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Posts com a tag "Lava Jato"

Temer prestará depoimento sobre Cunha por escrito

11 de novembro de 2016 0
Foto: Beto Barata/PR

Foto: Beto Barata/PR

*Por Matheus Schuch 

Convocado como testemunha de defesa, o presidente da República, Michel Temer, irá prestar depoimento por escrito ao juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba. O peemedebista foi escolhido pelo colega de partido e ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso por suspeita de envolvimento em corrupção.

Em ofício encaminhado a Moro nesta semana, Temer disse que prefere responder aos questionamentos da Justiça por escrito. Ainda não há data para que o depoimento seja prestado.

No mesmo processo, Cunha escolheu como testemunha o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por não exercer mandato político, o petista não tem opção de escolher a forma como concederá o depoimento.

Ao aceitar o requerimento do ex-deputado, Moro determinou que Lula deverá ser ouvido “preferencialmente por videoconferência”. O prazo para o depoimento dele termina no início de dezembro.

Também estão arrolados para depor pela defesa o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o lobista Hamylton Pinheiro Padilha. Todas as testemunhas são obrigadas a depor após a intimação do juiz.

Cunha é réu na Lava Jato e responde aos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro.

Ana Amélia defende reajuste de salário da Polícia Federal para prestigiar Lava Jato

27 de outubro de 2016 2
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Nome importante na base do presidente Michel Temer, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) defendeu, nesta quinta-feira (27), o projeto que concede reajuste de salários de até 47% à Polícia Federal (PF). A matéria foi aprovada nesta semana em comissão da Câmara e já está tramitando no Senado. O período de discussão coincide com o da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estipula um teto de gastos públicos por 20 anos.

Questionada por jornalistas, a senadora admitiu que possa parecer incoerência restringir os investimentos do governo e, ao mesmo tempo, conceder aumento de salários. No entanto, defendeu que aumentar os vencimentos dos policiais é uma forma de demonstrar apoio à Operação Lava Jato.

“A sociedade pode entender que, ao não dar (reajuste) para a Polícia Federal, nós estejamos atrapalhando o trabalho da PF. As redes sociais e formadores de opinião podem interpretar desta forma, que nós estamos fazendo de tudo aqui para atrapalhar a Lava Jato”, argumentou a senadora. Para ela, o Legislativo precisa demonstrar que quer o fortalecimento da estrutura responsável pelas investigações de corrupção.

Ana Amélia não concorda que a PEC do Teto representará menos recursos para Saúde e Educação. No entendimento dela, o discurso de parlamentares da oposição está errado, pois a proposta prevê condições diferenciadas para as duas áreas.

Além dos servidores da PF, o projeto em tramitação no Senado concede reajustes a policiais rodoviários federais, peritos federais agrários e servidores do plano especial de cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O aumento previsto no projeto é de até 47,3%, em três parcelas, até 2019. A previsão do Planalto é de um impacto de R$ 2 bilhões em 2017, valor que já está previsto no Orçamento. O projeto foi apresentado pelo próprio governo.

Dilma sobre suposto vazamento da Lava Jato: "Estamos caminhando para o Estado de Exceção"

26 de setembro de 2016 5
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

* por Matheus Schuch

A ex-presidente Dilma Rousseff se manifestou nesta segunda-feira (26) sobre a declaração do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que haveria uma nova operação da Polícia Federal nesta semana. A petista criticou a fala do ministro, ocorrida em um comício do PSDB no domingo.

“O país vive uma situação grave. O anúncio de nova operação da Lava Jato pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, num palanque eleitoral, em plena atividade de campanha em Ribeirão Preto, na véspera da prisão de Antônio Palocci, lança suspeitas de abuso de autoridade e do uso político da Polícia Federal. Se tal situação tivesse ocorrido em meu governo, estaríamos sendo duramente criticados pela imprensa e pela oposição. Estamos caminhando para o Estado de Exceção”, escreveu Dilma nas redes sociais.

