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Dúvida do leitor - Taça com pratinho

24 de setembro de 2011 0

"Ao servir creme ou sorvete numa tacinha, coloco-a sobre um pratinho, onde fica a colher da sobremesa, pois sei que não se deixa a colher, depois de usada, dentro da taça vazia. Tenho notado que os restaurantes não fazem isto. Então, como a gente procede com a colher? Fica no guardanapo de papel?" [GRAÇA]

Um dos motivos de os restaurantes, mesmo de boa categoria, não servirem as taças sobre o pratinho (é a única situação em que o pires pode ser usado sem a xícara) é para evitar maior quebra das louças. E também pelo espaço na bandeja e a forma mais fácil de retirar as taças usadas. A melhor providência mesmo é como você faz, deixando a colher na mesa, à direita da tacinha, sobre um guardanapo descartável.

Dúvida do leitor - Não aos palitos

22 de setembro de 2011 0

"Sei que não se usa palitar os dentes à mesa, mas outro dia me disseram que também não é elegante colocar palitos para comer quadrinhos de queijo e croquetes. Como é que eu faço para oferecer estes salgados à hora dos aperitivos?" [MARTINA]

De fato, num serviço mais cuidado, os palitos de madeira não são usados. Nas lojas de artigos para festa e também em supermercados, você acha palitinhos de plástico transparentes que são bem mais atraentes. Existem palitos de madeira com uma das pontas marcada por uma figura esculpida ou em papel trabalhado que enfeitam as mesas. De uso permanente são as finas hastes de metal inox, também com um enfeite, porém mais difíceis de serem encontradas no comércio.

Dúvida do leitor - Reserva para estacionar

20 de setembro de 2011 0

"Meu pai, que tem 70 anos, procurava estacionar na concorrida Rua Cel. Bordini, numa vaga em frente a um supermercado. Eu estava no banco do carona quando surgiu um senhor, junto da minha janela, dizendo que o lugar estava reservado para um amigo seu. Quando eu disse que não existe este tipo de reserva, ouvi batidas fortes na traseira do nosso carro. Era a jovem que acompanhava aquele motorista. Zangada, ela prometeu que, se não desistíssemos, eu veria o que iria acontecer com o carro. E acabamos não estacionando. Mas até hoje não me conformo." [MAGDA]

São justamente as pessoas mais educadas que tendem a não reagir diante de um comportamento absurdo como este. Se tivesse um guarda próximo, seria possível reclamar. Na sua situação, não havia nem possibilidade de anotar o número da placa do carro daquela dupla que acredita ser "dona do mundo". Penso que foi menos pela ameaça da mulher do que pela agressividade manifestada que vocês deixaram a vaga livre, para não haver um bate-boca com problemas mais sérios. Nisso tudo está embutida a nossa descrença na justiça e a falta de segurança no Brasil.

Dúvida do leitor - Assuntos polêmicos

17 de setembro de 2011 0

"Temos dois amigos queridos que em reuniões costumam abrir grandes discussões sobre política. Nem é preciso dizer que são de partidos opostos: um é de esquerda, o outro de direita. Acontece que eles falam alto, parece que estão brigando, e ninguém mais pode conversar num ambiente que é pequeno. Como devemos acabar com estes verdadeiros debates, sem magoá- los? [FRED & JULIA]

Falem francamente, a sós, com um e outro, salientando o quanto são estimados, mas acabam prejudicando as reuniões, impedindo que surjam outros assuntos que interessem a todos. E sem brigas.

Dúvida do leitor - Posso fumar?

15 de setembro de 2011 0

"Gosto muito do meu namorado, mas detesto seu vício de fumar. Vamos a casas de amigos e ele, sem mais nem menos, acende o cigarro, pouco ligando que não há ninguém ali fumando. Já falei com ele muitas vezes. Não adianta. Tenho pena de discutir e ameaçar nossa relação, porque ele é uma pessoa muito bacana." [LIGIA]

Sugira a ele que, ao pegar na carteira de cigarros, pergunte se alguém se incomoda com o cigarro. Assim já passa a responsabilidade do veto para os anfitriões – mas cinzeiros na sala são sinal verde para fumar. Outra dica: ele perguntar se há na casa uma janela ou um terraço em que possa fumar. Isso é comum de se fazer nos apartamentos, pois sempre temos um ou dois amigos que não conseguem controlar o vício.

