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Posts com a tag "Câmara dos Deputados"

Bancada petista gaúcha não apoiará reeleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara

30 de janeiro de 2017 0
Foto: Eliane Silveira / Divulgação

Foto: Eliane Silveira / Divulgação

Após integrantes do diretório nacional do PT mencionarem apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara Federal, os deputados gaúchos da sigla se apressaram em se posicionar contrariamente à situação. Em entrevista coletiva na Capital gaúcha, nessa segunda-feira (30), uma alternativa foi apresentada, que passa pela formação de um bloco de esquerda em torno de um nome de consenso.

“Petista não vota em golpista. Temos que construir candidatura com programa e com nome”, relata Elvino Bohn Gass.

Uma das possibilidade seria apoiar a candidatura de André Figueiredo (PDT-CE). No entanto, será preciso fechar com PDT, PCdoB, Rede e PSOL.

Quanto ao apoio de setores petistas à candidatura de Maia para garantir presença na Mesa Diretora da Câmara, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também afirmou ser contra e defendeu a formação do bloco de esquerda. Isso se deu após pressão de diretórios estaduais e da base do partido, que lembram que o atual presidente votou pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), além de integrar a base de apoio de Michel Temer (PMDB).

Com dois salários pagos pelos cofres públicos, Yeda Crusius ganhará R$ 64 mil por mês

10 de janeiro de 2017 0
Foto: Silvio Alves / Divulgação

Foto: Silvio Alves / Divulgação

Ao assumir o cargo de deputada federal neste ano, a ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) garantiu um bom engorde em seus rendimentos. Ela terá direito ao salário integral de parlamentar, de R$ 33.763,00, e à pensão vitalícia que já recebe do governo gaúcho, de R$ 30.471,11.

Somados, os valores chegam a R$ 64.234,11. O salário de parlamentar já atinge o teto constitucional. No entanto, Yeda poderá receber as duas remunerações.

“Não há no âmbito federal norma que proíba a acumulação de proventos de aposentadoria de ex-governador com subsídio de deputado federal. A Câmara dos Deputados vem aplicando o entendimento fixado pelo Tribunal de Contas da União nos Acórdãos 2.274/2009-TCU-Plenário e 564/2010-TCU-Plenário, que estabelecem que o teto constitucional deve ser aplicado isoladamente em cada fonte pagadora”, explicou a direção da Câmara, por meio de nota.

A tucana assumiu a cadeira de deputada na semana passada. Ela substituiu Nelson Marchezan Jr., que renunciou ao cargo para assumir a prefeitura de Porto Alegre. No dia da posse, Yeda afirmou que não pretende abrir mão da pensão de ex-governadora.

Sete deputados viajam ao Vaticano com despesas pagas pela Câmara

17 de novembro de 2016 4
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Comitiva é liderada pelo presidente da Câmara (Divulgação/ Gustavo Lima)

* Por Matheus Schuch

Em meio à crise financeira e aos discursos em defesa de ajuste fiscal, sete deputados da base do presidente Michel Temer viajam, nesta quinta-feira (17), para um evento da Igreja Católica no Vaticano. A comitiva é liderada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi escolhido para representar o governo. Todos os parlamentares terão as despesas pagas pelo Legislativo.

Ao menos quatro deputados devem ser acompanhados por suas esposas na viagem, inclusive o presidente da Câmara. No entanto, os gastos em nome delas não serão pagos pelo Poder Público, segundo informou a assessoria de Maia.

A missão oficial prevê a participação na cerimônia de nomeação como cardeal do atual arcebispo da diocese de Brasília, dom Sérgio da Rocha. Além de Maia, embarcam os deputados Baleia Rossi (PMDB-SP), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Heráclito Fortes (PSB-PI), Mário Heringer (PDT-MG) e Hugo Motta (PMDB-PB).

A comitiva brasileira ainda deve encontrar o Papa Francisco. O retorno ao Brasil está previsto para segunda-feira (21).

