27 set20:39

Barragens ajudam a minimizar cheias

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As chuvas ocorridas no final de agosto e início de setembro em Santa Catrina também afetaram as barragens situadas na bacia do rio Uruguai. Por isso a Tractebel, que administra as hidrelétricas de Itá, Machadinho e Passo Fundo, realizou na terça-feira uma coletiva para explicar como funciona a operação das unidades no caso de cheias.

De acordo com o gerente das três hidrelétricas, Elinton Chiaradia, a presenças das barragens ajuda a amenizar os efeitos das cheias. –Elas ajudam a regularizar e diminuem o pico- explicou. É como uma onda que vai diminuindo sua intensidade ao passar em cada barragem.

Isso porque, quando inicia uma cheia, as barragens já começam a liberar mais água pelos vertedouros, para conseguir segurar parte da água quando atinge o maior volume.

O gerente de Itá Diego Collet, disse que no dia 30 de agosto, choveu mais de 100 milímetros em alguns pontos, volume de quase um mês. No lago de Itá o volume de água atingiu 19,8 mil metros cúbicos por segundo. Itá conseguiu segurar até chegar a 19 mil metros cúbicos, 800 metros a menos. No dia 9 de março, quando chegou 12,5 mil metros cúbicos, foram liberados pelo vertedouro e comportas apenas 11 mil metros cúbicos.

Em Foz do Chapecó também houve contenção da cheia, segundo o gerente de operação, Gilson Carvalho.

Diego Collet.

Lá a quantia que chegava era 20,5 mil metros cúbicos por segundo no dia 30 de agosto e foram liberados 20,5 mil, ou sejam, mil metros cúbicos a menos. Chiaradia disse Isso ajudou a diminuir os alagamentos em áreas ribeirinhas abaixo da barragem, pois cada usina segurou um pouco. As hidrelétricas de Campos Novos, no rio Canoas, e Barra Grande, no rio Pelotas, também fazem parte do sistema, que é controlado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). São 20 pontos de monitoramento do volume de água na Bacia do Rio Uruguai. As hidrelétricas mandam informações para a ONS de hora em hora, para que ela acionar as barragens.


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