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Posts com a tag "Dilma"

"O presidencialismo está derrotando o país", diz Marina Silva, em passagem por Porto Alegre

27 de maio de 2016 0
Foto: Maria Eduarda Fortuna / Gaúcha

Foto: Maria Eduarda Fortuna / Gaúcha

A ex-senadora Marina Silva chegou a Porto Alegre na tarde desta sexta-feira (27) para compromissos do partido Rede Sustentabilidade. Em coletiva à imprensa, Marina defendeu o parlamentarismo (poder partilhado entre presidente e primeiro-ministro) como sistema de governo no Brasil.

“Continuo defensora do parlamentarismo, mas a decisão é da sociedade. O que não dá é para o presidencialismo de coalizão das bases continuar como está. Ele está derrotando o Brasil. É preciso, pelo menos, um presidencialismo de preposição, de pensar no país”, destacou.

Marina criticou o governo de Michel Temer por ser “ilegítimo” e voltou a afirmar que é necessário a convocação de novas eleições. Ela defende a análise, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de ação impetrada pelo PSDB que pede a impugnação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição de 2014.

“Há elementos fartos trazidos pela Lava Jato que comprovam que a eleição foi fraudada com uso dinheiro do “Petrolão”. O TSE tem nas mãos a possibilidade de apontar um novo caminho”, afirmou.

Sem se apresentar como pré candidata caso as novas eleições sejam chamadas, ela ressaltou que “não se pode ter ninguém na fila de candidatos antes de devolver ao povo a possibilidade de votar”. Ela ainda disse não ter certeza se irá concorrer nas eleições de 2018.

A ex-senadora também comentou que as medidas econômicas anunciadas por Temer não serão suficientes para tirar o Brasil da crise, já que o problema mais grave, segundo ela, é o governo não ter legitimidade. Para Marina, o impeachment de Dilma não é golpe, pois está previsto na Constituição e houve crime de responsabilidade nas pedaladas fiscais.

“O uso do dinheiro da corrupção, esses esquemas poderosos, isso sim é um golpe na democracia”, destacou.

Marina participa de um evento em Porto Alegre na tarde deste sábado e deixa a Capital no fim do dia.

Ministro de Temer assinou proposta para anular direito de LGBT's

19 de maio de 2016 0
Ministro Ronaldo Nogueira assinou o documento quando exercia o mandato de deoutado Foto: Gabriela Korossy / Agência Câmara

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Foto: Gabriela Korossy/Agência Câmara

O atual ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), assinou junto a um grupo de deputados um projeto de decreto legislativo para anular o direito de travestis e transexuais de utilizar nome social na administração pública federal. A medida foi instituída a partir de um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no fim do mês de abril, pouco antes de ser afastada pelo Congresso.

Na justificativa da proposta, os parlamentares argumentam que o decreto foi “expedido ao ‘apagar das luzes’ do governo e tem o propósito de “afrontar a definição constitucional”. O texto ainda diz que “o tema
deve ser tratado em nível de lei federal e não de decreto”.

Além de Nogueira, que assinou o documento quando ainda ocupava o cargo de deputado federal, apoiaram a proposta o gaúcho Carlos Gomes (PRB) e outros 26 parlamentares, a maioria da bancada evangélica. Entre eles, está o pastor Marco Feliciano (PSC) e o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, João Campos.

Consultado pela Rádio Gaúcha, o deputado federal Carlos Gomes disse entender que a matéria se tratava sobre o uso de banheiros conforme a identidade de gênero, em escolas públicas. Ao ser informado que o decreto editado pela presidente tratava somente sobre o nome social, o deputado disse não ver nenhum problema quanto a isso.

A reportagem fez contato com a assessoria do ministro Ronaldo Nogueira, mas ainda não recebeu retorno.

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"A paciência dos brasileiros passou dos limites", diz Sartori sobre impeachment

17 de abril de 2016 2
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

*Por Matheus Schuch

O governador José Ivo Sartori (PMDB) se manifestou, na noite deste domingo (17), sobre a aprovação pela Câmara dos Deputados da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Por meio de um vídeo divulgado na Internet, Sartori disse que a paciência dos brasileiros passou dos limites, e pregou união política para a recuperação do país.

