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Posts com a tag "impeachment"

Gleisi chama Congresso de "cretino"; Aécio rebate: "refere-se a ela mesma"

30 de agosto de 2016 6
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu a declaração da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que chamou de “cretino” o momento vivido pelo Congresso Nacional: “Deve estar referindo-se a ela mesma”, disse o tucano. A afirmação de Aécio foi dada à jornalista Kelly Matos, na manhã desta terça-feira (30), em Brasília.

Mais cedo, também em exclusiva a Kelly Matos, a senadora paranaense falou do embate que teve com Renan Calheiros, disse que ele “se alterou e usou palavras que não devia” ao classificar a Casa como ‘um hospício’ e voltou a questionar a credibilidade dos demais parlamentares: “Aponta um dedo à Presidenta, tem três apontados ao Congresso. Eu nunca me exclui nisso. Quando falo em não ter moral, incluo todo o Senado”.

Confira a entrevista de Aécio Neves

Confira a entrevista de Gleisi Hoffmann

"Claro que é um golpe", diz Chico Buarque ao deixar o Senado

29 de agosto de 2016 26
Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

* por Kelly Matos

Em Brasília para acompanhar o depoimento de Dilma Rousseff durante o julgamento do impeachment, o músico Chico Buarque conversou ao vivo com a Rádio Gaúcha na tarde desta segunda-feira (29). Contrário ao afastamento, Chico elogiou as respostas de Dilma aos senadores e disse que mantém a “esperança”, sobre a possibilidade de reverter o cenário desfavorável à petista.

Chico voltou a classificar o impeachment como “golpe”. Ele deixou o Senado por volta de 17h.

Como você avalia o pronunciamento da presidente até aqui?

Achei muito bom o pronunciamento dela. Acho que ela está muito firme nas respostas. Vamos ver se consegue reverter alguma coisa.

O senhor acha que é possível reverter a situação e impedir o afastamento definitivo da presidente?

Vamos ver né. Estamos aqui tentando. É a esperança.

O senhor esteve com o ex-presidente Lula. Como ele está?

Estamos todos animadíssimos.

A presidente insistiu na tese de que esse processo é um golpe.

Claro que é um golpe.

Ana Amélia explica traje verde e amarelo: "Em defesa dos valores nacionais"

29 de agosto de 2016 12

 

Foto: Kelly Matos

Foto: Kelly Matos

*Por Kelly Matos

Segunda senadora a subir à tribuna para questionar a presidente afastada Dilma Rousseff, Ana Amélia Lemos (PP-RS) chamou a atenção pelo traje verde amarelo escolhido cuidadosamente para a ocasião. Defensora do impeachment, ela disse que se inspirou nas manifestações de rua que pressionaram pelo afastamento de Dilma e até mesmo no espírito olímpico, quando os brasileiros saudaram os atletas nacionais.

Estamos a um passo da ruptura democrática, diz Dilma no Senado

A favor do impeachment, a senadora afirmou ainda que as cores do país funcionam como um contra-ponto ao vermelho, cor escolhida por apoiadores de Dilma Rousseff.

“A linguagem não é só aquilo que você fala. É aquilo que você mostra através de atitudes e de gestos. A roupa também pode ser um símbolo. Os brasileiros sentem muito orgulho quando defendem os valores nacionais. Trata-se da de defesa do interesse nacional, da democracia brasileira. Pensei nisso. E também em fazer um contraponto ao vermelho”, disse ao blog Cenário Político.

Parte dos senadores que apoia Dilma Rousseff optou por trajes na cor vermelha, entre elas a senadora Fátima Bezerra e a ex-ministra Miriam Belchior.

Fã de Dilma, candidata adota sobrenome Rousseff na urna eletrônica: “É uma mulher honesta”

22 de agosto de 2016 1

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A lista de candidatos a vereador em Porto Alegre traz um sobrenome conhecido entre os eleitores. Carolina Duarte, 20 anos, não possui qualquer parentesco com a presidente afastada, mas aparecerá na urna eletrônica como Carolina Rousseff.

“Eu sempre admirei muito a presidenta pelo seu trabalho e pelas suas características. Ele é uma mulher honesta”, disse ao blog Cenário Político.

Carolina, que enfrenta sua primeira disputa eleitoral, disse que se interessou pela trajetória de Dilma Rousseff no último ano da escola, quando preparava um trabalho sobre a ditadura militar para a disciplina de História. Depois, empenhou-se pela eleição de Dilma em 2010. Não demorou para que o envolvimento lhe rendesse um apelido entre os colegas: Carol Rousseff.

“As pessoas me chamam assim. Eu sou conhecida como Carol Rousseff. Se você falar Carol Duarte, as pessoas não vão relacionar. Mas Carol Rousseff pegou”, conta.

Fã da presidente, a jovem chegou a passar a noite em frente ao prédio onde fica o apartamento de Dilma na zona sul de Porto Alegre, em fevereiro de 2015. Depois de tocar o interfone por diversas vezes (ninguém atendeu), ela sentou-se na calçada, sozinha, onde ficou por mais de sete horas.

