas faixas nas torcidas indicam.

Perder este campeonato dentro do campeonato, como diz a linguagem do futebol, “é caixão”.

O treinador perdedor, geralmente, perde “sustentação” junto à direção. E daí para a queda do comando, é logo ali…

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