“Decisões cruciais para o futuro do país foram tomadas. Precisamos, agora, refletir sobre a contribuição que poderemos dar ao Brasil e ao Rio Grande neste momento”, disse no início do pronunciamento.

Em outro trecho da fala de 1min42seg, Sartori afirma: “a paciência dos brasileiros passou do limite, somente com união construiremos a esperança que, aos poucos, devolverá segurança para as nossas vidas”.

O governador também ressaltou a necessidade de mudar “radicalmente a relação entre a União, os estados e municípios”.

 

"Não retiro uma palavra", diz Janaína Paschoal sobre discurso em vídeo

06 de abril de 2016 14

Por Tiago Boff

A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff disse não se arrepender do discurso que fez em ato contra o governo na Universidade de São Paulo (USP): “Inventaram muita mentira em torno do meu discurso. Ouvi que era pombagira, bêbada, drogada… Mas não retiro uma palavra do que eu disse. Eu sou uma pessoa contundente. O vídeo foi uma explosão de sentimentos”. Nas palavras dela, o brasileiro vive hoje em ‘uma república de cobras’.

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Ela afirmou ainda que o PT tem ‘o monopólio do discurso’, que as pessoas estão ‘caladas há anos sobre tudo que está acontecendo’, que não tem nada pessoal contra o ex-presidente Lula, mas que discorda de suas práticas: “Não tenho ódio de Lula, mas ele tem que parar. Até pelo bem de Lula, ele tem que perceber o mal que ele vêm fazendo”.

Janaína disse estar com muito mais trabalho após a repercussão que sua fala teve nas redes sociais: “As pessoas querem que eu participe, que vá aos lugares. Mas tenho uma limitação humana”.

Sobre o conteúdo de seu discurso, ela diz que a maioria das pessoas têm demonstrado apoio: “Ainda assim, chegam alguns ataques e algumas críticas (por e-mail). Mas maioria dizendo que eu falei o que elas queriam ter falado”.

Ela voltou a falar sobre o momento político do País: “no Brasil, estamos sendo tratados como lixo há muitos anos. Esse povo (classe política) só lembra da gente na hora do voto”.

Se o processo de impeachment for sacramentado, quem assume o poder é o vice, Michel Temer. A advogada também opinou sobre o presidente licenciado do partido: “eu não conheço pessoalmente. Mas nunca votei no PMDB em toda minha vida”.

Senador Renan Calheiros diz que saída do PMDB do governo foi "precipitada"

31 de março de 2016 1
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

*Por Matheus Schuch

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), manifestou contrariedade nesta quinta-feira (31) à forma como o seu partido decidiu pelo desembarque do governo federal. Ele não concordou com o adiantamento da reunião do diretório nacional, onde foi aprovado o rompimento com a presidente Dilma Rousseff. Em conversa com jornalistas em Brasília, Renan criticou o movimento.

“Essa reunião do PMDB foi, sem dúvida, precipitada. É evidente que isso precipitou reações em todas as órbitas, no PMDB, no governo, nos partidos da sustentação e da oposição. Significa dizer, em outras palavras, em bom português, que não foi um bom movimento, um movimento inteligente”, disse o senador.

Renan também questiona o descumprimento de acordos feitos em prol da unidade partidária. Segundo ele, na convenção do PMDB em 12 de março era para ter sido votada apenas a chapa única, que reelegeu Michel Temer no comando da legenda. Mas o acerto não foi cumprido. “A convenção surpreendeu a muitos votando a moção (proibindo que filiados aceitassem novos cargos)”, reclamou.

Integrante de um grupo de políticos do seu partido que resiste a deixar os cargos no governo, Renan acredita que, caso o impeachment de Dilma não ocorra, o PMDB não deverá se tornar um partido de oposição. “Eu não acredito que o PMDB, seja qual for o cenário, vá liderar uma corrente de oposição no parlamento”, opinou.

Renan finalizou afirmando que possíveis articulações do vice-presidente Michel Temer e aliados para apressar a destituição da presidente atendem apenas a interesses particulares.

