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“Viramos gerente de banco”, diz governador de Mato Grosso sobre dependência da União

14 de março de 2016 1
Foto: Matheus Schuch/Rádio Gaúcha

Foto: Matheus Schuch/Rádio Gaúcha

*Por Matheus Schuch

Um dos principais nomes do novo quadro político brasileiro, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), falou nesta segunda-feira (14) sobre sua estratégia de gestão para o primeiro mandato no Poder Executivo. Convidado a palestrar no Debate Brasil Competitivo, em Porto Alegre, ele detalhou as mudanças implementadas desde o início do ano passado na gestão de seu Estado. Com discurso de renovação e estímulo à meritocracia no serviço público, Taques disse que os estados são reféns da União e arrancou aplausos de empresários e políticos gaúchos na sede da Fecomércio.

“Infelizmente, no Brasil, político dá a entender que entende de tudo, e o político não entende de tudo, eu não sou um técnico em todas as áreas”, defende. Segundo Taques, os secretários de governo escolhidos por ele têm qualificação técnica, e respondem a um plano de metas e objetivos. A continuidade do trabalho está condicionada ao desempenho.

Crítico do atraso que a burocracia traz para o desenvolvimento, o político tucano tenta fazer alterações em leis estaduais para dar mais agilidade a obras e ações de governo. Ainda que Mato Grosso sustente índices de crescimento econômico acima da média nacional, Taques diz que está sentindo os efeitos da crise. Ele é entusiasta de parceiras com a iniciativa privada para “diminuir o peso do Estado”. Além de conceder estradas a concessionárias, pretende fazer melhorias em escolas, na rede de saúde e até mesmo no sistema penitenciário através de contratos com empresários.

Assim como o Rio Grande do Sul, o governo de Mato Grosso questiona os termos da dívida com a União. Taques defende que a cobrança também é resultado da demora do Governo Federal em realizar seu ajuste financeiro. “A União cobra juros de agiota, quer resolver seus problemas às custas dos estados”, reclama. O tucano define o regime atual como “presidencialismo monárquico”, em que o governador é “gerente de banco e RH”, em alusão à dificuldade de pagar o funcionalismo e fazer investimentos com recursos próprios.

Defensor do impeachment da presidente Dilma, Taques foi às ruas de Cuiabá, no último domingo (13), protestar ao lado de milhares de pessoas. Ele entende que existe base legal para a saída da petista, baseado nas pedaladas fiscais. Apesar de ter sido bem recebido na manifestação, o governador se diz preocupado com a descrença da população na política. “A rua está dizendo que nós estamos fazendo pouco, que não estamos atuando bem, nós temos que ter esta percepção”, argumentou, citando as vaias sofridas por colegas de partido no protesto ocorrido em São Paulo.

A carreira política de Taques começou em 2010, quando ele foi eleito senador pelo PDT de Mato Grosso. Na eleição seguinte, se elegeu governador pela mesma sigla. No entanto, após uma série de embates com o governo de Dilma Rousseff (PT) e com a posição de seu partido, decidiu migrar para o PSDB. Formado em Direito, Taques exerceu por 15 anos o cargo de procurador da República.

Comentários (1)

  • Chicão diz: 15 de março de 2016

    Cambada de canalhas esses políticos!
    Governadores covardes e mentirosos, tanto este Taques quanto o nosso água morna, Sartori.
    Não excluo a forma exploradora como a União formalizou os contratos com os Estados que estavam endividados em passado recente, mas não é a causa dos problemas da falta de dinheiro o pagamento dessas parcelas, mesmo que acima do que deveriam ser.
    A razão verdadeira é a irresponsabilidade dos governadores anteriores que deixaram seus Estados em situação falimentar!
    Quando os contratos foram assinados, esses criminosos deveriam ter sido intimados a prestar esclarecimentos sobre as razões que as dívidas subiram tanto, e por que nada fizeram para interrompê-la ou diminuí-la, que seria o correto.
    Pois vêm agora os governadores apenas queixarem-se da União?!
    Evidente que os valores milionários pagos mensalmente deveriam ter sido corrigidos há tempo, mas aonde estão os responsáveis pelo nosso endividamento?
    Soltos?
    Ricos?
    Recebendo polpudas pensões como ex-governadores, enquanto o povo e o Estado que se lixem?!
    E o inútil e perdulário Tribunal de Contas, composto por um bando de incompetentes, tendenciosos, função dada de presente para deputados que eram “amigos” do governo?!
    Por que nada fizeram para evitar o endividamento maior do RS?
    CANALHAS!

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