Popularidade

A candidata, que se filiou ao PT há cerca de um ano, disse que a ideia de concorrer surgiu entre companheiros que militam junto com ela. Disse que pretende trabalhar, entre outros temas, pela juventude, pelas mulheres e por um transporte público de qualidade.

Questionada sobre a baixa popularidade da presidente, especialmente após o início do processo de impeachment, Carolina disse não ter receio de que isso possa lhe atrapalhar na disputa eleitoral:

“De modo algum. Porque mesmo na rua, a gente vê que isso está se revertendo. Não vou dizer que a popularidade está 100%. Mas o povo está começando a perceber o que está acontecendo. Eu tenho muito orgulho de carregar o sobrenome da Dilma”, acrescentou.

Presidente do Senado se reúne com Dilma para falar sobre impeachment

18 de agosto de 2016 0
Foto: Moreira Mariz/Agência Senado / Divulgação

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado / Divulgação

*Por Matheus Schuch

O Presidente do Senado, Renan Calheiros, tem encontro marcado com a presidente afastada da República, Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (19). A reunião deve começar às 11h, no Palácio da Alvorada. O objetivo é acertar detalhes sobre a ida de Dilma à sessão do impeachment, no dia 29 deste mês.

A conversa estava prevista para esta quinta, mas Calheiros viajou para o Rio de Janeiro junto com o presidente interino, Michel Temer.

A sessão do impeachment começará no dia 25. Nos dois primeiros dias, a previsão é de que todas as testemunhas serão ouvidas. São seis de defesa e duas de acusação. Caso seja necessário, o trabalho seguirá no fim de semana.

No dia 29, Dilma terá 30 minutos para se defender. Ela também poderá responder a perguntas dos senadores. Parlamentares calculam que o julgamento será finalizado no dia 30.

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"A história me reservou este momento", diz Collor sobre impeachment de Dilma

11 de maio de 2016 1
Foto: Pedro França/Agência Senado

Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Fernando Collor (PTC-AL) fez um discurso contundente contra o governo da presidente Dilma Rousseff durante a sessão do Senado que analisa a admissibilidade do processo de impeachment dela. No fim da noite desta quarta-feira (11), ele subiu à tribuna disparando uma série de críticas contra a petista. E também comparou o atual processo que o tirou da presidência, em 1992.

Embora ainda não tenha manifestado seu voto, Collor elencou várias justificativas para o afastamento da presidente.

“O maior crime de responsabilidade está na irresponsabilidade pelo desleixo com a politica, na irresponsabilidade pela deterioração economica do pais, pelos sucessivos e acachapantes deficits fiscais e orcamentarios, na irrespos, pelo aparelhamento desenfreado do estado que o torna inchado, arrogante e ineficaz”, defendeu.

Collor utilizou parte do discurso para dizer que o seu julgamento foi mais rápido do que o da atual presidente. “o rito é o mesmo, mas o ritmo e o rigor, não”, reclamou. Ele ainda ressaltou que não foi condenado pela Justiça. O prazo para as acusações contra Collor em razão de irregularidades apontadas no período em que foi presidente prescreveram.

Ao fim do discurso, o senador voltou a lembrar do período em que foi obrigado a deixar a presidência. “A história me reservou este momento, devo vivê-lo no estrito cumprimento de um dever”. Na sequência, finalizou citando o filósofo franco-alemão Barão d’Holbach: “tudo nos prova que a cada dia nossos costumes se abrandam, os espíritos se esclarecem e a razão conquista terreno”.

Assista ao discurso:

VÍDEO: Renan Calheiros perde dente durante entrevista no Senado

11 de maio de 2016 1

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou por uma situação inusitada nesta quarta-feira (11). Ele perdeu um dente enquanto falava a jornalistas sobre a sessão que avalia o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Veja o vídeo:

Temer prepara ajuste fiscal com corte de gastos, estímulo ao crédito e privatizações

30 de abril de 2016 3

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Por Kelly Matos

Faltando onze dias para a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff no plenário do Senado, a equipe que cerca o vice-presidente da República, Michel Temer, traça planos para recuperar a economia do país. Aliados próximos ao vice trabalham em medidas para promover um ajuste fiscal nas contas, com redução do gasto público e privatizações. No plano, está a intenção de ‘colocar as contas em dia’, o que significa, na prática, gastar menos do que a União arrecada.

Uma das medidas propostas prevê a redução no número de ministérios, que esbarra, no entanto, na ambição de partidos aliados. Em outra frente, um eventual governo Temer pretende investir em um programa de privatizações, transmitindo para o setor privado tudo aquilo que a iniciativa privada “puder fazer”, segundo um aliado. A equipe de Temer acredita que, com isto, conseguirá promover investimentos na área de infraestrutura.

