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Posts com a tag "Bolsonaro"

Jair Bolsonaro vira réu por incitação ao estupro em ofensa a Maria do Rosário

21 de junho de 2016 11
Jair Bolsonaro e Maria do Rosário (Fotos: Gabriela Korossy e Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

Jair Bolsonaro e Maria do Rosário (Fotos: Gabriela
Korossy e Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em razão de ofensas proferidas por ele à deputada Maria do Rosário (PT-RS). As ações julgadas na tarde desta terça-feira (21) se referem a discussões entre os parlamentares em 2014, quando Bolsonaro disse que Rosário “não merecia ser estuprada”. O STF também admitiu a queixa-crime em relação ao crime de injúria. Com isso, ele passa a ser réu no Supremo.

No entendimento do relator, ministro Luiz Fux, as declarações de Bolsonaro configuram incitação ao crime de estupro.

“A violência sexual é um processo consciente de intimidação pelo qual as mulheres são mantidas em estado de medo”, disse Fux. Ele ressaltou que Bolsonaro não falou sobre Maria do Rosário só em discurso, e repetiu as críticas em entrevistas.

O julgamento recebeu quatro votos favoráveis e um contrário, do ministro Marco Aurélio, que disse que Bolsonaro estava protegido por imunidade parlamentar no momento em que discutiu com Rosário. Já a ministra Rosa Weber defendeu a aceitação do processo. “Imunidade não significa impunidade”, argumentou ao proferir o voto.

Também votaram a favor os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Defesa

A defesa de Bolsonaro alegou, durante o julgamento, que o parlamentar não incitou a prática do estupro, mas apenas reagiu a ofensas proferidas pela deputada contra as Forças Armadas durante uma cerimônia em homenagem aos direitos humanos.

Para os advogados, o embate entre Maria do Rosário e Bolsonaro ocorreu dentro do Congresso e deve ser protegido pela regra constitucional da imunidade parlamentar, que impede a imputação criminal quanto às suas declarações.

Contraponto

Em nota, a deputada Maria do Rosário definiu a decisão do STF como “uma vitória contra impunidade”. Segundo ela, citando o voto do ministro Fux, “a fala do réu contribuiu para a disseminação do ódio nas redes”.

“[A decisão] É mais um passo na construção de uma sociedade em que às mulheres sejam respeitadas em todos os espaços e valorizadas enquanto sujeitos de direitos”, diz o texto.

OAB nacional diz que Bolsonaro fez apologia à tortura ao homenagear chefe do DOI-Codi

20 de abril de 2016 2
Foto: Arquivo - Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Arquivo – Valter Campanato/Agência Brasil

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) se manifestou, nesta quarta-feira (20), sobre a homenagem do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao coronel do Exército Brilhante Ustra, considerado pela Justiça um agente de tortura do regime militar. A entidade que representa os advogados afirmou, em nota, que “repudia de forma veemente” a declaração, feita durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, no último domingo (17).

Em nota, o presidente do CFOAB, Cláudio Lamachia, afirma que o deputado fez “clara apologia a um crime ao enaltecer a figura de um notório torturador”. E concluiu: “não é aceitável que figuras públicas, no exercício de um poder delegado pelo povo, se utilizem da imunidade parlamentar para fazer esse tipo de manifestação num claro desrespeito aos Direitos Humanos e ao Estado Democrático de Direito”.

O Conselho Federal da OAB irá avaliar o caso em sua próxima sessão plenária, marcada para 17 de maio. Ontem, a OAB do Rio de Janeiro disse que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, se necessário, à Corte Interamericana de Direitos Humanos para pedir a cassação do mandato de Bolsonaro.

Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta semana, Bolsonaro disse que Brilhante Ustra é um herói brasileiro. Leia a matéria aqui.

Novas imagens mostram que filho de Bolsonaro também cuspiu em Jean Wyllys

19 de abril de 2016 2

Após toda a repercussão do vídeo que mostra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspindo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na sessão de votação do impeachment, no pultimo domingo (17), novas imagens divulgadas nesta terça-feira mostram que o filho de Bolsonaro, que também é deputado, reagiu à atitude da mesma forma.

