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Justiça acolhe pedido de sindicato e determina pagamento do 13° até o dia 20 na Capital

14 de dezembro de 2016 2
Foto: Ricardo Giusti / PMPA,Divulgação

Foto: Ricardo Giusti / PMPA,Divulgação

* por Mateus Ferraz

A Justiça acolheu pedido do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e determinou que a prefeitura deve pagar o 13º salário até a próxima terça-feira (20). A 1ª Vara da Fazenda Pública também confirmou que o salário do mês deve ser pago até o dia 30 de dezembro, uma sexta-feira. A decisão também contempla autarquias ligadas ao Executivo.

No entanto, a juíza Vera Regina Cornelius da Rocha Moraes não acatou o pedido de bloqueio das contas do município, situação que poderá ser revista caso as datas não sejam cumpridas.

A prefeitura não se posicionou sobre a decisão. No Paço, há a expectativa de utilizar os recursos do pagamento antecipado do IPTU 2017 com desconto para quitar o mês de dezembro e a gratificação natalina dos servidores.

Marchezan sobre Fortunati: “Não há bondades recíprocas, nós temos é cordialidade”

28 de novembro de 2016 0
Fotos: Agência Câmara - Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Fotos: Agência Câmara – Ronaldo Bernardi / Agência RBS

O recuo de José Fortunati em conceder desconto maior para quem pagasse IPTU 2017 antecipadamente não foi por “bondade”. A afirmação foi feita pelo prefeito eleito Nelson Marchezan Junior em entrevista ao Gaúcha Repórter, nesta segunda-feira (28). No final de semana, ele falou com o atual chefe do Executivo por telefone, quando chegaram a um acordo.

“Nós temos uma conversa muito cordial e aqui não há bondades recíprocas, nós temos é cordialidade e uma conversa coerente. Não há nenhum favor”, destaca Marchezan.

Tensão

A conversa durou cerca de uma hora, abordou diversos temas e teve momentos mais tensos.

“Expliquei que iria ingressar judicialmente e que eu imaginava que iria ter alguns reflexos ou alguma repercussão em uma decisão final que poderia influenciar a carreira política do prefeito Fortunati”.

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito em final de mandato não pode antecipar receitas da próxima legislatura.

Desconto

A partir do acordo, não haverá nenhum tipo de desconto para pagamento do IPTU 2017, nem mesmo para quem fizer a quitação antecipada. No entanto, Marchezan pode rever essa situação. Para isso, ele afirma que será preciso chegar ao final da análise das contas do município, que é realizada pela equipe de transição.

“Vamos analisar se há a possibilidade e a necessidade de fazer essa antecipação. Para o desconto, dependendo do percentual, ele é abrir mão de receita”, diz.

O prefeito eleito salienta que, caso não haja a necessidade, em um cenário com contas positivas, nenhum abatimento será oferecido.

Leia mais:

Fortunati recua e não dará desconto para IPTU antecipado na Capital

Fortunati afirma que não poderá pagar 13º salário dos servidores sem antecipar IPTU

25 de novembro de 2016 11
Foto: Carlos Edler / Agência RBS

Foto: Carlos Edler / Agência RBS

José Fortunati está convicto de que não terá dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores da Capital sem a antecipação da cobrança do IPTU 2017. Na prática, a proposta da prefeitura oferece desconto de 15% para quem quitar o tributo até 23 de dezembro. Até 2 de janeiro, o abatimento será de 5%. O valor arrecadado, além de ser utilizado para a folha, também será repassado a 490 entidades assistenciais e 350 educacionais vinculadas ao município.

“Qual é a vantagem de não pagarmos o 13º e as entidades? Criaria um problema para todos eles e vamos jogar para o início de janeiro, quando o novo prefeito terá que desembolsar os mesmos recursos”.

Fortunati respondeu a críticas que Nelson Marchezan Junior (PSDB) fez durante entrevista à Rádio Gaúcha na quinta-feira (24). O futuro prefeito afirmou que segue apelando ao atual chefe do Executivo “para que ele realize as suas despesas com as suas receitas”.

O 13º salário custará cerca de R$ 150 milhões à prefeitura.