Com informações de agências de notícias

"Lula se autorizou a brincar de Deus", diz Ciro Gomes

22 de março de 2016 14

Ex-ministro concedeu entrevista ao Timeline (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Tiago Boff

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes fez duras críticas ao ex-presidente Lula, à presidente Dilma Rousseff e aos líderes da oposição. Em entrevista ao Timeline Gaúcha desta terça-feira (22), o pedetista afirmou que a crise política e econômica são responsabilidade direta do ex-presidente: “Lula é o grande responsável. De tempo prá cá, ele se autorizou a brincar de Deus e está confundindo a república”.

Ciro Gomes disse ainda que a nomeação para a Casa Civil faz parte de ‘uma série de bobagens do governo. A mais estúpida delas’: “PMDB tem seis ministérios. Governo Dilma está se aproximando de ser indefensável”.

Ele classificou como um erro a atitude de Sérgio Moro, de conduzir o ex-presidente para condução coercitiva: “O juiz Sérgio Moro jamais deveria ter autorizado a uma condução coercitiva alguém que não se recusou a prestar depoimento”.

Apesar das críticas, o político disse ser contra o impeachment, afirmando que as pedaladas fiscais, uma das bases para o parecer que pede a retirada de Dilma, são prática comum de todos os governos: “A Dilma é uma pessoa honrada. Pedalada fiscal não é crime. O que ela está pilotando é um governo ruim. Não podemos interromper a democracia”.

Sobrou também para o vice-presidente da república: “Michel Temer é chefe do lado bandido do PMDB. Tudo que não presta ele está envolvido”. E a crítica não é só à Temer: “Os políticos estão praticando um golpe. Está tudo acertado por eles, PMDB e PSDB, que são o centro disso”.

Na metralhadora giratória de Ciro Gomes, outro disparo, dessa vez com bom humor: “Renúncia é ato unilateral de vontade. Você ver o Michel Temer e o Eduardo Cunha, chamados para moralizar o País, renunciarem? É mais fácil um boi voar de costas”.

Sartori volta a ficar em cima do muro sobre impeachment

09 de março de 2016 0
Foto: Matheus Schuch/Rádio Gaúcha

Foto: Matheus Schuch/Rádio Gaúcha

*Por Matheus Schuch

Após dizer, em janeiro deste ano, que não via as condições necessárias para o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador José Ivo Sartori (PMDB) voltou a ficar em cima do muro sobre o assunto. Em entrevista coletiva na sede da Federasul, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (09), ele evitou se posicionar sobre o tema.

“Acredito que eu que fui mal interpretado naquela ocasião, o que eu afirmei é que se existia algum motivo, isso tinha que ser acelerado. Se os motivos existirem, é normal que isso tem que ser averiguado, investigado e determinado seu caminho”, afirmou Sartori, ao lado do vice-governador, José Paulo Cairoli, e o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky.

Em 05 de janeiro, durante entrevista ao programa Frente a Frente, da TVE, Sartori disse que não via as condições necessárias para o impeachment.

“Pelo que está posto no processo, mesmo que as pessoas sejam de alta respeitabilidade jurídica e constitucional, acho que até o momento não existe isso, tem que aparecer uma coisa muito mais concreta e objetiva pra dar curso a essa situação”, declarou.
Nesta quarta, Sartori opinou que a decisão sobre impeachment depende das instituições e do Congresso Nacional. Ele também evitou se posicionar sobre a continuidade ou não do PMDB no Governo Federal.

“O que eu defendo é que o PMDB seja protagonista de um novo tempo na vida partidária. Hoje, tem mais partido que ideologia. Por isso, o PMDB tem que ser capaz, como se mostrou na História, de afirmar a democracia”, disse.

O governador disse que espera bom senso dos manifestantes que prometem ir às ruas no próximo domingo (13) para manifestações a favor e contra o governo de Dilma Rousseff.

Sartori foi convidado para conduzir a primeira palestra do ano do evento “Tá na Mesa”, onde falou para empresários sob o tema: Caminhos de Mudança”.