Além disso, o grupo mais próximo ao vice estuda também melhorar as condições de crédito no âmbito do setor público, para que os investimentos sejam retomados Brasil. Um dos aliados de Temer, candidato à ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, cita algumas propostas como indispensáveis como ‘saída para reanimar a economia’.

“São medidas absolutamente indispensáveis na visão por exemplo de Henrique Meirelles, e dos senadores Romero Jucá e José Serra. Precisamos primeiro corrigir o déficit fiscal, quer dizer, moldar as contas do governo federal àquilo que ele recebe. Isso é corrigir o déficit fiscal. E como não terá dinheiro para fazer grandes empreendimentos, especialmente na área de infraestrutura, tem que buscar a participação do setor privado”, diz Padilha.

Os aliados de Temer também planejam reduzir o número de ministérios. Atualmente são 39 pastas. A intenção inicial era reduzir para algo em torno de 20 pastas. No entanto, devido ao apetite de partidos que integram o grupo pró-impeachment, esse número deve chegar a 25 ministérios.

O fim do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio, por exemplo, esbarrou na pressão de líderes da indústria paulista. A ala próxima ao vice planejava distribuir as funções desta pasta para outros ministérios (Ministério de Relações Exteriores e Planejamento), no entanto já admite rever a decisão, diante das exigências do setor.

"Tirar Dilma é o maior ato de ilegalidade desde o golpe militar", diz ex-presidente Lula

25 de abril de 2016 10
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Divulgação

O ex-presidente Lula voltou a disparar críticas ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (25). Em palestra durante o seminário “Democracia e Justiça Social”, em São Paulo, o ex-presidente disse que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e comparou o processo ao golpe militar de 1964.

Confira os votos de cada um dos deputados da bancada gaúcha na Câmara

“A paciência dos brasileiros passou dos limites”, diz Sartori sobre impeachment

“Tirar Dilma é o maior ato de ilegalidade desde 1964, no golpe militar. Naquele tempo, era um gesto de força dos militares. Hoje, é um gesto de livre e espontânea vontade da direita. Querem eleger um presidente pela via indireta. Nós do PT vamos resistir, lutar. Com a democracia não se brinca”, afirmou.

Em sua fala, Lula também atacou diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ex-presidente reforçou a tese já defendida pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, de que o processo de impeachment foi aberto por vingança do peemedebista.

“Quando os deputados do PT se recusaram a acobertá-lo no Conselho de Ética, o presidente da Câmara abriu o procedimento de impeachment. Esta operação foi comandada pelo presidente da Câmara, réu em dois processos por corrupção, investigado em quatro inquéritos”, disse.

O ex-presidenta teceu críticas também aos parlamentares que participaram da sessão que aprovou o impeachment da presidente no plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 17. Na avaliação de Lula, foi um “deprimente espetáculo”.

“Corruptos clamando contra a corrupção. Oportunistas exercitando o cinismo e a hipocrisia, e alguns defendendo tortura e ditadura. O mundo assistiu ao deprimente espetáculo na sessão da Câmara dos Deputados que votou a abertura do impeachment”, completou.

 

 

Bolsonaro justifica homenagem a torturador: “Brilhante Ustra é um herói brasileiro”

18 de abril de 2016 19
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

*Por Matheus Schuch

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) justificou, nesta segunda-feira (18), a homenagem feita por ele no plenário da Câmara ao coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como agente de tortura. Antes de votar pelo “sim” ao impeachment da presidente, ele declarou: “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff’’.

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Bolsonaro elogiou a atuação de Brilhante Ustra à frente do DOI-Codi (núcleo de repressão durante o regime militar).

“Brilhante Ustra é um herói brasileiro. Se vocês não sabem, era método de quem era preso dizer que era torturado”, disse, em relação ao período de regime militar no país. Para Bolsonaro, o coronel estava combatendo “terroristas que não mereciam direitos humanos”.

Bolsonaro ainda colocou em dúvida as condenações da Justiça contra Brilhante Ustra. “Condenação em primeira instância não vale, ele nunca pagou uma pena”, argumentou. O deputado sustentou que “o período militar não teve tortura como método de governo”.

Quem foi Brilhante Ustra

Durante o período em que Brilhante Ustra chefiou o DOI-Codi, de 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade, que apurou casos de tortura e sumiço de presos políticos durante os governos militares.

Ustra foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante o regime militar. Em 2008, a Justiça de São Paulo o julgou como responsável por crimes de tortura.

Em 2012, ele foi condenado a pagar indenização por danos morais à esposa e à irmã do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em julho de 1971. Merlino foi preso e morto em 1971. A versão oficial dos agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) foi a de que ele se suicidou enquanto era transportado para o Rio Grande do Sul.

Em 2013, o ex-comandante do DOI-Codi foi convocado para depor à Comissão da Verdade. No depoimento, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de “organizações terroristas” para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.

Brilhante Ustra morreu de câncer em outubro do ano passado, aos 83 anos, sem cumprir pena por nenhuma das acusações.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra do deputado Bolsonaro ao Timeline.