Teto salarial

Fortunati ainda comentou que poderá retirar da Câmara de Vereadores o projeto que define em R$ 30,4 mil o teto do funcionalismo municipal, encaminhado pelo Executivo. O atual prefeito afirma que tentou estabelecer o valor máximo em R$ 18 mil (salário do prefeito) em outra oportunidade, mas que servidores que ganham acima conseguiram manter os altos salários com liminares obtidas na Justiça.

Ele acredita que, a partir do pedido de Marchezan, a proposta não será aprovada no Legislativo. Ainda assim, aposta no diálogo para resolver o impasse sobre o tema.

Marchezan apela a vereadores para que não aprovem projetos com aumento de despesa

24 de novembro de 2016 0
Foto: Tonico Alvares / CMPA

Foto: Tonico Alvares / CMPA

Em uma reunião com clima amistoso, o prefeito eleito da Capital, Nelson Marchezan Junior (PSDB) conversou com 34 vereadores com mandato ou eleitos para a próxima legislatura. O encontro durou uma hora e contou com parlamentares aliados ao tucano e que já declararam oposição. O assunto mais caro à futura administração aponta para as finanças públicas. Nesse ponto, um apelo foi feito.

“Por favor, não votem o projeto de lei que prevê o aumento do teto dos servidores públicos. Nós temos muitas outras justiças a fazer neste momento atual de crise”, destacou Marchezan.

Marchezan critica antecipação do IPTU por Fortunati: “É usar receita que não pertence a esse governo”

O projeto deve chegar à Câmara nos próximos dias, enviado pelo atual prefeito, José Fortunati (PDT). O texto eleva o teto salarial do município para R$ 30,4 mil, o equivalente ao salário de um desembargador. Atualmente, o valor máximo utiliza como referência o salário do chefe do Executivo, que é de R$ 18 mil.

Na prática, a matéria apenas oficializa algo que já existe na cidade. Inclusive, há casos de servidores que recebem mais de R$ 30,4 mil. A partir do pedido de manutenção do teto salarial mais baixo, Marchezan tem a expectativa de deixar de pagar valores acima do limite.

Encontro

Este foi o segundo encontro de Marchezan com vereadores. Ele estava acompanhado do vice-prefeito eleito, Gustavo Paim. Novos encontros devem ser realizados, principalmente quando a transição de governo tomar um caráter mais voltado à política. Hoje, o grupo trata de questões técnicas, fazendo um diagnóstico das contas da prefeitura.

Marchezan e Fortunati marcam primeira reunião após eleição

01 de novembro de 2016 0
Montagem com fotos de Natalia Pithan e Felix Zucco / Agência RBS

Montagem com fotos de Natalia Pithan e Felix Zucco / Agência RBS

Está marcada para as 13h45 desta terça-feira (1º) o primeiro encontro entre Nelson Marchezan Junior e José Fortunati, no Paço Municipal. O prefeito eleito fará uma visita de cortesia ao atual chefe do Executivo, acompanhado de seu vice, Gustavo Paim, e de seu coordenador de campanha, Kevin Krieger.

A transição de governo começará a ser discutida, mas ainda de forma preliminar. A situação financeira da prefeitura deve ser mencionada, assim como a possibilidade de alterações no Orçamento para o próximo ano, elaborado pela atual equipe, e que aguarda aprovação na Câmara de Vereadores. Em entrevista à Rádio Gaúcha, na segunda-feira (31), Marchezan disse que o valor previsto para investimentos na área da Segurança terá que ser revisto.

A expectativa é que boa parte da reunião seja a portas fechadas. Nos próximos dias, o atual e o futuro governo deverão indicar representantes para a equipe de transição.

Vieira da Cunha deixa cargo na quarta-feira para concorrer à prefeitura de Porto Alegre

30 de maio de 2016 6
FOTO: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

FOTO: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

* por Felipe Daroit

O secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, confirmou nesta segunda-feira (30) que irá se encontrar amanhã com o governador José Ivo Sartori e, na quarta-feira, anunciará que sairá em licença para concorrer à prefeitura de Porto Alegre.

Vieira já havia comunicado o vice-prefeito da Capital, Sebastião Melo (PMDB), que será candidato a prefeito pelo PDT. Os dois se encontraram, no fim de semana, a pedido do secretário da Educação.

Como vice-prefeito, Melo seria o candidato natural à sucessão de José Fortunati, numa dobradinha que vem sendo repetida entre PDT e PMDB (Fortunati, por exemplo, foi vice de José Fogaça) na prefeitura de Porto Alegre.

