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Posts na categoria "Etiqueta Profissional"

Dúvida do leitor - Assuntos polêmicos

17 de setembro de 2011 0

"Temos dois amigos queridos que em reuniões costumam abrir grandes discussões sobre política. Nem é preciso dizer que são de partidos opostos: um é de esquerda, o outro de direita. Acontece que eles falam alto, parece que estão brigando, e ninguém mais pode conversar num ambiente que é pequeno. Como devemos acabar com estes verdadeiros debates, sem magoá- los? [FRED & JULIA]

Falem francamente, a sós, com um e outro, salientando o quanto são estimados, mas acabam prejudicando as reuniões, impedindo que surjam outros assuntos que interessem a todos. E sem brigas.

Dúvida do leitor - Cartões de visita

18 de agosto de 2011 0

"Trabalho numa grande empresa e tenho cartão produzido pela própria organização. Vamos fazer uma viagem de turismo pela Europa e, no cartão de minha mulher, só foi impresso seu nome. Será preciso fazer um cartão social apenas do casal?" [RICARDO]

Se vocês são bem relacionados com pessoas que vivem no Exterior e irão encontrá-las, até para o envio de flores agradecendo alguma gentileza ou simplesmente no momento de uma apresentação, é melhor terem um cartão do casal. O nome por extenso do marido e o da mulher, endereço completo (não esqueça o CEP), e-mail e telefone. Outra forma correta é seu cartão profissional para ser entregue aos homens, e sua mulher dar o dela a uma outra senhora.

A porta de entrada em uma empresa

08 de agosto de 2011 0

Por várias vezes as pessoas têm me perguntado se estaria havendo uma distorção de valores quanto à importância da aparência e da boa educação para o sucesso profissional, a ponto de tais atributos superarem o preparo técnico de um candidato a emprego. Não é assim.

Conversei sobre isso com a psicóloga e consultora organizacional Beatriz Magadan (drhcon@terra.com.br). Não se avalia o indivíduo só pelo seu preparo técnico, mas também pelas atitudes, de como pratica suas habilidades, de acordo com a cultura mais ou menos formal das funções às quais se candidata. Esta comunicação inclui o visual no trabalho: um advogado usa terno e gravata; um publicitário ou um arquiteto, não. São estilos diferentes.

O modo de falar importa muito. Por isso, uma consultora que vai entrevistar um candidato para banco de currículos tem o primeiro contato por telefone. Ela observa qual o ambiente em que ele está falando – muito ruído? silêncio? –, e isso já é uma informação sobre seu preparo para melhor se concentrar nesse primeiro diálogo.

Logo, vem o português. Este item é importantíssimo e, dependendo da função que o candidato almeja, um mau português pode eliminá-lo. Não haverá nem entrevista frente a frente.

Para este encontro, o candidato deve prever uma autoavaliação. Qual a nota que dá para seu domínio em informática, por exemplo, ou para a facilidade em estabelecer relacionamentos profissionais? A justificativa desses créditos perante o consultor seria o próximo passo.

A aparência faz parte da primeira impressão – moças de barriguinha de fora não estão de acordo com a ocasião em que será feito um teste de habilitação para emprego. Uma blusa de manga cavada ou um pequeno casaco de meia estação preenchem os primeiros requisitos do visual.

Dúvida do leitor - Grunhidos ao telefone

05 de julho de 2011 0

"Tenho uma colega de escritório que adora ficar conversando ao telefone seus assuntos particulares e fica alimentando o contato perguntando "hãa?", ou então concorda com "hãhhhã". Ela fica na mesma mesa que eu e isso me distrai do trabalho. É indelicado corrigi-la?" [YARA]

Depende do grau de intimidade a forma de reclamar. Não se refira aos "grunhidos" que são realmente muito desagradáveis de ouvir do outro lado da linha, portanto não dizem respeito a você. Diga à colega que manter prolongadas conversas pessoais por tanto tempo, durante o expediente, poderá dar problemas à ela, pois seu ramal fica impedido de atender chamadas em função do trabalho.

Dúvida do leitor - Fotógrafo de casamentos

25 de novembro de 2010 0

"Sou fotógrafo profissional e trabalho em muitos casamentos. É preciso estar discreto e formalmente vestido para a ocasião. É inadequado deixar o paletó aberto durante a cerimonia na igreja, visto que preciso me movimentar intensamente e que carrego um battery pack no cinto, para o flash?" [EDGARDO]

- Um fotógrafo profissional deve estar bem vestido visualmente – terno escuro e gravata para cobrir casamentos e festas à noite. Precisa também se sentir confortável e estar de paletó aberto, ainda mais carregando equipamentos. Por isso o paletó é folgado, principalmente nas cavas, mas pode ser aberto de acordo com a necessidade de trabalho.  Ao chegar ao cenário da cerimônia e da festa o fotógrafo manterá seu paletó abotoado. Em vez de camisa branca é preferível camisas em tom claro de cinza ou bege para um visual mais discreto.

