Faz quase dois séculos que uma jovem alemã dirigiu-se, no dia 2 de agosto de 1829, à capela do Palácio da Residência Real, em Munique, levada pelo duque de Leuchtemberg, seu pai. Ela casou-se por procuração com o imperador D. Pedro I do Brasil, e só o conhecia por um retrato pintado em porcelana. O fato de ser neta de Josefina de Beauharnais, a primeira mulher de Napoleão Bonaparte, qualificava Amélia como uma mulher de forte personalidade.
E lá foi mais feliz do que outras moças que faziam casamentos por arranjo. Quando o temperamental imperador subiu ao navio para recebê-la no Rio de Janeiro, bastou um olhar, e os dois se apaixonaram.
Os casamentos por procuração continuam, e é claro que os noivos tiveram convívio antes. Por circunstâncias especiais, a moça vai encontrar o marido que reside em outro país, mas a internet permite que o noivo esteja "presente" ao ato civil. Dois almoços podem acontecer simultaneamente, apesar da diferença de fuso horário.