Fortunati defende novas eleições presidenciais este ano

05 de abril de 2016 0
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), publicou um texto em seu blog nesta terça-feira (5) em que defende a realização de novas eleições presidenciais este ano. Diferente de discursos anteriores, em que defendia a permanência da presidente Dilma Rousseff, o pedetista sustentou a necessidade de mudança. “Acredito que somente um novo processo eleitoral, que poderia ser realizado junto com as eleições municipais deste ano, conseguirá devolver aos governantes a legitimidade necessária para a tomada de decisões imprescindíveis para o país”, afirma no documento.

Fortunati, que atualmente é vice-presidente de Relações Institucionais da Frente Nacional de Prefeitos, diz ao longo texto que a melhor solução neste momento de crise política é deixar que os “eleitores de todos os estados brasileiros decidam qual o caminho que o país deverá tomar nos próximos anos”. E sustenta que os protestos também são voltados ao PMDB: “tenho a opinião firmada de que a maioria do povo brasileiro que sai às ruas bradando pelo impeachment da Presidente Dilma, não apoia o PMDB e o Vice-presidente Temer”.

Ao encerrar o discurso, o prefeito defende novas eleições para que o país volte a crescer. “Enquanto permanecermos neste “grenalismo” nacional de forma a nos comportar de maneira idêntica as torcidas organizadas que legitimamente aplaudem os seus atletas e vaiam os adversários não conseguiremos encontrar o caminho (ou caminhos) adequado para que o Brasil possa sair da crise econômica e voltar a gerar empregos da forma como todo desejamos. Sempre assumi posições claras sobre as grandes polêmicas em nossa cidade, estado e país. Não tenho receio de “dar a cara para bater” em relação aos grandes temas. Mas, no caso em tela, acredito que somente um novo processo eleitoral, que poderia ser realizado junto com as eleições municipais deste ano, conseguirá devolver aos governantes a legitimidade necessária para a tomada de decisões imprescindíveis para o país”, pontuou.

Leia, abaixo, a íntegra do texto escrito pelo prefeito:

Certamente a indagação do título deste artigo (Como sair da crise?) vem atormentando a vida de milhões de brasileiros em todos os recantos do país. Estamos vivenciando três grandes crises: 1) a crise moral no uso do dinheiro público; 2) a crise política que atinge em cheio Brasília; e, 3) a crise econômica que vem paralisando o Brasil.

Em relação à crise moral, da comprovação da má utilização dos recursos públicos, temos um processo profundo de investigação sem precedentes na história do nosso país, envolvendo corruptos e corruptores, em larga escala. O enorme desvio de recursos da Petrobrás certamente enojam e preocupam todos os cidadãos decentes e trazem a indignação crescente das manifestações de ruas. Infelizmente, ao mesmo tempo, percebe-se que o viés da disputa política, em alguns momentos, termina se sobrepondo à lógica jurídica do Estado Democrático de Direito, colocando em dúvida algumas das ações que mais visam o enfraquecimento de um dos lados, do que a elucidação dos casos apresentados. De qualquer forma haveremos de ultrapassar os excessos praticados e ao final, o Brasil deverá celebrar um momento importante de valorização das suas instituições, sem que a demonização da política seja o prato principal oferecido pelas forças que investigam a Lava-Jato e tantas outras operações.

A crise política é o reflexo direto da crise que envolve a utilização indevida do dinheiro público onde alguns dos envolvidos simplesmente teimam em se aproveitar das investigações para buscar benefícios partidários. Não acredito que, pelas normas estabelecidas pela Constituição, se possa antever um final adequado para esta crise. Ingenuidade dos que pregam que o impeachment da Presidente Dilma ofertaria ao país a busca de um grande consenso nacional em torno do Vice-presidente Temer, a exemplo do que ocorreu com o impeachment do Presidente Collor e a assunção do Vice-presidente, Itamar Franco. Eu era deputado federal durante o processo de discussão da cassação do presidente Collor e vivenciei, plenamente, aquele momento político de forma privilegiada em pleno Congresso Nacional. Existia uma quase unanimidade nacional apontando para a saída do Collor do Palácio do Planalto. Ele contava unicamente com alguns deputados remanescentes da denominada “Tropa de Choque” comandada pelos deputados Roberto Jefferson e Amaral Neto. Ao renunciar ao seu mandato, o Presidente Collor possibilitou que um grande acordo político fosse estabelecido entre quase todos os partidos com representação no Congresso Nacional, que contava com a praticamente unanimidade da sociedade brasileira e dos meios de comunicação.