Imagens feitas por outro ângulo na Câmara mostram que Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) também cuspiu em direção a Jean.

Veja o vídeo:

Após receber cuspe, Bolsonaro prestará queixa contra deputado Jean Wyllys

18 de abril de 2016 4
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

*Por Matheus Schuch

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse, nesta segunda-feira (18), que irá protocolar uma representação na Comissão de Ética da Câmara contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). O processo irá relatar o cuspe recebido por ele durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. (Veja o vídeo aqui)

Para Bolsonaro, a atitude foi uma quebra de decoro parlamentar. “Ele não aguentou o encaminhamento do meu voto. Quando ele saiu, eu apenas acenei com um tchauzinho, como todo mundo fazia, e ele desferiu uma cusparada contra mim”, argumentou, em entrevista ao Timeline, da Rádio Gaúcha.

Jean Wyllys, também em entrevista ao programa, afirmou que foi agarrado pelo braço e xingado por Bolsonaro. E que não está arrependido. “Eu cuspia outra vez se ele me xingasse de veado, queima rosca e baitola”, revelou.

Confira, abaixo, a íntegra das entrevistas ao Timeline.

Jean Wyllys (PSOL-RJ)

Bolsonaro (PSC-RJ)

Bolsonaro justifica homenagem a torturador: “Brilhante Ustra é um herói brasileiro”

18 de abril de 2016 19
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

*Por Matheus Schuch

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) justificou, nesta segunda-feira (18), a homenagem feita por ele no plenário da Câmara ao coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como agente de tortura. Antes de votar pelo “sim” ao impeachment da presidente, ele declarou: “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff’’.

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Bolsonaro elogiou a atuação de Brilhante Ustra à frente do DOI-Codi (núcleo de repressão durante o regime militar).

“Brilhante Ustra é um herói brasileiro. Se vocês não sabem, era método de quem era preso dizer que era torturado”, disse, em relação ao período de regime militar no país. Para Bolsonaro, o coronel estava combatendo “terroristas que não mereciam direitos humanos”.

Bolsonaro ainda colocou em dúvida as condenações da Justiça contra Brilhante Ustra. “Condenação em primeira instância não vale, ele nunca pagou uma pena”, argumentou. O deputado sustentou que “o período militar não teve tortura como método de governo”.

Quem foi Brilhante Ustra

Durante o período em que Brilhante Ustra chefiou o DOI-Codi, de 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade, que apurou casos de tortura e sumiço de presos políticos durante os governos militares.

Ustra foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante o regime militar. Em 2008, a Justiça de São Paulo o julgou como responsável por crimes de tortura.

Em 2012, ele foi condenado a pagar indenização por danos morais à esposa e à irmã do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em julho de 1971. Merlino foi preso e morto em 1971. A versão oficial dos agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) foi a de que ele se suicidou enquanto era transportado para o Rio Grande do Sul.

Em 2013, o ex-comandante do DOI-Codi foi convocado para depor à Comissão da Verdade. No depoimento, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de “organizações terroristas” para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.

Brilhante Ustra morreu de câncer em outubro do ano passado, aos 83 anos, sem cumprir pena por nenhuma das acusações.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra do deputado Bolsonaro ao Timeline.

Jean Wyllys justifica cuspe em Bolsonaro: "me insultou gritando veado"

17 de abril de 2016 1
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) se manifestou por meio de sua página oficial no facebook sobre o cuspe que disparou contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), no plenário da Câmara, neste domingo (17). A confusão ocorreu após discursos inflamados dos dois parlamentares na votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Logo após o ocorrido, Jean Wyllys escreveu que não está arrependido do ato, e que foi uma reação após ser insultado com ofensas homofóbicas. Leia, abaixo, a íntegra do que o deputado escreveu:

Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando “veado”, “queima-rosca”, “boiola” e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que “dedica” seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha.

Clique aqui e veja o vídeo que mostra Jean Wyllys cuspindo contra Bolsonaro.

