14 set17:26

Criação de ovinos cresce no extremo oeste

Cerca de 700 criadores, técnicos e organizações do setor pecuário participam do 16o Encontro Estadual de Ovinocultura nesta quinta-feira, dia 15. O evento inicia às 8h30min no parque Rineu Gransotto, em São Miguel do Oeste.

A programação inicia às 8h30min com recepção e inscrição. Às 9h15min, o médico veterinário da Epagri Lages Volnei Silveira Ávila palestrará sobre o cenário nacional e internacional de ovinocultura. Às 10 horas, o veterinário da UFPR, Alexandre Bombardelli de Mello abordará o tema nutrição de ovinos. Às 11 horas haverá sessão plenária com os palestrantes. A abertura oficial do encontro se dará às 11h30 e às 12 horas será servido almoço.

Durante a tarde serão ministradas duas palestras. Às 13h30, os produtores Osvaldo Lima, de Água Doce e Vitor Sopelsa, de Irani, falam sobre a ovinocultura em escala comercial. Às 14 horas, o secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, apresentará os programas do Estado em apoio à criação de ovinos.

Na etapa final, às 14h30, se manifestam os dirigentes das Associações de Criadores de Ovinos ARCO, ACCO, ABCOL, ACOESC e das entidades Sebrae, Senar, Unoesc Xanxerê, Epagri e Faculdade Itapiranga (FAI).


Referência

Santa Catarina é referência nacional em material genético, tanto em raças de corte quanto em raças Leiteiras. Há um diferencial em raças leiteiras, pois Santa Catarina pode produzir cordeiros de excelente qualidade, superprecoce, leite e lã tudo ao mesmo tempo, com as raças Lacaune (francesa) e Frizona Milcshcshaf (alemã). Por outro lado, também ganham destaque as raças de corte Texel, Ile de France, Suffolk e, agora, como nova opção, a raça Dorpe. O plantel catarinense gira entre 250 a 350 mil cabeças, sendo que a maior concentração está no Oeste (com 35,8%) e meio Oeste (18,1%), totalizando 53,9% na região.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Anacleto Ângelo Ortigara, realça que os produtores estão atentos às novas técnicas, especialmente as que oportunizam agregar mais valor ao produto. “A ovinocultura, que até pouco tempo tinha como objetivos apenas a exploração de lã e consumo de carne, avança para novos negócios como o mercado leiteiro, por exemplo.

Um dos problemas detectados pelo Sebrae e que serão abordados no Encontro Estadual é a baixa produtividade, a sazonalidade de oferta de cordeiros, a falta de padrão das carcaças e a pouca especialização em cortes especiais. Outro grande gargalo do setor é o abate informal que chega na casa de 80%: com objetivo de conseguir um valor maior por quilograma, o produtor faz o próprio abate e a comercialização. Isso atrapalha a formação da cadeia produtiva porque os frigoríficos não têm fornecedores fiéis para garantir contratos com seus clientes.


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