Após a repercussão, nesta segunda o ministro disse que foi mal interpretado. Segundo ele, “foi uma afirmação genérica”, em que dizia que todas as semanas ocorrem operações, e nesta também ocorreria. Ele ainda afirmou que só foi comunicado sobre o mandado de prisão contra o ex-ministro Antonio Palocci no início da manhã desta segunda.

Lula e mais seis são denunciados pelo Ministério Público Federal

21 de julho de 2016 1
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

*Por Silvana Pires

O Ministério Público Federal do Distrito Federal apresentou denúncia contra o ex-presidente Lula, o ex-senador Delcídio do Amaral e outras cinco pessoas por obstrução da justiça. Eles são acusados de atrapalhar as investigações da Lava Jato. Eles teriam tentado comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para que ele não fizesse delação premiada.

No final do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia feito essa denúncia, mas como Delcídio do Amaral perdeu o foro privilegiado, após ser cassado, o caso foi enviado para à Justiça Federal de Brasília. O procurador da República, Ivan Cláudio Marx, confirmou integralmente a primeira denúncia da PGR e ainda acrescentou novos elementos, ampliando a descrição dos fatos e das provas dos acusados.

Também foram denunciados o banqueiro André Santos Esteves, o assessor de Delcídio, Diogo Ferreira Rodriguez, o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho, o pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Costa Bumlai, e o filho dele, Maurício Barros Bumlai.

O caso está sob segredo de justiça, mas o MPF já requereu o levantamento do sigilo.

Quem é a madrinha de bateria que recebeu dinheiro com origem na propina de Ferreira

04 de julho de 2016 2

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O despacho judicial assinado pelo juiz Sérgio Moro, que autoriza os mandados da 31ª fase da Operação Lava Jato, cita 18 transferências bancárias realizadas, a pedido do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, para a madrinha da Escola de Samba Estado Maior da Restinga, em Porto Alegre. No documento, ela aparece identificada como Viviane da Silva Rodrigues.

De acordo com o despacho, com base na delação do ex-vereador de São Paulo Alexandre Romano, Viviane recebeu 16 transferências no valor de R$ 3,5 mil e outras duas de R$ 4,2 mil e R$ 1,5 mil, somando R$ 61,7 mil. Os repasses teriam começado em 2010, quando Ferreira se candidatou a deputado federal, e seguiram até 2012.

Além de madrinha de bateria na Restinga, Viviane foi rainha de bateria da Acadêmicos de Tatuapé, de São Paulo, em 2012. No ano seguinte, ela concorreu no quadro Musa do Carnaval, do “Caldeirão do Huck”, na TV Globo. Clique na imagem para ver o vídeo da apresentação:

Foto: Reprodução TV Globo

Foto: Reprodução TV Globo

A reportagem entrou em contato com Viviane, mas ainda não recebeu retorno. Leia mais: Decisão de Moro cita pagamentos de R$ 45 mil à Escola Estado Maior da Restinga Escolas de samba eram utilizadas por Ferreira para lavar dinheiro de propina, diz MPF

Justiça aceita segunda denúncia contra José Dirceu na Lava Jato

29 de junho de 2016 1
Foto: Diego Vara/Agência RBS

Foto: Diego Vara/Agência RBS

A Justiça Federal do Paraná aceitou, nesta quarta-feira (29), mais uma denúncia contra o ex-ministro José Dirceu por envolvimento em irregularidades na Petrobras. No âmbito da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro  atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Também passam a responder no mesmo processo mais seis pessoas, entre elas o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.

Dirceu passa a ser réu pela segunda vez na Lava Jato.  No primeiro processo, ele foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Ainda cabe recurso. Duque já havia recebido pena de 20 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado.  Os demais réus no processo aceito agora pela Justiça são os empresários: Carlos Eduardo de Sá Baptista; Eduardo Aparecido de Meira; Flávio Henrique de Oliveira Macedo; Luiz Eduardo de Oliveira e Silva; e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares.