Ganha força em Brasília possibilidade de entregar ministério a Lula

09 de março de 2016 2
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

*Por Renata Colombo

Ganhou força em Brasília a conversa de que a presidente Dilma Rousseff quer entregar um ministério ao ex-presidente Lula. O problema é que ela não faria isso porque o considera o nome certo para integrar o governo, mas sim para livrar o petista da mira do juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.

Ao se tornar ministro, Lula passaria a ter foro privilegiado, portanto investigações contra ele seriam comandadas pela Procuradoria-Geral da República e julgamentos ficariam a cargo do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação do Planalto, trocar o ex-presidente de instância aumenta as chances dele de fugir de uma eventual denúncia ou até condenação, uma vez que Lula tornou-se um dos grandes alvos da Polícia Federal na operação.

A maior crítica que se ouve por parte da oposição, contudo, é em relação à manobra. O que pensar de um governo que dá um ministério exclusivamente para proteger um aliado? Que moral teria o governo Dilma para acusar o presidente da Câmara de fazer manobras se ele mesmo estaria fazendo o mesmo? O que teria feito o ex-presidente Lula para merecer tamanha proteção? São questionamentos frequentes deste que o assunto veio à tona.

"Todos os partidos têm denúncia de corrupção", diz ministro ao defender Dilma

18 de dezembro de 2015 1
Edinho Silva defendeu Dilma ao afirmar que presidente é honesta e íntegra

Edinho Silva defendeu Dilma ao afirmar que presidente é honesta e íntegra

O ministro de Comunicação Social do Governo Federal defendeu o PT ao dizer que as investigações de corrupção não envolvem apenas o seu partido. Em entrevista ao programa Timeline Gaúcha, Edinho Silva argumentou que a sigla que governou o País antes de Lula (PSDB) também é investigada: “ Todos que tiverem comprovação, que responsam pelos seus crimes. Não só do PT, vimos denúncias feitas envolvendo outros partidos. Do partido que governou antes de Lula, vimos na última operação denúncias daquela gestão”.

Ele defendeu a operação Lava Jato e voltou a apontar outros partidos na investigação: “A presidenta tem defendido o processo de investigação e tem certeza que o Brasil sairá fortalecido institucionalmente após esse processo. É ruim para todos nós, porque envolve todos os partidos. Todos que têm assento no Congresso Nacional. Todos os grandes partidos estão envolvidos em alguma denúncia de corrupção”.

Edinho Silva disse ainda que o pedido de impeachment não deve ser levado adiante, pois a Constituição é clara quanto à necessidade de criminalização do governante: “Não tem base legal o pedido de impedimento da presidenta. Ela é uma mulher honesta e íntegra. Não tem sequer uma denúncia contra ela”.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que o governo parece ter ‘medo da reforma’. Edinho concordou com a afirmação: “O maior motivo para o déficit estrutural das contas públicas é a previdência. O ministro Levy tem razão ao dizer que a reforma não foi feita. Mas tem que fazer dialogando com trabalhadores e empresários. A negociação envolve todos os setores ativos da nossa economia”. Sobre a saída do comandante da pasta, o titular da comunicação social disse que, no momento, isso não passa de um boato. Ele reforçou que o ministro da fazenda é leal à Dilma e que qualquer problema pode ser equacionado com diálogo. Porém, não descartou uma futura mudança: “Hoje não conversei com ele, mas converso diariamente. O que há da saí é especulação. Todos os ministros estão com cargo à disposição da presidenta Dilma. Portanto, todos podem deixar o cargo a qualquer momento. Mas não é a situação de Levy nesse momento. Quem contrata ministro é a presidenta e quem demite é a presidenta”.

Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após ser citado pelo empresário Ricardo Pessoa, Edinho defendeu-se: “Um empresário em delação premiada diz, num trecho, que se sentiu pressionado a doar. Na mesma delação ele diz que, em hipótese alguma, fez doação pressionado. E agora, ele fez uma outra declaração, depoimento em juízo, que nega QUE qualquer arrecadação de Dilma tem envolvimento em irregularidades da Petrobras”.