VÍDEO: Deputado Jean Wyllys cospe em Bolsonaro durante sessão do impeachment

17 de abril de 2016 1
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) disparou uma cuspe contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), neste domingo (17), durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no plenário da Câmara dos Deputados. O ato foi flagrado pelas câmeras que registram a sessão. Questionado pela Rádio Gaúcha na saída do plenário, Bolsonaro disse que o deputado gaúcho Luiz Carlos Heinze (PP) também foi atingido.

“Do nada, ele encheu a boca e cuspiu em mim, eu consegui desviar e em grande parte pegou no peito do Luiz Carlos Heinze”, disse.

Jean Wyllys admitiu a investida. “Ele é um torturador, que defende a tortura neste país. Isso deveria escandalizar vocês, não um cuspe na cara de um canalha”, justificou a repórteres.

Ambos os deputados fizeram discursos acalorados antes de votar. Primeiro, Bolsonaro criticou o atual governo e saudou o coronel Brilhante Ustra, acusado de tortura durante a Ditadura Militar. Depois, Jean Wyllys disse estar “constrangido de participar dessa farsa, dessa eleição indireta conduzida por um ladrão e apoiada por torturadores”, e finalizou chamando o impeachment de “farsa sexista”.

Veja o vídeo:

Em Porto Alegre, manifestantes jogam purpurina no deputado Bolsonaro

26 de janeiro de 2016 21
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A passagem do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pela Capital gaúcha teve protestos, briga e tumulto. Na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (26), manifestantes ligados a organizações de Direitos Humanos, LGBT e movimentos sociais também aproveitaram para fazer uma provocação: atiraram purpurina nele, em resposta aos discursos contra a homossexualidade.

Veja o vídeo abaixo:

Manifestantes pró e contra Bolsonaro trocaram socos, chutes e empurrões no teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa. A confusão ocorreu após um “beijaço” entre dois garotos. O ato – chamado “O atual cenário político brasileiro” – também contou com a presença de outros políticos do Partido Progressista.

Justiça mantém indenização de Bolsonaro a Maria do Rosário

17 de dezembro de 2015 0
Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara

Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara

*Por Matheus Schuch

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios manteve a decisão que condenou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) a indenizar a deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito que não a estupraria porque ela “não merecia”. A sentença de primeira instância havia sido anunciada em setembro deste ano.

Segundo a assessoria do Tribunal, além do pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil, a Justiça determinou que Bolsonaro se retrate das ofensas em todas as suas páginas oficiais e não apenas no canal YouTube, como havia sido decidido anteriormente.

Há dois anos, Maria do Rosário havia chamado Bolsonaro de estuprador, acusando o deputado de incentivar a prática, mesmo “sem ter consciência disso”. Ele a empurrou e chamou de “vagabunda”. Em dezembro de 2014, Bolsonaro afirmou que só não estupraria a deputada porque ela “não merecia”.

(Com informações da Agência Brasil)

Thammy Miranda se filia ao PP e deve sair candidato em 2016

03 de setembro de 2015 7

O ator Thammy Miranda, filho da cantora Gretchen, se filiou nesta quinta-feira (03) ao Partido Progressista, em São Paulo. A filiação foi motivo de comemoração e postagem no Instagram. “Agora o negócio vai ficar sério”, escreveu.

O partido pretende lançá-lo como candidato a vereador em 2016.

Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

Na imagem, Thammy aparece entre os deputados Antonio Olim e Guilherme Mussi, que é também o presidente do PP em São Paulo.

Junto com a imagem, Thammy escreveu a seguinte mensagem: “Agora o negócio vai ficar sério… Não adianta só reclamar e não fazer p* nenhuma. Vim aqui brigar por nós”. Ele também contou que pediu para que seja criada no partido uma ala dedicada à diversidade: “Pedi para ter o Novo PP Diversidade… ELES ME OUVIRAM!”, escreveu.

Após publicar a foto, o ator recebeu críticas de alguns seguidores pelo fato de ter escolhido se filiar no mesmo partido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que é contra as relações homoafetivas e critica temas relacionados à comunidade LGBT.