Dúvida do leitor - Flores no trabalho

20 de setembro de 2010 1

"Gostaria de enviar flores ou uma plantinha para o meu namorado no local de trabalho dele, mas não sei qual a mais apropriada. A senhora teria alguma dica? [NICOLE]

– Como deseja enviar uma planta para seu namorado em seu local de trabalho, pense bem para não ocupar demasiado espaço em sua mesa. No caso de haver quem receba o presente na residência dele ficará bem mais adequado. Opte por uma folhagem bonita em diferentes tons de folhas ou com flor agreste como estrelitzia.

Dress code no trabalho

29 de agosto de 2010 0

Um dos homens mais agradáveis que conheci foi o jornalista e expert em moda masculina Fernando de Barros (1915 2002), com uma biografia marcada por apurado senso estético como diretor de cinema, crítico de moda e autor do livro Elegância Casual. Fernando era português e veio muito jovem para São Paulo. Suas companheiras foram todas mulheres bonitas e de espírito, a primeira delas, Maria Della Costa. Mais tarde, casou-se com Giedre Valeika, mãe de seu único filho e manequim dos anos dourados dos desfiles da Rhodia, onde foi contemporânea de Mila Moreira, que está no elenco da novela Ti-Ti-Ti, como personagem ligada à moda.

Fernando de Barros comentava que se vestir seria um ato totalmente livre não fossem as limitações econômicas, a influência da moda, a necessidade de adequação ao ambiente, à ocasião e ao horário para os quais nos produzimos. E ele tem razão. Assim como a roupa usada para fazer exercícios na academia não é própria para um jantar festivo, não se vai trabalhar no escritório com a mesma. Se, no verão, imensos decotes são incompatíveis num ambiente de trabalho, em pleno inverno vestir-se bem requer certa logística.

Num espaço aquecido, blusas de lã com gola rolê causam calor no rosto, sendo mais indicado um casaco e uma manta para enrolar no pescoço à hora de sair. Trabalhar de gorro dá impressão de ser visitante e é desconfortável pelo mesmo motivo da gola rolê de lã. Quando existe na empresa uma chapelaria ou cabides bem distribuídos não se justifica jogar guarda-chuva e abrigos sobre as mesas.

Fernando de Barros estava certo em afirmar que somos livres na escolha de nossas roupas, dentro do bom senso. Pense bem, usar um cachecol colorindo o visual invernoso não é um ato livre?

Rituais particulares no trabalho

22 de agosto de 2010 0

Quando se trabalha muitas horas do dia em uma empresa, o espaço acaba sendo considerado, em muitos aspetos, uma extensão de nossa casa. O convívio com os companheiros pode ser gratificante, e os acertos profissionais contribuem para sublimarmos problemas pessoais, tornando a vida bem melhor, na medida em que a autoestima é reforçada. Mas o local de trabalho não é nossa casa, o que muitas vezes é confundido por pequenas ações feitas no ambiente de uso coletivo.

Dia desses, entrei no banheiro de um shopping, por volta das três horas da tarde. Todas as pias da bancada de mármore estavam ocupadas por funcionárias das lojas que escovavam os dentes com o maior esmero, diante do espelho, formando espuma da pasta dental na boca. Havia mais duas senhoras à espera para lavar as mãos, mas nada levou aquelas vendedoras a acelerar sua higiene bucal (bom senso seria os shoppings oferecerem aos seus funcionários banheiros privativos para deixá-los mais à vontade).

Se isso não ocorre, que elas escovem os dentes no banheiro comum, rápida e discretamente, sem ruído, deixando os detalhes para aprimorar na pia de casa, no final do dia. E, cá para nós, não é nada favorecedora a imagem de um rosto no espelho, com as bochechas infladas pelo vaivém da escova.

Outra atitude que merece ser pensada é a de comer e beber na mesa de trabalho. O sanduíche de mortadela e queijo envolto em papel exala odor de tempero e atinge os colegas vizinhos de mesa. E mais: há os recipientes descartáveis que são colocados nas lixeiras do ambiente e ali ficam por algum tempo. No momento que existe uma lancheria na empresa e com espaço para confraternizar com os colegas, por que se privar desses preciosos minutos de relax?

Dúvida do leitor - E quando falam mal do chefe?

19 de julho de 2010 0

"Dia desses, numa roda entre amigos íntimos, um deles deu sua opinião desfavorável sobre meu chefe. Eu reagi, dizendo que trabalhava com ele, um excelente profissional, e não podia ouvir tais críticas em silêncio. Ficou um clima pesado, e eu mesmo passei para outro assunto. Fiz certo?" GABRIEL

- Se o amigo sabia de sua vinculação profissional, a indelicadeza, em primeiro lugar, foi dele. O comentário de defesa é objetivo, nesses casos, feito sem rancor, e em poucas palavras, passando logo para outro assunto, como você fez. Importante é ter mencionado sua relação com esse profissional, porque se o outro não sabia, cometeu uma gafe, e deveria pedir desculpas.

Dúvida do leitor: colega barulhento

04 de junho de 2010 0

Como é possível avisar a um colega de trabalho que ele fala alto demais e atrapalha os outros ao seu redor?
[Carol]

- Falando a sós, se houver certa intimidade com o colega, sim. Mas com jeito. "Olha. não me leves a mal, mas às vezes, falas muito alto aqui e há gente por perto concentrada em seu trabalho. Eu sei como é isso. No  entusiasmo da conversa se esquece que está falando alto..."