A assessoria da presidência da Câmara informou que pretende divulgar o relatório de despesas da viagem em até 15 dias, após a prestação de contas dos parlamentares.

Deputado federal sugere audiência pública com Tite para discutir escalação da seleção

21 de outubro de 2016 49
Montagem sobre fotos de Florida Cup / Divulgação (Tite) e Reprodução Facebook (Edinho Bez)

Montagem sobre fotos de Florida Cup / Divulgação (Tite) e Reprodução Facebook (Edinho Bez)

Preocupado com a situação atual da seleção brasileira de futebol, o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC) apresentou requerimento à Comissão de Esportes da Câmara para uma audiência pública com o técnico Tite. No pedido, ele afirma que a sugestão tem o objetivo de “trocar ideias, discutir e ouvir quais os critérios das convocações dos jogadores para formar a nossa seleção brasileira competitiva”.

O parlamentar, que ainda não teve resposta, afirma que as constantes trocas de técnico e atletas convocados não garante a formação de um time com espírito de equipe. Ele lembra que a Espanha (campeã mundial em 2010) e a Alemanha (campeã em 2014), mantêm a base de comando e de grupo. Ele ainda lembra o fatídico 7 a 1.

“A Alemanha campeã em 2014, que inclusive aqui no Brasil, nos derrotou com uma vitória histórica e humilhante por 7 a 1. Não queremos mais ver este filme”, registra o documento.

Em entrevista ao Blog Cenário Político, o deputado diz que há 20 anos, todos sabiam os nomes dos jogadores e hoje isso não acontece mais.

“Queremos ouvir o Tite para saber se ele vai convocar 30 atletas e mantê-los. Se não, vamos passar por mais um vexame como na última Copa”, destaca.

No texto, Edinho Bez ainda afirma que, “dependendo do resultado da audiência enunciada, iremos propor mudanças, se necessário for, na nossa legislação, inclusive convidarmos o presidente da CBF”. Ele termina o texto destacando que quer a integração dos selecionados com o espírito coletivo.

Em seis meses, deputados gaúchos gastaram quase R$ 1 milhão com propaganda

23 de julho de 2016 5
Foto: Diego Vara /Agencia RBS

Foto: Diego Vara /Agencia RBS

*Por Kelly Matos e Matheus Schuch

Os deputados federais do Rio Grande do Sul gastaram R$ 883.397,54 na divulgação das atividades parlamentares no primeiro semestre deste ano. O levantamento da Rádio Gaúcha foi feito a partir da prestação de contas divulgada pelos 31 políticos que representam o Estado na capital federal.

Os gastos são ressarcidos pela Câmara dos Deputados. Cada um tem direito a gastar até R$ 40.504,04 por mês com atividades do exercício parlamentar, que também incluem passagens aéreas, aluguel de veículos, consultorias e serviços postais, entre outros.

Campeão de gastos com a divulgação de atividades parlamentares, o deputado José Stédile (PSB) gastou R$ 81.304,00 nos seis primeiros meses de 2016. Ele disse que utiliza os recursos disponíveis no gabinete para se comunicar com seus eleitores, geralmente por meio de folders.

“Eu tenho priorizado a comunicação porque acho que é obrigação a transparências dos meus votos na Câmara. Veja que eu não gastei nem um centavo em consultoria, em aluguel de veículos. Então, eu economizo de um lado para poder divulgar”, justificou Stédile.

Em segundo lugar na lista de gastos está o deputado José Otávio Germano (PP), que consumiu R$ 80 mil no período, e João Derly (Rede), com gastos de R$ 72,7 mil.

