11 ago09:54

Polícia investiga fraude contra SUS em hospital de São Lourenço do Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Fundação Hospitalar de Assistência ao Trabalhador Rural cobraria por procedimentos do SUS

A Polícia Civil de São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, investiga suspeita de fraude contra o Sistema Único de Saúde (SUS) na Fundação Hospitalar de Assistência ao Trabalhador Rural. Nesta quarta-feira, foram cumpridos mandados de apreensão de documentos no hospital e na casa de dois funcionários. A Fundação Hospitalar teria cobrado por procedimentos que, por serem feitos pelo SUS, seriam gratuitos.

De acordo com o delegado Marcelo Marins, há provas de um caso de São Domingos. Um jovem teria sido encaminhado ao hospital pela Secretaria de Saúde do município, para uma cirurgia de adenoide, há um ano. A mãe do paciente teria pagado R$ 280 pela cirurgia, mesmo tendo sido encaminhada via SUS. Com isso, teria ocorrido duplicidade de pagamento: o Ministério da Saúde e a mãe do paciente pagaram pelo procedimento.

O delegado afirmou que o caso foi denunciado no Fórum de São Domingos e contou com o apoio de policias militares de Chapecó e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Chapecó, em uma força-tarefa formada pelo Ministério Público (MP) e órgãos policiais e fiscalizadores.

Pedidos de prisão

A investigação resultou nos mandados de busca e apreensão e também em pedidos de prisão, que ainda não foram deferidos pela justiça. O delegado Marcelo Marins afirmou que os documentos apreendidos vão melhorar as provas já existentes. Ele afirmou que os suspeitos podem ser denunciados por crimes como formação de quadrilha, concussão (exigir benefício indevido atuando em função pública) e até estelionato. De acordo com o delegado, a suspeita recai sobre a administração e alguns médicos.

Os documentos estão sendo analisados e os envolvidos serão ouvidos nesta semana. Em 15 dias, o relatório será encaminhado ao MP. O promotor de justiça de São Lourenço do Oeste, Eraldo Antunes, disse que vai aguardar a documentação. Ele quer averiguar as provas do crime e se não há o envolvimento de outras pessoas ou órgãos no suposto esquema.

Contraponto

A equipe do Diário Catarinense foi até o hospital onde, inicialmente, foi informada que os diretores estavam em reunião. Em seguida, foi dito que eles haviam saído. Por último, a informação foi de que a administração não iria se pronunciar no momento.

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