13 out19:16

Um rio, peixes e pedras típicas

A palavra “Goio-En” é derivada da língua indígena tupi-guarani e significa “muita água” ou “o que vem do fundo do rio”. Nessa perspectiva, o Instituto Goio-En trouxe para a Exposição-Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó o Piso Interativo Midas Touch 3D.

O piso recria o fundo de um rio, com peixes e pedras típicas. Equipado com sensores que captam movimentos e processam imagens tridimensionais em tempo real, ao caminhar sobre a projeção formam-se ondas como quando atiramos uma pedra na água.

A ideia inicial era atrair crianças para fazer um trabalho de educação ambiental e conscientização, como crítica à matança de peixes e incentivo à preservação do meio ambiente. Não demorou e os adultos que passavam pelo estande se encantaram com a brincadeira. Segundo a assessora de comunicação do instituto, Daniela Zancanaro, cerca de 5 mil pessoas visitam o espaço Goio-En por noite.

Desde 2003, o Goio-En realiza estudo sobre os peixes do Rio Uruguai, educação ambiental e planejamento, através de projetos, ações e parcerias com entidades e com a comunidade. Entre os peixes estudados estão o Dourado, Surubim, Curimbatá, Pintado amarelo, Piracanjuba. Neste mês o instituto iniciou um trabalho em parceria com pescadores que moram na área de abrangência da Usina Foz de Chapecó. – São oito pontos de coleta de larvas e ovos de peixes, que posteriormente são repassados para o Goio-En – explica a técnica ambiental do instituto, Michele Cavalheiro.

O Instituto Goio-En trouxe o piso interativo para a feira com apoio da Usina Foz de Chapecó, Ministério da Pesca e Aquicultura e da Fundação Universitária de Desenvolvimento do Oeste (Fundeste).


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