Confira o ranking dos gastos dos deputados com divulgação do mandato:

JOSÉ STÉDILE R$ 81.304,00
JOSÉ OTÁVIO GERMANO R$ 80.000,00
JOÃO DERLY R$ 72.767,63
LUIZ CARLOS BUSATO R$ 67.051,07
PAULO PIMENTA R$ 56.075,00
GIOVANI CHERINI R$ 54.585,50
COVATTI FILHO R$ 50.921,04
HEITOR SCHUCH R$ 39.076,52
AFONSO MOTTA R$ 38.700,00
POMPEO DE MATTOS R$ 32.684,80
OSMAR TERRA* R$ 31.841,72
RENATO MOLLING R$ 30.633,13
ALCEU MOREIRA R$ 29.609,00
BOHN GASS R$ 29.439,50
MARCON R$ 29.298,79
MARIA DO ROSÁRIO R$ 29.210,00
ONYX LORENZONI R$ 27.459,60
PEPE VARGAS R$ 25.736,00
RONALDO NOGUEIRA* R$ 17.615,00
DARCÍSIO PERONDI R$ 12.250,00
CARLOS GOMES R$ 11.190,00
JONES MARTINS R$ 9.980,00
NELSON MARCHEZAN JR. R$ 5.039,45
CAJAR NARDES R$ 4.240,00
HENRIQUE FONTANA R$ 3.912,51
AFONSO HAMM R$ 3.600,00
LUIS CARLOS HEINZE R$ 2.757,00
MARCO MAIA R$ 2.750,00
MAURO PEREIRA R$ 1.870,00
JERÔNIMO GOERGEN R$ 1.800,28
DANRLEI DE DEUS Não houve gasto com divulgação do mandato
JOSÉ FOGAÇA Não houve gasto com divulgação do mandato
SÉRGIO MORAES Não houve gasto com divulgação do mandato

TOTAL R$ 883.397,54

Nova formação de ministérios abre vaga para dois suplentes gaúchos na Câmara

12 de maio de 2016 0
Foto: montagem/divulgação

Jones Martins (esq) e Cajar Nardes (dir) assumem cadeiras na Câmara – Foto: montagem/divulgação

*Por Matheus Schuch

A composição ministerial do presidente interino Michel Temer permitirá que dois suplentes de deputados gaúchos assumam cadeiras na Câmara. O peemedebista Jones Martins entrará no lugar do deputado Osmar Terra (PMDB), que sai para liderar o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Na vaga de Ronaldo Nogueira (PTB), que será o ministro do Trabalho, entrará o suplente Cajar Nardes (PR).

Martins, 44 anos, é advogado. Militante do PMDB em Gravataí, ele fez 17.749 votos e se tornou o terceiro suplente da sigla. Atualmente, era chefe de gabinete do secretário nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame. À frente de Martins na eleição, os suplentes José Fogaça e Mauro Pereira estão na Câmara em razão do afastamento dos eleitos Giovani Feltes e Márcio Biolchi, secretários de Estado no RS.

Nardes, 50 anos, é médico veterinário. Ele concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo em 2014, fazendo 55.434 votos pelo Partido da República (PR). Hoje, é presidente da sigla no Rio Grande do Sul. No poder público, foi gerente de projetos do Dnit, de 2008 a 2012, e assessor de Blairo Maggi no governo de Mato Grosso. Diz que irá pautar sua atuação no legislativo sob três temas principais: infraestrutura, proteção aos animais e incentivo à agricultura.

Cunha fazia Câmara trabalhar, mas isso não impede que seja penalizado, diz Sartori

05 de maio de 2016 4
Foto: Diego Vara / Agência RBS

Foto: Diego Vara / Agência RBS

O governador do Estado, José Ivo Sartori, comentou nesta quinta-feira (05) o afastamento de Eduardo Cunha do mandato, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski. A decisão atende liminar do Procurador-Geral da República, que identificou que Cunha estaria utilizando-se do cargo de presidente da Câmara para obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

A avaliação foi feita em entrevista ao Jornal do Comércio, concedida aos repórteres Guilherme Kolling e Luiz Guimarães. As imagens são de Marcelo G. Ribeiro.