Neste momento o que se observa, existe um profundo fosso que separa forças antagônicas no Brasil. Majoritariamente o povo brasileiro vai às ruas para bradar pelo impeachment. Mas, do outro lado, forças organizadas por partidos de esquerda e entidades do movimento social também se manifestam com muita força, mesmo com menor presença popular.

Temos duas possibilidades postas: a primeira aponta para o impeachment da Presidente Dilma. Nesta, ao fim de um processo desgastante, teríamos de um lado o Vice-presidente Temer assumindo com o respaldo da maioria do Congresso Nacional, das principais entidades empresariais do país como a FIESP, e, da maioria do povo brasileiro. Do outro lado, envergando a camisa da oposição, um PT ferido e várias entidades do movimento social como a CUT e o MST, sedentos por desforra, especialmente contra o PMDB.

Tenho a opinião firmada de que a maioria do povo brasileiro que sai às ruas bradando pelo impeachment da Presidente Dilma, não apoia o PMDB e o Vice-presidente Temer. Nos inúmeros contatos que mantenho com pessoas das mais variadas categorias profissionais, empresários, populares em geral, endossam a mesma perplexidade do Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, que afirmou a um grupo de estudantes universitários ao olhar a foto da Convenção do PMDB: “Meu Deus! Essa é a nossa alternativa de poder?”
Ou seja, tenho a convicção de que o impeachment da Presidente Dilma e a posse de Temer, não irão atingir os objetivos que a maioria do povo brasileiro deseja neste momento.

Também tenho plena convicção de que se o impeachment da Presidente Dilma for barrado pelo Congresso Nacional, o objetivo de buscar a recuperação da economia, não será viabilizado. Ao contrário, a oposição à Dilma e ao PT continuará armada politicamente, na busca intermitente do enfraquecimento do Governo até o final do mandato em 2018.

Com certeza ninguém de sã consciência pode acreditar que os novos tempos baseados nas premissas acima irão consolidar uma construtiva convivência política em Brasília.
O principal problema advindo da crise política não é o que chamusca os partidos neste momento, e nem se teremos ou não o impeachment. A questão nodal que deve preocupar a todos nós diz respeito à grave crise econômica que se abate sem tréguas sobre o Brasil causando uma paralisação da economia, o aumento do desemprego de forma assustadora e a queda de renda da maioria dos trabalhadores.

Os indicadores da economia em 2015 já foram extremamente adversos ao país. A queda do valor das commodities no exterior, o menor crescimento da China, a brutal queda do preço do barril do petróleo e as dificuldades econômicas vivenciadas pelos principais países parceiros da nossa balança comercial, tem atingido em cheio a economia brasileira e o rescaldo de algumas políticas internas resultou no enfraquecimento do nosso parque produtivo.

Mesmo para aqueles que se prepararam a enfrentar o ano de 2016 levando em conta as dificuldades do ano de 2015, foram surpreendidos pelo aprofundamento da crise. A paralisia das forças políticas em Brasília tem impedido que ações concretas fossem tomadas com o objetivo de fazer o Brasil voltar a crescer gerando novamente, renda e emprego.

Conheço a Presidente Dilma desde a sua militância na cidade de Porto Alegre; uma técnica da maior respeitabilidade com uma vivência política extremamente invejável. Desde o início do seu primeiro mandato convivo com ela à frente do Executivo Federal na condição de Presidente da Frente Nacional de Prefeitos e como Prefeito de Porto Alegre. Tenho por ela carinho e admiração. Grandes parcerias foram firmadas entre o governo federal e a capital de todos os gaúchos, que possibilitaram a qualificação da nossa cidade em várias frentes, como obras de mobilidade urbana, construções de moradias populares e a implantação do programa Mais Médicos resultando em mais de 100 unidades de saúde da periferia que passaram a contar com estes profissionais, entre tantas outras questões que somaram benefícios à cidade e seus cidadãos. Ela é uma mulher digna e proba.

