22 ago15:08

Via Campesina fecha acesso ao Banco do Brasil

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br 

Depois de passar a noite no salão paroquial do bairro São Cristovão, os militantes estiveram na manhã desta terça-feira no INSS, fizeram uma  caminhada pela avenida principal da cidade e fecharam a entrada do Banco Brasil. Eles reinvindicam uma isenção de 12 mil reais nas dívidas dos pequenos agricultores.

A sede do Incra de Chapecó foi ocupada na manhã de segunda-feira por militantes da Via Campesina. No início da manifestação havia cerca de 50 pessoas. A expectativa dos organizadores é reunir 700 manifestantes. Além de ocupar a sede do Incra haverá caminhada pelas principais ruas da cidade.

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que prevê atos em todos os Estados e em Brasília. Álvaro Santin, da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que um dos objetivos é pressionar pelas desapropriações.

 –A Reforma Agrária está paralisada-disse. Em todo o país são 60 mil famílias acampadas e, em Santa Catarina, 700 famílias. Outra reivindicação é a renegociação de dívidas dos pequenos agricultores, com repactuação de prazo até 15 anos.

O MST também quer a implantação de incentivos para os seis mil assentados em Santa Catarina. Entre as reivindicações para o governo do estado estão o fomento à atividade leiteira, programas de sementes e calcário e investimento em agroindústrias, cursos e escolas técnicas.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que também integra a Via Campesina, pede investimentos em energias alternativas, como biogás, e cancelamento dos estudos da hidrelétrica de Itapiranga.

De acordo com um dos coordenadores do MAB, Evanclei Farias, a hidrelétrica iria desalojar pelo menos 2,4 mil famílias.

O gerente regional do Incra, Sérgio Aosani, recebeu as lideranças no início da tarde e disse que iria encaminhar a pauta de reivindicações para instâncias superiores, em Florianópolis e Brasília.

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