A denúncia do MPF é desdobramento da 30ª fase da Lava Jato. Dirceu e  Duque são acusados de receber propina de um contrato da Petrobras com uma empresa de tubos. Os procuradores apontaram que o dinheiro pago por fora chegou a R$ 7 milhões.

STF abre inquérito para investigar deputado Marco Maia (PT)

19 de maio de 2016 0
Foto: Laycer Tomaz /Câmara dos Deputados,Divulgação

Foto: Laycer Tomaz /Câmara dos Deputados - Divulgação

O deputado gaúcho Marco Maia (PT) será investigado por suspeita de recebimento de propina durante a CPI da Petrobras. Nesta quinta-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou a abertura de inquérito para investigar Maia e o ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, terá 90 dias para o cumprimento das diligências, incluindo depoimentos e produção de provas.

Em delação, o ex-consultor da Toyo Setal, Julio Camargo, contou que o deputado gaúcho pediu meio milhão de reais para não convocá-lo para depor na comissão, pois precisava desse dinheiro para a campanha a reeleição à Câmara. Camargo acabou pagando 200 mil reais em espécie, a um contato indicado por Marco Maia. A delação, juntamente com a de Delcídio do Amaral, serviu como base para que o Supremo Tribunal Federal aceitasse o pedido de abertura de inquérito para investigar Marco Maia feito pela Procuradoria geral da República, dentro da investigação da Lava Jato.

O deputado Marco Maia nega as informações. Desde a citação por Delcídio, ele tem dito que se trata de “mentira deslavada”.

“Eu encaro com naturalidade o fato de o Ministério Público Federal investigar. Todo o homem publico quando é citado, ou quando recebe alguma denúncia está sujeito a um processo de investigação para saber se de fato aquela acusação que está sendo feita é verdadeira”, declarou Maia.

 

Lava Jato: propina a senador Gim Argello (PTB-DF) era chamada de "projeto alcoólico"

12 de abril de 2016 0
Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

*Por Kelly Matos e Matheus Schuch

Suspeito de receber propina da construtora OAS enquanto exercia o cargo de vice-presidente da CPMI da Petrobras, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi apelidado de “alcoólico” por operadores do esquema de corrupção. A informação está em documentos divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta terça-feira (12), na 28ª fase da Operação Lava Jato.

Em um diálogo pelo aplicativo de mensagens whatsapp, o presidente do grupo OAS, Léo Pinheiro, solicita ao diretor administrativo da empresa, Dilson Paiva, o pagamento de R$ 350 mil na conta da Paróquia São Pedro, igreja frequentada pelo então senador no Distrito Federal. Além de repassar os dados da conta bancária, Pinheiro indica o “centro de custo”: obra da Renest, que é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Em outra conversa cifrada (veja abaixo), Pinheiro questiona ao diretor de relações institucionais da OAS, Roberto Zardi, se “ainda continua tomando GIM”. De acordo com o MPF, o objetivo era saber se a mensagem estava clara. Para sinalizar de forma positiva, Zardi responde: “Tomei naquele dia, e gosto”.

Foto: MPF/Reprodução

Denominada “Vitória de Pirro”, a 28ª fase da Lava Jato também apontou indícios de pagamento de R$ 5 milhões a diretórios distritais de quatro partidos políticos. De acordo com o MPF, o empresário Ricardo Pessoa, dirigente da UTC Engenharia, teria feito o pagamento para evitar que fosse convocado a depor nas CPIs da Petrobras. O pagamento foi orientado pelo então senador Gim Argello, que determinou que o valor fosse dividido entre DEM, PR, PMN e PRTB, ambos do Distrito Federal.

Ricardo Pessoa afirmou, em acordo de delação premiada, que os recursos foram distribuídos da seguinte forma:

- Democratas (DEM/DF) – R$ 1,7 milhão

- Partido da República (PR/DF) – R$ 1 milhão

- Partido da Mobilização Nacional (PMN/DF) – R$ 1,15 milhão

- Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB/DF) – R$ 1,15 milhão

Conforme o MPF, estes partidos integravam em 2014 a coligação “União e Força”, pela qual Gim Argello era candidato a novo mandato de senador. Na prática, segundo os investigadores, o pagamento da propina foi disfarçado através de doações eleitorais legais, registradas na Justiça Eleitoral. Não há indício, porém, de que tais partidos soubessem da origem ilícita dos recursos.