O Governo criou um site chamado “fatos e boatos”, para esclarecer as informações que são disseminadas pelas redes sociais: “É um site para combater a desinformação. Se o fato é verdadeiro e as redes sociais forem acionadas, teremos o prazer de esclarecer, para que as pessoas aprimorem suas opiniões”. Edinho relatou o que foi, para ele, o pior boato de todos até hoje: “Tivemos boato que Dilma teria tentado suicídio. É absurdo. Gerou um tumulto em Brasília. Isso correu tanto nas redes sociais, a ponto de a presidenta Dilma ter que responder. É um desserviço à sociedade o que, muitas vezes, é feito com a internet hoje”.

Utilizando o mesmo mote do novo site, o ministro finalizou a entrevista apontando o que, para ele, é fato ou boato:

- Nelson Barbosa será o novo ministro da fazenda? “Boato”.
- Presidente Dilma teve algum recurso da Petrobras na campanha eleitoral? “Boato”.
- Presidente Dilma vai seguir até o fim do mandato e não haverá impeachment? “Fato”.
- Presidente Dilma prometeu coisas na campanha e não cumpriu? “Boato, porque o balanço só sai no final do mandato”.

No último questionamento, Edinho se esquivou da resposta:
- Eduardo Cunha deve ser afastado da Câmara? “Quem decide isso é a câmara. Não vou opinar em algo que cabe exclusivamente à câmara dos deputados”.

“Dilma Bolada não faleceu; o Twitter vai continuar”, diz criador da personagem após rompimento com o governo

01 de outubro de 2015 2

O publicitário Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada, afirmou nesta quinta-feira (1º) à Rádio Gaúcha que vai manter o perfil fictício da presidente no Twitter, mas ainda não decidiu o que fará com a página no Facebook. Na quarta-feira, Jeferson anunciou em sua página pessoal que não apoiaria mais o governo da presidente Dilma Rousseff por causa negociações do Planalto para dar mais ministérios ao PMDB. Na publicação, ele acrescentou versos de música: “Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”.

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“Uma coisa é o PMDB ter uma forte influência sobre o governo. Outra coisa é ter total influência total sobre o governo. De repente, você dá a pasta da Saúde para um apadrinhado de Eduardo Cunha. E tira o Janine (Ribeiro) da Educação para alocar o Mercadante”, criticou Jeferson em entrevista ao programa Timeline.

Sobre as páginas em redes sociais, que possuem uma legião de seguidores, o publicitário explicou que ainda não decidiu se irá excluí-las, mas informou que o perfil no Twitter vai continuar.

“A Dilma Bolada não faleceu, ela está lá ainda. Eu ainda não decidi o que vai acontecer com as páginas, se serão excluídas. O Twitter eu já decidi que vai continuar. O Facebook eu não sei ainda qual o destino que vai levar”, disse.

Jeferson negou que a opção de não apoiar mais a presidente tenha relação com o pagamento (ou o rompimento deste pagamento) feito por uma agência de publicidade. De acordo com a revista Época, Jeferson receberia cerca de R$ 20 mil através da agência Pepper, que prestaria serviços ao PT. O publicitário informou que possui contrato com a agência, porém para realizar outros serviços.

“Meu contrato vai até o fim do ano que vem por outros serviços. O que eu faço hoje na Pepper é um serviço de monitoramento”, afirmou.

O publicitário admitiu que o fato de ter criado a personagem Dilma Bolada, com milhares de seguidores na internet, teve influência direta para a aquisição de contratos de trabalho.

“O contrato com a Pepper não aconteceria sem o Dilma Bolada, assim como diversos outros contatos e trabalhos que consegui”, explicou.

Jeferson reiterou sua postura de admiração pessoal por Dilma Rousseff, embora tenha disparado críticas ao segundo mandato do governo da petista.

“Eu e a presidente nos conhecemos, tenho um carinho muito grande por ela, defendi o mandato dela. No entanto, tenho que saber separar. Uma coisa é gostar da Dilma pessoa e outra é a Dilma presidente, a Dilma profissional. Tenho que saber separar”, disse.