Também respeito o Vice-presidente Temer eleito democraticamente para este importante cargo e função.
Ao pensar o presente do nosso querido país e projetar o seu futuro próximo, não consigo vislumbrar saídas adequadas com a manutenção da disputa pelo poder através do impeachment.
Volto a 1992 quando Itamar Franco assumiu a Presidência da República e consolidou um grande movimento de união nacional para tirar o país da crise econômica, culminando com uma série de medidas baseadas e a implantação do Plano Real; mas não consigo visualizar nada sequer próximo desta possibilidade através do processo de impeachment.

Recentemente a Folha de S. Paulo, em editorial, defendeu a renúncia de Dilma e Temer. Diz a Folha que “o PT tem respaldo de uma minoria expressiva: o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia da Presidente Dilma traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão. A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma benção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da crise”.

Reconheço que esta possibilidade é bastante remota ao levarmos em consideração os dois principais partidos envolvidos na contenda: o PT, onde militei por 21 anos, e o PMDB, com as malas prontas para subir a rampa do Palácio do Planalto. Também tenho a convicção de que a possibilidade de renunciar ao cargo não faz parte dos planos da Presidente Dilma. Mas o agravamento da crise me permite reforçar a tese da necessidade da busca de uma solução construída de forma republicana entre os principais atores do momento e que se possa devolver ao povo brasileiro a possibilidade de um pleito eleitoral com o propósito de escolher um novo Presidente e Vice-presidente para o Brasil.

Sobre o tema não podemos esquecer de que tramita no Tribunal Superior Eleitoral – TSE uma ação que questiona a campanha eleitoral de Dilma/Temer de 2014. Ainda é muito prematura qualquer indicação das reais possiblidades de êxito desta iniciativa na medida em que são ainda poucos os dados fornecidos a respeito deste litígio que pode resultar na anulação do último processo eleitoral e indicar a necessidade de que o Brasil volte a rediscutir as candidaturas para Presidente e Vice da República.
A sectarização da disputa atingiu os seus níveis mais elevados com um agravamento de ofensas pessoais que atingem a todos que procuram refletir sobre este complexo processo. A família do Ministro Teori Zavasky foi ameaçada por que, alguns, não aceitaram uma das suas decisões. Ameaças de todas as ordens permeiam as redes sociais. Os enfrentamentos, ainda que pequenos no momento começam a se avolumar entre defensores das várias teses. O clima político e social tende a ficar cada vez mais nebuloso e tenso nos próximos meses, sem que saibamos o desfecho que isso irá tomar.

Na realidade o Brasil está diante de um enorme impasse que termina aprofundando ainda mais a crise econômica que assusta a todos os brasileiros pelo desaquecimento da economia, menor investimento público e privado, aumento do nível do desemprego e queda da renda da maioria dos trabalhadores. Tenho a convicção de que o estado atual de impasse reinante no Brasil não será resolvido pelo embate em torno do impeachment da Presidente Dilma ou com a posse do Vice-Presidente Temer no Planalto.

Enquanto permanecermos neste “grenalismo” nacional de forma a nos comportar de maneira idêntica as torcidas organizadas que legitimamente aplaudem os seus atletas e vaiam os adversários não conseguiremos encontrar o caminho (ou caminhos) adequado para que o Brasil possa sair da crise econômica e voltar a gerar empregos da forma como todo desejamos. Sempre assumi posições claras sobre as grandes polêmicas em nossa cidade, estado e país. Não tenho receio de “dar a cara para bater” em relação aos grandes temas. Mas, no caso em tela, acredito que somente um novo processo eleitoral, que poderia ser realizado junto com as eleições municipais deste ano, conseguirá devolver aos governantes a legitimidade necessária para a tomada de decisões imprescindíveis para o país. Está na hora de tomarmos conhecimento, para poder discutir democraticamente, das propostas concretas do PT, do PMDB, do PSDB, do PDT, da REDE, etc., e deixar que a maioria dos eleitores de todos os estados brasileiros decida qual o caminho que o país deverá tomar nos próximos anos.

Nas redes sociais, prefeito Fortunati lamenta morte do gato de estimação

21 de fevereiro de 2016 2

obama

O prefeito José Fortunati utilizou o seu twitter para lamentar a perda do seu animal de estimação. O gato Obama vivia com o casal em seu apartamento no Centro Histórico da capital.

Com duas fotos do gato Obama, Fortunati escreveu: “Morreu hoje nosso amoroso gato Obama, que nos recebia com alegria e miados intensos quando retornávamos para casa”.