Em vídeo, Sartori afirmou que o afastamento de Cunha ajuda a construir “uma nova realidade política, que todo mundo deseja e quer”. No entanto, fez elogios ao trabalho de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

“Ele conduziu de certa forma uma mudança de comportamento na Câmara. Isso também tem que reconhecer. Porque ele realmente presidia a Câmara, ele fazia votar, fazia andar, fazia trabalhar. Mas isso não impede que a pessoa não seja penalizada pelos equívocos cometidos”, disse.

Veja a avaliação de José Ivo Sartori:

"Tirar Dilma é o maior ato de ilegalidade desde o golpe militar", diz ex-presidente Lula

25 de abril de 2016 10
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

O ex-presidente Lula voltou a disparar críticas ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (25). Em palestra durante o seminário “Democracia e Justiça Social”, em São Paulo, o ex-presidente disse que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e comparou o processo ao golpe militar de 1964.

Confira os votos de cada um dos deputados da bancada gaúcha na Câmara

“A paciência dos brasileiros passou dos limites”, diz Sartori sobre impeachment

“Tirar Dilma é o maior ato de ilegalidade desde 1964, no golpe militar. Naquele tempo, era um gesto de força dos militares. Hoje, é um gesto de livre e espontânea vontade da direita. Querem eleger um presidente pela via indireta. Nós do PT vamos resistir, lutar. Com a democracia não se brinca”, afirmou.

Em sua fala, Lula também atacou diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ex-presidente reforçou a tese já defendida pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, de que o processo de impeachment foi aberto por vingança do peemedebista.

“Quando os deputados do PT se recusaram a acobertá-lo no Conselho de Ética, o presidente da Câmara abriu o procedimento de impeachment. Esta operação foi comandada pelo presidente da Câmara, réu em dois processos por corrupção, investigado em quatro inquéritos”, disse.

O ex-presidenta teceu críticas também aos parlamentares que participaram da sessão que aprovou o impeachment da presidente no plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 17. Na avaliação de Lula, foi um “deprimente espetáculo”.

“Corruptos clamando contra a corrupção. Oportunistas exercitando o cinismo e a hipocrisia, e alguns defendendo tortura e ditadura. O mundo assistiu ao deprimente espetáculo na sessão da Câmara dos Deputados que votou a abertura do impeachment”, completou.

 

 

Em decisão, ministra do STF diz que não vai interferir em questões internas da Câmara

23 de fevereiro de 2016 2
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Ministra argumenta que não vai interferir no Legislativo (TSE/Divulgação)

Por Renata Colombo

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Webber, negou, nesta terça-feira (23), liminar ao presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo. Ele pediu que fosse anulada decisão da Mesa Diretora da casa que fez com que o processo contra Eduardo Cunha voltasse à estaca zero.

Na decisão, Rosa Webber argumenta que não vai interferir em um problema do Legislativo. Em uma tradução mais simples disse: se o problema é da Câmara, a Câmara que resolva.

A ministra clareou em sua decisão um posicionamento que o STF tem adotado mediante tantos recursos na esfera política. O Supremo vem tentando dizer delicadamente a deputados e senadores que eles devem solucionar seus conflitos internos e regimentais, que não podem apelar ao judiciário sempre que perderem o controle da situação.

Nessa linha, se justifica a cautela que o ministro Teori Zavaski vai tomar na análise do pedido de afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha. A expectativa de que ele vá acatar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) é baixíssima.

Dentro do posicionamento que o STF vem mostrando, a Câmara é quem deveria se responsabilizar pelo afastamento de Cunha se entender que ele atrapalha o próprio processo de cassação ou o andamento das atividades legislativas. Mas aí vem em cada sessão do Conselho de Ética um novo capítulo da mesma novela, que tem Cunha como protagonista, diretor, roteirista e produtor.

No capítulo desta terça-feira, o deputado Zé Geraldo, do PT, desabafou: não aguento mais isso aqui, presidente.