Lava Jato apura pagamento de propina na extensão do trensurb

22 de março de 2016 1
Novas estações foram inauguradas em 2014. Mauro Vieira/Agencia RBS

Novas estações foram inauguradas em 2014. Mauro Vieira/Agencia RBS

*Por Matheus Schuch

A obra de extensão do trensurb, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é alvo da 26ª fase da Operação Lava Jato. Os investigadores identificaram possível pagamento de propina pelo diretor de contrato da Odebrecht Infraestrutura, Nilton Coelho de Andrade Júnior, a envolvidos com o empreendimento.

Planilhas divulgadas pela Polícia Federal (PF) sobre o suposto esquema de repasses ilegais de dinheiro mostram pagamento em espécie de R$ 100 mil para alguém identificado como “Encostado2″ e R$ 10 mil para uma pessoa identificada pelo codinome de “Varejão2″. Ambos em outubro de 2014.

A expansão do trem foi executada pelo Consórcio Nova Via, formado pelas empresas Odebrecht Infraestrutura, Andrade Gutierrez, Toniolo/Busnello e T’Tras. O novo trecho foi no primeiro semestre de 2014.

Outra obra que teria envolvimento em distribuição de propinas, segundo os investigadores, é a construção da Arena Corinthians. Documentos mostram que Antônio Roberto Gavioli, também diretor de contrato da Odebrecht Infraestrutura, teria pedido R$ 500 mil (em data não identificada) para o codinome “Timão”.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), a Odebrecht mantinha uma “estrutura profissional de pagamento de propinas no Brasil e no Exterior”. A empresa tinha uma contabilidade paralela e setor próprio para fazer repasses ilegais.

Lava Jato investiga pagamento por empreiteira a dono do Red Bar, no Beira-Rio

22 de março de 2016 1
Documento fornecido pela PF mostra suposto pagamento. Foto: reprodução

Documento fornecido pela PF mostra suposto pagamento de propina a Douglas. Foto: reprodução

*Por Kelly Matos e Matheus Schuch

Desencadeada nesta terça-feira (22), a 26ª fase da Operação Lava Jato investiga um pagamento que teria sido realizado a Douglas Franzoni Rodrigues, um dos sócios do Red Bar, no estádio Beira-Rio. O nome dele está em uma lista de destinatários de valores relacionados a supostas propinas da construtora Odebrecht.

Uma das tabelas divulgadas pela Polícia Federal (PF) mostra um repasse de R$ 50 mil que teria sido efetuado a Douglas em novembro de 2014, em um hotel de Brasília. A pedido da PF, a Justiça expediu um mandado de condução coercitiva contra Douglas nesta terça.

Em documento da investigação, o Ministério Público Federal ressalta a proximidade dos recebedores do dinheiro, entre eles Douglas Franzoni, com agentes públicos ou políticos.

“Sobre os recebedores, a autoridade policial salienta que a entrega era feita a emissários dos destinatários finais, sendo que a identificação correta destes é imprescindível para descobrir quem é o último beneficiário. Acrescenta ainda que há indícios que alguns emissários recebedores já identificados possuem vínculos com agentes públicos ou políticos, em que pese a investigação ainda esteja em estágio inicial”.

O investigado já ocupou diversos cargos de confiança no Governo Federal. Em 2005, foi assessor da Casa Civil no período em que Dilma Rousseff era ministra chefe. Ele é amigo do ex-assessor pessoal de Dilma, Anderson Dornelles.

Documento fornecido pela PF mostra suposto pagamento. Foto: reprodução

Documento fornecido pela PF mostra suposto pagamento. Foto: reprodução

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