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Cumplicidade no olhar

11 de abril de 2010 0

O cortejo de casamento em direção ao altar é um espetáculo solene que segue um cerimonial. Os noivos, seus pais e padrinhos desempenham seus papéis, de acordo com a emoção e o tipo de temperamento. Há os que sorriem com naturalidade, os que choram e os que apertam os lábios trêmulos para não chorar. Em vez de andar com o olhar sempre fixo, melhor é demonstrar consciência da presença de todos, olhando também para os lados, num leve virar da cabeça com o olhar acima dos convidados, parecendo ver a todos. Uma forma de acolhimento.

E os padrinhos? Não sendo eles que convidam para o casamento, devem assumir uma postura correta e natural, sem deter o olhar em pessoas conhecidas, muito menos piscando o olho, ou cumprimentando-as, enquanto participam do cortejo.

Um olhar pode valer por cem palavras quando, num grupo, alguém faz comentários delicados e dois participantes daquela mesa se olham com cumplicidade. Há sempre o perigo de esse olhar irônico entre dois amigos ser captado justamente por quem o provocou, sendo recebido como descortesia.

Experientes palestrantes recorrem ao poder do olhar para captar não só a atenção como também a cumplicidade de seu público – olhando ora para uma, ora para outra pessoa, dando assim maior ênfase a uma pergunta ou argumentação que eles fazem.

Professores em sala de aula fazem muito isso, sem esquecer que olhar sempre para os mesmos alunos exclui os demais e pode causar constrangimento. Por isso, passear o olhar sobre um auditório como se fosse meia circunferência, é o recurso infalível para todo tipo de público, inclusive num cortejo de casamento.

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