A esposa de Fortunati, deputada estadual Regina Becker, da Rede Sustentabilidade, já atuou como secretária da proteção e dos direitos dos animais em Porto Alegre, e é ligada à defesa da fauna.

Secretário da Segurança: “Não vejo necessidade nenhuma de chamar apoio da Força Nacional”

08 de setembro de 2015 84

Sugestão que será apresentada pelo prefeito Fortunati ao governador Sartori, o apelo para uso de profissionais do Exército e da Força Nacional de Segurança foi descartado pelo Secretário Wantuir Jacini como alternativa possível ao enfrentamento da violência. Em entrevista à Rádio Gaúcha durante a Expointer no sábado (05), Jacini disse que não vê “necessidade nenhuma” de chamar apoio e utilizou o número de prisões (70 mil presos em 2015) para mostrar que os policiais do Rio Grande do Sul estão trabalhando.

“Esse ano, a segurança pública já prendeu 70 mil criminosos. Além disso, já apreendemos mais de cinco toneladas de drogas. Quando se apreende drogas, nós estamos prendendo traficantes e também impedindo que ocorram crimes conexos, como crime contra a vida e o roubo. De modo que não vejo necessidade nenhuma de chamar apoio da Força Nacional”, afirmou.

Divulgação / Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul

Divulgação / Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul

O secretário foi questionado sobre ocorrências policiais do final de semana, como o acirramento da violência no Morro Santa Tereza, o assalto a um bar na rua Padre Chagas, e e o episódio envolvendo um assalto ao supermercado Nacional no bairro Menino Deus, onde um homem foi baleado enquanto passeava com o cachorro (a vítima morreu nesta segunda-feira, 08).

“Essas três ocorrências que você se referiu: em duas delas foram confrontos com a polícia. Isso demonstra que as polícias estavam trabalhando. Foram reações a crimes que estavam sendo praticados ou iam ser praticados, e as polícias reagiram”, disse.

O secretário também foi questionado pela reportagem sobre se esse aumento nos índices de violência representavam uma falência da segurança pública no Rio Grande do Sul, porém rechaçou a hipótese.

“De forma alguma. Se houvesse falência, não haveria 70 mil presos. Não haveria cinco toneladas de drogas apreendidas. Isso para citar apenas esses dois números. As policiais estão trabalhando. O problema é que há uma flexibilidade muito grande nas leis e os criminosos acabam sendo soltos”, disse.

Fortunati afirma que não falará das eleições de 2018 antes de terminar seu mandato na prefeitura

02 de dezembro de 2014 2
Fortunati é cogitado como candidato em 2018. Pode ser ao Estado ou ao Senado Foto: Jean Schwarz / Agência RBS

Fortunati é cogitado como candidato em 2018. Pode ser ao Estado ou ao Senado
Foto: Jean Schwarz / Agência RBS

*Por Mateus Ferraz

José Fortunati foi o primeiro a deixar a reunião da Executiva do PDT, realizada na tarde de segunda-feira (1º), que definiu o indicativo de entrada da sigla no governo de José Ivo Sartori. No entanto, o prefeito da Capital disse que não quis se posicionar por se considerar impedido, já que seu vice na prefeitura é do PMDBSebastião Melo – e pela boa relação com o governador eleito. Quando o assunto é a eleição de 2018, o prefeito também mantém as reticências.

“O meu compromisso é administrar a cidade de Porto Alegre até 31 de dezembro de 2016 e farei isto com todo o vigor, com toda a tranquilidade, com toda a minha energia, com todo o trabalho que eu puder desempenhar. Por isso solicitei formalmente ao meu partido que, ao estabelecer relações para o futuro, não considerem o meu nome como candidato ao governo do Estado em 2018. Eu me nego a fazer esse debate”.

Um dos motivos apontados por trabalhistas contrários à entrada do partido no governo Sartori é o fortalecimento da legenda para o lançamento de candidatura própria em 2018. O nome de José Fortunati é o mais cotado. No entanto, há a possibilidade de o prefeito se lançar para o Senado.

Em relação a 2016, o PDT pode adotar dois caminhos. O mais provável é apoiar Sebastião Melo na cabeça de chapa. O segundo é lançar Vieira da Cunha como candidato principal. No entanto, o deputado, que deve integrar o secretariado de José Ivo Sartori, não obteve boa votação na Capital nas eleições desse ano, quando foi candidato ao governo do Estado.