Dúvida do leitor - Conversa no cinema

31 de agosto de 2011 0

"Fui ver o filme A Árvore da Vida, que exige grande concentração do público. No confortável cinema de shopping, havia um casal que falava e ria constantemente. Olhei para trás e pedi, por favor, que parassem de perturbar. De nada adiantou. Qual a medida que se deve tomar numa situação dessas?" [CRIS]

Como os cinemas não pertencem aos shoppings, mas a empresas independentes, a reclamação deve ser feita para seus funcionários. Estes são aqueles que recebem os ingressos e nos acompanham ao interior da sala quando as luzes já foram apagadas. Sendo necessário, são eles que chamarão os seguranças. É preciso enfatizar nos avisos na tela para, além de desligar os celulares, não conversar durante a sessão.

Dúvida do leitor - Pecados contra a higiene

29 de agosto de 2011 0

"Fiquei muito revoltado, dia desses, quando vi num supermercado uma senhora apertando as frutas, com intenção de selecionar as maduras. Um senhor, diante de uma pizza cortada em fatias num balcão, pegou uma delas e cheirou-a para identificar o sabor. E teve mais: uma mocinha comeu um bombom e, ao fazer o pagamento no caixa, jogou a embalagem no chão. O que a gente faz diante disso? Vale a pena denunciar ao gerente?" [INÁCIO]

Tenho sentido falta de cartazes educativos nos supermercados, com frases educativas para alertar seus frequentadores. Acho que reclamar diante das ocorrências citadas não vai adiantar coletivamente. Na Europa, é proibido apalpar as frutas e pegar nos alimentos no balcão. Papel no chão é outro item que cartazes poderiam evitar.

Dúvida do leitor - Hóspedes adolescentes num quarto

27 de agosto de 2011 0

"Meu filho quer levar uns amigos com suas namoradinhas para um fim de semana na nossa casa da Serra. Eu estarei lá para recebê-los, e sei que há um casalzinho que costuma ficar no mesmo quarto. Será que preciso fazer esta concessão?" [MIRIAM]

Acredito que seja um grupo de meninas e meninos. Por que não aloja meninas num quarto e eles, em outro? Você não precisa fazer a "concessão" do quarto de casal, nem cabe pela faixa etária deles. Que na casa dos pais façam como estes permitem. Lembre-se de que os hóspedes adotam o sistema dos seus anfitriões.

Dúvida do leitor - Brindes no final da manhã

25 de agosto de 2011 0

"Farei minha defesa de tese numa sexta-feira. A previsão é que termine às 11h30min. Fica bem eu convidar os poucos parentes e amigos que vão assistir minha explanação para fazermos um brinde na lancheria da faculdade?" [GILCE]

Desde que você providencie alguns biscoitinhos salgados e um espumante, mais taças, pode ser. Caso a lancheria não aceite bebida alcoólica, leve duas garrafas de espumante sem álcool, que se encontra nos supermercados.

Casamento por procuração

20 de agosto de 2011 0

Faz quase dois séculos que uma jovem alemã dirigiu-se, no dia 2 de agosto de 1829, à capela do Palácio da Residência Real, em Munique, levada pelo duque de Leuchtemberg, seu pai. Ela casou-se por procuração com o imperador D. Pedro I do Brasil, e só o conhecia por um retrato pintado em porcelana. O fato de ser neta de Josefina de Beauharnais, a primeira mulher de Napoleão Bonaparte, qualificava Amélia como uma mulher de forte personalidade.

E lá foi mais feliz do que outras moças que faziam casamentos por arranjo. Quando o temperamental imperador subiu ao navio para recebê-la no Rio de Janeiro, bastou um olhar, e os dois se apaixonaram.

Os casamentos por procuração continuam, e é claro que os noivos tiveram convívio antes. Por circunstâncias especiais, a moça vai encontrar o marido que reside em outro país, mas a internet permite que o noivo esteja "presente" ao ato civil. Dois almoços podem acontecer simultaneamente, apesar da diferença de fuso horário.