30 ago18:33

Calamidade em duas cidades do Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os estragos do temporal que caiu na noite de segunda-feira no estado ainda estavam visíveis no final da tarde de ontem nos municípios de Anchieta e Formosa do Sul, que decretaram estado de Calamidade Pública.

A Calamidade difere da situação de emergências pela necessidade dos municípios em receber ajuda externa para contornar a situação.

No início da noite desta terça-feira 130 residências ainda estavam sem água e 600 casas estavam sem energia elétrica em Anchieta, segundo a prefeita Ione Teresinha Presotto. Ela afirmou que mais da metade das casas foram destelhadas.

–São 470 residências atingidas- disse a prefeita.

Em Formosa do Sul, 100% das 350 residências da zona urbana foram danificadas e 70% das 350 residências do interior foram danificadas, segundo o prefeito Jorge Comunello. Em cada telhado havia uma pessoa em cima arrumando a lona ou repondo telhas. A destruição deixou um rastro nos 15 quilômetros que separam Formosa do Sul de Irati. Nos asfalto, buracos, pedras, lamas e folhas.

Além disso dezenas de galpões e aviários ficaram destelhados no município. Um deles é o da família Berge. As telhas quebraram com o granizo e caíram sobre as aves, matando algumas. Mas a família nem pôde socorrer os frangos pois tinha que cuidar da própria casa. A mesa da cozinha ainda estava coberta com uma camada de telhas na manhã de ontem. E foi debaixo das duas mesas que Iliane Boni Berge, o marido e os dois filhos de oito e dez anos se protegeram. –Não tinha onde ir pois estava caíndo tudo- lembrou a agricultora.

Familiares de Quilombo foram ajudar a arrumar o telhado e a limpar a casa, que estava toda molhada. A estrebaria e o galpão da propriedade também tinhas as telhas furadas. Nem o cachorro latia de tão assustado.

A pastagem também ficou destruída. –A horta estava tão linda e agora não tem mais nada- lamentou Iliane.

Outro morador de Formosa do Sul, Alcione Bresolin, disse que iria tirar a mudança da casa pois não tinha mais condições de morar no local. Ainda na manhã de ontem os pedaços do telhado continuavam a cair. Nem o forro resistiu ao bombardeio de pedras de gelo. –Era tiro e tiro- lembrou Alcione. Sua irmã, Cristiane, tinha comprado a casa há quatro meses. E não tinha seguro. Ele iria levar o que sobrou dos móveis para a casa dos pais, em Irati, até reformar a casa.

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